Bariloche, Dia 3

Bom dia meninas!

Hoje acordei às 7 da manhã e fiquei rolando na cama. Queria saber como estaria Gabi.

Ela acordou às 8:30 para ir ao banheiro, e me mostrou como estava o tendão de aquiles dela: duro como um pedaço de pau. Fiquei horrorizada. 

Levantamos e fomos tomar café. Aproveitei e pedi para o responsável pelo café providenciar uma cadeira de rodas, pois Gabi não pode ficar andando, e muito menos subindo escada (o restaurante é acessado por uma). Tomamos nosso café, e desta vez, como chegamos mais cedo, Gabi teve coragem de tirar fotos da mesa de café.

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Llao24E assim terminava o café da manhã. O impasse, então, seria o que faríamos o dia inteiro. Gabi queria ir ao centro, mas a médica recomendou que não andasse, ou andasse o mínimo possível. Então, resolvi perguntar se o hotel emprestaria a cadeira de rodas, e assim pagaríamos um taxi para irmos ao centro, já que ônibus seria muito mais complicado. Por sorte, eles emprestaram, e então fomos até o centro.

Chegamos lá, era pouco mais de 11 da manhã. Marcamos com o motorista de nos pegar no mesmo local em que nos deixou, às 15 h. E lá fui eu, empurrando a cadeira de rodas pelas calçadas esburacadas de Bariloche.

Quando a gente está “do outro lado” é que percebemos como os países subdesenvolvidos são despreparados para receber cadeirantes. 90% das rampas e calçadas estavam em péssimas condições de conservação, com a base da rampa esburacada, de forma que a rodinha da frente da cadeira ficava enganchada e não andava nem pra frente nem pra trás. Gabi precisou levantar da cadeira em quase todas as rampas, para eu poder subir com a cadeira na calçada. Muitas das calçadas tinham degraus, e eram pavimentadas com pedras desniveladas. Andar com cadeira de rodas foi uma verdadeira aventura. Ao menos os motoristas respeitavam e paravam para nós atravessarmos nas faixas de pedestres.

Enquanto o povo todo na rua estava enfiado em casacões, eu estava com minha blusinha de malha fina, com o casaco amarrado na cintura, porque minha malhação do dia certamente me fez perder uns 3 quilos. Suava como uma leitoa assando, apesar de não ter sol, e até chuviscar de vez em quando.

Rodamos por algumas lojas, mas aqui não tem nada muito interessante para comprar, na minha opinião.

Llao31Bariloche tem muitas lojas de chocolates, e uma das mais famosas é a Mamuschka, que além dos chocolates, vende as famosas Matrioscas, aquelas bonequinhas russas que encaixam uma dentro da outra. Tinha umas lindas, mas eram carésimas. Ademais, eu já tenho um conjunto de Matrioscas em casa.

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Rodamos por algumas lojinhas, e em uma ou outra encontramos algo bonitinho. Gabi viu esse conjunto de esquilos de madeira “encaixáveis”, e quis levar. Já eu, adorei a tigelinha de cerâmica pintada a mão. Adoro essas coisas!

Llao 32Antes de vir para cá, eu li na internet que aqui os estabelecimentos aceitam reais como pagamento, então, eu trouxe uma quantia em pesos e outra em reais, pois se eu gastasse todos os pesos poderia pagar o que faltasse em reais. Como o hotel não aceita reais como forma de pagamento, e a maior parte das despesas que terei aqui será no hotel, uma forma boa de trocar os reais que eu trouxe foi pagar as compras no centro com reais, e eles nos davam o troco em pesos. Desta forma, poderei usar meus ex-reais para pagar a conta dos restaurantes do hotel, que não vai ser barratinha, rsrsrsrsrs.

No meio da rua principal do centro, passamos por uma loja da Aerolineas Argentinas, e aproveitamos para pedir que uma cadeira de rodas seja disponibilizada nos aeroportos para Gabi.

Quando deu 14h, fomos andando em direção ao ponto onde marcamos de encontrar o taxi, as como ainda faltava uma hora para a hora marcada, resolvemos sentar em um restaurantezinho para comer algo. Pagamos uma modesta continha, de pelo menos 1/3 do valor das refeições no hotel. Tudo bem, que é vale quanto pesa. A comida do hotel é bem mais cara, mas é AAAA comida, neah? Nesse restaurantezinho comemos um bife à milanesa coberto com queijo, presunto, tomate e orégano (estilo Napolitano), mais purê de batatas. Nada substancial; um quebra-galho, eu diria.

E faltando quinze minutos para as 15h, chegávamos ao ponto de encontro, onde coincidentemente passava o taxi que esperávamos. Nele entramos e viemos para o hotel, onde tomei um banho e estou aqui escrevendo para vocês.

Ainda vemos muita gente chegando ao hotel (Muita perua, gente! Muita perua MESMO!). Fim de semana se aproxima, assim como o mês de julho, que é “alta temporada para brasileiros” em Bariloche. Alta temporada de Argentino aqui, é no verão somente. Vemos muitos ônibus entrando no hotel somente para conhecer (por fora, claro, como aconteceu comigo um dia, ehehehehe).

O Llao Llao é ponto turístico em Bariloche. Moito phyno! É um lugar lindo para se conhecer (para quem nunca veio), mas vir aqui sem curtir esqui, é só uma vez mesmo. Eu vim pela segunda vez porque, como eu disse para vocês, eu só queria me hospedar nesse hotel, para morrer podendo dizer que entrei nessa “porcaria” como hóspede um dia, rsrsrsrsr. Não gostei de ser quase escorraçada quando vim aqui, apesar de entender PERFEITAMENTE que eles fazem isso para preservar a privacidade dos hóspedes. Além do mais, como eu fiquei em Villa La Angostura da outra vez, e não Bariloche mesmo, eu queria conhecer un poquito más da cidade. Apesar de ser um lugar lindo e a comida ser muito gostosa, me despedirei de Bariloche, acreditando que nunca mais voltarei. Há muitos outros lugares no mundo que quero conhecer, e indo na onda da Gabi, entrou para os planos fazer um cruzeiro para as Bahamas num dos navios da Disney e também nos hospedarmos no Grand Floridian da Disney, em Orlando. Mas isso é para quando as vacas ficarem obesas de novo (se dilminha deixar).

Não sei o que faremos no resto do dia e nem na manhã de amanhã. Às 16h de amanhã iremos embora, e voltaremos a ser abóboras (como a carruagem da Gata Borralheira que virou abóbora depois da meia-noite).

Se fizermos algo relevante, farei um update neste post. Vou ficando por aqui, aproveitando mais esse restinho de frio e o solzinho que resolveu aparecer agora, no fim da tarde.

*** UPDATE ***

Estava entendiada e disse para a Gabi que eu ia dar uma volta. Ela disse que queria ir até o lago Moreno, que fica atrás do hotel, então nos vestimos e saímos. Tomamos o mesmo caminho que fizemos ontem para ir para a área de arco e flecha, ou seja, pelo Spa, só que nós erramos o caminho e fomos parar na piscina interna do hotel. Chegando lá, ficamos maravilhadas com o que vimos.

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São três piscinas, sendo a mais interna (a que vocês veem na foto) com água na temperatura normal, outra menorzinha logo atrás dela, que tem uma temperatura bem alta e hidromassagem, e outra maior, à direita, que tem passagem sob o vidro e que vai lá para fora, ao ar livre. Ontem eu fiz um vídeo da piscina, para mostrar o vapor quente que fica sobre a água, em contraste com o frio de 5 graus externo.

E este outro vídeo é da parte interna, que fiz hoje:

Voltamos correndo para o quarto para colocarmos nossos trajes de banho, que, enfim, não vieram só passear em Bariloche.

Quando voltamos, mergulhamos na piscina aquecida e atravessamos o vidro, indo lá para fora. A sensação era magnífica. A vista do lago e da montanha nevada ao cair da tarde foi algo de quase me fazer chorar. Como eu agradeço a Deus por ter o dom da visão! Ver essa paisagem é um privilégio que muitos não têm. Pena que eu não tenho capa especial aquática para celular, porque queria muito poder mostrar para vocês.

Dentro da água é quentinho, mesmo no frio de 7 graus que estava fazendo lá fora. Só a cabeça que fica de fora, e com o cabelo molhado fica mais friozinho. Mas como a parte maior do corpo está aquecida, não sentimos nenhum incômodo. Eu colocava o pé para fora da piscina e sentia o impacto da diferença de temperatura.

Llao 36Ficamos na parte externa talvez uns 15 minutos, e logo entramos, nos deitamos nas espreguiçadeiras e pedimos um café, que veio com dois mini alfajores e dois chocolates que derretiam na boca. Certamente foi uma despedida em grande estilo. E quando voltamos para o quarto, encontramos mais um bombom em cada cama, com a previsão do tempo e o pedido de café da manhã no quarto (para quem quiser).

Llao 34Amanhã será a data da nossa partida, e não poderemos fazer muita coisa, pois o check-out deve ser meio-dia ou antes. Teremos que ficar de bobeira aqui no hotel até as 16 horas, que é o horário que a Elisabeth marcou de vir nos buscar. Ainda bem que tem ao menos internet, rsrsrsrsrs.

Mais tarde iremos jantar no Patagônia e viremos para a caminha. Ao acordarmos amanhã teremos que arrumar as tralhas com calma para não esquecermos nada, o que sempre acontece quando fazemos tudo na correria (não gosto de correrias). Chego de volta ao braseeel no sábado de madruga. Mas acho que antes disso posto mais alguma coisa.

Beijos meninas!

Adri 😀

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

Uma resposta a Bariloche, Dia 3

  1. daisygaray diz:

    Tadinha da Gabi! Que bom que conseguiram passear, mesmo aos trancos e barrancos que são as ruas, nada planejadas para necessidades especiais. O café da manhã é um abuso de delicias, babei só de olhar! Espero que agora já tenha chegado em casa, e tudo tenha acabado bem!
    Beijos

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