
Bom dia!
Atendendo ao pedido de uma amiga querida, estou postando algo para não parecer que eu morri também. Ainda estou em luto pela credibilidade que morreu em mim.
Lamentável, mas se existia uma pequena credibilidade, ela morreu definitivamente com as minhas recentes descobertas decepcionantes e que me deixaram quase igual à primeira vez, como foi com o pai da Gabi; à beira da morte de tanta decepção.
Me sentir traída por tantos anos me deixou praticamente morta de tanto desgosto. Mas eu fiz questão de me lembrar que homem nenhum é santo e nunca será, e que eu já deveria estar preparada pra isso. Eu sempre desconfiei da situação, e sempre ouvi negação por parte dele. Era só uma “amiga querida que o ajudou muito”. Agora sei que ajuda prestou…
Mas deixemos pra lá, já que esse foi o motivo que eu precisava para cortar o mal pela raiz para o resto da minha vida. Tentei esquece-lo outras vezes, mas o fantasma dele sempre me rodeava. Na verdade, a esperança de um dia voltar a ser feliz com ele sempre me rodeava. Agora é muito diferente. A minha descoberta realmente me impulsionou a ter amor próprio e seguir em frente, sem olhar pra trás. Ver que agora é tudo diferente, e que minha felicidade não está mais ali.
É claro que tantas palavras de apoio de todas vocês me ajudaram muito a aliviar a grande dor que eu estava sentindo. Pude ver que eu não estava sozinha de todo, e cada palavra dita, até por quem nunca tinha comentado aqui antes, foi de extrema importância pra mim, podem acreditar.
E esta manhã acho que dei o tiro derradeiro na minha angústia. Li um texto da nossa querida Gabi Moura e que me tocou profundamente:
“Não adianta buscar em algo ou alguém o que não existe ou não existe mais. Os passos devem ser adiante e não estagnados no passado ou num vazio que não será preenchido.”
Esse será meu hino de hoje em diante, Gabi! Quem vive de passado é museu, e museu pra mim, só em Nova York!!!!
Vou aproveitar que pelo menos o tanto de tristeza que senti foi bom pra eu perder mais peso, e vou aproveitar que estou pouco mais de 7kg mais leve e continuar adiante. Cuidar mais de mim!
Mas confesso a vocês que ainda não estou preparada para retomar meu ritmo normal aqui. Há ainda momentos em que a tristeza da decepção ainda me ataca. É inevitável.
Por falar nisso, queria contar pra vocês uma coisa muito impressionante que aconteceu. Ontem de manhã faltou luz e sem ter o que fazer, eu me sentei na poltrona no meu escritório e fiquei olhando pro nada, me lembrando de tudo. Inevitavelmente eu comecei a chorar. O Troy estava comigo no escritório, e sentadinho onde estava ficou olhando pra mim. Ao me ver chorando veio pro meu colo e me olhava nos olhos como se quisesse dizer algo. Virou de barriga pra cima e eu comecei a coça-la, ainda a soluçar. De repente parei e tirei a mão, e ele abraçou minha mão com as patinhas e puxou de volta, e quando trouxe de volta me deu uns “beijinhos” na mão. Fiz isso umas 3 vezes, e todas as 3 vezes ele fez a mesma coisa. Só depois que eu parei de chorar é que ele saiu do meu colo. Fiquei tão surpresa por esse comportamento dele que escrevi para a dona do gatil para contar. Ela me respondeu que ela já havia me dito que os maine coons são uma raça realmente carinhosa e especial, tão especial que eu quereria ter mais. Mas não… 3 já é demais pra mim.
E assim fica ele enquanto está comigo.

Ontem eu ainda estava arrasada. Mas à tarde uma amiga virtual entrou no meu MSN e começou a conversar comigo. Como ela me viu tão arrasada, ela queria compartilhar comigo o seu grande sofrimento, pelo qual está há dias chorando sem ver uma solução para o seu problema.
Ela é uma moça jovem, advogada que tem um pequeno escritório e alguns poucos clientes, que não pagam suas contas. Ela não tem parentes onde mora, e os parentes do marido moram em uma praticamente colônia no RS. Ele ganha cerca de 1000 reais por mês, e o aluguel deles é de 1500 reais, sendo que quando ela alugou o apartamento, por não ter fiador, ela pagou 2 anos de aluguel adiantado, prazo esse que expirará em 3 meses. Ou seja, tudo o que ganham talvez não cubra o valor do aluguel que teriam que passar a pagar, muito menos as demais despesas da casa. Ela está num mato sem cachorro e não vê saída. O desespero é tudo o que tem.
No instante em que li tudo isso eu comecei a pensar em como estou sendo mesquinha, chorando e sofrendo por algo ridículo, se comparado ao problema dela. O que é um chifre perto da possibilidade de ir pro olho da rua e morar debaixo da ponte, sem ter pra onde ir? Fiquei muito triste por ela, pois ela sequer teria dinheiro para se mudar para o RS. Ademais, o que uma advogada faria numa colônia num buraco no meio do mato do RS? Que perspectiva de vida teria? Advogar para vacas e cavalos? Virar agricultora? Misericórdia!
Se eu pudesse ajudaria, com certeza; mas não há nada que eu possa fazer a não ser incluí-la nas minhas orações. Cedi “a vez” pra ela. Não vou mais pedir a Deus que me conforte, mas que a ajude.
Eu já sabia que com o passar dos dias eu melhoraria, mas a estória dela certamente me ajudou muito a ver que meu sofrimento é praticamente em vão, perto do sofrimento que muita gente tem. Peço a Deus que me perdoe por sofrer por tão pouco…
Bem, gente, é isso aí. Vou continuar trabalhando, porque eu também preciso pagar minhas contas. Qualquer hora dessas posto novamente, nem que seja para falar só “abobrinhas”, como as de hoje.
Tenham todas um ótimo restinho de semana, e se puderem, coloquem a minha amiga vitrual, Silvia, em suas orações, e peçam a Deus que lhe dê uma solução para o seu problema.
Bjs
Adri =|||
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