Bariloche, o retorno

Olá amigas!

Desculpe o post tão tardio, mas foi tudo uma correria só desde que cheguei. Em casa, o ritmo de trabalho já está intenso, graças a Deus!

No último dia da viagem, acordamos às 8 horas e fomos para nosso último café. Comemos bastante, porque não iria rolar almoço, então, exageramos mesmo. Voltamos para o quarto (quase rolando) e arrumamos nossas coisas para podermos entregar logo o quarto, pois às 11:30 era o horário limite. Juntamos as tralhas todas e descemos, com as malas na cadeira de rodas, rsrsrsrsrs. Na recepção, deixamos as malas e a cadeira e fomos fechar a conta. Aproveitei todos os pesos que eu tinha e desovei tudo no hotel, pois não queria ficar com nada, já que penso que pra Argentina não volto mais, nem por causa da deliciosa casquinha de doce de leite do McDonalds. Uma parte da conta tive que pagar no cartão, já que eles não aceitam reais.

Como não podia deixar de ser, tem sempre uma coisinha sobrando ou faltando na conta, e é por isso que é super importante sempre conferir as contas no check-out. Colocaram na nossa conta um jantar de alguém, regado a vinho, e esqueceram de colocar o nosso jantar da noite anterior (bagunçado igual ao braseel).

O motorista só iria nos pegar às 16h, então, íamos ficar de bobeira no hotel por algumas horas. Sentamos na sala interna de chá e eu chequei meus emails. Tinha um trabalhinho pra mim, e aproveitei para ganhar mais uma graninha, enquanto esperava o tempo passar. Enquanto isso, Gabi foi ter aula de pintura.

pintura gabiDepois que terminei o trabalhinho rápido, fui até a piscina, onde estava sendo a aula de pintura. Fiquei assistindo, e a professora insistiu que eu pintasse tb. Essa pintura do lado é da Gabi. A minha não consegui terminar porque a hora da professora acabou, e pintura requer tempo e paciência. Trouxe para casa, mas duvido que algum dia termine…

Dali, fomos caminhar pelo gramado perto do lago. Queria ver se conseguíamos encontrar mais pedras, porque Gabi não podia caminhar muito ainda (para fora do hotel), por causa da distensão na perna. E depois de encontrar só uma pedrinha miserável, sentamos na varanda da sala de chá e fizemos uma horinha até as 15h, que era o horário em que ela teria outra aula de arco e flecha. E eu, fiquei entendiada andando pra lá e pra cá, doida pra ir logo embora.

Faltando 15 minutos para as 16h o motorista chegou, e uns 40 minutos depois chegávamos ao aeroporto, onde Gabi foi parada pela segurança do aeroporto porque colocou a pedra na bagagem de mão, e não na mala despachada. O resultado é que a nossa última pedra ficou em Bariloche!

Demorou um tanto até que pudéssemos entrar. Começaram primeiro pela fila prioritária, e em seguida fomos nós as primeiras da fila de “econômicas”. E ao chegarmos ao nossos assento (aqueles que têm um espação na frente), estava uma senhora sentada no assento da Gabi. Dissemos a ela que ela estava no nosso lugar, mas ela não arredou o pé; tivemos que chamar um comissário para resolver a questão. Ele pediu o bilhete dela para conferir o assento, e ela disse que não tinha o bilhete, que tinha ficado no saguão de embarque com a funcionária da cia aérea (e assim, pegou o assento que mais lhe foi conveniente: o nosso). Quando foi chamada a mulher que destacou os bilhetes dos passageiros na fila de embarque, ficou constatado que o lugar onde o comissário pediu que sentássemos era justamente o lugar da velha espertinha. Então, eu pedi que o comissário colocasse a senhora no lugar dela, pois o assento em que sentaríamos nos foi dado justamente por causa da distensão muscular da Gabi, para que ela pudesse esticar a perna durante a viagem. A velha fez uma cara meio feia, mas saiu, derrotada. Depois que uma velhota safada me passou a perna num restaurante (papo antigo), eu não tenho mais pena de velhinhos como tinha antigamente, pois sei que tem mais velhos espertinhos e trambiqueiros do que imaginamos, só se escondendo por trás da sua frágil imagem de idosos. Agora virei má (acho que depende muito da situação também…)!

E assim iniciou nossa viagem de volta. Duas horas depois, e chegamos a Buenos Aires. Foi um parto! Estava tendo jogo da Argentina com Colômbia, e o aeroporto estava entregue às baratas. A zona de segurança de voos de conexões estava FECHADA, e nosso voo seria em breve. Outros passageiros na mesma situação (com voo em cima da hora) começaram a reclamar, e muito a contragosto abriram a ZONA e começaram a passar nossas bagagens no raio x e carimbar nossa saída do país. Gente, pensei que essa zona fosse só no braseeel.

A porta de saída da zona de segurança para o saguão de embarque estava TRANCADA, e os passageiros começaram a se amontoar atrás de nós, querendo sair também, e igualmente reclamando. A faxineira que estava por trás da porta chamou alguém, que demorou uma eternidade para destrancar a porta. E quando saímos, finalmente, resmungando muito, é que descobrimos o real motivo do abandono. Todas as TVs do saguão estavam transmitindo o fatídico jogo de futebol, que foi o responsável pelo atraso do voo, também. Gente, vocês conseguem acreditar nisso???? Todo mundo vendo o jogo (certamente os pilotos e comissários também), e nosso voo atrasou MEIA HORA por conta dessa meleca! Eu já odiava futebol desde que meu pai morreu, justo no primeiro jogo do braseeel na copa de 2006. O hospital estava abandonado, e meu pai jogado numa sala “esperando” que alguém fosse recolhê-lo, e nós, sem sabermos a quem pedir que nos atendesse para irmos vê-lo. Depois dessa viagem, passei a odiar mais ainda essa porcaria de futebol. Incrível como as pessoas se transformam e fazem coisas erradas ou absurdas por causa de um jogo. Esquecem da vida e das responsabilidades, e os outros que se danem!

Viajar é sem dúvida algo que eu mais gosto de fazer na vida, mas definitivamente, os voos e os aeroportos são a parte mais estressante. E vim para casa pensando na nossa experiência com cadeira de rodas, e em como cadeirante é um povo renegado mesmo. A dificuldade que cadeirantes têm para se locomover em lugares despreparados, é realmente algo entristecedor. As pessoas (e autoridades) esquecem que cadeirantes também são pessoas, até que alguém de sua família ou eles próprios tenham que usar cadeira de rodas. É lamentável como cadeirantes ainda têm dificuldade para serem incluídos na sociedade. Depois dessa experiência, certamente olho deficientes físicos com outros olhos, mais preocupados.

E chegamos ao Rio às 1:30 da manhã. Pegamos um taxi e fomos para casa. Depois do merecido banho, capotei e só acordei às 11 da manhã, quando, então, voltei à vida normal de abóbora.

E minha unha, como não podia deixar de ser, quebrou logo no primeiro dia de viagem, quando fui tirar a bagagem de mão do compartimento do avião. A coisa foi tão feia que ficou roxo onde a unha partiu. Eu não aprendo que unhas quadradas  (ou compridas) e viagem não combinam de jeito nenhum.

E quando às pedras que trouxemos das terras patagônicas, viraram uma tentativa de arte, que só mesmo com muita pedra para ficar perfeito.

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Essa é a única arte que posso fazer com esmalte, no momento. Tem uma pedrinha aê?

Bem, meninas, fico por aqui esperando o dia em que poderei postar aqui novamente. Beijos em todas e até a próxima!

Adri :/

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Bariloche, Dia 3

Bom dia meninas!

Hoje acordei às 7 da manhã e fiquei rolando na cama. Queria saber como estaria Gabi.

Ela acordou às 8:30 para ir ao banheiro, e me mostrou como estava o tendão de aquiles dela: duro como um pedaço de pau. Fiquei horrorizada. 

Levantamos e fomos tomar café. Aproveitei e pedi para o responsável pelo café providenciar uma cadeira de rodas, pois Gabi não pode ficar andando, e muito menos subindo escada (o restaurante é acessado por uma). Tomamos nosso café, e desta vez, como chegamos mais cedo, Gabi teve coragem de tirar fotos da mesa de café.

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Llao24E assim terminava o café da manhã. O impasse, então, seria o que faríamos o dia inteiro. Gabi queria ir ao centro, mas a médica recomendou que não andasse, ou andasse o mínimo possível. Então, resolvi perguntar se o hotel emprestaria a cadeira de rodas, e assim pagaríamos um taxi para irmos ao centro, já que ônibus seria muito mais complicado. Por sorte, eles emprestaram, e então fomos até o centro.

Chegamos lá, era pouco mais de 11 da manhã. Marcamos com o motorista de nos pegar no mesmo local em que nos deixou, às 15 h. E lá fui eu, empurrando a cadeira de rodas pelas calçadas esburacadas de Bariloche.

Quando a gente está “do outro lado” é que percebemos como os países subdesenvolvidos são despreparados para receber cadeirantes. 90% das rampas e calçadas estavam em péssimas condições de conservação, com a base da rampa esburacada, de forma que a rodinha da frente da cadeira ficava enganchada e não andava nem pra frente nem pra trás. Gabi precisou levantar da cadeira em quase todas as rampas, para eu poder subir com a cadeira na calçada. Muitas das calçadas tinham degraus, e eram pavimentadas com pedras desniveladas. Andar com cadeira de rodas foi uma verdadeira aventura. Ao menos os motoristas respeitavam e paravam para nós atravessarmos nas faixas de pedestres.

Enquanto o povo todo na rua estava enfiado em casacões, eu estava com minha blusinha de malha fina, com o casaco amarrado na cintura, porque minha malhação do dia certamente me fez perder uns 3 quilos. Suava como uma leitoa assando, apesar de não ter sol, e até chuviscar de vez em quando.

Rodamos por algumas lojas, mas aqui não tem nada muito interessante para comprar, na minha opinião.

Llao31Bariloche tem muitas lojas de chocolates, e uma das mais famosas é a Mamuschka, que além dos chocolates, vende as famosas Matrioscas, aquelas bonequinhas russas que encaixam uma dentro da outra. Tinha umas lindas, mas eram carésimas. Ademais, eu já tenho um conjunto de Matrioscas em casa.

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Rodamos por algumas lojinhas, e em uma ou outra encontramos algo bonitinho. Gabi viu esse conjunto de esquilos de madeira “encaixáveis”, e quis levar. Já eu, adorei a tigelinha de cerâmica pintada a mão. Adoro essas coisas!

Llao 32Antes de vir para cá, eu li na internet que aqui os estabelecimentos aceitam reais como pagamento, então, eu trouxe uma quantia em pesos e outra em reais, pois se eu gastasse todos os pesos poderia pagar o que faltasse em reais. Como o hotel não aceita reais como forma de pagamento, e a maior parte das despesas que terei aqui será no hotel, uma forma boa de trocar os reais que eu trouxe foi pagar as compras no centro com reais, e eles nos davam o troco em pesos. Desta forma, poderei usar meus ex-reais para pagar a conta dos restaurantes do hotel, que não vai ser barratinha, rsrsrsrsrs.

No meio da rua principal do centro, passamos por uma loja da Aerolineas Argentinas, e aproveitamos para pedir que uma cadeira de rodas seja disponibilizada nos aeroportos para Gabi.

Quando deu 14h, fomos andando em direção ao ponto onde marcamos de encontrar o taxi, as como ainda faltava uma hora para a hora marcada, resolvemos sentar em um restaurantezinho para comer algo. Pagamos uma modesta continha, de pelo menos 1/3 do valor das refeições no hotel. Tudo bem, que é vale quanto pesa. A comida do hotel é bem mais cara, mas é AAAA comida, neah? Nesse restaurantezinho comemos um bife à milanesa coberto com queijo, presunto, tomate e orégano (estilo Napolitano), mais purê de batatas. Nada substancial; um quebra-galho, eu diria.

E faltando quinze minutos para as 15h, chegávamos ao ponto de encontro, onde coincidentemente passava o taxi que esperávamos. Nele entramos e viemos para o hotel, onde tomei um banho e estou aqui escrevendo para vocês.

Ainda vemos muita gente chegando ao hotel (Muita perua, gente! Muita perua MESMO!). Fim de semana se aproxima, assim como o mês de julho, que é “alta temporada para brasileiros” em Bariloche. Alta temporada de Argentino aqui, é no verão somente. Vemos muitos ônibus entrando no hotel somente para conhecer (por fora, claro, como aconteceu comigo um dia, ehehehehe).

O Llao Llao é ponto turístico em Bariloche. Moito phyno! É um lugar lindo para se conhecer (para quem nunca veio), mas vir aqui sem curtir esqui, é só uma vez mesmo. Eu vim pela segunda vez porque, como eu disse para vocês, eu só queria me hospedar nesse hotel, para morrer podendo dizer que entrei nessa “porcaria” como hóspede um dia, rsrsrsrsr. Não gostei de ser quase escorraçada quando vim aqui, apesar de entender PERFEITAMENTE que eles fazem isso para preservar a privacidade dos hóspedes. Além do mais, como eu fiquei em Villa La Angostura da outra vez, e não Bariloche mesmo, eu queria conhecer un poquito más da cidade. Apesar de ser um lugar lindo e a comida ser muito gostosa, me despedirei de Bariloche, acreditando que nunca mais voltarei. Há muitos outros lugares no mundo que quero conhecer, e indo na onda da Gabi, entrou para os planos fazer um cruzeiro para as Bahamas num dos navios da Disney e também nos hospedarmos no Grand Floridian da Disney, em Orlando. Mas isso é para quando as vacas ficarem obesas de novo (se dilminha deixar).

Não sei o que faremos no resto do dia e nem na manhã de amanhã. Às 16h de amanhã iremos embora, e voltaremos a ser abóboras (como a carruagem da Gata Borralheira que virou abóbora depois da meia-noite).

Se fizermos algo relevante, farei um update neste post. Vou ficando por aqui, aproveitando mais esse restinho de frio e o solzinho que resolveu aparecer agora, no fim da tarde.

*** UPDATE ***

Estava entendiada e disse para a Gabi que eu ia dar uma volta. Ela disse que queria ir até o lago Moreno, que fica atrás do hotel, então nos vestimos e saímos. Tomamos o mesmo caminho que fizemos ontem para ir para a área de arco e flecha, ou seja, pelo Spa, só que nós erramos o caminho e fomos parar na piscina interna do hotel. Chegando lá, ficamos maravilhadas com o que vimos.

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São três piscinas, sendo a mais interna (a que vocês veem na foto) com água na temperatura normal, outra menorzinha logo atrás dela, que tem uma temperatura bem alta e hidromassagem, e outra maior, à direita, que tem passagem sob o vidro e que vai lá para fora, ao ar livre. Ontem eu fiz um vídeo da piscina, para mostrar o vapor quente que fica sobre a água, em contraste com o frio de 5 graus externo.

E este outro vídeo é da parte interna, que fiz hoje:

Voltamos correndo para o quarto para colocarmos nossos trajes de banho, que, enfim, não vieram só passear em Bariloche.

Quando voltamos, mergulhamos na piscina aquecida e atravessamos o vidro, indo lá para fora. A sensação era magnífica. A vista do lago e da montanha nevada ao cair da tarde foi algo de quase me fazer chorar. Como eu agradeço a Deus por ter o dom da visão! Ver essa paisagem é um privilégio que muitos não têm. Pena que eu não tenho capa especial aquática para celular, porque queria muito poder mostrar para vocês.

Dentro da água é quentinho, mesmo no frio de 7 graus que estava fazendo lá fora. Só a cabeça que fica de fora, e com o cabelo molhado fica mais friozinho. Mas como a parte maior do corpo está aquecida, não sentimos nenhum incômodo. Eu colocava o pé para fora da piscina e sentia o impacto da diferença de temperatura.

Llao 36Ficamos na parte externa talvez uns 15 minutos, e logo entramos, nos deitamos nas espreguiçadeiras e pedimos um café, que veio com dois mini alfajores e dois chocolates que derretiam na boca. Certamente foi uma despedida em grande estilo. E quando voltamos para o quarto, encontramos mais um bombom em cada cama, com a previsão do tempo e o pedido de café da manhã no quarto (para quem quiser).

Llao 34Amanhã será a data da nossa partida, e não poderemos fazer muita coisa, pois o check-out deve ser meio-dia ou antes. Teremos que ficar de bobeira aqui no hotel até as 16 horas, que é o horário que a Elisabeth marcou de vir nos buscar. Ainda bem que tem ao menos internet, rsrsrsrsrs.

Mais tarde iremos jantar no Patagônia e viremos para a caminha. Ao acordarmos amanhã teremos que arrumar as tralhas com calma para não esquecermos nada, o que sempre acontece quando fazemos tudo na correria (não gosto de correrias). Chego de volta ao braseeel no sábado de madruga. Mas acho que antes disso posto mais alguma coisa.

Beijos meninas!

Adri :D

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Bariloche, Dia 2

Boa tarde, meninas!

Ontem foi eu fechar o notebook e desmaiei. Acordei para ir ao banheiro, achando que era madrugada ainda, e quando voltei pra cama (pulando como uma cabrita, por causa do frio), Gabi acordou também e perguntou que hora iríamos sair. Na hora pensei, “Acho que ela está sonhando ainda” e falei “Mas nem amanheceu (clareou) ainda, Gabi!”, e ela: “Mas já são 8 e meia!”. Arregalei os olhos e pasmei. 8 e meia da manhã e estava escuro como 4 da manhã no braseeel. Esperamos dar 9 horas, que é a hora que tem começado a clarear o dia por aqui. Assim como ontem, estava -3 deliciosos graus lá fora.

Nos arrumamos e fomos tomar o nosso café. Gente… sem palavras… Eu fiquei MORRENDO de medo de pagar mico, e não fotei a mesa do café. Só tive coragem de tirar a foto dessas duas coisas que pegamos para comer. 

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Gente, é impossível comer pouco. Na primeira foto, temos um waffle que Gabi pediu para fazer, com calda de chocolate, doce de leite, chantilly e uma cereja. Há uma mesa bem grande, num canto do restaurante, com inúmeros ingredientes diferentes, onde dois funcionários do hotel preparam waffles e omeletes, com os ingredientes que você escolher.

Na foto de baixo, temos um pão folhado de passas… gente… eu caí na besteira de só pegar um para provar. Fiquei enlouquecida com o troço, e quando voltei à mesa para pegar mais, recebi a triste notícia de que havia acabado. No café de amanhã montarei guarda e pegarei ao menos uns três. O troço é de matar, de tão delicioso. Gabi disse que amanhã tirará uma foto com mais coisas do café, para mostrar pra vocês. Ela disse que se as coisas estiverem na nossa mesa ela tem coragem de fotar, hehehehe

Dali, voltamos ao quarto para pegar nossas bolsas e irmos ao centro. Já passava de 11 da manhã, e teríamos que voltar logo, porque Gabi teria aula de arco e flecha às 15 h. Fomos até o ponto do ônibus, que fica ao lado do estacionamento do hotel, e esperamos até o ônibus chegar. Como estava frio, ficamos dentro do abrigo do ponto.

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Vista do estacionamento do hotel

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Quando o ônibus chegou, descobrimos que não podíamos pegá-lo, porque só se paga com um cartão recarregável; é como o RioCard no Rio de Janeiro. E adivinha? O motorista não vende o cartão, e muito menos o hotel. Resultado: vimos o ônibus ir embora e ficamos chupando o dedo. Incrivelmente, um hotel que oferece tantas atividades sem custo adicional para o hóspede, não oferece traslado entre o hotel e o centro, deixando-nos confinados aqui. Vai entender! A única resposta que tenho pra isso é o dono do hotel ser também dono da locadora de carros Hertz, que fica numa salinha naquele corredorzão principal do hotel. Assim, nos obriga a querer alugar um carro. 

Um taxi até o centro custa 265 pesos, ou 80 reais, para percorrer 26 km (o ônibus custa 3 reais). Achei caro demais, e resolvemos mudar os planos. Decidimos ficar aqui pelo hotel mesmo hoje, e amanhã faremos o Circuito Chico. Depois do passeio, pediremos para a Elisabeth nos deixar no centro na volta. Assim, compramos o cartão e carregamos para podermos voltar de busão pro hotel, depois de passear pelo centro, e quem sabe, almoçarmos.

Sendo assim, começamos a caminhar pelos arredores do hotel, e encontramos uma lojinha que vende produtos à base de Rosa Mosqueta, uma frutinha (e não uma flor) que nasce em um arbusto, muito comum aqui na Argentina (encontramos até caminhando na beira do asfalto), do qual se extrai um óleo que é utilizado para diversos fins terapêuticos e cosméticos.

Entramos na lojinha mais porque eu havia pegado umas pedras no meio da rua, para levar pra casa, e minha mão estava gritando por um creme, e eu não tinha nenhum. Vou explicar direito.

Eu encontrei dias desses uma página no Face da artesã Elspeth McLean, que pinta mandalas em pedras. Eu achei o trabalho dela lindíssimo, e morri de vontade de fazer igual, mas não consigo encontrar com facilidade onde moro a matéria prima para fazer a arte, que são as pedras roladas, de rio. E caminhando pela beira da Aveniza Bustillo (a do hotel), vimos centenas de pedras roladas pelo chão, jogadas no meio da terra, e eu fiquei louca, né? Quando encontrava uma mais redondinha eu pegava.

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Mas como elas estavam sujas de terra, esfreguei na grama, ainda molhada do sereno, para tentar limpar. Minha mão ficou com aquela sujeira de terra seca (depois que a água do sereno secou), e eu tenho verdadeira aflição de pegar em qualquer tipo de pó. Minha vontade é de arrancar a mão fora, de tanta aflição que tenho. Então, no auge do desespero, avistei a tal loja e pensei: “Vou lá fingir que vou comprar alguma coisa e vou usar o tester do creme para aliviar a minha aflição”, rsrsrsrsrs. Só que eu gostei tanto do creme, que acabei comprando mesmo, hahahhahaah

Llao11Eu já gosto de um creme, e quando acho um que não “deixa a mão plastificada”, como diz Gabi, e que tem o cheiro gostoso, eu fico doidinha e acabo comprando. Não foi baratinho não, mas acho que vai durar bastante.

E saindo dali, caminhamos um pouco mais, e após passarmos por vários arbustos de rosa mosqueta pela beira do asfalto, não avistamos mais nada que prestasse, e fomos até uma igrejinha linda, toda de troncos, que fica em frente à tal loja, no alto de um morrinho, de onde se tem uma linda vista do hotel.

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E não tendo nada mais a fazer, fomos para o hotel fazer hora até a aula da Gabi, que não sabia como teria a aula, andando toda troncha como está. Ontem, lá no bosque Los Arrayanes, enquanto comíamos a torta de limão, não sei o que essa menina arrumou que caiu pra trás entre o banco que ela sentava e o banco da mesa de trás (são daqueles bancos de madeira compridos, para duas pessoas, sem encosto). Ela ficou dependurada entre os dois bancos, se agarrando como podia pra não cair, enquanto eu olhava, sem entender nada (foi tudo muito rápido), tentando ajuda-la a se levantar, estando eu sentada (na verdade, de pé) do outro lado da mesa.

Enfim, fomos caminhando (ela, capengando) até o hotel, onde sentamos na sala de chá e tomamos mais um daquele chá gelado de frutas vermelhas. Ao terminar, subimos para o quarto para esperar mais um pouco a hora da aula.

Llao7E no meio do caminho, não pude deixar de tirar foto dessa poltrona revestida de pele de “bambi” (tadinho).

Não demoramos muito no quarto, e logo descemos para a tão esperada aula. Num frio de -1 grau, minha arqueira fez bonito, estourando 4 balões dentro do alvo, que ficava a uns 12 metros de distância. Nada mal, para alguém que nunca pegou num arco e flecha antes.

Merida

Uma hora depois, já às 16h, eu estava urrando de fome, e fomos para a sala de chá, onde pedi um sanduba delicioso (com hamburguer caseiro), já que o restaurante maior (o Patagônia, do jantar de ontem) fechou justo às 16h e não dava mais para comer comida decente. No cardápio da sala de chá só tem 3 pratos, e o único que me atrai é aquele frango que comi ontem no almoço, e que eu não queria repetir, embora estivesse muito gostoso. 

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Gabi não estava com fome, e não comeu nada. Viemos então para o quarto, tomamos nosso banho, e a dita está aqui na cama ao lado babando no travesseiro, enquanto eu estou aqui fazendo esse post pra vocês.

Mais tarde sairemos para jantar, e haverá, às 22:30, um show no salão do hotel. Que show é, eu não sei, mas qualquer coisa será bem vinda! O importante é passar um tempo super agradável! Se houver algo interessante, depois eu edito este post e acrescento. Agora, acho que vou imitar a Gabi e me enterrar debaixo das cobertas, nesses deliciosos 4 graus.

Não dá para enxergar nada pela janela, porque há um fortíssimo nevoeiro lá fora. A previsão do tempo para amanhã, último dia inteiro da viagem, é de chuva, e não sei se será interessante fazer o Circuito Chico, que nos levaria a um mirante para apreciarmos a vista do alto da cidade. Mas de qualquer forma, espero que a gente dê um jeito de ir para o centro, porque não terá graça termos vindo aqui e não termos dado um rolé por lá.

*** UPDATE ***

Recebi uma ligação da Elisabeth dizendo que seria cancelado o passeio amanhã porque o passeio em grupo só seria feito na parte da tarde. Passeio só pra Gabriela e eu sairia caríssimo. Então achei conveniente, já que a previsão do tempo não é das melhores.

Gabi levantou da cama urrando de dor. Acabamos tendo que ir fazer uma consulta na médica de plantão do hotel, que diagnosticou uma distensão da musculatura interna posterior da perna, no alto da panturrilha, e recomendou repouso tanto quanto possível, ou seja, melou o resto da viagem, aparentemente.

Ela passou um medicamento para a Gabi tomar, e eu quero ver como será na sexta-feira, na correria de troca de terminal no aeroporto, para não perder o voo pro Rio de Janeiro. Pedi um relatório para a médica, conforme a empresa de seguro viagem (Mondial) solicitou, para reembolso no braseel, já que o atendimento não foi em hospital indicado por eles. Mais trabalho à vista!

E dali fomos direto para o restaurante Patagônia, para jantarmos. O prato delicioso da vez foi uma posta de salmão grelhada com fettuccine de espinafre e tomates cereja. Estava muito bom, mas não melhor que a massa de ontem.

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Foto tirada, desta vez, do final do corredor principal do hotel

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Dali fomos para o salão, ver qual era a do tal show. Sentamos no sofá e fiquei olhando os lustres, feitos de chifres de veados. Quantos morreram? Certamente muitos.

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Aqui na Argentina é muito comum se comer carne de veado e javali. Segundo entendi o guia falando ontem, no parque Isla Victoria, há ainda muitos javalis e veados selvagens, mas também há fazendas que criam esses animais para abate e consumo humano.

Uns 15 minutos depois que nos sentamos, começou o tal show. A voz da cantora era muito irritante (aguda demais, sei lá), apesar da boa pronúncia do inglês. Ouvimos a primeira música, e demos linha na pipa. Minha cama quentinha está melhor!

Agora não sei mais o que faremos amanhã. Gabi está aqui com uma bolsa de gelo sob a perna, e vamos ver no que isso vai dar. Na pior das hipóteses, dormirei o dia inteiro.

Beijinhos em todas, e até o próximo post!

Adri :D

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Bariloche, Dia 1



Boa noite, meninas!

Finalmente cheguei a Bariloche, depois de uma viagem “mortificante”. 

Ontem saímos de casa por volta das 22 horas, porque o check-in seria às 22:40. Chegando ao aeroporto, não tinha viva alma nos guichês da Aerolineas Argentinas. Fiquei até com medinho de terem cancelado o voo, já que há umas semanas atrás houve greve geral na Argentina. A verdade, mesmo, é que o aeroporto estava entregue às baratas até de passageiros. Tinha meia dúzia de gatos pingados. Como tudo no braseeel (ou no Mercosul, já nem sei) não houve check-in às 22:40; põe mais uns 15 minutos aí, que foi a hora em que os funcionários da AA começaram a chegar, com cara de sono. Tudo neste país é atrasadinho. Fizemos o check-in e fomos para a zona de segurança, para passar as bagagens no raio X. Ali conhecemos o verdadeiro sentido da palavra ZONA. 

Nos EUA, a gente se borra de medo dos agentes da segurança do aeroporto, que são pessoas com semblante sério (parecendo até zangados) e compenetradas no seu trabalho. Ali, naquele momento, na nossa frente, em outro continente (braseeel), os agentes de segurança estavam se empurrando de brincadeira e às gargalhadas. Como, gente, como é que alguém pode levar este país a sério??? Uma zona, realmente!

O voo não foi diferente, atrasou, pra variar, o que acabou atrasando tudo um pouco. Chegamos a Buenos Aires passavam das 5 da manhã. Não consegui pregar o olho, e cheguei lá um caco, apesar de terem sido somente 3 horas e pouco de voo (nem pra NY me canso tanto). A única coisa boa, até então, foi sair do avião na friaca de -1 grau!

Chegando lá, pegamos as malinhas na esteira, passamos pela imigração e fizemos uma peregrinação do terminal A para o C, a pé, arrastando as malas conosco. Ainda teríamos que pegar outro avião até Bariloche, mas já foi uma ótima coisa não termos precisado ir pro outro aeroporto, que fica bem longe do Ezeiza. Então, melhor não reclamar muito (podia ter sido pior).

O voo, pra variar, atrasou novamente. Aviãozinho pequeno, da companhia Austral, com 3 assentos de cada lado. Na nossa frente, uma criancinha que foi berrando de Buenos Aires até Bariloche (ninguém merece!), e mais uma vez, não conseguimos pregar o olho; até tentamos. Resolvemos desistir de tentar cochilar quando o comandante começou a dizer que estávamos iniciando o sobrevoo das montanhas nevadas de Bariloche. Gabi tirou várias fotos, e começamos a nos empolgar, apesar de estarmos mortas.

Bariloche

Logo o avião pousou, e imaginamos se tudo, a partir dali daria certo. Estávamos com esperança de que realmente houvesse alguém nos esperando para nos levar ao hotel, conforme programei. Pegamos as malas e saímos, e para meu alívio, lá estava Elizabeth, esperando por nós, com meu nome estampado num pedaço de papel. 

Saímos porta afora, e enfrentamos congelantes e deliciosos -3 graus e um lindo dia de sol. E no meio do percurso, já dentro da van, Elizabeth ia nos dizendo o que poderíamos fazer nos 3 dias em que ficaríamos, e sugeriu que fôssemos hoje mesmo fazer o passeio de barco pelo lago Nahuel Huapi, pois nessa época de inverno é difícil pegar um dia bonito como fez hoje. E tudo o que queríamos era um banho e morrer na cama, mas levando em conta que viemos para aproveitar e não para dormir, concluímos que realmente era o melhor a ser feito. 

Compramos com ela, então, o passeio de barco, com 4:30 horas de duração, que saiu por 240 reais por pessoa (aceitam pesos ou reais, que convertem na hora), valor que incluía o valor do passeio, a taxa de embarque e o ingresso dos parques que visitaríamos.

Elizabeth e o motorista nos deixaram na porta do hotel, onde alguém já veio logo abrir a porta da van e nos dar a mão para descer. Foi uma glória, finalmente entrar como hóspede, e não como uma visitante curiosa. E como chegamos mais cedo que o horário do check-in, tivemos que rodar por ali até que nosso quarto ficasse pronto, uma hora mais tarde. Resolvemos, enquanto esperávamos, almoçar logo, pois tínhamos que estar no porto às 13:20 para o passeio. O porto fica bem em frente ao hotel, a uns 300 metros (dá para ver da janela do nosso quarto), e como dá para ir a pé, daria para almoçarmos com tranquilidade. 

Enquanto íamos em direção ao restaurante, eu vi aquele corredor lindíssimo que já vi tantas vezes estampado em fotos de hóspedes do hotel, e como tal, resolvi também tirar minhas próprias fotos.

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E como eu ainda não estava instalada, eu estava com minha bolsa pendurada no meu ombro e câmera fotográfica em punho, registrando tudo lindo que eu encontrava ao redor, em uma típica aparência de visitante curiosa tirando fotos. Não demorou muito a brotar um homem sei lá de onde, enfiado num terno preto com escuta no ouvido, e perguntando a mim se eu era hóspede, visto que visitantes não podem tirar fotos, e nem mesmo transitar pelo hotel. Chegara meu momento da vingança, hahahahahaha. Há dez anos, como já contei aqui, me negaram conhecer o hotel internamente porque eu não era hóspede, lembram disso? Agora eu falei para ele que eu era hóspede sim, mas que meu quarto ainda não estava pronto e eu não estava instalada. Em uma atitude de dúvida, ele me perguntou qual o número do quarto, e eu logo respondi que se eu não estava instalada ainda, então não tinha como saber (affff!), mas se ele achasse melhor, que perguntasse na recepção o número. Enfim, ele me deixou em paz, e eu me senti vingada, depois de 10 anos! 

Como o restaurante maior só abria às 12:30, e precisávamos comer logo para não nos atrasar, resolvemos almoçar na varanda em frente ao lago.

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Lá pedimos um chá gelado de frutas vermelhas e frutas maravilhoso, e nosso merecido almoço com sobremesa.

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Llao Llao5E depois de pagarmos a conta, fomos até a recepção e eles nos entregaram o cartão-chave do nosso quarto.

Subimos acompanhadas do carregador de bagagens, e ao abrir o quarto com vista para o lago, deleitei-me.

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Tirando o carpete no piso, amei tudo. O banheiro é relativamente simples, espaçoso e funcional, com piso de porcelanato e água mega quente. Assim como o quarto, também tem aquecedor.

Mas não podíamos explorar nada naquele momento, porque estávamos em cima da hora do passeio. Então, na recepção, providenciaram uma van para nos levar até o porto.

Chegando lá, agradecemos ao motorista e entramos. Quando já estávamos lá dentro é que lembramos que nem marcamos de ele ir nos pegar na volta, aff. Pagamos as taxas de embarque (moradores do Mercosul têm 20 pesos de desconto), que ficaram pendentes e logo embarcamos no catamarã. Foram 4 horas e meia de passeio. Logo na ida, as gaivotas nos acompanhavam, e eu imaginei que elas faziam isso porque o pessoal dava comida a elas, porque elas estavam impacientes, dando rasantes no barco. Dito e feito! Logo várias pessoas sacaram seus biscoitos, e as bichas ficaram loucas. 

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L4O passeio foi bem legal. Uma hora depois, paramos no Bosque Los Arrayanes, que segundo disseram, foi o bosque que inspirou o filme Bambi.

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Muito maneiro! Lá, entramos numa casinha muito fofa, que era uma lanchonete, e comemos uma torta de limão. Algumas dezenas de minutos depois, após seguirmos o caminho do bosque, voltávamos ao barco para completar o passeio, onde a próxima parada seria a Isla Victoria, que tem sequoias gigantescas e outras árvores que chegam a 50 metros de altura.

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Achei até um gato mega fofo, com espinhas de peixe de metal enfeitando a coleira. Bem parrudo o felino!

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O passeio foi bem longo, e durante o percurso, confesso que nos debruçamos sobre a mesinha à nossa frente e ensaiamos um cochilo. Aquele barulhinho de motor e de água sendo cortada pelo casco do catamarã era como uma canção de ninar para nós, que estávamos mortas de cansaço.

Ao sairmos de lá, já caía a noite, e o frio estava intenso. Deu para tirar umas fotos lindas do por do sol no lago.

Ao chegarmos de volta ao porto, tivemos uma imensa e agradável surpresa: a van estava nos esperando. Quase demos um beijo no motorista de tanta felicidade. Estávamos ávidas por um banho e esticar a coluna.

Chegando ao hotel, foi exatamente o que fizemos: tomamos um delicioso e quente banho. E esta foi a primeira vez que eu não usei o sabonete que levei de casa, pois este foi o primeiro hotel que já vi no mundo que tem um sabonete deliciosamente perfumado, com aroma de lavanda. Show! E ao me deparar com o roupão branco atrás da porta do banheiro, me senti a própria Marilyn Monroe!

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Depois que Gabi tomou banho, ela se deitou para um cochilinho enquanto eu iniciava este post. Acordou assustada (e babando) com o barulho do telefone, que eu surda não ouvi. Era Elizabeth querendo saber se iríamos fazer amanhã o Circuito Chico, que leva as pessoas a um mirante, de onde se tem uma linda vista do lago e arredores. Mas como Gabi quer dar uma de Mérida amanhã, tendo aulas de arco e flecha à tarde, faremos outro roteiro mesmo. Veremos se faremos ou não esse passeio do Circuito Chico.

Logo meu estômago começou a urrar, e eu acordei Gabi, nos vestimos e fomos para aquele restaurante que ainda não tinha aberto, mais cedo: o Patagônia, lindo!

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Amei o ambiente e a comida, uma das melhores que já comi na vida. O Chef deve ser estrelado Michelin, não é possível! A comida é de enlouquecer!!! Os pães, feitos lá mesmo, já seriam suficientes pra me deixar feliz; são divinos, também!

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Comemos feito jiboias e viemos para o quarto. Não vejo a hora de dormir, pois estou um caco. Mas como tenho meu dever para com vocês, vim terminar este post. 

Beijos em todas e até amanhã!

Adri :D

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