805 (Black Holo) – Catherine Arley

Boa noite! Eu resolvi fazer uns desapegos de esmaltes, e enquanto eu procurava do que me desfazer, encontrei muitas coisas lindas que já tinha esquecido que tinha. Uma dessas coisas lindas é o 805, um holo preto e discreto da Catherine Arley.

Black holo - Catherine Arley2

Devido ao fato de ser um holo acanhadinho, foi muito difícil arrancar um “arco-íris” dele. A única foto em que consegui foi essa de cima.

Uma camada generosa ou duas normais, é o suficiente para ficar lindo. Ele é bem fluido, mas não atrapalha a esmaltação, e seca bem rapidinho. Tem um brilho ótimo!

Black holo - Catherine Arley

O pincel é cilíndrico e fino, mas incrivelmente, a esmaltação é ótima com ele. Não vi no sol como fica, mas na luz artificial ele não tem presença marcante. Mas certamente, ao vivo ele é bem mais interessante do que está nas fotos.

Black holo - Catherine Arley3

Além desse, encontrei muita coisa linda. Encontrei muita coisa da qual me desapegarei. Comecei a postar meus desapegos num grupo no Face. Do jeito que a situação anda ruim pra mim em relação a trabalho, uno o útil ao agradável. Me desfaço do que pode fazer outra pessoa feliz do que fui, e complemento minha renda, que já teve dias melhores.

E por falar em falta de trabalho (e consequentemente dinheiro), graças à maravilhosa roubalheira na Petrobras, resolvi dar um pulinho no shopping para passar o tempo. Infelizmente os tempos de fartura acabaram, e é hora de segurar a onda e não mais mandar embrulhar sem saber quanto custa, como era antes.

Esperando o tempo passar para dar a hora do meu cineminha, estava eu em uma loja imensa de eletrodomésticos (vazia), tomando meu sorvetinho diet de pistache e olhando as prateleiras, imaginando quando voltarei a ter a tranquilidade de fazer compras sem sentir medo do futuro, quando de repente percebo um vulto se aproximando (se aproximou tanto que grudou como um carrapato). Era uma vendedora, que perguntou se eu estava procurando algo específico. Até aí tudo bem, está sendo prestativa como todo vendedor deve ser. Virei para ela, e ainda tomando meu sorvete, lhe disse estava POR ENQUANTO SOMENTE OLHANDO a cafeteira (daquelas de cápsula). Ela deu um sorrisinho amarelo e eu virei, continuando a olhar a cafeteira. De repente ela começou a falar da cafeteira, algo que eu não conseguia exatamente entender, porque ela estava sendo bem econômica no timbre da voz, e com uma pessoa que é surda. Eu, fingindo que entendi tudo, sorri e disse um já incomodado “Ah, ok, obrigada!”. E continuei tomando o restinho do sorvete no copinho e olhando os outros modelos de cafeteira. E enquanto eu andava lentamente, olhando todas as cafeteiras na prateleira, vem a vendedora no meu rastro. E enquanto eu raspava o finalzinho do sorvete derretido no copinho, vinha ela tagarelando atrás de mim. Desta vez, eu só olhei e sorri (já p…). Como a bicha não parava de falar, eu resolvi agilizar e mudar de prateleira, e ver outro produto. E, adivinha!!!! Isso mesmo, a bicha parecia ter grudado em mim, sugando toda a minha paciência. E não satisfeita, continuou tagarelando sobre qualquer coisa em que eu batesse o olho. Chega! Acabou! Não aguento mais! Dei meia volta e saí pela direita.

Para mim, uma das coisas mais odiáveis na vida é o “vendedor carrapato”. E pior do que o tagarela, é o que anda na sua cola em silêncio, como se estivesse te vigiando pra você não roubar nada.  

Eu não sei se só eu que sou a consumidora pentelha, mas fato é que eu ODEIO pessoas inconvenientes. Sei que a situação está preta, e o que querem é vender. Mas é um saco o vendedor que não se manca quando está sendo desagradável. Geralmente é necessário ser bem explícito e dizer “fique aí quietinho, que se eu quiser algo eu te chamo”.

Antigamente era o contrário. Quando a situação econômica do país estava indo de vento em popa e o consumidor tinha crédito facilitado (a juros baixos), era um parto pra conseguir um vendedor que te ajudasse; só faltava eu me ajoelhar no chão e implorar atendimento. Eu preferia ir embora e catar outra loja menos vazia, porque tinha mais comprador do que vendedor na loja. Ou é calça de veludo, ou bunda de fora, como dizia minha avó.  Agora que o país está na mais perfeita m… os vendedores (os que não foram demitidos ainda), fazem de tudo para vender e ganhar seu pontinho pela venda.

Pior é que isso aconteceu em praticamente todas as lojas em que entrei. E com esse sentimento de “estou sendo vigiada”, eu realmente não tenho o mínimo gosto de olhar nada.

Isso só incomoda a mim, ou tem mais gente aqui que não gosta disso?

Bjs

Adri :/

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Stylish Cyan – Flormar

teal

Bom dia, meninas!

Como por ora não tenho mais esmaltinhos de lançamento para mostrar (esse é o mal de postar todos de uma só vez), eu resolvi desenterrar minhas comprinhas europeias. Resolvi mostrar pra vocês um teal lindo, mas que infelizmente não ficou na cor real, nos reloginhos das fotos. O esmalte muito lindo de hoje é o STYLISH CYAN (ou Matte 05) da linha Matte da marca turca Flormar.Stylish Cyan - Flormar Matte

Ele é muito parecido com a cor das flores lá no alto, bem puxado pro verde, e, particularmente, acho muito mais bonita a cor ao vivo, embora não curta tanto verde. Mas teal é teal, né? E eu adoro teals! Esse é lindíssimo!

Stylish Cyan - Flormar Matte3

A cobertura desse esmalte é perfeita. Uma boa camada e pronto. Mas embora cubra bem com uma só camada, eu passei duas aqui, para tirar um pouco as imperfeições das unhas.

*** ESTE ESMALTE  É  TOXI-FREE ***

Stylish Cyan - Flormar Matte2Adoro esmaltes matte, e para esse ser perfeito, só faltava ser um pouquinho só mais espesso. A esmaltação é fácil, apesar de ter pincel comum, cilíndrico e fino, e a secagem é satisfatória.

Este esmalte eu comprei na loja da Flormar em Madri. A Flormar tem lojas em todo o mundo, mas infelizmente o braseeel ainda está de fora da lista deles. Na Europa, eles têm loja em quase todos os países, menos Reino Unido e França. Nos EUA, infelizmente a loja deles não é em Manhattan, mas no Bronx (meio longinho).

Beijos em todas.

Adri 😐

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Tilt-A-Whirl – Misa

Olá pessoal! Aproveitando que as cores de primavera-verão já estão aí com toda força, hoje resolvi esmaltar com um esmalte lindo, que é a cara do verão: TILT-A-WHIRL, da Misa.

Tilt-a-Whirl - Misa2

Este é um esmalte coral com toque vermelho, ou vermelho com toque coral, tanto faz. O que importa é que a cor nas fotos, infelizmente, não está fiel à realidade. Diga-se de passagem, a real é bem mais bonita. Nas fotos parece só um vermelho comum. Essa cor nunca fica certa em fotos… :/

Tilt-a-Whirl - Misa3

Os Misa costumam ter cobertura muito boa, mas com este, meu TOC não se empolgou. Foram 3 camadas, porque só com duas achei que ficou fantasminha da ponta da unha por baixo.

Achei ele muito fluido e escorreu para os cantos. Tenho horrorzinho quando acontece isso, porque entra por baixo da pele na curvinha, entre a unha e a pele.

Tilt-a-Whirl - Misa

Porque ontem estava um vento enjoadinho, e calor, ao mesmo tempo, finalizei com top coat, para não dar bolinhas.

A cor é linda e bem vistosa, e acredito que, como em todo verão, será presença marcante nas unhas da mulherada.

E na sessão filosofia de hoje, disserto sobre o desejo de certas pessoas de serem o que nunca conseguirão, não por falta de vontade, mas por falta de capacidade.

Um pouco ao estilo de Blogueira Shame, que não dá as caras na redinha (internet) desde o final de 2013 (o fogo se apagou), tenho visto alguns blogs que dão até desgosto (sim, pode me chamar de chata e antipática). Principalmente nessa área de esmaltes, vejo tanta aberração que dá vontade de chorar. E pegando um pouco no gancho do meu último post, é tanta escrita errada que dá desespero.

Vejo pessoas que esmaltam pintando tudo, menos as unhas, peles ressecadas e arrepiadas, unhas deformadas ou feias mesmo, por natureza, fotos fora de foco, e muitas outras lambanças que não me vêm à cabeça agora.

Eu até acho que as pessoas podem começar mal e ir aperfeiçoando as técnicas e qualidade do seu blog com o tempo (como eu mesma fiz), mas tem gente que não se manca e segue fazendo postagens que mais dão vontade de rir do que outra coisa.

O pior de tudo são “azamiga” que elogiam e jogam muito confete, certamente porque a pessoa é simpática e tals, mas aí entra, novamente o assunto do meu último post: as pessoas deveriam ficar caladas e não elogiar algo que é visivelmente feio e repugnante. Eu realmente não tenho esse sangue de barata que a maioria das pessoas têm. Eu sou física e mentalmente INCAPAZ de elogiar algo que eu ache horrendo, só pra agradar a pessoa. Para mim não é só uma mentira, mas uma imensa demonstração de falsidade. Muito certamente essas pessoas que elogiam fazem chacota e riem por trás. Isso é realmente legal? Pior é que a pessoa elogiada segue postando as aberrações por conta dos elogios recebidos, e se acha o o suprassumo da perfeição. Me dá um desespero imenso ver que a pessoa não enxerga o quanto é horrível o que faz.

Se me proponho a fazer algo, se não ficar no mínimo muito bom, pra mim não está bom. Eu exijo demais de mim mesma, e estou sempre me cobrando a perfeição (que acho que nunca vou conseguir alcançar). Mas se vejo que não está rolando, eu realmente não insisto (se não estiver pelo menos próximo da perfeição). Sou da filosofia do “se é pra fazer, tem que fazer bem feito”.

Muitas pessoas têm a opinião de “se a pessoa está feliz fazendo isso, deixa ela ser feliz!”. Acho que as pessoas têm que buscar sua felicidade sim, mas me dá muita pena de quem é feliz fazendo coisa feia e não se manca. Acho que o grande problema das pessoas é que elas têm preguiça de pensar antes de postar algo que meio mundo vai ver.

Para exemplificar isso, vou citar uma pergunta que li hoje naquele grupo do curso de gastronomia. A mulher sai com um “Alguém sabe dizer se peixe cru tem cheiro e gosto de peixe?” Oi??? Uma das respostas que li para essa pergunta tão sábia foi “Normalmente, não. Tem notas de carvalho antigo e aromas de papoulas e ervas de Provence úmidas pelo orvalho da manhã do primeiro dia da primavera de um ano bissexto.”. Quase me mijay de tanto rir! Isso prova que eu não sou a única que acha que perguntas idiotas merecem respostas imbecis.

Vamos lá, destilem seu veneno contra mim! Me bombardeiem com suas recriminações. Sou chata, sim, e tenho muitos defeitos sim, mas eu tenho olhos, também, e um senso crítico muito apurado. É a minha natureza, sinto muito. Pelo menos eu não sou a falsa amiga que joga confete para coisas horriveis, dizendo que está lindo, mas na verdade achando tudo uma porcaria (e ainda rindo pelas costas). Felizmente minha honestidade e sinceridade não me permitem ser falsa assim.

Bom fim de semana a todas.

Beijos

Adri :/

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Espartilho – Vult

floral-rosa-antigo

Boa noite, garotas!

Hoje trago para vocês um “parece mas não é”: ESPARTILHO, da Vult.

Espartilho - Vult3

O espartilho é um rosa com uma tonalidade mais azulada, meio pálido. Não chamo isso de rosa antigo, porque na minha opinião rosa antigo puxa para o laranja, e não para o azul. Para quem gosta de rosas super discretos, caia dentro, pois ele é discretíssimo em peles claras. Nem parece esse rosa saidinho das fotos.

Espartilho - Vult

Quando passei a primeira camada normal, olhei atravessado… Pensei logo que era uma aguinha de batada, de tão transparente que pareceu. Na segunda camada eu dei uma caprichadinha, sem exageros, e cobriu otimamente bem. Jurava que só cobriria com 3 camadas.

*** ESTE ESMALTE  NÃO É  TOXI-FREE ***

A esmaltação com o pincel flat largo e arredondado na ponta é bem fácil. Secagem em tempo razoável e brilho lindo, que dispensa top coat

Espartilho - Vult2

Gosto muito de rosas, mas esse tom não é o meu preferido, pois fica muito apagadinho pra mim (não se deixem iludir pelas fotos).

E na sessão filosofia de hoje, disserto sobre a cultura da “descultura”.

Faço parte de um grupo de um curso de gastronomia no Face que tem pouco mais de 193 MIL membros. É óbvio que no meio de tanta gente, há muitas pessoas que se tiverem o ensino fundamental é muito. Até aí não há problema; o problema começa quando as pessoas começam a postar no grupo, cheias de orgulho, as fotos das suas “trufas de cocô”, “bolo de cocô”, “bala de cocô”, “pudim de cocô”, e tudo mais o que você possa imaginar de “cocô” que seja comestível.

No meio da multidão há diversas categorias de pessoas que comentam esses posts. Há os debochados, os sarcásticos, os que querem ajudar, os professores, os que acham só graça, os que dão “lição de moral”, os que poem lenha na fogueira, os defensores dos fracos e oprimidos, os sábios e os tolos.

Em um dos comentários, um homem disse à mulher que fez o post estas exatas palavras: “Esse acento não está num lugar adequado. Se for divulgar (o produto), retire o circunflexo. Não se acentuam as paroxítonas terminadas em O”. Pronto, foi o suficiente para começar uma chuva de repreensão ao pobre coitado que só quis ajudar a mulher a não passar vergonha perante seus potenciais clientes.

Eu nem gosto muito de comentar nesses casos, porque eu perco a paciência com esse pessoal que acha que ali é “lugar de divulgar receitas, e não de aprender português”; oi? Gente, o homem só quis ajudar a mulher, avisando a ela que se fosse divulgar seu produto, que usasse a palavra correta.

O doce pode ser um manjar dos deuses, mas se você vê na propaganda TRUFA DE COCÔ, fala sério, você se sente atraída a comprar essa trufa? (deixe de lado sua compaixão aos humildes analfabetos, por favor). Vááááárias pessoas comentaram que não comprariam a tal trufa se lessem cocô ao invés de coco (ou côco, como algumas pessoas ainda escrevem). Uma coisa pode não ter absolutamente nada a ver com a outra; ela pode ser uma exímia quituteira, e não saber soletrar o nome, mas penso que se ela souber apresentar bem o seu produto, caprichando nas palavras da mesma forma que deve caprichar na embalagem, ela só terá vantagem.

Até entendo o ponto de vista do pessoal, mas o homem não foi grosso nem indelicado em momento algum quando tentou corrigi-la. Para mim ficou claro como a luz do dia que ele só fez isso para ajudar. E no meio de meia dúzia de gatos pingados que entendeu a mensagem dele como deve ser, houve uma avalanche de falsos moralistas dizendo que “é falta de educação corrigir as pessoas”.

Eu, então, sou a falta de educação em pessoa, porque faço um esforço descomunal para não corrigir as pessoas (podem chamar isso do que quiserem). Não faço isso porque quero ser a tradutora phodona, mas porque eu teimo em acreditar que as pessoas são como eu, que querem aprender com seus próprios erros para serem melhores do que são, e que não se importam (e nem se envergonham) de serem corrigidas. Ledo engano o meu…

Eu sei bastante coisa, mas estou MUITO longe de conhecer o Português 100%. Sei que nos meus posts desde 2011 para cá há incontáveis erros que dariam um livro, mas muitas vezes eles passam despercebidos, mesmo eu lendo e relendo. Acontece!

Não consigo entender, sinceramente, como as pessoas veem outras cometendo erros como esses, a ponto até de passarem vergonha, e acham que o politicamente correto é engolir a correção e não ser indelicado (e deixar o ignorante continuar a ser ignorante). Se omitir ao ver pessoas desavisadas passarem vergonha por erros assim é de fato ter amor ao próximo? Ter a intenção de ajudar alguém a se tornar melhor é crime?

Questionaram por que o homem não foi “menos arrogante” e não a corrigiu por inbox. E ele, como professor que é (de fato), disse que alunos não devem ser corrigidos “no privado”, mas sim no coletivo, para que todos aprendam. Embora ali não seja efetivamente um grupo de alunos de escola, há milhares de alunos da vida. O que não falta é gente para aprender como se escreve coco corretamente. Eu já perdi as contas de quantas vezes vi lá pessoas diferentes escreverem COCÔ. É tanta gente, que lotaria o Rock in Rio.

Em um dos comentários alguém mencionou um dito popular que agarrei como meu lema pessoal: Corrija um sábio, e o fará mais sábio. Corrija um tolo, e o fará seu inimigo. Ou seja, os que são realmente inteligentes agradecem ao serem corrigidos (é claro, dependendo da forma como se ensina), pois sabem que essa correção contribui para seu próprio aperfeiçoamento. Os ignorantes, continuarão a ser ignorantes, e ainda vão ficar com raiva de você porque quis corrigi-los, achando, na mente limitada deles, que sua intenção foi faze-los passar vergonha.

Eu acredito que é por isso que este país não vai pra frente. É absurdamente grande o número de pessoas que se contentam (e são felizes) em ser ignorantes (leia-se burras) como são. E uma pessoa burra, na minha concepção, não é a que não sabe escrever, mas sim a que não quer aprender e evoluir.

Eu gosto de ter conhecimento e de aprender sempre. Posso ser fisicamente preguiçosa, mas intelectualmente, jamais serei, pois acho que pessoas com a mente aberta ao “novo” vão mais longe.

Acho que este é um assunto que deve ser repensado. Quem gosta de estagnação é mosquito!

Beijos

Adri :/

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