Bariloche, Dia 2

Boa tarde, meninas!

Ontem foi eu fechar o notebook e desmaiei. Acordei para ir ao banheiro, achando que era madrugada ainda, e quando voltei pra cama (pulando como uma cabrita, por causa do frio), Gabi acordou também e perguntou que hora iríamos sair. Na hora pensei, “Acho que ela está sonhando ainda” e falei “Mas nem amanheceu (clareou) ainda, Gabi!”, e ela: “Mas já são 8 e meia!”. Arregalei os olhos e pasmei. 8 e meia da manhã e estava escuro como 4 da manhã no braseeel. Esperamos dar 9 horas, que é a hora que tem começado a clarear o dia por aqui. Assim como ontem, estava -3 deliciosos graus lá fora.

Nos arrumamos e fomos tomar o nosso café. Gente… sem palavras… Eu fiquei MORRENDO de medo de pagar mico, e não fotei a mesa do café. Só tive coragem de tirar a foto dessas duas coisas que pegamos para comer. 

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Gente, é impossível comer pouco. Na primeira foto, temos um waffle que Gabi pediu para fazer, com calda de chocolate, doce de leite, chantilly e uma cereja. Há uma mesa bem grande, num canto do restaurante, com inúmeros ingredientes diferentes, onde dois funcionários do hotel preparam waffles e omeletes, com os ingredientes que você escolher.

Na foto de baixo, temos um pão folhado de passas… gente… eu caí na besteira de só pegar um para provar. Fiquei enlouquecida com o troço, e quando voltei à mesa para pegar mais, recebi a triste notícia de que havia acabado. No café de amanhã montarei guarda e pegarei ao menos uns três. O troço é de matar, de tão delicioso. Gabi disse que amanhã tirará uma foto com mais coisas do café, para mostrar pra vocês. Ela disse que se as coisas estiverem na nossa mesa ela tem coragem de fotar, hehehehe

Dali, voltamos ao quarto para pegar nossas bolsas e irmos ao centro. Já passava de 11 da manhã, e teríamos que voltar logo, porque Gabi teria aula de arco e flecha às 15 h. Fomos até o ponto do ônibus, que fica ao lado do estacionamento do hotel, e esperamos até o ônibus chegar. Como estava frio, ficamos dentro do abrigo do ponto.

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Vista do estacionamento do hotel

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Quando o ônibus chegou, descobrimos que não podíamos pegá-lo, porque só se paga com um cartão recarregável; é como o RioCard no Rio de Janeiro. E adivinha? O motorista não vende o cartão, e muito menos o hotel. Resultado: vimos o ônibus ir embora e ficamos chupando o dedo. Incrivelmente, um hotel que oferece tantas atividades sem custo adicional para o hóspede, não oferece traslado entre o hotel e o centro, deixando-nos confinados aqui. Vai entender! A única resposta que tenho pra isso é o dono do hotel ser também dono da locadora de carros Hertz, que fica numa salinha naquele corredorzão principal do hotel. Assim, nos obriga a querer alugar um carro. 

Um taxi até o centro custa 265 pesos, ou 80 reais, para percorrer 26 km (o ônibus custa 3 reais). Achei caro demais, e resolvemos mudar os planos. Decidimos ficar aqui pelo hotel mesmo hoje, e amanhã faremos o Circuito Chico. Depois do passeio, pediremos para a Elisabeth nos deixar no centro na volta. Assim, compramos o cartão e carregamos para podermos voltar de busão pro hotel, depois de passear pelo centro, e quem sabe, almoçarmos.

Sendo assim, começamos a caminhar pelos arredores do hotel, e encontramos uma lojinha que vende produtos à base de Rosa Mosqueta, uma frutinha (e não uma flor) que nasce em um arbusto, muito comum aqui na Argentina (encontramos até caminhando na beira do asfalto), do qual se extrai um óleo que é utilizado para diversos fins terapêuticos e cosméticos.

Entramos na lojinha mais porque eu havia pegado umas pedras no meio da rua, para levar pra casa, e minha mão estava gritando por um creme, e eu não tinha nenhum. Vou explicar direito.

Eu encontrei dias desses uma página no Face da artesã Elspeth McLean, que pinta mandalas em pedras. Eu achei o trabalho dela lindíssimo, e morri de vontade de fazer igual, mas não consigo encontrar com facilidade onde moro a matéria prima para fazer a arte, que são as pedras roladas, de rio. E caminhando pela beira da Avenida Bustillo (a do hotel), vimos centenas de pedras roladas pelo chão, jogadas no meio da terra, e eu fiquei louca, né? Quando encontrava uma mais redondinha eu pegava.

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Mas como elas estavam sujas de terra, esfreguei na grama, ainda molhada do sereno, para tentar limpar. Minha mão ficou com aquela sujeira de terra seca (depois que a água do sereno secou), e eu tenho verdadeira aflição de pegar em qualquer tipo de pó. Minha vontade é de arrancar a mão fora, de tanta aflição que tenho. Então, no auge do desespero, avistei a tal loja e pensei: “Vou lá fingir que vou comprar alguma coisa e vou usar o tester do creme para aliviar a minha aflição”, rsrsrsrsrs. Só que eu gostei tanto do creme, que acabei comprando mesmo, hahahhahaah

Llao11Eu já gosto de um creme, e quando acho um que não “deixa a mão plastificada”, como diz Gabi, e que tem o cheiro gostoso, eu fico doidinha e acabo comprando. Não foi baratinho não, mas acho que vai durar bastante.

E saindo dali, caminhamos um pouco mais, e após passarmos por vários arbustos de rosa mosqueta pela beira do asfalto, não avistamos mais nada que prestasse, e fomos até uma igrejinha linda, toda de troncos, que fica em frente à tal loja, no alto de um morrinho, de onde se tem uma linda vista do hotel.

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E não tendo nada mais a fazer, fomos para o hotel fazer hora até a aula da Gabi, que não sabia como teria a aula, andando toda troncha como está. Ontem, lá no bosque Los Arrayanes, enquanto comíamos a torta de limão, não sei o que essa menina arrumou que caiu pra trás entre o banco que ela sentava e o banco da mesa de trás (são daqueles bancos de madeira compridos, para duas pessoas, sem encosto). Ela ficou dependurada entre os dois bancos, se agarrando como podia pra não cair, enquanto eu olhava, sem entender nada (foi tudo muito rápido), tentando ajuda-la a se levantar, estando eu sentada (na verdade, de pé) do outro lado da mesa.

Enfim, fomos caminhando (ela, capengando) até o hotel, onde sentamos na sala de chá e tomamos mais um daquele chá gelado de frutas vermelhas. Ao terminar, subimos para o quarto para esperar mais um pouco a hora da aula.

Llao7E no meio do caminho, não pude deixar de tirar foto dessa poltrona revestida de pele de “bambi” (tadinho).

Não demoramos muito no quarto, e logo descemos para a tão esperada aula. Num frio de -1 grau, minha arqueira fez bonito, estourando 4 balões dentro do alvo, que ficava a uns 12 metros de distância. Nada mal, para alguém que nunca pegou num arco e flecha antes.

Merida

Uma hora depois, já às 16h, eu estava urrando de fome, e fomos para a sala de chá, onde pedi um sanduba delicioso (com hamburguer caseiro), já que o restaurante maior (o Patagônia, do jantar de ontem) fechou justo às 16h e não dava mais para comer comida decente. No cardápio da sala de chá só tem 3 pratos, e o único que me atrai é aquele frango que comi ontem no almoço, e que eu não queria repetir, embora estivesse muito gostoso. 

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Gabi não estava com fome, e não comeu nada. Viemos então para o quarto, tomamos nosso banho, e a dita está aqui na cama ao lado babando no travesseiro, enquanto eu estou aqui fazendo esse post pra vocês.

Mais tarde sairemos para jantar, e haverá, às 22:30, um show no salão do hotel. Que show é, eu não sei, mas qualquer coisa será bem vinda! O importante é passar um tempo super agradável! Se houver algo interessante, depois eu edito este post e acrescento. Agora, acho que vou imitar a Gabi e me enterrar debaixo das cobertas, nesses deliciosos 4 graus.

Não dá para enxergar nada pela janela, porque há um fortíssimo nevoeiro lá fora. A previsão do tempo para amanhã, último dia inteiro da viagem, é de chuva, e não sei se será interessante fazer o Circuito Chico, que nos levaria a um mirante para apreciarmos a vista do alto da cidade. Mas de qualquer forma, espero que a gente dê um jeito de ir para o centro, porque não terá graça termos vindo aqui e não termos dado um rolé por lá.

*** UPDATE ***

Recebi uma ligação da Elisabeth dizendo que seria cancelado o passeio amanhã porque o passeio em grupo só seria feito na parte da tarde. Passeio só pra Gabriela e eu sairia caríssimo. Então achei conveniente, já que a previsão do tempo não é das melhores.

Gabi levantou da cama urrando de dor. Acabamos tendo que ir fazer uma consulta na médica de plantão do hotel, que diagnosticou uma distensão da musculatura interna posterior da perna, no alto da panturrilha, e recomendou repouso tanto quanto possível, ou seja, melou o resto da viagem, aparentemente.

Ela passou um medicamento para a Gabi tomar, e eu quero ver como será na sexta-feira, na correria de troca de terminal no aeroporto, para não perder o voo pro Rio de Janeiro. Pedi um relatório para a médica, conforme a empresa de seguro viagem (Mondial) solicitou, para reembolso no braseel, já que o atendimento não foi em hospital indicado por eles. Mais trabalho à vista!

E dali fomos direto para o restaurante Patagônia, para jantarmos. O prato delicioso da vez foi uma posta de salmão grelhada com fettuccine de espinafre e tomates cereja. Estava muito bom, mas não melhor que a massa de ontem.

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Foto tirada, desta vez, do final do corredor principal do hotel

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Dali fomos para o salão, ver qual era a do tal show. Sentamos no sofá e fiquei olhando os lustres, feitos de chifres de veados. Quantos morreram? Certamente muitos.

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Aqui na Argentina é muito comum se comer carne de veado e javali. Segundo entendi o guia falando ontem, no parque Isla Victoria, há ainda muitos javalis e veados selvagens, mas também há fazendas que criam esses animais para abate e consumo humano.

Uns 15 minutos depois que nos sentamos, começou o tal show. A voz da cantora era muito irritante (aguda demais, sei lá), apesar da boa pronúncia do inglês. Ouvimos a primeira música, e demos linha na pipa. Minha cama quentinha está melhor!

Agora não sei mais o que faremos amanhã. Gabi está aqui com uma bolsa de gelo sob a perna, e vamos ver no que isso vai dar. Na pior das hipóteses, dormirei o dia inteiro.

Beijinhos em todas, e até o próximo post!

Adri 😀

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

2 respostas a Bariloche, Dia 2

  1. daisygaray diz:

    Melhoras para a Gabi!

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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