Daí você pergunta: “Enguiçou a vitrola?” (quem é do meu tempo sabe o que é uma vitrola) Pra quê tanto MAGIC???? Endoidou?
Não, não endoidei. Só queria enfatizar que essa lixa é realmente mágica.
Você certamente já deve ter visto essa lixa por aí, e nunca deu a mínima pra ela. Aliás, por nunca (talvez) ter ouvido falar nela, você nunca deve ter percebido que passou por ela milhares de vezes naquela loja de esmaltes ou farmácia que você frequenta, não é verdade? Isso aconteceu comigo! Tem milhares dela na loja que frequento, mas só consegui “enxergar as lixas na loja”, depois que aconteceu o que vou contar para vocês.
No último encontrinho em São Paulo a Nina me apareceu de unhas peladas. Não tinha um esmalte! E eu pensei, “Gente, como essa mulher vem para um encontrinho sem esmalte nas unhas????”. Ela levou consigo duas lixas polidoras da marca Fing’rs, uma rosa (igual à da foto) e uma azulzinha, mais estreita e com as pontas arredondadas.
Quando ela me entregou as lixas, ela me disse que tinha levado de presente para mim (levou pra KK também). Olhei as lixas, agradeci, mas confesso que as lixas não tinham nada que me impressionasse. A única coisa “boa” da lixa, até então, foi o fato de elas terem sido dadas de presente pela Nina, nada mais.
Daí, olhei pra Nina, agradeci e acho que perguntei para ela por que raios tinha trazido duas lixas de presente, já que lixa se acha em qualquer buraco pra vender. Ela então me mostrou as unhas brilhantes, como quem tivesse passado esmalte incolor ou até mesmo top coat, e disse que as lixas tinham feito aquilo.
Eu olhei pra cara dela, ri e perguntei se era piada. Séria, ela disse que não, e que aquele brilho escandaloso nas unhas eram resultado da “lixa”. Eu, obviamente, não acreditei, e falei, na cara dura, que ela estava mentindo pra mim. Eu acho que ela se ofendeu, uhahuauhahuhuahua, e falou com a voz já engrossando que ela não estava mentindo. Aquilo era, sem dúvida alguma, algo em que eu só acreditaria vendo com meus próprios olhos a prova. E eu insisti que aquela lixa sem graça não poderia ter feito aquilo, já abrindo a embalagem afobadamente. Depois que “despi” a lixa, senti a suavidade das suas faces, e desafiei a Nina, deixando ela mais invocada ainda. Eu disse que era IMPOSSÍVEL aquela lixa fazer unhas brilharem como se tivesse passado esmalte incolor, e quase disse a ela que a piada dela não teve graça.
Ela, já P da vida, perguntou, já meio brava, se eu queria que ela passasse acetona nas unhas pra provar que aquele brilho não era esmalte. E eu, na cara de pau disse que sim. Ela arregalou os olhos, deixou o queixo cair e me perguntou: “Você prefere que eu passe a acetona a acreditar no que eu estou falando????”. E eu, sem graça, mas sincera, disse um “sim” quase inaudível, de tão baixinho que falei. E ela saiu pisando pesado e foi buscar acetona e algodão para esfregar nas unhas (e na minha cara). Depois que ela passou o algodão com acetona nas unhas, eu continuei não acreditando, heheheh. Arranquei o algodão da mão dela, achando que ela não estava esfregando o suficiente, só pra me enganar, e quase arranquei a unha fora de tanto que esfreguei.
Vendo que por nada no mundo a titica do “esmalte” saía, por fim, me dei por vencida e me convenci de que a lixa era realmente a melhor “invenção quietinha” que eu já vi recentemente. Imediatamente eu pensei: “Como é que uma coisa espetacular dessa não é divulgada aos 4 ventos??????”. Na mesma hora pensei logo em fazer um post, um filme, sei lá; qualquer coisa, para mostrar para vocês que produto maravilhoso era aquele, tamanha a minha empolgação.
Lembro ainda que a Nina acrescentou que a lixa pode ser usada sobre os esmaltes, caso não fiquem com “aquele brilho” esperado, fazendo, com perfeição, o papel do top coat (no quesito brilho). Daí eu surtei de vez. Mas me concentrei nas minhas atividades no encontrinho e já me via fazendo o post assim que voltasse pra casa.
Trouxe as lixas pra casa, e testei. Não testei lá no encontrinho porque eu estava com as unhas pintadas. O que eu queria mesmo era ver com meus próprios olhos como se fazia.
Tirei meu esmalte e vi minhas unhas “normais”. Peguei a lixa e passei o lado rosa nas unhas. Vi que a superfície fosca já mudou com a passada desse lado da lixa. Ficou com meio brilho. Depois que passei a parte branca, que é a de acabamento, logo minhas unhas pareciam vitrificadas e super lisas. Fiquei mais uma vez surpresa, como se nunca tivesse visto aquele resultado antes.
Depois disso, só me lembro de ter pedido para a Nina fazer um vídeo, já que ela é a rainha dos vídeos. Mas como ela já tinha usado a lixa, seria preciso as unhas crescerem para o brilho ir embora, ou então passar a lixa grossa para fosquear novamente, mas aí é fogo, né? Ninguém quer reduzir a espessura da unha em prol de uma demonstração. Então, esperando as unhas dela ou as minhas crescerem, as lixas ficaram encostadinhas num buraco qualquer e caíram no esquecimento.
Hoje, estava procurando uma coisa, e revirando a cestinha de bagulhos que fica em cima da minha mesa, dei de cara com a lixa. E numa questão de segundos, revivi em pensamento tudo o que comecei a narrar desde o começo deste post. E pensei que agora seria um bom momento de mostrar os atributos da tal “lixa”, já que o brilho do meu teste já tinha ido embora havia séculos. Quando fui pegar algo na mesa, meu relógio, que estava em cima dela, caiu. E quando peguei o relógio, eu fui olhar para ver se tinha ganhado outro arranhão, e vi que só o tradicional arranhão estava lá, para meu alívio. Foi então que uma lampadinha acendeu sobre minha cabeça, e pensei: “Se a lixa é de polir e dar brilho, por que não tentar tirar o arranhão do “vidro” do relógio (que na verdade é de plástico, acrílico, sei lá). Peguei a lixa, e sem ter medo, esfreguei freneticamente a parte branca (a de acabamento) em cima do “vidro”, e vi que nada acontecia. Mas não desisti. Usei, desta vez a parte rosa, meio receosa de fazer caca. Como vi que não arranhou, continuei mais confiante. Me senti como um escoteiro tentando acender uma fogueira com gravetos. Cheguei até a suar, de tanto vai e vem, mas aos poucos fui vendo que ESTAVA DANDO CERTO!!!!!!
Passei uns 10 minutos esfregando o “vidro”, e no fim usei a parte branca, por desencargo de consciência. Eu fiquei tão cacada com o resultado, que imediatamente resolvi postar o fato aqui para vocês. É claro que eu fotei antes da “manobra” toda, porque se desse certo, eu não teria como mostrar a vocês se conseguisse, caso não tivesse fotado (e se desse errado e arranhasse tudo de vez, pelo menos eu teria uma foto de como meu relógio estava bonitinho só com aquele arranhão, uhauhauhauhuhaahu) E, orgulhosamente, mostro aqui para vocês o resultado da minha descoberta (a foto está pequena, mas é só clicar para ampliar e ver melhor).
Do lado esquerdo, vocês conseguem ver claramente o arranhão que está dentro do retângulo vermelho. Tentei colocar o relógio no mesmo ângulo para mostrar o resultado final. Ainda sobrou um fantasminha do arranhão, que certamente teria saído se eu ficasse esfregando mais. Mas sinceramente, cansei de tanta esfregação, e até então o resultado já tinha mais que me agradado. O “vidro” estava NOVO em vista do que estava antes.
E eu, que tinha terminado de pintar as unhas havia uns 15 minutos, reparei que algumas bolinhas estavam ensaiando para “pocarem”. Com medinho, mas tomando coragem, resolvi esfregar a tal lixa no esmalte para ver se ela conseguiria abaixar as bolinhas, já que a lixa é feita para polir, e precisamos fazer uma certa pressão sobre o esmalte para tanto. Se fazemos pressão, então pensei que ela poderia ajudar a abaixar as bolinhas. Não sei se foi coincidência, mas as bolinhas não só abaixaram, como o esmalte ficou super brilhante.
Logo depois disso, a Nina entrou no MSN, e eu não tive outra coisa a fazer senão colocar isso para ela:
Queria ter posto esse “OHHHH MYYYYY GOOOOOOOOD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, mas era “grande demais” para o MSN:
Ela, obviamente, colocou uns 50 Cacos no MSN depois que contei e mostrei para ela a foto do relógio; e, tendo ouvido sobre o feito, a mãe dela sugeriu usar a lixa em um óculos. Peguei meu cascudinho de bater, que já está meio sambadinho, e não tive pena. Meti a lixa rapidamente. Vi que começou a dar certo, mas não tive braço e nem saco para terminar o serviço num óculos de sol de “6 dólar”. Fiquei super satisfeita por saber que se algum dia precisar usar no meu Pradinha, (que quase não uso por medo justamente de arranhar), poderei fazer sem medo de ser feliz, ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Daí eu pensei: poxa, eu não fiz o vídeo que eu tanto queria. E na preguicinha, resolvi fotar mesmo. Fiz o registro do brilho nas ex-cotoquettes (graças ao Vita Surge) com três fotos: 1) antes de usar a lixa, 2) usando o lado de preparação (rosa) e 3) usando o lado branco (acabamento). E o resultado mostro para vocês abaixo:
E então, o que acharam? Dá ou não dá pra duvidar que esse brilho todo “saia de uma lixa”???
Mesmo que não deixasse esse brilho lindo nas unhas, eu compraria umas 3 dúzias só para salvar meus reloginhos e óculos ou qualquer outra coisa que arranhe. Podem ter certeza que terei sempre algumas lixas novas dessas no meu estoquinho, para o caso de encontrar arranhões indevidos por aí.
Assim como a descoberta do quebra-nozes x garrafas pet, espero que essa descoberta tenha deixado vocês como no “Oh my God!” acima, hehehehe. Eu fiquei assim, ao cubo!
Só é preciso deixar aqui uma coisa clara: Eu tenho certeza que a lixa não servirá para arranhões profundos, somente superficiais. Portanto, não me chamem de mentirosa se seu relógio estiver com uma “vala”, hehehehehe, e a lixa não ter resolvido nada.
Bjus e bom feriado!
Adri =)))





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