Bariloche, o retorno

Olá amigas!

Desculpe o post tão tardio, mas foi tudo uma correria só desde que cheguei. Em casa, o ritmo de trabalho já está intenso, graças a Deus!

No último dia da viagem, acordamos às 8 horas e fomos para nosso último café. Comemos bastante, porque não iria rolar almoço, então, exageramos mesmo. Voltamos para o quarto (quase rolando) e arrumamos nossas coisas para podermos entregar logo o quarto, pois às 11:30 era o horário limite. Juntamos as tralhas todas e descemos, com as malas na cadeira de rodas, rsrsrsrsrs. Na recepção, deixamos as malas e a cadeira e fomos fechar a conta. Aproveitei todos os pesos que eu tinha e desovei tudo no hotel, pois não queria ficar com nada, já que penso que pra Argentina não volto mais, nem por causa da deliciosa casquinha de doce de leite do McDonalds. Uma parte da conta tive que pagar no cartão, já que eles não aceitam reais.

Como não podia deixar de ser, tem sempre uma coisinha sobrando ou faltando na conta, e é por isso que é super importante sempre conferir as contas no check-out. Colocaram na nossa conta um jantar de alguém, regado a vinho, e esqueceram de colocar o nosso jantar da noite anterior (bagunçado igual ao braseel).

O motorista só iria nos pegar às 16h, então, íamos ficar de bobeira no hotel por algumas horas. Sentamos na sala interna de chá e eu chequei meus emails. Tinha um trabalhinho pra mim, e aproveitei para ganhar mais uma graninha, enquanto esperava o tempo passar. Enquanto isso, Gabi foi ter aula de pintura.

pintura gabiDepois que terminei o trabalhinho rápido, fui até a piscina, onde estava sendo a aula de pintura. Fiquei assistindo, e a professora insistiu que eu pintasse tb. Essa pintura do lado é da Gabi. A minha não consegui terminar porque a hora da professora acabou, e pintura requer tempo e paciência. Trouxe para casa, mas duvido que algum dia termine…

Dali, fomos caminhar pelo gramado perto do lago. Queria ver se conseguíamos encontrar mais pedras, porque Gabi não podia caminhar muito ainda (para fora do hotel), por causa da distensão na perna. E depois de encontrar só uma pedrinha miserável, sentamos na varanda da sala de chá e fizemos uma horinha até as 15h, que era o horário em que ela teria outra aula de arco e flecha. E eu, fiquei entendiada andando pra lá e pra cá, doida pra ir logo embora.

Faltando 15 minutos para as 16h o motorista chegou, e uns 40 minutos depois chegávamos ao aeroporto, onde Gabi foi parada pela segurança do aeroporto porque colocou a pedra na bagagem de mão, e não na mala despachada. O resultado é que a nossa última pedra ficou em Bariloche!

Demorou um tanto até que pudéssemos entrar. Começaram primeiro pela fila prioritária, e em seguida fomos nós as primeiras da fila de “econômicas”. E ao chegarmos ao nossos assento (aqueles que têm um espação na frente), estava uma senhora sentada no assento da Gabi. Dissemos a ela que ela estava no nosso lugar, mas ela não arredou o pé; tivemos que chamar um comissário para resolver a questão. Ele pediu o bilhete dela para conferir o assento, e ela disse que não tinha o bilhete, que tinha ficado no saguão de embarque com a funcionária da cia aérea (e assim, pegou o assento que mais lhe foi conveniente: o nosso). Quando foi chamada a mulher que destacou os bilhetes dos passageiros na fila de embarque, ficou constatado que o lugar onde o comissário pediu que sentássemos era justamente o lugar da velha espertinha. Então, eu pedi que o comissário colocasse a senhora no lugar dela, pois o assento em que sentaríamos nos foi dado justamente por causa da distensão muscular da Gabi, para que ela pudesse esticar a perna durante a viagem. A velha fez uma cara meio feia, mas saiu, derrotada. Depois que uma velhota safada me passou a perna num restaurante (papo antigo), eu não tenho mais pena de velhinhos como tinha antigamente, pois sei que tem mais velhos espertinhos e trambiqueiros do que imaginamos, só se escondendo por trás da sua frágil imagem de idosos. Agora virei má (acho que depende muito da situação também…)!

E assim iniciou nossa viagem de volta. Duas horas depois, e chegamos a Buenos Aires. Foi um parto! Estava tendo jogo da Argentina com Colômbia, e o aeroporto estava entregue às baratas. A zona de segurança de voos de conexões estava FECHADA, e nosso voo seria em breve. Outros passageiros na mesma situação (com voo em cima da hora) começaram a reclamar, e muito a contragosto abriram a ZONA e começaram a passar nossas bagagens no raio x e carimbar nossa saída do país. Gente, pensei que essa zona fosse só no braseeel.

A porta de saída da zona de segurança para o saguão de embarque estava TRANCADA, e os passageiros começaram a se amontoar atrás de nós, querendo sair também, e igualmente reclamando. A faxineira que estava por trás da porta chamou alguém, que demorou uma eternidade para destrancar a porta. E quando saímos, finalmente, resmungando muito, é que descobrimos o real motivo do abandono. Todas as TVs do saguão estavam transmitindo o fatídico jogo de futebol, que foi o responsável pelo atraso do voo, também. Gente, vocês conseguem acreditar nisso???? Todo mundo vendo o jogo (certamente os pilotos e comissários também), e nosso voo atrasou MEIA HORA por conta dessa meleca! Eu já odiava futebol desde que meu pai morreu, justo no primeiro jogo do braseeel na copa de 2006. O hospital estava abandonado, e meu pai jogado numa sala “esperando” que alguém fosse recolhê-lo, e nós, sem sabermos a quem pedir que nos atendesse para irmos vê-lo. Depois dessa viagem, passei a odiar mais ainda essa porcaria de futebol. Incrível como as pessoas se transformam e fazem coisas erradas ou absurdas por causa de um jogo. Esquecem da vida e das responsabilidades, e os outros que se danem!

Viajar é sem dúvida algo que eu mais gosto de fazer na vida, mas definitivamente, os voos e os aeroportos são a parte mais estressante. E vim para casa pensando na nossa experiência com cadeira de rodas, e em como cadeirante é um povo renegado mesmo. A dificuldade que cadeirantes têm para se locomover em lugares despreparados, é realmente algo entristecedor. As pessoas (e autoridades) esquecem que cadeirantes também são pessoas, até que alguém de sua família ou eles próprios tenham que usar cadeira de rodas. É lamentável como cadeirantes ainda têm dificuldade para serem incluídos na sociedade. Depois dessa experiência, certamente olho deficientes físicos com outros olhos, mais preocupados.

E chegamos ao Rio às 1:30 da manhã. Pegamos um taxi e fomos para casa. Depois do merecido banho, capotei e só acordei às 11 da manhã, quando, então, voltei à vida normal de abóbora.

E minha unha, como não podia deixar de ser, quebrou logo no primeiro dia de viagem, quando fui tirar a bagagem de mão do compartimento do avião. A coisa foi tão feia que ficou roxo onde a unha partiu. Eu não aprendo que unhas quadradas  (ou compridas) e viagem não combinam de jeito nenhum.

E quando às pedras que trouxemos das terras patagônicas, viraram uma tentativa de arte, que só mesmo com muita pedra para ficar perfeito.

pedras

Essa é a única arte que posso fazer com esmalte, no momento. Tem uma pedrinha aê?

Bem, meninas, fico por aqui esperando o dia em que poderei postar aqui novamente. Beijos em todas e até a próxima!

Adri :/

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

2 respostas a Bariloche, o retorno

  1. daisygaray diz:

    Adorei a arte nas pedras, ainda mais feitas com nossos amados esmaltes! Eu não entendo como um trabalhador pode esquecer das suas obrigações, por causa de jogo, novela ou qualquer outra distração…eu gosto de futebol, mas não deixo de fazer algo importante, só para ver um jogo! Afinal, o jogo vai acabar, mas as contas continuarão na nossa vida, e serviços essenciais não tem esse nome à toa. Bom saber que tem trabalho chegando para ti!
    Beijos

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