Dia 11 – O Retorno

Olá garotas!

Faço o post do dia 11 no dia 12 (hoje), porque fiquei sem condições de postar ontem.

Ontem, no décimo primeiro dia da viagem, e dia de retorno às terras tupiniquins, acordamos às 6:20 com o iPhone da Gabi berrando. Levantamos, nos arrumamos, demos uma geral nas malas, colocamos as capas nas malas e descemos para deixa-las na recepção enquanto tomávamos café.

Tomamos nosso café, catei um croissant para comer na viagem e descemos, onde o motorista do taxi que reservamos no dia anterior já estava à nossa espera.

Colocamos as coisas no carro e rumamos para o aeroporto, onde pagamos absurdos 80 euros, sendo que o cara da recepção do hotel tinha dito que não passaria de 65. Então fica a dica aqui: quando reservarem taxi no dia anterior, peçam que informem o preço antes, porque nunca sabemos se o espertinho do motorista está querendo levar algum por fora, dos desavisados, já que não tinha taxímetro, e foi “preço fechado”.

Descemos no aeroporto, fui ao guichê do Global Blue, para ver a questão do reembolso do VAT (imposto) sobre a compra da minha bolsinha linda, e depois fomos para o check-in da British Airways, onde tivemos que despachar não só as malonas, mas também as malinhas, porque as ditas já couberam em tudo que é buraquinho de medição de bagagem de mão, mas no bendito buraquinho de Paris não entrou nem por um casal de macacos, só por causa da rodinha. Ah, se as rodinhas fossem removíveis…

Carimbamos o passaporte, passamos na segurança e sentei para esperar o horário do voo, enquanto Gabi gastava todas as moedas, que pesavam na minha bolsa. Ela quis levar macarrons, e desta vez soubemos que o grande lance é comprar “no lugar certo”, porque comemos uns horríveis em outros lugares, que tinham gosto de suspiro vencido. Estes que ela comprou estavam muito gostosos, e me fizeram mudar de opinião a respeito desses alfajores metidos a besta. E enquanto esperava a hora do embarque, fazia o post do dia 10.

Deu 10:20, e finalmente entramos no avião. Gabi na janela, eu no meio e ao meu lado, no corredor,  uma jovem braseeeleira que tomou todas as cachaças que podia na noite anterior, porque a bicha estava exalando um bafo de álcool tão forte, enquanto dava cabeçadas no seu sono de pinguça, que acho que se acendesse um fósforo, explodiria o avião. Difícil mesmo estava sendo aguentar o cheiro de álcool com bafo de cabo de guarda-chuva, afffff! Me fez lembrar o falecido, quando chegava das suas muitas noitadas de cachaça. Pelo menos ele, eu podia mandar dormir em outro lugar pra não ter o dissabor de ficar perto da catinga de cachaça, mas ali no avião não tinha como. E só de raiva, pedi pra Gabi filmar as cabeçadas que ela dava, enquanto dormia, que nos fizeram rir muitas vezes. Essa vai pro Youtube!!!

Descemos no aeroporto de Heathrow, em Londres, e lá na saída do avião estava uma funcionária da British Airways que nos entregou um cartão cor de laranja neon que dizia EXPRESS BOARDING, pois tínhamos somente 1 hora até o nosso próximo voo sair, e o aeroporto estava cheio. Seguimos as instruções que nos foram dadas, pra que não perdêssemos o voo, e fizemos tudo na mais absoluta pressa. Ao passarmos na segurança (raio-x), na pressa, acabei deixando meu relógio de pulso na bandeja. Só dei falta dele quando fui olhar a hora, depois que já havíamos pegado uma espécie de trem até outra ala do terminal. Não estava no meu pulso e nem na minha bolsa.

Arrasada, pois eu adorava aquele relógio, passamos no balcão de informações da British Airways, antes da área de embarque. Lá a moça telefonou para a área de segurança e perguntou sobre o relógio, que disseram não estar lá. Então, ela me passou um link de achados e perdidos do aeroporto, para que eu pudesse já do braseeel tentar rastrear o relógio nos dias que se seguissem.

Embarcamos, então, num voo que parecia nunca ter fim. Gabi sentou na fileira do meio do avião e eu na da janela. Estávamos separadas por 2 assentos e um corredor, e ela se sentia mal, com dor de cabeça e febril. Pra piorar, a velha senhora que se sentou ao lado dela era uma antipática.

Depois de ter assistido pelo menos dois filmes e ter almoçado, quando eu pensava que nada podia ficar pior, tomei um banho de suco de laranja, por causa do aperto do assento da classe econômica. Um dia voarei de novo de primeira classe! (uma vez voei de primeira classe por causa de overbooking, quando a companhia aérea vende mais assentos de econômica do que teria disponível). Só sei que não preguei o olho nessa viagem. Foram 13 horas de voo. Teve até jantar.

Chegamos ao aeroporto e fomos esperar as malas. Acha que a onda de azar terminou? Hehehehe Gabi estava com fortes sintomas de resfriado, com dores no corpo e tudo mais, andando se arrastando. Além disso, as malinhas de mão que foram despachadas não estavam no nosso voo, e só chegariam hoje à noite, e a companhia aérea ficou de entregar as ditas aqui no apê da Gabi.

Passei rapidamente no Free Shopping para comprar um chocolatinho pra dar pra minha amiga que fica sempre com meu carro quando viajo, e saímos batido. Estava clamando por uma cama.

Acordei esta manhã e fui olhar o link dos achados e perdidos. Meu reloginho não estava lá. Olhei no site da Michael Kors para ver se compraria outro, e para minha imensa tristeza, não vende mais o modelo do meu, que tinha madre-pérola no visor dos números.

Passei o dia inteiro hoje dormindo e colocando o sono em dia, pois por causa dos posts que eu vinha fazendo, eu só dormia 6 horas por noite. E agora à noite apareceu, finalmente, um Michael Kors na lista de achados e perdidos, que eu tenho esperança que seja o meu (tomara!!!!). Já preenchi o formulário de reclamação, onde tenho que colocar todos os detalhes sobre o relógio, certamente para provar que é meu, e vou ter que esperar as investigações.

Estou agora esperando as malinhas chegarem, na torcida para que entreguem hoje ainda, pois meu pen drive com todos os arquivos importantes do meu trabalho está numa delas. Sem esse pen drive estarei frita. Minhas unhas, um lixo, vixe maria!

E agora, farei alguns comentários gerais sobre essa viagem, que poderão ser aproveitados por quem queira ir a Paris:

Adorei o hotel (Tim Hotel Tour Montparnasse). É simples, tem um preço acessível, fica numa área excelente, com vasto comércio e restaurantes, e “do ladinho” das galerias Lafayette em Montparnasse, além de ter uma estação de metrô em cada ponta da rua. O café da manhã era bom, com ovos mexidos, 3 tipos de queijo, presunto, iogurtes, bolos, geleias, Nutella, salada de frutas, umas 3 variedades de pães e croissant salgado e doce, além de chás, café e leite e chocolate em pó. Tem ainda o tal dispositivo que dá acesso à internet por toda a cidade, que eu não consegui pegar porque é concorrido demais, mas que é gratuito.

O lance é ficar no hotel em dias que incluam um domingo, por causa da feirinha que eu perdi, mas que deve ser mega maneira, pois havia muuuuuuitas barraquinhas no calçadão, que é bem longo.

Sugiro que comprem o ingresso do Louvre pela internet, para que não precisem entrar na fila anacondesca que tivemos que entrar (a dos sem ingresso).

Paguei 24 euros por um bilhete múltiplo de metrô para 3 dias (uso quantas vezes quiser). Havia a opção de 10 bilhetes únicos a 15 euros, se não me engano, e cada bilhete único custa 1,70. Para trocar de linha, geralmente não é necessário pagar, mas peguei uma exceção, como puderam ler no desenrolar da minha viagem.

Há muitas máquinas de venda de bilhetes, mas elas só aceitam dinheiro certo ou cartão de crédito. Para adiantar o seu lado, já que na volta para o hotel estamos sempre podres de cansados, compre sempre o bilhete de volta quando comprar o da ida (caso não compre o lote de 10 ou o múltiplo). Assim você não perde tempo entrando em fila de novo.

Comer na Europa é muito caro (se convertemos o valor em reais). Custa no mínimo 13 euros, para um prato de massa. Com carne, passa fácil dos 18 euros. A dica então é apelar para os crepes, que custam em torno de 6 euros, ou então comprar saladas prontas ou sanduíches naturais nos mercados, que custam em torno de 5 euros.

Se puderem, comprem em mercados garrafas grandes de água ou chás, para encherem garrafas menores para levarem na bolsa (deixe o que sobrar no hotel, para encher as garrafinhas depois, de novo). As caminhadas realmente cansam, e ficamos com sede facilmente. Neste verão sem-vergonha, saíamos com 14 graus de temperatura, então a bebida ficava fresca o tempo todo, na bolsa. A garrafona de 1,5 litro custou 2 euros no mercado, que é o mesmo preço de 600 ml nas máquinas de venda nas plataformas do metrô.

Negociem sem dó o preço dos souvenires. Eu falei pra moça de uma loja que tinha visto o preço da canequinha a 3 euros em outra loja (a dela era 4), e ela baixou na mesma hora para poder vender.

Não esqueçam nunca de começar qualquer conversa com um BONJOUR (de dia e à tarde) e BON SOIR (à noite), e SEMPRE com um sorriso no rosto. Os franceses AINDA são meio arredios com turistas, e um sinal de simpatia e educação da nossa parte sempre surte um bom efeito. E não perca a oportunidade de dizer que é brasileiro, porque eles gostam de brasileiros, mesmo que falem inglês (não gostam muito de americanos).

Então é só, garotas. Como eu já disse antes, minhas unhas estão um lixo (sempre ficam, quando viajo), mas vou tentar começar a postar algo mesmo com elas sabuguettes.

Grande beijos em todas, e pensamento positivo, para que o relógio que está na lista seja mesmo o meu, e que eu consiga recuperá-lo de forma fácil.

Adri 😀

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

8 respostas a Dia 11 – O Retorno

  1. jubaoli23 diz:

    ótimas dicas e ótima viagem 🙂
    espero que tenha encontrado seu relógio^^

    bjo grande

    • Ju, o relógio foi “resgatado” pela amiga da Gabi que foi pra Londres em intercâmbio. Qualquer mês desses eu o terei de volta. O importante é que está com ela.
      Bjins
      Adri

  2. Andreia diz:

    Oi, Adri.
    Comecei a seguir o blog há um tempão, mas raramente comento.
    Confesso que adoro seus relatos sobre as viagens e acho q vc deveria ter um blog sobre o assunto. Fico impressionada com a sua sinceridade e dicas sobre os lugares.
    Estou indo p/ Londres, Paris e Amsterdã em setembro/outubro e gostaria de indicação de hotéis com preço acessível ou pelo menos onde é melhor ficar.
    Agradeço e boa sorte para recuperar seu relógio.

    bjos

    Andréia

    • Obrigada, Andreia.
      Eu sempre consulto os hoteis pelo Trip Advisor, e leio todos os comentários antes de reservar. O hotel em que fiquei em Londres tinha um preço mais acessível, mas em compensação o café era uma droga e o quarto mega apertado. Mas pelo preço, acho que valeu a pena o sacrifício do aperto, porque café, Starbucks me saciou otimamente bem. A região onde fica o hotel, em Kensington Gardens Square, é bem atendida de metrô, lojas e restaurantes. Ter metrô perto é o principal na escolha de um hotel, penso eu. Mais dicas, você acha nos meus posts.
      Já em Paris, das 4 vezes que fui, este último hotel foi o melhor em todos os aspectos, e certamente lá ficarei novamente todas as vezes que voltar lá no futuro.
      Amsterdã, fui há 30 anos atrás, e não lembro mais em que hotel fiquei e nem em que região fiquei. A única coisa que lembro como se fosse hoje foi um passeio que fiz em uma fábrica de queijos, que me deixou apaixonada, e a empresa de lapidação de diamantes. Pra Amsterdã não posso te ajudar muito.
      Como você leu meus posts, tem os nomes dos hoteis em que fiquei agora.
      Espero que aproveite sua viagem, como aproveitei a minha. E veja se não vai esquecer o relógio na bandeja no aeroporto!!! rsrsrsrs
      Bjs
      Adri

  3. daisygaray diz:

    Que viagem maravilhosa! Me diverti e não cansei! hahaha 😀 A desvantagem é que não comprei esmaltes lindos! 😦
    Beijos

  4. Míriam Viégas diz:

    Eu amei sua viagem… adoro acompanhar… Achou o relógio? E as malas, chegaram? Beijos!!!!

    • Obrigada, Mi!
      Apareceu um Michael Kors na lista de relógios encontrados, e eu enviei um formulário para lá, dando detalhes do meu relógio, para eles investigarem e verificarem se é o meu mesmo. Tomara que seja! O problema é: como vou pegar de volta? rsrsrsrs As malas enfim foram entregues.
      Bjins amore!
      Adri

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