Estou quebrada no corpo; e ficando quebrada no bolso, heheheh
Ontem acordei com “aquela” disposição de vir para Búzios. Estava mesmo desanimada porque eu sabia que não seria um findi baratinho. Por isso tratei de reservar uma pousadinha familiar que fica atrás da Rua das Pedras, principal ponto de badalação de Búzios. Eu já tinha ficado nessa pousadinha há uns 5 anos atrás, com o ex, e as únicas coisas que eu lembrava era que era uma pousada muito bem localizada, bastante aconchegante, pequenininha e que tinha um minipátio com uma enorme amendoeira no meio. O precinho desse grande achado foi de míseros 120 reais. Nem chega perto do que eu vou pagar em Porto Alegre, para mim e Gabi. É uma extraordinária pechincha essa pousadinha, levando em conta que os padrões financeiros de Búzios estão muuuuuuuuuuuuuuuuito acima disso.
Búzios, para quem não sabe, é a Campos do Jordão do Rio de Janeiro. É a cidade onde os abastados e famosos do Rio de Janeiro vão. Tem MUITA gente muito cheia de dinheiro, onde meu carro é praticamente carro popular, huahuauhauhauhauhuha. (Já falei do meu (por enquanto) carro algumas vezes, e confesso que não lembro se disse qual é. Mas se não disse, é uma Hilux SW4.)
Aqui é o lugar onde se vê o maior número de pessoas lindas por metro quadrado. É um enorme prazer somente caminhar na Rua das Pedras, e ficar sonhando com aquele monte de deuses do Olimpo que passam por nós (suspiro).
Saímos de casa às 11 horas da manhã, e fomos pegar Eva no hotel. Ela parecia bem animada, em comparação com a minha cara de enterro disfarçada. Eu não estava nada a fim de vir, justamente porque sabia que minha conta corrente iria diminuir vertiginosamente, principalmente por causa da viagem de POA semana que vem.
No meio do caminho, me liga um cliente em desespero pedindo um trabalho urgente. Eu mandei para minha tradutora fazer e tentei aproveitar o passeio.
Chegamos a Búzios e já foi meio complicadinho achar a pousada, que não é divulgada. Segundo a servente da pousada, a dona só aluga para pessoas de quem ela gosta da voz ao telefone, uhhahahahahahahahahah Sinal que deve ter gostado da minha voz, ou então ela me aceitou porque eu disse que já tinha estado aqui antes. Fato é que a única coisa que tem dessa pousada na internet é a localização com o nome da pousada e o telefone. Nada mais. Nem email tem, para vocês verem o drama. Vocês não encontrarão fotos do lugar em lugar nenhum. Não saberão como são os quartos ou o banheiro (eu procurei pra mostrar pra Eva). A única coisa que digo, é que é um lugar pequeno, aconchegantezinho, bem limpo, agradável e SUPER bem localizado. Tropeçou? Tá na rua das Pedras! Para quem quiser saber, o nome desse enorme achado, é POUSADINHA EM BÚZIOS. O preço é FANTÁSTICO DE VERDADE! Diárias em Búzios em lugares humildes custam pelo menos 250,00, e não é lá essas coisas, pelas fotos que andei vendo. Essa pousadinha realmente conquistou meu coração (novamente, pois já tinha esquecido como era boa). Apesar de morar a 60 km de Búzios, certamente será um lugar onde ficarei quando quiser vir, já que não quero mais ir para minha casa de praia, que fica a 25 km daqui (traumatizei, por questões familiares).
Até a entrada da pousada é “disfarçada”. Para entrar na pousada é necessário abrir uma espécie de vitrine da loja do lado e passar por ela – mas caminhando normalmente – não precisa subir nenhum degrau nem passar por cima de nada. Uma coisa realmente estranha, mas que prefiro que continue assim, porque é garantia de que sempre conseguirei um lugarzinho pra ficar quando quiser. Até onde entendi, só tem 6 suítes.
Guardamos nossas coisas e saímos para almoçar. Eva escolheu um restaurante francês em que eu já havia estado uma vez, com o ex e amigos, e que eu sabia que era carinho. Mas, como diz o ex, e perdoem a linguagem chula, “o que é um peido para quem está todo cagado?”. Eu aceitei vir, então dane-se. E eu, que estava animada que o cliente caloteiro me pagou na sexta, vejo agora todo o dinheiro do pagamento já indo embora, hahahahahahah.
O restaurante é super legal. Vejam a vista da nossa mesa, na varanda.
Ficamos algumas horinhas, primeiro tomando um vinho, e depois comendo e jogando conversa fora. Mary que de vez em quando queria jogar algum joguinho no seu iPhone, mas eu praticamente arranquei o iPhone das mãos dela, para ela interagir conosco, hehehehhe. Eva é uma chefona da empresa onde Mary foi fazer teste. Ela é chefe do meu ex, inclusive.
Pedimos os pratos, que valeram bem a pena.
Esse foi o meu: filé mignon com cebolas carameladas (adoro doce na comida). Estava ótimo, embora eu tenha roubado algumas batatinhas sautée do prato da Gabi.
Não comi sobremesa, mas fotei a sobremesa da Eva. Vejam! Pareceu boa.
E a brincadeira foi de mais de 400 reais. Minha sortinha é que Eva pagou tudo, hehehehe, porque eu a trouxe e paguei pelo combustível, que não é nada praticamente, pois com 140 reais eu ando quase 700 quilometros no meu carro. Dá para ir e voltar do Rio de Janeiro, e o tanque continua com combustível. Disso sentirei saudades nesse carro… 😦
Depois viemos para a pousada, mas antes parei numa sorveteria que eu gosto, para comer a minha sobremesa. Tomei um banho, e quando eu pensei que iria descansar, não consegui. O tal cliente estava em desespero me pedindo logo o trabalho que eu tinha mandado para minha tradutora. Lamentavelmente ela ainda não está no meu nível de agilidade, e eu tive que entrar no circuito e ajudar a terminar logo, antes que o cliente enfartasse. Tradutor no ramo de petróleo é como médico, não tem horário comercial, nem fim de semana nem feriado. O trabalho vem a qualquer hora.
Terminei o trabalho finalmente, e isso já era umas duas horas depois que chegamos à pousada, lá pelas 18 horas. Quando finalmente deitei e peguei no sono, tendo até um microssonho de 10 segundos, onde sonhei que saía da pousada e me deparava com uma multidão de pinguins (!!!!!!!), Eva bate à nossa porta para avisar que já estava pronta para sair novamente. =(((((
Deitei novamente, pensei em tirar um cochilo, mas achei melhor levantar logo, pois se eu pegasse no sono, do jeito que eu estava cansada, poderia acordar tarde demais. Gringos gostam de fazer tudo cedo. Nos arrumamos e saímos. Fomos caminhando pelas ruas e entrando nas lojas. Fomos até a estátua de Brigitte Bardot, que ficou famosa na cidade por ter vindo aqui nos anos 60. Depois voltamos e sentamos num restaurante muito aconchegante na praia, o Bar do Zé. Apesar do nome, é um restaurante bem sofisticado, onde tivemos nosso segundo round de orgias gastronômicas e monetárias.
Já eram 20 horas, e as ruas estavam praticamente desertas, para os padrões de Búzios. Escolhemos nosso vinho, igualmente italiano, Pinot Grigio, (98 pratas), e ficamos a jogar conversa fora até as 22 horas, quando as ruas já estavam abarrotadas, num vai-vem frenético de casais. E o restaurante, que estava vazio quando chegamos, agora tinha gente esperando para sentar. Era um tal de passar peruas socadas em roupas de paetês! Por um momento esqueci que ali ao lado tem uma boate famosa: a Privilège, onde ouvi dizer que para entrar é preciso pagar a bagatela de 150 reais.
Eva enfiou o pé na jaca no prato que escolheu: risoto de lagosta ao queijo brie e aspargos frescos (122 reais o prato). Eu, que pensei em pedir um prato mais humilde, resolvi pedir o mesmo que ela. Afinal de contas, a conta seria dividida por 3 mesmo! Vejam nosso prato. Então, resolvi enfiar o pé na jaca também, afinal, o que é um peido…(o resto vocês já sabem)
Gente, é um prato carésimo, mas vale a pena. É uma super delícia. Mary fotou o prato dela também, mas não me mandou as fotos ainda. Depois eu ponho aqui.
Sei que a brincadeirinha do jantar de ontem foi de 620 reais, onde a minha parte foi 420 reais. Como diz o ex, eu preciso viver também (se referindo ao fato de eu estar desanimada por saber que gastaria os tubos nesse passeio). Ainda bem que eu só faço essas coisas uma vez na vida e outra na morte. Essas refeições aqui em Búzios fizeram meus jantares de 150 reais com Mary, no melhor restaurante de Macaé, parecerem PFs.
E agora são 9 da manhã. Acordei quebrada do colchão (única coisa ruim até agora, na pousada). Já tinha ido dormir com dor nas costas ontem. E a sede, por causa dos muitos vinhos de ontem, é enorme.
Vou levantar para tomar meu café, e não sei bem o que faremos. Penso em levar Eva para Cabo Frio, onde tem um restaurante que eu adoro (infelizmente, também caro, mas nem chega perto do caro daqui, heheheh). Cabo Frio tem uma praia linda, de areia fininha e super branca. Acho que ela vai gostar de conhecer.
E Mary quer porque quer fazer um piercing no nariz. Aqui do lado tem um tatoo que põe. Vai ser uma luta isso. Vamos ver no que vai dar. Cenas dos próximos capítulos.
Beijocas!
Adri




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