Dia 4 – Mais Morta do que Viva

Anotaram a placa do caminhão que me atropelou?

Boa noite, meninas.

Meus calcanhares doem só de encostar no chão. Não é bolha, só mesmo dor do meu peso “pluma de pterodáctilo” mesmo. Acho que vou precisar perder uns 10 quilos pra próxima viagem…

Depois que eu fiz o post de hoje, Gabi acordou. Como estava um dia chuvosinho e friozinho, eu tinha acabado de virar pro ladinho pra dormir de novo, mas já era 9:30 e Gabi queria ir ao Museu de Design. Depois de entupir o vaso sanitário mais uma vez (tinha que bater ponto, né?), ela se arrumou e saiu, e antes mesmo de chegar por lá, me ligou para combinar o que faríamos.

Arrumei as coisas, me arrumei e fui lá na recepção reclamar da lâmpada do banheiro que não trocaram. Vai ver eles pensam que privacidade no vaso sanitário é sinônimo de ficar no escuro “meditando”.

Não tomei nenhum café desta vez. Peguei o metrô aqui “do lado” e fui em direção à Tower Hill. Acho facílimo andar no metrô de Londres, apesar das suas 10 linhas, mas há algumas peculiaridades em algumas estações que me tiram do sério. Foi o caso de hoje, em que eu fiquei que nem uma tonta porque a informação de troca de uma linha para a outra estava super mal dada. E assim como eu, havia várias pessoas que estavam literalmente andando em círculos com o trem sem saber que direção tomar. Me senti como no filme do Harry Potter, com a plataforma de trem 9 3/4. É uma longa história, que não vale a pena contar aqui. Sei que no fim eu tive uma ideia brilhante e consegui desvendar o mistério da plataforma fantasma, indo parar, finalmente, em Tower Hill, onde desci e atravessei a London Bridge.

tower bridge

Enquanto atravessava, olhei de longe uma imensa construção de tijolinhos aparentes, onde se lia BUTLER’S WHARF. Logo deduzi que era um pier desativado que foi transformado em condomínio de apartamentos e lojas / restaurantes. Até que ficou bem maneiro!

Butlers Wharf

Depois de atravessar, segui para o Butler’s Wharf e me sentei na Starbucks pra tomar um café. Isso já era umas 11 da manhã. Fui andando pela área, e acabei indo parar no Museu de Design, onde entrei na loja e fiquei admirando as coisas legais (e caras) que estavam à venda. Fiquei imaginando quanto tempo Gabi ainda demoraria no museu.

Quando acabei na loja, liguei pra ela e descobri que ela não estava no museu de design ainda, mas na London Tower, que é a construção que tem do outro lado do rio Tâmisa, pertinho da ponte.

A Torre de Londres (London Tower), foi residência, local de execuções (onde Ana Bolena, segunda das seis esposas do Rei Henrique VIII, foi decapitada), e hoje guarda as joias da coroa. Há visitas ao local, e foi lá que Gabi foi. Eu nunca fui, e nunca tive grandes interesses em ir, embora eu conheça bem a história do reinado de Henrique VIII, e saiba que a Torre de Londres é parte integrante dessa história. 

Enquanto ela estava lá, fui em direção ao Borough Market, que tem excelente cotação para visitas na internet. No meio do caminho, “esbarrei” em uma Marks & Spencer de alimentos e resolvi entrar pra ver qual era. Lá dentro, achei umas caixas com uns morangões lindos, e não resisti: comprei uma, a 2 libras, sentei-me em uma das mesinhas do lado de fora para degustar meus melados morangos.

morangos

Depois de me deliciar com esses morangos, fui caminhando na direção indicada pelo meu São Google Maps no telefone, e enfim cheguei ao Borough Market.

Borough Market

Entrei pra ver se era aquilo tudo que diziam, mesmo…

A cada passo que dava eu surtava. Gente, vocês não têm ideia de como uma pessoa consegue ficar louca só olhando as coisas. O mercado tinha tantas guloseimas e coisas maneiras, que é IMPOSSÍVEL alguém sair de lá dizendo que não gostou.

Trufas chocolate

Trufas de Chocolate

Cerejas

Cerejas

Empadões

Empadões

Pães

Pães

Pães

Pães

Salames

Salames

Porco

Porco Assado

Doces

Doces

Trufas

Patê

TRUFAS!!!!!!!!!!!!!!

Para quem não sabe, as trufas são os diamantes da gastronomia. As trufas não podem ser cultivadas pelo homem. Elas nascem naturalmente nos pés de carvalhos e castanheiras, na Itália e na França, e são encontradas por cachorros farejadores, que são treinados especialmente para a “caça às trufas”. Um quilo de trufas de Alba (pequena cidade na Itália), que são consideradas as melhores trufas do mundo, custa em torno de 15 mil dólares. O aroma e o sabor das trufas é algo que sempre tive uma imensa curiosidade de conhecer, justamente por ter ouvido falar tanto. E hoje, finalmente, tive o prazer de desnudar, para minhas narinas, o orgásmico aroma das trufas.

Uma trufinha minúscula custava 16 libras, mas eu não podia levar para casa, primeiro porque não duram muito (alguns dias apenas), sengundo, porque se me pegam na imigração com elas, era dizer adeus forever, à trufa e ao dinheiro que ela custaria. Sendo assim, me contentei em levar uns patês de trufas, que degustarei em suaves prestações, com o melhor vinho que eu tiver (vou comprar uns especiais no Free Shop quando voltar pra casa).

Doces

Doces

Legumes

Legumes e Verduras

Eu realmente surtei com tudo o que vi. Os queijos (comprei um para comer no hotel), os temperos asiáticos maravilhosos (comprei vários também), os sais marinhos aromatizados (comprei, também), tudo era maravilhoso.

Quando já tinha terminado tudo, Gabi me ligou dizendo que já estava indo ao meu encontro no mercado. Quando ela chegou, fomos procurar algo para comer nas muitas barraquinhas de lanche dentro do mercado, e comemos um hamburger de salsicha (isso mesmo, hamburguer feito com carne de salsicha alemã) com gorgonzola e chutney. Quase tive um treco com esse sanduíche. Gabi pediu um também.

Saímos do mercado debaixo de fina chuva. Como tínhamos umas 4 horas ainda antes do horário da London Eye, Gabi deu chiliquinho e disse que iria a Camden Town comigo ou sem migo, porque eu tinha dito que não queria ir e tirei do roteiro. Esse bairro era onde a finada Amy Winehouse morava, e é point de punks e grunges. Aliás, vê-se muito desse pessoal por lá. “Esquisitas” éramos eu e Gabi, e todos os outros turistas.  E lá fui eu atrás dela.

Chegando a Camden Town, ela foi prum canto e eu pro outro. De cara entrei em lojas onde sabia que encontraria esmaltes, e acabei levando alguns exemplares.

Esmaltes

American Apparel

Esses esmaltes da American Apparel têm uma cobertura ótima. Comprei um na minha última viagem a Orlando, para experimentar, e adorei. Então, resolvi comprar mais uns. Agora já tenho tanto esmalte na mala que estou com medinho de ficar sem eles na viagem para Paris. Como as malas viajam junto com os passageiros dentro dos trens, tenho medo que pensem que eu queira pôr fogo no trem, com tanto esmalte. Entrego nas mãos da Nossa Senhora das Esmaltadas… Amém!

Depois de sair das lojas, fui caminhando para uma das direções da rua, e encontrei o tão falado Camden Market, que a Gabi não parava de falar, porque as amigas recomendaram.

Camden

Para mim não passa de um grande camelódromo, igual ao que se chama “feira do Paraguai” em Brasília. Não vi nada de mais, com exceção de algo que eu há muito queria comprar: uma capa de celular de esmalte Chanel! Nem tanto pela marca Chanel; se fosse um Sinful Colors serviria também. Só tinha que ter esmalte no tema!

Capa celular

Agora posso dizer que sou uma mulher completa, hahahahahhaah

 

Camden

Dali, pegamos o metrô e fomos até a estação de Waterloo, para irmos para a London Eye. Quando chegamos lá, uma hora antes do horário marcado no voucher, eu fui pedir informações sobre como trocar pelo ingresso o voucher que imprimi em casa, após comprar pela internet. A informação que tive era que não precisaria trocar, e o melhor, que eu não precisaria esperar uma hora para subir. Poderia ir àquela hora mesmo. E assim fizemos, aproveitando que a tarde estava muito nublada e que a vista à noite não seria boa.

London Eye

London Eye3

E esta é a vista maravilhosa que temos de Londres, do alto da London Eye. Lindo, né? Pena que o tempo estava ruim. Viram o Big Ben pequenininho ali do lado direito?

E voltamos nos arrastando pro hotel. Passamos da Tesco para comprar algo pra comer e banho! A dor nos músculos e tendões é tanta que não dá nem pra mexer o pé. Sinceramente, não sei como farei nos próximos dias. E penso que as malas agora estão bem mais pesadas, com tanto copo, caneca, xampu, esmalte. Acho que não vai rolar metrô não. Tem que ser taxi mesmo!

Bem, meninas, foi esse o torturante dia 4 da viagem. Vou dormir e rezar pros pés estarem melhores amanhã, senão, ferrou!

Beijinhos em todas

Adri 😐

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Viagem. ligação permanente.

5 respostas a Dia 4 – Mais Morta do que Viva

  1. jubaoli23 diz:

    eu não fazia ideia que o London Eye seria desmontado.
    adorei seus passeios, Adri, mas fiquei curiosa, que tipo de receita se faz com trufas?
    e acho que eu devo estar com fome, porque tudo está me dando água na boca^^

    adorei a fachada das lojas 🙂
    fiquei curiosa pra saber o que elas vendem

    belíssima vista de Londres^^

    bjs

  2. CandyAngel diz:

    Estou a adorar a viagem ;D *** *

  3. daisygaray diz:

    Acho que o jeito é a massagem coletiva: tu faz massagens na Gabi e ela em ti! Aproveitem que o quarto é pequeno e coloquem os pés no colo uma da outra. Depois, as costas! hehehe
    Beijos

  4. Poxa Adri, nem com seus Crocs novos seus pés se safaram de serem massacrados??? Que lástima!!!
    Esse pode ter sido o dia mais cansativo, mas também foi o mais legal, né? Pelo menos eu aqui de longe achei! haha
    Melhoras para seus pés!!!
    Beijos,
    Van

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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