Bariloche, Dia 1



Boa noite, meninas!

Finalmente cheguei a Bariloche, depois de uma viagem “mortificante”. 

Ontem saímos de casa por volta das 22 horas, porque o check-in seria às 22:40. Chegando ao aeroporto, não tinha viva alma nos guichês da Aerolineas Argentinas. Fiquei até com medinho de terem cancelado o voo, já que há umas semanas atrás houve greve geral na Argentina. A verdade, mesmo, é que o aeroporto estava entregue às baratas até de passageiros. Tinha meia dúzia de gatos pingados. Como tudo no braseeel (ou no Mercosul, já nem sei) não houve check-in às 22:40; põe mais uns 15 minutos aí, que foi a hora em que os funcionários da AA começaram a chegar, com cara de sono. Tudo neste país é atrasadinho. Fizemos o check-in e fomos para a zona de segurança, para passar as bagagens no raio X. Ali conhecemos o verdadeiro sentido da palavra ZONA. 

Nos EUA, a gente se borra de medo dos agentes da segurança do aeroporto, que são pessoas com semblante sério (parecendo até zangados) e compenetradas no seu trabalho. Ali, naquele momento, na nossa frente, em outro continente (braseeel), os agentes de segurança estavam se empurrando de brincadeira e às gargalhadas. Como, gente, como é que alguém pode levar este país a sério??? Uma zona, realmente!

O voo não foi diferente, atrasou, pra variar, o que acabou atrasando tudo um pouco. Chegamos a Buenos Aires passavam das 5 da manhã. Não consegui pregar o olho, e cheguei lá um caco, apesar de terem sido somente 3 horas e pouco de voo (nem pra NY me canso tanto). A única coisa boa, até então, foi sair do avião na friaca de -1 grau!

Chegando lá, pegamos as malinhas na esteira, passamos pela imigração e fizemos uma peregrinação do terminal A para o C, a pé, arrastando as malas conosco. Ainda teríamos que pegar outro avião até Bariloche, mas já foi uma ótima coisa não termos precisado ir pro outro aeroporto, que fica bem longe do Ezeiza. Então, melhor não reclamar muito (podia ter sido pior).

O voo, pra variar, atrasou novamente. Aviãozinho pequeno, da companhia Austral, com 3 assentos de cada lado. Na nossa frente, uma criancinha que foi berrando de Buenos Aires até Bariloche (ninguém merece!), e mais uma vez, não conseguimos pregar o olho; até tentamos. Resolvemos desistir de tentar cochilar quando o comandante começou a dizer que estávamos iniciando o sobrevoo das montanhas nevadas de Bariloche. Gabi tirou várias fotos, e começamos a nos empolgar, apesar de estarmos mortas.

Bariloche

Logo o avião pousou, e imaginamos se tudo, a partir dali daria certo. Estávamos com esperança de que realmente houvesse alguém nos esperando para nos levar ao hotel, conforme programei. Pegamos as malas e saímos, e para meu alívio, lá estava Elizabeth, esperando por nós, com meu nome estampado num pedaço de papel. 

Saímos porta afora, e enfrentamos congelantes e deliciosos -3 graus e um lindo dia de sol. E no meio do percurso, já dentro da van, Elizabeth ia nos dizendo o que poderíamos fazer nos 3 dias em que ficaríamos, e sugeriu que fôssemos hoje mesmo fazer o passeio de barco pelo lago Nahuel Huapi, pois nessa época de inverno é difícil pegar um dia bonito como fez hoje. E tudo o que queríamos era um banho e morrer na cama, mas levando em conta que viemos para aproveitar e não para dormir, concluímos que realmente era o melhor a ser feito. 

Compramos com ela, então, o passeio de barco, com 4:30 horas de duração, que saiu por 240 reais por pessoa (aceitam pesos ou reais, que convertem na hora), valor que incluía o valor do passeio, a taxa de embarque e o ingresso dos parques que visitaríamos.

Elizabeth e o motorista nos deixaram na porta do hotel, onde alguém já veio logo abrir a porta da van e nos dar a mão para descer. Foi uma glória, finalmente entrar como hóspede, e não como uma visitante curiosa. E como chegamos mais cedo que o horário do check-in, tivemos que rodar por ali até que nosso quarto ficasse pronto, uma hora mais tarde. Resolvemos, enquanto esperávamos, almoçar logo, pois tínhamos que estar no porto às 13:20 para o passeio. O porto fica bem em frente ao hotel, a uns 300 metros (dá para ver da janela do nosso quarto), e como dá para ir a pé, daria para almoçarmos com tranquilidade. 

Enquanto íamos em direção ao restaurante, eu vi aquele corredor lindíssimo que já vi tantas vezes estampado em fotos de hóspedes do hotel, e como tal, resolvi também tirar minhas próprias fotos.

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E como eu ainda não estava instalada, eu estava com minha bolsa pendurada no meu ombro e câmera fotográfica em punho, registrando tudo lindo que eu encontrava ao redor, em uma típica aparência de visitante curiosa tirando fotos. Não demorou muito a brotar um homem sei lá de onde, enfiado num terno preto com escuta no ouvido, e perguntando a mim se eu era hóspede, visto que visitantes não podem tirar fotos, e nem mesmo transitar pelo hotel. Chegara meu momento da vingança, hahahahahaha. Há dez anos, como já contei aqui, me negaram conhecer o hotel internamente porque eu não era hóspede, lembram disso? Agora eu falei para ele que eu era hóspede sim, mas que meu quarto ainda não estava pronto e eu não estava instalada. Em uma atitude de dúvida, ele me perguntou qual o número do quarto, e eu logo respondi que se eu não estava instalada ainda, então não tinha como saber (affff!), mas se ele achasse melhor, que perguntasse na recepção o número. Enfim, ele me deixou em paz, e eu me senti vingada, depois de 10 anos! 

Como o restaurante maior só abria às 12:30, e precisávamos comer logo para não nos atrasar, resolvemos almoçar na varanda em frente ao lago.

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Lá pedimos um chá gelado de frutas vermelhas e frutas maravilhoso, e nosso merecido almoço com sobremesa.

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Llao Llao5E depois de pagarmos a conta, fomos até a recepção e eles nos entregaram o cartão-chave do nosso quarto.

Subimos acompanhadas do carregador de bagagens, e ao abrir o quarto com vista para o lago, deleitei-me.

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Tirando o carpete no piso, amei tudo. O banheiro é relativamente simples, espaçoso e funcional, com piso de porcelanato e água mega quente. Assim como o quarto, também tem aquecedor.

Mas não podíamos explorar nada naquele momento, porque estávamos em cima da hora do passeio. Então, na recepção, providenciaram uma van para nos levar até o porto.

Chegando lá, agradecemos ao motorista e entramos. Quando já estávamos lá dentro é que lembramos que nem marcamos de ele ir nos pegar na volta, aff. Pagamos as taxas de embarque (moradores do Mercosul têm 20 pesos de desconto), que ficaram pendentes e logo embarcamos no catamarã. Foram 4 horas e meia de passeio.

Logo na ida, as gaivotas nos acompanhavam, e eu imaginei que elas faziam isso porque o pessoal dava comida a elas, porque elas estavam impacientes, dando rasantes no barco. Dito e feito! Logo várias pessoas sacaram seus biscoitos, e as bichas ficaram loucas. 

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L4O passeio foi bem legal. Uma hora depois, paramos no Bosque Los Arrayanes, que segundo disseram, foi o bosque que inspirou o filme Bambi.

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Muito maneiro! Lá, entramos numa casinha muito fofa, que era uma lanchonete, e comemos uma torta de limão. Algumas dezenas de minutos depois, após seguirmos o caminho do bosque, voltávamos ao barco para completar o passeio, onde a próxima parada seria a Isla Victoria, que tem sequoias gigantescas e outras árvores que chegam a 50 metros de altura.

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Achei até um gato mega fofo, com espinhas de peixe de metal enfeitando a coleira. Bem parrudo o felino!

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O passeio foi bem longo, e durante o percurso, confesso que nos debruçamos sobre a mesinha à nossa frente e ensaiamos um cochilo. Aquele barulhinho de motor e de água sendo cortada pelo casco do catamarã era como uma canção de ninar para nós, que estávamos mortas de cansaço.

Ao sairmos de lá, já caía a noite, e o frio estava intenso. Deu para tirar umas fotos lindas do por do sol no lago.

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Ao chegarmos de volta ao porto, tivemos uma imensa e agradável surpresa: a van estava nos esperando. Quase demos um beijo no motorista de tanta felicidade. Estávamos ávidas por um banho e esticar a coluna.

Chegando ao hotel, foi exatamente o que fizemos: tomamos um delicioso e quente banho. E esta foi a primeira vez que eu não usei o sabonete que levei de casa, pois este foi o primeiro hotel que já vi no mundo que tem um sabonete deliciosamente perfumado, com aroma de lavanda. Show! E ao me deparar com o roupão branco atrás da porta do banheiro, me senti a própria Marilyn Monroe, com direito a chinelinho (que pode ser levado para casa) e tudo!

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Depois que Gabi tomou banho, ela se deitou para um cochilinho enquanto eu iniciava este post. Acordou assustada (e babando) com o barulho do telefone, que eu surda não ouvi. Era Elizabeth querendo saber se iríamos fazer amanhã o Circuito Chico, que leva as pessoas a um mirante, de onde se tem uma linda vista do lago e arredores. Mas como Gabi quer dar uma de Mérida amanhã, tendo aulas de arco e flecha à tarde, faremos outro roteiro mesmo. Veremos se faremos ou não esse passeio do Circuito Chico.

Logo meu estômago começou a urrar, e eu acordei Gabi, nos vestimos e fomos para aquele restaurante que ainda não tinha aberto, mais cedo: o Patagônia, lindo!

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Amei o ambiente e a comida, uma das melhores que já comi na vida. O Chef deve ser estrelado Michelin, não é possível! A comida é de enlouquecer!!! Os pães, feitos lá mesmo, já seriam suficientes pra me deixar feliz; são divinos, também!

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Comemos feito jiboias e viemos para o quarto. Não vejo a hora de dormir, pois estou um caco. Mas como tenho meu dever para com vocês, vim terminar este post. 

Beijos em todas e até amanhã!

Adri 😀

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

13 respostas a Bariloche, Dia 1

  1. daisygaray diz:

    Hotel lindo, comidas deliciosas, cenários de sonho! Só tu para me proporcionar essa alegria! Espero poder ir no futuro, mas por enquanto, vou aprender com tuas dicas. Aproveitem, gurias, vocês merecem!
    Beijos

  2. Mila peteca diz:

    Oieeee…aí Adri, eu A D O O O R O seus diários de viagens..cada foto linda, tantos detalhes, parece que vamos junto..rsrsrs. Aproveita muito e depois conta tudo pra gente! ❤
    Bjos, Milene.

  3. gi diz:

    Dri adoro suas viagens. Fico aqui so babando. Aproveitem bastante. No aguardo dos proximos relatos. Bjs flor

  4. Míriam Viégas diz:

    Agora eu descobri qual era a viagem! Não sei em qual post eu perdi a história dessa viagem… rs

    Que lugar lindo!!!!

    Aproveite muito!!!!!!!!!!!!

  5. Patrícia diz:

    Olá Adri. Como sempre uma delícia viajar com você. Bjss

  6. Débora diz:

    Lugar lindo! Aproveitem! 😘

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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