New York, Dia 6

Noite, moças!

Puts, hoje foi o dia mais cansativo da viagem! Estou mortinha!

Hoje, eu que fui a última a acordar. Na verdade acordei às 6, como sempre, e acabei dormindo de novo, por não ter o que fazer. Acordei com a Bia chegando.

Logo nos arrumamos e fizemos o de sempre: tomamos o mesmíssimo café na Starbucks. Hoje o dia estava lindíssimo, e -12 graus, com sensação térmica de -13 (aff!). 

NYNo Rio de Janeiro, hoje, fez 33 graus. Já pararam para pensar que a diferença entre a temperatura aqui e aí era de 46 graus????? Tava moooooito frio! Da última vez que vim a Nova York pegamos -10. Este foi nosso recorde! 

Da Starbucks, pegamos o metrô até a 59, onde eu desci na Bloomingdales e as meninas trocaram de linha do metrô para irem para um museu aí. O metrô aqui tem saída em cada esquina, e eu dei a sorte de sair justamente na saída onde tem uma porta subterrânea da Bloomingdales. Assim, nem precisei ir pra rua.

Rodei um pouco pela loja e vi muita coisa linda. Cada roupa de babar, mas desde que eu parei de ter vida social (depois que me separei) eu parei de comprar roupas e sapatos. Comprar pra quê? Pra mofar no armário? Mas de qualquer forma, a beleza das roupas é inversamente proporcional à beleza do preço. A Bloomingdale’s é a loja de departamentos mais cara de Nova York. Lá só compra roupa quem é abastado. Outras coisas, que são “tabeladas”, até dá pra comprar lá, como maquiagem, relógios e óculos.

Bem, como eu não ia comprar nada mesmo, resolvi explorar o território. Saindo da loja, me deparei com a arquitetura arrojada da cidade. Tem muitos prédios high-tech!

NYE avistei uma Container Store. Embora eu tivesse ido na outra downtown, eu resolvi entrar nessa pra ver se tinha algo diferente. Comprei umas bobeirinhas, mas a boa compra mesmo foi uma bolsa de viagem de lona de nylon vermelha de poás brancos, extensível (você abre o zíper no meio dela e ela aumenta uns 10 cm em altura. Eu achei melhor comprar essa bolsa porque a que eu estava planejando levar como bagagem de mão é bem menor, e essa eu posso até tirar algum peso da mala e colocar nela pra levar comigo. Além disso, posso usar em outras ocasiões.

Bem, saindo dali, lembrei que eu ainda tinha que ir numa Petco (petshop). Catei no meu Google Maps e vi que tinha uma na 4ª avenida, a algumas quadras dali. Era um tal de tira e põe casaco e gorro!

Pela primeira vez eu fiquei extremamente agoniada com o frio. Eu trouxe luvas, mas elas e nada pra mim são a mesma coisa. Meus dedos não esquentam com elas, então, eu nem ando com elas, porque no final, elas só atrapalham. A friaca estava tanta, que num dado momento eu já não sentia mais os dedos das mãos, que estavam completamente vermelhos. Resolvi entrar numa farmácia para me esquentar um pouco. Depois que me esquentei, caminhei mais algumas quadras e cheguei à Petco. Comprei umas bobeirinhas e saí.

Meu plano era voltar para o hotel para deixar as coisas e esperar Gabi ligar para nos encontrarmos de novo. No meio do caminho eu achei um mercadinho. Resolvi entrar para beber alguma coisa, porque estava morta de sede. Comprei um chá diet e um cupcake de red velvet para comer mais tarde (aff!).

Saindo do mercado, senti a friaca loka de novo, e quando fui pegar meu gorro, cadê ele????? Revirei todas as bolsas e nada. Só podia ter deixado na Petco. Voltei correndo feito uma louca desembestada para a loja, porque só podia ter ficado sobre os carrinhos de compras, onde coloquei minhas coisas para juntar todos os itens numa sacola só. Cheguei na loja quase colocando os bofes pra fora, e por sorte o gorro estava no mesmo lugar onde deixei.

Não sei o que é pior, se é correr no calor ou no FRIO. O ar congelante nos pulmões entra rasgando tudo, quando a gente fica ofegando da carreira que dá.

Quando cheguei na estação do metrô Gabi me ligou e me pediu pra esperar lá por elas na plataforma, visto que “só tinha uma plataforma”. Esperei sentada mais de meia hora, e quando percebi que estava na plataforma da outra linha (é uma estação onde duas linhas se cruzam), eu saí pra procurar a plataforma da linha 6, que é a que ela vinha. Parece um labirinto o raio da estação. Mal cheguei na plataforma, ainda entrando, e Gabi me viu e gritou por mim, do lado de fora da roleta. Olha, foi MUITA sorte, porque tem várias saídas. Ela deu sorte de me achar na hora em que eu estava chegando, porque se eu tivesse sentado, ela não me encontraria.

Fomos, então, até a plataforma onde a Bia tinha ficado esperando por nós. Pegamos o metrô e fomos comer o tal cachorro quente com bacon na Crif Dogs, que eu passei a conhecer num programa de televisão onde o carinha lá vai em tudo que é restaurante e lanchonete que serve bacon.

A lanchonete fica do lado leste da cidade, lá pela rua 7, numa zona meio sinistra. Tem muito restaurante vietnamita, ucraniano, chinês, coreano e por aí vai. É uma área mais pobre, mas bastante movimentada. Foi uma boa caminhada até o Crif Dogs, mas valeu a pena!

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O cachorro quente deles conseguiu superar aquele que comemos em Paris. A salsicha é frita enrolada em um bacon mega crocante e sequinho. O pão é muuuuuito macio e quente, e esse que eu escolhi tinha queijo e ovo frito. Estava mega perfeito. Comi dois! Valeu a visita, definitivamente!

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E saindo dali fui numa sorveteria gourmet dando a volta no quarteirão. Foi a mesma que a Gabi foi em outro lugar da cidade ontem e voltou falando maravilhas (Big Gay Ice Cream). O mesmo programa de TV mostrou a tal sorveteria, que vendia sorvete com BACON! Isso mesmo! Como eu amei o caramelo salgado que conheci em Santa Mônica, eu estava aberta a experimentar mais essa coisa estranha. Mas demos azar, porque eles não estão mais fazendo o tal sorvete. Então, nada mais me restou, senão encher meu sangue de glicose, comendo aquele cupcake red velvet. Não sei se morria de prazer ou de culpa por estar entupindo meu sangue pré-diabético de açúcar.

Demos mais uma longa caminhada até o metrô e rumamos para o Ground Zero, onde queríamos ir no museu do memorial. Pra variar, Gabriela errou o caminho, e caminhamos pra danar; e eu com as sacolas cheias de coisas. Rodamos, rodamos, e no final acabamos encontrando outra estação de metrô, onde finalmente acertamos. Chegando ao Ground Zero, encontramos o museu, mas quando fomos entrar, desistimos. Custa 24 dólares para visitar o museu. Achei um absurdo! Eles poderiam ter muito mais gente visitando se fosse mais barato. 24 dólares, não pago! Então, já que estávamos ali, resolvemos ir na Century 21, que é onde eu sempre compro lençóis baratos.
Como eu achava que não ia lá, eu acabei comprando aquele lençol na Macy’s ontem. Mas quando vi o preço e a qualidade do lençol, não aguentei. Acabei comprando outro!

O que comprei ontem era 300 fios, estampado e simples, por 48 dólares. Este é 500 fios, damasco (aquelas listras onde uma é acetinada e a outra fosca), mega macio, por 40 dólares. E ainda vem com 4 fronhas! Comprei o rosa, lindoooooo! Ai, queria levar todos. Tinha lençol barato demais lá, gente! Quase tive um treco. O jogo de 300 fios, liso, estava 30 dólares!

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Saindo dali, Gabi resolveu que iria ao MOMA (museu de arte moderna) com a Bia. Eu peguei outra linha e vim para o hotel, porque o dia hoje foi punk. Estou super cansada, e doida pra esticar o corpo. Caminhei praticamente o dia inteiro hoje. Vou já ligar pra Gabi pra cobrar de ela chegar logo, senão, vai dormir na rua, porque ela não tem a chave do quarto (já que em teoria ela não está hospedada comigo, hehehehe).

E amanhã é meu último dia. Não posso comprar mais nada, porque as malas já estão quase no limite. Fico triste porque vou deixar a friaca aqui e voltar para o inferno das terras tupiniquins. Queria tanto poder ficar aqui pra sempre…

Hoje estava observando as pessoas na rua. Até os peões de obra e o pessoal de subemprego são bonitos! Aff! Não podia ser assim no braseeel?

Amanhã não tenho o que fazer. Está previsto neve a partir das 15 horas. E no domingo tenho que sair antes de meio-dia do hotel e chegar ao aeroporto somente às 16. O que vou ficar fazendo das 10 às 16, sem ter onde ficar, e com o vento forte que está previsto para esse dia, não sei… Talvez faça como o Tom Hanks, e fique no aeroporto o dia inteiro, esperando meu voo, que é só às 19 horas.

E o sonho está acabando. Vou virar abóbora… 😦

Beijos em todas, e até amanhã!

Adri :/

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Swatch, Viagem. ligação permanente.

4 respostas a New York, Dia 6

  1. daisygaray diz:

    Viagens são sinônimos de caminhadas exaustivas, mas a gente faz sem reclamar. Eu amo! Adoraria estes lençóis, toalhas, além de outros artigos óteemos! Não gostei do hot dog, porque tem bacon e ovo frito, duas coisas que odeio. Mas o resto…aiaiaiaiai
    Beijos

    • Desta vez eu caminhei muito e sem problemas. A bota é um número maior que o meu, e é forrada com lã de carneiro por dentro. Então foi muito confortável a caminhada. Sem dúvida alguma, NY é um dos lugares que irei até morrer. Amo demais da conta!
      Bjs
      Adri

  2. pikrodafni diz:

    Estou morrendo de rir com essa história de luvas! De onde tiraste a idéia que luva é para “esquentar as mãos”?! Andar num frio abaixo de zero sem luvas é pedir para queimar a pele… e foi o que aconteceu contigo. Aproveita que estás nos Istátis e compra um enorme pote de Vaseline (que o Vasenol do Brasil é uma grande M), vai reparar o estrago num instante.

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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