Boa noite meninas!
Eu hoje comecei meu dia de uma forma bem chata, tendo passado por uma situação que tenho certeza algumas aqui já passaram.
Quando eu contratei minha empregada, há 14 anos atrás, eu combinei com ela que ela trabalharia 6 horas por dia (8 às 14), não trabalharia aos sábados e eu pagaria todo o INSS dela sem descontar, além, é claro, dos outros benefícios a que tem direito (vale transporte, férias e 13º). Como muitas devem saber, uma doméstica deve trabalhar 8 horas por dia (2 a mais que a minha), deve trabalhar aos sábados e ter somente UM dia de folga, preferivelmente aos domingos, e o patrão tem o direito de descontar dela um percentual referente ao INSS.
Há alguns meses a minha empregada vinha chegando tarde e saindo cedo, deixando vááááárias coisas na casa (que não é pequena) por fazer. Chegava ao cúmulo de eu só ter uma blusa específica de volta à gaveta 2-3 semanas depois de colocada para lavar.
Contabilizando as horas trabalhadas por dia, chegava de 5 a 5 horas e meia de trabalho. Por várias vezes reclamei com ela sobre as horas de trabalho que ela me roubava, e sempre lhe mostrava que eu como patroa lhe concedia mais benefícios do que deveria, e que o mínimo que ela podia fazer em retribuição era cumprir a jornada de trabalho dela, de 6 horas. Eu reclamava, ela consertava, mas logo tudo voltava como antes. E sexta-feira foi o último dia que permiti isso. Aproveitei a nova lei que protege as domésticas, que exige a manutenção de uma folha de ponto, e esta manhã falei para ela que a partir de hoje ela passaria a assinar folha de ponto, e aproveitei para reclamar dos 35 minutos que ela me roubou na sexta-feira. Ela ficou que nem siri na lata. Começou a resmungar, e disse que CHEGAVA AO PONTO DO ÔNIBUS ÀS 8, mas que porque ela tinha que andar até em casa, chegava sempre mais tarde (detalhe: a caminhada não dá mais que 10 minutos), para tentar justificar os 20-30 minutos que me roubava ao chegar de manhã. E eu ri, claro! Falei pra ela que ela tem que chegar 8 horas NA MINHA CASA, e não no ponto de ônibus. Será que ela quer que eu coloque uma folha de ponto no ponto de ônibus pra ela assinar???? Disse a ela que não precisa ser muito inteligente pra saber que pra chegar às 8 em casa teria que sair mais cedo da casa dela. Já falei pra ela várias vezes que não importa a hora que chegue, desde que cumpra as 6 horas de trabalho. Chegou às 9, sai às 15! Chegou às 7:30, sai às 13:30! Simples! Mas nunca fazia isso.
Sei que a “conversa” não foi nada agradável. Ambas nos exaltamos, ela por se achar no direito de fazer o que quer e chegar e sair na hora que quer, e eu por saber do meu direito de exigir que ela cumpra o horário, sabendo que já lhe dou mordomias demais como empregada doméstica.
No final das contas, ela puxou a carteira de trabalho chorando e disse que queria que eu assinasse a demissão dela. Eu, que passei minha vida inteira tomando decisões no calor da emoção, e me arrependendo depois, disse a ela que não iria assinar nada ainda, e que ela fosse para casa e pensasse se vai querer mesmo ser demitida ou não. E enfatizei que uma vez a demissão assinada, NÃO TERÁ VOLTA. Não adianta se rastejar, chorar e nem lamber meus pés, porque foi, foi. Nunca mais pisa aqui em casa. E assim ela saiu, deixando comigo uma raiva muito grande, e a certeza de que quando a gente é boa demais as pessoas montam em cima e querem te fazer de palhaça. É ter a certeza de que o mal tem que ser cortado pela raiz, e que não devemos ser boazinhas na primeira vez, boazinhas na segunda vez, pra não passarmos por megeras, até a coisa ficar fora de controle.
Quantas e quantas vezes ela faltou para ir ao médico e nunca compensava o dia faltado (porque eu mesma não cobrava) e nem eu descontava dela. Enchi! Cansei de ser boazinha!
Antigamente eu achava que nunca conseguiria viver sem ela, mas o acidente de trabalho que ela sofreu ano passado, que resultou no afastamento dela por 6 meses, serviu para eu ver que ela não é insubstituível, e que eu posso perfeitamente viver com uma diarista, ainda mais sendo só eu em casa, agora.
Já tratei de ligar para uma outra pessoa que trabalhou aqui uma época (juntamente com a atual), porque éramos 5 pessoas na casa e atual reclamava que não conseguia dar conta, então tínhamos 2 empregadas. A moça, que está desempregada, obviamente já demonstrou interesse em ter carteira assinada, já que por tantos anos trabalhou como diarista sem carteira assinada, sem férias, e tudo mais. Então, agora é só esperar amanhã e ver o que a dondoca da atual decidiu fazer, para eu saber se contratarei a outra ou não.
Já imprimi o modelo de carta de demissão, que ela terá que escrever de próprio punho, e deixei a carteira dela aberta na página correta, pronta para a assinatura da demissão. Quero que ela saiba que comigo não tem blefes. Se disser “demite”, antes de terminar de falar a última sílaba da palavra, já estarei assinando a carteira dela.
Passei minha vida inteira ouvindo que ninguém é insubstituível (eu achava que eu era), e hoje eu sei tenho certeza que não é mesmo.
E para compensar uma situação tão chata, eu tive, agora à noite, uma notícia que me deixou mais animadinha. Uma amiga da Gabi está indo pra Londres esta semana, e disse que poderia pegar o relógio pra mim no aeroporto. Puxa, foi uma excelente notícia, mesmo! Tomara que dê certo, porque eu já tinha desistido até de pedir para mandarem por DHL, pois sairia quase ao preço de um relógio novo. DESAPEGO!!! Não valia a pena.
Mudando de assunto, o post de hoje é de um esmalte que usei bem antes de viajar, quando minhas unhas ainda estavam num tamanho decente e apresentáveis: o PASTEL BLUE da Kiko.

Este esmalte é um dupe do Pacific Blue da Sally Hansen. Ele cobriu com 2 camadas, e é tão lindo quando o Electric Blue. Finalizei com top coat, como sempre, e babei, como sempre.

Eu já sou fã de carteirinha dos Kiko, e nessa última viagem trouxe um pequeno lote de cores muito lindas. Esses azuis da Kiko são lindos demais!
*** ESTE ESMALTE É 3 FREE ***

Na Esmalteria não tem mais dele, mas você consegue comprar na Elements Cosméticos. O preço é 19,99 (por que raios não colocam logo 20,00?????), mas se for comprar só ele, você pagará, além do frete, uma “taxa para pedidos pequenos”, no valor de 5,00, que eu acho um VERDADEIRO ABSURDO, por não entender a justificativa dessa cobrança. No final das contas, o esmalte sai por 45 reais.
Quanto às cotoquettes, continuam cotoquettes, porque as lixei hoje, e já estão quadradinhas, prontas para crescerem e ficarem lindas como nas fotos acima, hehehehe. Aguenta mais um pouco, Elisa!!! Vamos chegar lá!
Beijos em todas. Vou me recolher, porque amanhã provavelmente será o dia D (de DEMISSÃO), e eu preciso acordar cedo e me preparar para a aporrinhação que se seguirá.
Adri
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