Boa noite, meninas!
Hoje não tem esmalte, e nem estou em nenhuma viagem de significante importância, mas como hoje foi um dia, digamos, especial para mim, achei que poderia compartilhar com vocês as experiências que tivemos, até porque, alguma de vocês (as não cariocas) algum dia pode visitar a Cidade “Maravilhosa”, e essa sem dúvida é uma sugestão de visita que encantará quem ainda não conhece, especialmente porque é um lugar cheio de história e verde, muito verde.
Desde que cheguei ao Rio de Janeiro, na quinta-feira (vim trazer Gabi de volta das férias), prometi à Gabi que iríamos ao Parque Lage, que é um parque que eu havia visitado uma única vez, quando criança, e que tem uma imensidão de verde que nem parece que estamos no grande Rio de Janeiro.

O Parque Lage fica ao lado da sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, tem entrada gratuita, e é o lugar perfeito para ler um bom livro, meditar e, porque não, fazer um pique-nique em família. Aliás, era o que mais tinha; de pique-niques agradáveis e aconchegantes entre pais e filhos aos “estilo farofão”, com mais de uma dúzia e meia de pessoas se aglomerando, e que certamente estariam mais bem ambientadas se estivesse rolando um pagodão, churrasco e cerveja. Obviamente há regras para o uso do espaço, e elas não permitem música alta. Dei graças a Deus de não ter que ouvir música nenhuma perturbando a paz desse lugar lindo, onde os saguis pulam de árvore em árvore e vêm ao seu chamado, com beijinhos compridos, mesmo se você não tiver uma mísera bananinha pra oferecer. Esse coleguinha aí veio ao meu chamado e ficou uns 10 minutos olhando pra minha cara como quem pergunta: “Cadê a comida???” E achando que ia rolar boca livre, outros dois vieram e ficaram igualmente esperando. Me senti uma traidora, rsrsrsrs, porque não tinha nada a oferecer, além do meu telefone para roubar-lhe uma foto.

O Parque Lage fica aos pés do Corcovado, e esse imenso casarão na foto abaixo abriga a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, que é alugado para grandes (e phynas) festas, mediante uma doação (imagino que seja polpuda) à Escola, que é mantida com esses recursos.

E andando pela área do parque, o que mais vemos são grávidas, debutantes, noivas e casais “modelando” para fotos de seus álbuns. É muita gente! E não é pra menos, pois é sem dúvida um lugar lindíssimo, cujas imagens realmente precisam fazer parte de momentos históricos na vida das pessoas.

E saindo do Parque Lage, pegamos um taxi e fomos almoçar no Restaurante Guimas, na Gávea. Não é dos restaurantes mais baratinhos, mas a comida é boa, e o ambiente bem agradável, embora seja pequeno.
Em seguida, caminhamos alguns metros e fomos ao Shopping da Gávea, onde tomei meu tradicional cafezinho da Starbucks e tomei um dos melhores picolés da minha vida: o Diletto de crème brulée, só perdendo para aquele Magnum, que tomei em Londres.
A Diletto só tem quiosques em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, e loja em São Paulo, e se você mora em uma dessas cidades e nunca experimentou o picolé deles, pague os absurdos R$ 10,00, porque VALE MUITO A PENA!!!
Logo, pegamos um taxi e fomos para o Jardim Botânico, cuja entrada custa 6 reais. Dos jardins botânicos que já frequentei, o do Rio de Janeiro é sem qualquer sombra de dúvida o mais lindo e emocionante, talvez pela riqueza histórica dele (leia no link acima).
O mais emocionante é, sem dúvida alguma, estar perto de árvores que “viram” o Império brasileiro. Vejam o tamanho dessa Sumaúma!


São muitos ambientes lindos, e inacreditáveis. Nem parece que estamos no meio de uma cidade imensa, cheia de poluição, carros, prédios e assaltos. Parece que estamos em outro lugar ou que fomos transportados através do tempo…




Há espécies de árvores de todo o mundo, e não raramente encontramos algumas espécies curiosas. Vejam a raiz dessa árvore, que parecem estalagmites.

Dentro do Jardim Botânico há um bromeliário e um orquidário, que não tinha tantas espécies assim, mas que tinha o suficiente para ficarmos encantados e querermos tirar fotos de todas as flores. Para mim, não existe flor mais linda que a orquídea, pois é uma flor que tem centenas de formatos e cores diferentes dentre as variadas espécies existentes.




Assim como o Parque Lage, o Jardim Botânico tem uma verdadeira infestação de fotógrafos e “modelos”. Tinha modelos pra todo gosto, de lindas e esguias a baiacus e drag queens, que faziam caras e bocas que realmente não contrastavam nadinha com a lindeza do ambiente que as cercavam.
De cada lugar se pode explorar um ângulo perfeito para uma linda foto. Na foto do chafariz abaixo não fui muito feliz em pegar o Corcovado lá atrás no morro, porque as fotos todas foram tiradas do celular, então não havia compensação de luminosidade. Ou aparecia o charfariz, ou o Cristo Redentor. Como optei pelo chafariz, nada mais me resta senão mostrar com uma setinha onde o digníssimo Cristo estava escondido pelo excesso de luz…

Foi um dia muito especial, que me trouxe de volta lembranças da minha infância, quando fui pela primeira vez a esses lugares. Não importa quanto tempo passe ou quantas vezes você vá, é um lugar que emociona e encanta cada vez. Foi uma grande imersão no verde e na história, que me deu vontade de ir mais vezes. Agora que Gabi está morando no Rio, certamente voltarei. E você que nunca foi, não perca a oportunidade de conhecer quando vier ao Rio de Janeiro. Penso que esses dois lugares sejam tão obrigatórios de se visitar como é a própria Confeitaria Colombo, no centro. É pura história!!!
E voltando pra casa, iríamos no mexicano Guacamole jantar, mas estava tão cansada, que acabei cochilando (irc) com a roupa que estava no corpo, sem sequer ter tomado um banho. E Guacamole?! Nem pensar! Estou um molambo, então fiz uma massinha ao pesto com trufas e presunto de parma. Quero é descansar, porque amanhã voltarei pra minha realidade – voltarei pra casa! Segunda-feira a nova empregada começa, e os gatos devem ter feito uma verdadeira zona na casa esses 3 dias sozinhos.
Beijos em todas, e um excelente domingo, amigas!
Adri 😀
Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3