Dia 9 – Capri

Buonasera, donnas!

Madrugamos hoje. Nos arrumamos vapt-vupt, porque o trem para Nápoles sairia às 7:35 da manhã. Quando saímos, estava terminando de clarear o dia.

Como chegamos mais cedo na estação de trem, resolvemos tomar um café numa lanchonete lá, porque não tínhamos tomado café no hotel. E de café tomado, embarcamos no nosso trem rumo à Capri.

A viagem desta vez foi curtinha. Uma horita, somente. As paisagens bem bonitinhas e pitorescas. Aproveitei e comprei 24 horas de acesso à internet da Trenitalia (companhia ferroviária da Itália) a irrisórios 1 centavo de euro, pagos com meu cartão de crédito. Maravilha!!!

Ao chegar à estação de Nápoles, pegamos logo um taxi até o porto, onde pegaríamos o barco para Capri. Foi  15 euros. Chegando ao porto, compramos nossos passes por 19 euros e uns quebradinhos, por pessoa. Foi uma viagem de 45 minutos até Capri. A maravilha é que o tempo estava claro, com poucas nuvens branquinhas no céu. Foi realmente ótimo!

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Chegando à ilha, descemos e já fomos tirando umas fotos. Ahhhhh, aquela ilha que eu trazia na minha lembrança de adolescente… E antes de qualquer coisa, resolvemos comprar logo nosso passe de volta, no barco das 16:30, pois nossa passagem de trem de volta para Roma era às 19 horas.

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Demos uma voltinha pelo porto e encontramos uma subida para o centro. Caí na besteira de querer subir aquele montaréu de escadas e rampas com uma mochila pesada (não bastasse eu, que tenho peso “pluma”), e no fim do dia estava com meu joelho direito estourado. Coisa de velha!

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Bem, logo na subida, fiquei embasbacada com um lindo limoeiro de limão siciliano que estava no quintal de uma casa.

Limões

Tirei fotos do limoeiro como se fosse de uma celebridade. E o dono da casa, que estava chegando na hora das fotos, com compras, só me olhou com cara de quem diz: “Turistas!”. Pensei até que ele fosse me cobrar pelas fotos, uauhahuahuahuhua. Mas esse foi só o primeiro de centenas de limoeiros sicilianos que vi na ilha.

Isto parece mato, mas são diversos limoeiros, e carregados!

limoeiros

Tem limoeiros de todos os tamanhos, e todos carregadíssimos. Até os dos vasos estavam carregados de limões!

vaso

Imaginem um limoeirozinho de 70 cm de altura cheinho de limões! Que coisa rrrrica!!! Até no meio da rua tem limoeiro! E eu, que AMO limão siciliano, quase enfartei. Queria carregar todos os limoeiros pra casa! Não é à toa que o limão siciliano é símbolo da ilha! Tudo gira em torno de limão por aqui!

licores

louças

A ruelinha estreitinha (1 metro) não terminava nunca; tinha muros de pedras (das casas) cheias de avencas e trevos pendurados.

avencas

E no meio do caminho que nos levava até o alto da ilha, tinha um rato parado.

Rato

Estava frio pacas e achei até que ele estava morto, mas parei e vi que ele estava respirando. Pela primeira vez na vida senti pena de um rato. Ele era tão simpatiquinho… tirei foto dele. Gabi chegou e ficou (como eu imaginei) morta de pena do rato, que estava encolhidinho e infladinho por causa do frio, e respirando devagar. Gabi reparou que ele estava machucado no pescoço, e provavelmente deve ter sido algum golpe de alguém, ou gato. Tadinho… E continuamos a subir.

Sei que quando chegamos lá no topo eu estava praticamente com os bofes todos pra fora. Antes tivesse batido o pé e subido de funiculare (ônibus)!

Funiculare

Luciana queria ir ao banheiro, e já queria entrar no primeiro restaurante que viu. Eu me fiz de desentendida e continuei andando, pois eu sabia que mais pra cima um pouco (no meio do buxixo) tinha vários restaurantes. Não demorou e ela veio atrás de mim.

Lá em cima tem uma praça com uns restaurantezinhos e umas lojinhas, além de um mirante.

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Ahhhh aquele mar azul! A costa da Itália é a coisa mais gostosa que o homem inventou! Preciso ir à Cinque Terre e Amalfi, urgentemente! Vi cada foto desses lugares, de arrepiar!

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Tinha muitas lojas fechadas, hoje, em plena segunda-feira. Ou as lojas só abrem no verão ou só nos fins de semana. Eram poucas as que estavam abertas. E a ilha tinha bastantes turistas, e muiiiiitos brasileiros.

Começamos a rodar como peruas tontas atrás de um restaurante, pois, como sempre, Gabi já estava resmungando.  Mas antes, paramos para tirar umas fotos lá de cima.

Roda daqui, roda dali, e depois de uma meia hora andando, finalmente encontramos um restaurantezinho escodido, mas bem bonitinho: Michel’Angelo.

Michelangelo

Depois de tanto tempo sem tomar refrigerante, finalmente voltei a pedir uma Coca light. Sucos de frutas aqui custam ozoiodacara: 6 euros!!! Já pensou, pagar 20 reais por um suco?

Depois, pedimos nossa comida, e eu, como sempre, provei o linguini com frutos do mar. Estava bonzinho, mas não igual àquele do primeiro dia em Veneza.

linguini

Não pudemos demorar muito, porque tínhamos somente 2 horas até o barco de volta.

Antes de sairmos do restaurante, o garçom nos entregou um mapa e nos indicou os lugares onde poderíamos ir para tirar umas fotos. Um desses lugares era aquele mirante (Giardino di Augusto) de onde se tinha a vista de duas magníficas pedras imensas dentro do mar azul, que eu nunca me esqueci, desde que estive ali, há 30 anos atrás. E não demorou muito para encontrarmos o lugar.

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Quando estive aqui na primeira vez, não cobravam para subir até o mirante; agora, é 1 euro por pessoa. Daqui a pouco vão cobrar pelo oxigênio que se respira, aff!

Assim que bati os olhos nas pedras, voltei ao passado instantaneamente. Aquela imagem nunca saiu da minha cabeça. Lindo, lindo, lindo, lindo, e mais lindo. Se puderem ir à Itália algum dia, não deixem de ir à Capri. Até Luciana se arrependeu de não ter me ouvido e aceitado que ficássemos uma noite em Capri. Agora, a Inez é morta (de novo)!

Pedras

Pedras2

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Ficamos pelo menos 30 minutos no mirante tirando fotos. E depois voltamos à praça e entrei numa lojinha que tinha visto quando chegamos, porque eu queria comprar amêndoas confeitadas com chocolate ao limão siciliano!

amendoas

O céu! Ma-ra-vi-lho-so! Comprei logo dois saquinhos! Depois, pegamos o funiculare e descemos até o porto.

Chegando lá, sentamos em um restaurantezinho que tinha garçons que arranhavam português. Comentaram como a ilha estava cheia de brasileiros. Inclusive, ao nosso lado sentava um casal de gays bem simpatico que já estava viajando havia um mês e meio, e que já estavam no fim da viagem.

No restaurante tinha internet grátis, então foi lá mesmo que ficamos. Pedi uma taça de sorvete, e outra coca cola. E o frio aumentava. Resolvi, depois de algum tempo, ir para o sol para me esquentar um tiquinho, e aproveitei para tirar mais fotos da paisagem com o sol que já se preparava para se por.

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Foi quando encontrei uma vendinha que tinha uma banca de limões sicilianos na frente, e que limões! Eram gigantes!

Limão

Tirei algumas fotos, entrei numa relojoaria para ver os famosos relógios de Capri,  e voltei para o restaurante, pois o barco já havia chegado.

relogios

Entramos no barco, e pouco mais de uma hora depois, desembarcávamos em Nápoles, onde pegamos outro taxi, ao mesmo preço (15 euros), cujo motorista nos perguntou do que tínhamos gostado mais na cidade (Nápoles). Ao dizermos que não tínhamos conhecido Nápoles, ele ficou indignado. Teve a ousadia de dizer que Nápoles era mais bonita que Capri. Doido varrido, só pode. No meio do caminho até a estação de trem, tudo o que víamos eram prédios da idade da pedra, depredados, que mais pareciam favelas verticais, com roupas penduradas nas janelas e muita, mas muita sujeira nas ruas.

Descemos na estação, pegamos nosso trem, que veio para Roma a mais de 300 km por hora, e finalmente chegamos.

300km

Meu joelho, estourado de subir aquelas escadas e rampas com muito peso. Nem sei como será amanhã. Por via das dúvidas, tomei um Voltaren, que trouxe de casa, para emergências. Tomara que amanhã esteja melhor, senão, acabou a viagem.

Então é isso, meninas, vou nessa, porque acordei muito cedo, e vinha no barco batendo cabeça, de sono.

Beijinhos e até amanhã!

Adri =D

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

5 respostas a Dia 9 – Capri

  1. jubaoli23 diz:

    lugares lindíssimos… viagem incrível! 🙂

  2. Uma viagenzinha básica para Capri cai sempre bem. Muito gostoso acompanhar sua aventura! E você tem razão, o ideal seria ficar pelo menos uma noite na ilha, para aproveitar mais e respirar “a atmosfera” de Capri… Mas não faltarão oportunidades (espero!).
    Aproveito e deixo a dica de um site bem completo sobre Capri em português: dos horários das balsas até hotéis e dicas de restaurantes, dicas de passeios… tem um pouco de tudo por lá. Anota aí: http://bit.ly/capribr
    Um abraço e até a próxima

  3. marizadias diz:

    Oh Capri querida um dia vou até você é olharei mil limões e me lembrarei de você Adri tão querida. Bjos
    Mariza Dias

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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