Dia 3 – Sir Big Ben

Ola garotas!

Desculpem o sumiço, mas ontem parecia que eu tinha sido passada no moedor de carne. À meia-noite, que foi a hora que consegui deitar, desmaiei e dormi até agora: 6:40 do dia 4.

Ontem acordamos e saímos. Fomos até a recepção para pedir para trocarem a lâmpada da casinha do vaso sanitário e perguntar se o café da manhã estava incluído na diária, pois no nosso voucher dizia que era só a acomodação. Ao ser informada que estava incluído, descemos para a sala do café. Foi a primeira vez na vida que rejeitei um café da manhã em hotel. Era um leeeeeecho! Saímos, então, em busca de algo decente para comer. Gabi parou no Pret-a-Manger e eu segui até a Starbucks, a 2 quadras daqui.

Depois disso, entramos na estação do metrô de Bayswater (a uma quadra do hotel), e seguimos até a estação de Baker Street, porque Gabi queria ir no museu de cera Madame Tussauds. Chegando lá, ela entrou na fila, pagou 30 (!!!) libras e entrou. Como eu já fui 2 vezes, não quis ir de novo, muito menos gastando absurdas 30 libras. Fiquei around pelas lojas, e aproveitei que já estamos com telefone e internet totalmente funcional e abri meu google para ver se tinha uma Boots (a Drogaria Pacheco de Londres) por perto. Por sorte tinha uma pertinho, e fui lá, pois, além de precisar comprar um pacotinho de lenço de papel, queria ver as novidades (a loka das farmácias).

Assim que entrei, comecei o meu ritual “farmacêutico”, que é seguir em zigue-zague por todos os corredores, vendo tudo. Era uma farmácia pequena, então não tinha muita coisa. Mas foi suficiente encontrar uma gôndola cheia de xampus e condicionadores da Aussie; 3 por 10 libras!

Aussie

Achei uma pechincha, e agarrei dois condicionadores e um xampu. Dessa embalagem branca eu nunca tinha usado (só da roxa), então peguei para experimentar. Eu teria mesmo que lavar os cabelos, porque tinha 4 dias que não lavava. Se fosse bom, compraria mais.

Olhei os esmaltes, mas não queria tanto “mais do mesmo”, e não levei nada.

Fiquei andando pelas redondezas, e resolvi sentar para comer algo, pois eu só tinha tomado o café na Starbucks. Fui a uma EAT (sanduicheria), peguei um wrap de frango, um refrigerante de laranja, que pensei que fosse chá (fail), e sentei para comer e navegar pelo Facebook, para fazer hora até Gabi sair. Comi, bebi, embromei, e nada dela. Resolvi, então, ir para a Selfridges e deixar para que ela me encontrasse lá depois.

Peguei o metrô em Baker Street, e segui até a Bond Street. Para meu azar, a Bond Street está em reforma, e os trens não estão parando lá. Tive, então, que seguir até a próxima estação, que ficava mais longe. Mas até que não foi tão ruim, porque na saída dela tinha uma Boots gigaaaaante! O primeiro andar era só de cosméticos, e eu surtei com os muitos esmaltes que tinha lá para vender.  

Barry Esmaltesa

Tinha um monte de marcas, e eu acabei traçando dois Seventeen e dois Max Factor. Esmaltes aqui são bastante caros, então não vale muito a pena pegar mais do mesmo. Nesse meio-tempo, Gabi ligou avisando que já estava a caminho, e nos encontramos na porta da Boots (pra vocês verem como eu demorei lá dentro, hahahahaha).

Fomos até a Selfridges, mas eu realmente não achei a loja lá essas coisas. O engraçado é que antes de conhecer a Macy’s e a Bloomingdales de Nova York, a Selfridges era a melhor loja de departamentos que eu já tinha ido na vida. E naquele momento, estava me sentindo como se estivesse numa Lojas Americanas. Vi uma ou outra coisinha interessante, inclusive esmalte. Fiquei tentada a levar unzinho, mas pagar 6 libras, realmente não valia a pena, por um esmalte comum. Enquanto Gabi rodava outros andares, eu zanzava pelo primeiro andar (bolsas e cosméticos). E já querendo ir embora, subi uma escadinha, que não sabia onde iria sair, e acidentalmente caí no paraíso. Era o Food Hall (área de comidas)! Surtei com tantos cupcakes, guloseimas, comidas, donuts, sorvetes, e tudo mais (#gulosamodeon).

selfridges2

selfridges

Doces

Cupcakes2

Cupcakes

Nesse meio tempo, ficava trocando Whatsapp ou telefonemas com Gabi, que não conseguia de jeito nenhum achar onde eu estava. Quando ela finalmente conseguiu achar o lugar, quase 20 minutos depois, eu já estava enlouquecida para pedir uma Caesar Salad que eu tinha visto em uma das lojas no food hall.

E assim fiz. Assim que nos encontramos, pedi minha salada, um bolinho de salmão e sentei para comer. Tinha uma moça simpática de Zurique (Suíça) sentada na mesinha ao lado, que puxou conversa, e enquanto esperava Gabi aparecer, comia e ouvia suas histórias.

Quando Gabi apareceu, chegou com os olhos brilhando, porque tinha visto uma seção na Selfridges que era de customização do picolé Magnum, que está fazendo 25 anos, e também um potessauro de Nutella de 5 kg!!!  

Nutela

Donuts2

Donuts

Comemos, compramos uns donuts para mais tarde, e ela quis ir lá entrar na fila imensa para customizar seu Magnum (você escolhe que cobertura quer colocar no picolé, eles mergulham o picolé no chocolate branco ou preto e grudam a cobertura (castanhas, frutas, confeitos) que você escolher. Só que a fila estava tão grande (e eu achei tão xoxo), que ela resolveu mesmo é pegar um Magnum edição especial de CREME BRULÉE que ela tinha visto lá no Food Hall.

Magum

Magum3

Magum2

Fomos até lá e quase morremos com a deliciosidade do picolé. Pena que não dá pra levar a dúzia para casa. Quase comi agachadinha debaixo da mesa pra ninguém me ver.

Saímos dali e fomos seguindo nosso roteiro, que seria pegar a Regent Street e ir até uma loja de brinquedos imensa que tem lá. Enquanto Gabi fuçava a loja atrás dum treco que ela queria, eu seguia em frente na rua, porque queria achar a Whole Foods Market (mesma loja que tem em Orlando, onde comprei meus curries tailandeses, que já estão acabando). Quase morri atropelada umas 5 vezes, porque ao invés de olhar para os carros que vinham na rua, eu não conseguia desgrudar os olhos dos homens lindos que tem nessa cidade, mon dieu! Ainda mais morando numa cidade que só tem bicho feio!

MM

Quando reencontrei Gabi, já estava na Whole Foods. Saímos de lá e entramos na loja da M&M (vejam a bandeira da Inglaterra, acima, toda feita com M&Ms), depois seguimos pela Oxford Circus e resolvemos ir até o Big Ben. Era já quase 5 horas. Ao chegar lá, não só Gabi, mas eu também, ficamos maravilhadas com o monumento. Até parece que eu nunca o tinha visto já duas vezes. Mas realmente não tem como uma pessoa olhar para aquilo sem ficar maravilhada com a sua imponência.

Big Ben2

Big Ben

Tiramos “n” fotos, escutamos as 5 badaladas, tiramos mais fotos das Houses of Parliament e sentamos no jardim do outro lado da rua para comer nossos donuts e esperar as 6 badaladas, para o que faltavam 15 minutos (o tempo passou e nem percebemos).

Houses of Parliament

Dali, seguimos em direção ao Palácio de Buckingham, e passamos pelo Saint James Park, que assim como todos os outros parques ingleses, é muito lindo. Tiramos muitas fotos, e Gabi ficou encantada com a socialidade e elegância dos esquilos do parque, que iam nas mãos das pessoas pegar amendoins. Depois de tirar trocentas fotos dos esquilos, também, finalmente andamos um pouco mais e chegamos ao Palácio. Tiramos mais umas fotos e seguimos para o Hard Rock Café, que, assim como o saguão da Imigração no aeroporto, tinha uma fila gigantesca para sentar. Fomos, então, para a loja do outro lado da rua, comprar a camiseta e o copo, e nada mais.

Eu, queria ir embora, porque já estava bem cansada. Gabi reclamava de dor nas costas e nos pés há muito tempo. Mas mesmo assim, rejeitou meu pedido de voltarmos para o hotel, e quis ir a Covent Garden, porque as amigas falaram muito de lá.

Faço aqui um adendo: consegui encontrar uma estação de metrô com 15 andares de profundidade, que é justo a Covent Garden. Olhem o tamanho da escada rolante!!!

Escada rolante

Um poster na saída da plataforma avisa que ir de elevador é mais rápido, porque a escadaria é gigantesca.

CGarden

Meio a contragosto, aceitei ir. Pegamos o metrô, longe pra danar, e fomos até o Covent Garden Market, que é um antigo armazém que foi transformado em área de restaurantes e lojas.

Covent Garden

A primeira coisa que fizemos foi procurar o banheiro. A situação estava preta, porque em momento algum durante o dia tínhamos aliviado a bexiga, ainda. Pela primeira vez, encontrei um banheiro disgusting, apesar de ser pago.  E Gabi ainda ficou furiosa porque a maquininha da roleta de entrada roubou 50 centavos dela.

Enquanto Gabi explorava a área, eu queria sentar. O restaurante do Jamie Oliver (famoso chef inglês) estava bem cheio e com fila grande, então fui para outro lugar: Covent Garden Kitchen.

Salada

Sentei, pedi uma salada caesar safada da casa (sem frango) e uma água. Assim que terminei de comer, Gabi apareceu. Já passava das 8, e estávamos no bagaço da laranja.

Resolvemos ir embora, mas Gabi quis antes passar na Tesco (uma rede de mercadinhos muito comum na cidade).

Self Cashier

Compramos umas coisinhas para beber e comer, e o que vi de legal e inusitado foi um “self-cashier”, que é um caixa em que você mesma passa suas compras no leitor de código de barras e paga com dinheiro (dá troco) ou cartão. Isso nunca daria certo no braseeel por motivos óbvios! E depois das compras, fomos embora, porque ela só reclamava de dor.

Ao chegarmos na estação de Bayswater, já estava escurecendo (passava das 22 horas) e começou a chuviscar (tinha feito um lindo dia de sol o dia inteiro). Enquanto vim para o hotel, Gabi foi até a farmácia comprar um “Gelol” da vida, pra passar nas costas.

Tomei um banho, lavei meu cabelo, para testar o Aussie (aprovadíssimo – vou comprar mais hoje), tirei os esmaltes azuis e caquéticos, e arrumei algumas coisas.

Gabi tomou banho e passou o “Gelol”. Não deu 2 minutos e ela foi atacada por alergia, com placas vermelhas e ardentes por todo o corpo. Eu, que já estava finalmente deitadinha, e de costas pra ela, só ouvia ela dizer “Mãe, eu tô falando sério. Tô com alergia a alguma coisa!”. Quando virei pra ela me assustei com o quadro da criatura. Estava mesmo muito vermelha. Ela foi tomar um banho pra tirar o remédio que tinha passado, enquanto eu tentava encontrar o antialérgico que tínhamos trazido. Imagine fazer isso com o tão pouco espaço que temos para manusear as malas.

Quando ela saiu do banho, eu finalmente tinha conseguido achar o remédio, que ela tomou e ficou sentada de costas para o ventilador, para aliviar a ardência.

Eu, estava morta e com muita dor nos pés. Nem consegui postar nada ontem, porque estava realmente muito cansada. Quando finalmente deitei e capotei, era meia-noite. Deixei, então, para fazer o post do dia 3 hoje (dia 4).

Agora são 7:40, está friozinho, tempo nublado, Gabi dorme e eu estou aqui atualizando o blog. Não lembro bem o que temos que fazer de dia, mas à noite temos ingressos comprados para a London Eye, que é a famosa roda-gigante de Londres. Assim como a torre Eiffel em Paris, a London Eye foi inaugurada em 1999 para a virada do milênio (por isso também é chamada de Roda do Milênio), e seria desmontada depois. Mas fez tanto sucesso que, além de nunca ter sido desmontada, virou também um ícone de Londres, assim como o é o Big Ben.

A London Eye era a maior roda gigante do mundo até 2008. Hoje, a maior roda gigante do mundo fica em Cingapura, a Singapore Flyer. Da London Eye dá para ter a visão de toda Londres, e parece ser magnífica a vista; vamos conferir à noite, e espero que o tempo não esteja muito ruim à noite, como está agora, senão vai estragar o passeio. Mas como os bilhetes já foram comprados no braseeel mesmo, temos que ir de qualquer jeito, com ou sem tempo ruim.

Gabi dorme, ainda, e eu acho que vou dar mais uma deitadinha.

Beijinhos em todas, e até o próximo post.

Adri 😀

 

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

4 respostas a Dia 3 – Sir Big Ben

  1. jubaoli23 diz:

    nossa… fiquei aguada com esse cupcakes, com o Magnum e até com os M&Ms
    fiquei curiosa pra ver os esquilos^^
    adorei as fotos do Big Ben 🙂
    e o Houses of Parliament é lindo também

    aliás, tudo me encantou, só o hotel que provavelmente não^^
    bjs

  2. daisygaray diz:

    Antes de visitar estes lugares cheios de tentações gostosas, eu teria que entrar na fila do transplante de pâncreas, porque o meu voltaria estourado de tanto açúcar! :p A minha Mari tirou uma foto no London Eye chorando…de frio! Mãe é chata e exagerada, né? Falei tanto que levasse os casacos bons, mas não adiantou. Quase congelou! hahaha Eu fiquei cansada lendo, imagino vocês, andando muito! Eu sempre acho que posso ir um pouco além, depois tudo dói, até para piscar! Mas nunca me arrependo do cansaço, prefiro ver muitos lugares, provar sabores e descansar depois, quando voltar para casa! Espero que os próximos dias sejam melhores e mais divertidos!
    Beijos, amores!

  3. danakscully diz:

    Oi Adri,
    Muito bonitas as fotos do Big Ben. Acho que Londres deve ser uma cidade muito legal de se ver. Tirou fotos dos parques??? Deve ser tudo lindo.
    Espero que Gabi tenha melhorado!!! Eu tive um problema assim com o Gelol em Spray tupiniquim mesmo. Comprei por imaginar que seria mais fácil de passar e me ferrei. Agora só uso os em bisnaga.
    E infelizmente se eu estivesse aí continuaria sem espichar os olhos para os comes, porque realmente não consigo nem me imaginar perto dessas guloseimas sem morrer de dor. Ficaria só nas comidinhas mais naturebas mesmo e olhe lá!
    Beijo e bom passeio,
    Van

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