Dia 2 – So Long, Madrid; Welcome, London!

Olá, meninas!

Apesar de ter ido dormir às quase 3 da manhã, acordei às 8:30. Enquanto Gabi estava ainda em sono profundo, aproveitei para arrumar as malas para partirmos. Quando deu 9:15, acordei Gabi para que pudéssemos ir tomar o nosso café, que não tinha nada de excepcional, a não ser uma magnífica linguiça, que fez Fifi (definição no dicionário de esmaltaradês) ter espasmos. Ainda bate uma pontinha de arrependimento por não ter comido absolutamente nenhum presunto ou salame da Espanha desta vez (vou ter que voltar à Barcelona!!!).

Depois do café, voltamos para o quarto para a tarefa mais chata: pesar as malas. Para voos dentro da Europa, as malas grandes devem pesar no máximo 23 quilos, e as de mão 8 kg. Sorte que eu sou uma pessoa viajada e esperta, e sempre trago duas malas grandes, justamente porque sei que eu nunca consigo deixar uma mala grande só com 23 quilos, então, trago uma dentro da outra. E o que fizemos desta vez, foi colocar uma mala de mão dentro de uma das grandes, de forma que hoje embarcaríamos com duas grandes e uma pequena.

Fizemos o check-out às 11:20, porque estava preocupada com esperar taxi ainda, mas eu não tinha reparado que há um ponto de taxis bem em frente do hotel (mais uma vantagem dele).

Assim como foi na chegada, a partida até o aeroporto também custou 30 euros, e seguimos para o aeroporto. Chegamos cedo, mas eu prefiro infinitamente esperar do que chegar atrasada e fazer tudo correndo, e pior, correr o risco de esquecer algo ou de fazer besteira.

Embarcamos no horário, mas porque estava sem teto no aeroporto, tivemos que esperar quase uma hora para decolar. Isso fez com que houvesse algum atraso, que refletiu na chegada a Londres; e que chegada, affff!

Gente, a fila na Imigração devia ter algumas centenas de pessoas, a grande maioria asiáticos, e demos o azar de ter 3 deles muito mal educados atrás de nós; um casal e o filho já adulto. Naquele zigue-zague sem fim, que mais parecia um corredor da morte, de gado indo pro abatedouro, o casal não conseguia andar atrás de nós sem tirar um sarrinho (se esfregar) das nossas costas. Isso já estava me irritando e à Gabi profundamente. Sem falar que não perdiam a oportunidade de quererem passar na nossa frente. E para evitar isso, gabi ficava de um lado no corredor, eu do outro, e deixava a mala de mão no meio para não deixa-los avançar. E foi assim por 1 hora e meia, até finalmente chegar a nossa vez de ir carimbar nossa entrada no passaporte.

Imagino que esse fluxo exagerado de turistas seja normal, pois o aeroporto de Heathrow foi para mim, até hoje, o recordista em wi-fi grátis: 45 minutos, certamente pra distrair o povo enquanto a fila anda a passos de cágado. O bom é que enquanto desfrutava da internet (e me esquivava do Filipino tarado), eu pesquisei no Google sobre como ir para o hotel a partir do terminal 5 do aeroporto (o terminal por onde chegamos).

Tendo passado pela Imigração, finalmente, seguimos para pegar nossas malas na esteira e saímos da área de passageiros. Do lado de fora da área de passageiros, mas dentro do aeroporto, ainda, compramos, a 22 libras cada, o bilhete do Heathrow Express, que é o trem que vai do aeroporto até a estação de trem de Paddington, que tem conexão com o metrô. Tinha o trem comum, que custava 9 libras, mas o tempo até Paddington seria de 40 minutos, contra os 15 do Express. Eu não iria aguentar esperar tanto tempo para chegar…

Pegamos o trem, descemos em Paddington, e para pegar o metrô na mesma estação, compramos um Oyster Card, que é um cartão que você carrega com um determinado valor e vai usando até acabar, como é o RioCard no Rio de Janeiro. Perguntamos para o bilheteiro quanto seria suficiente para 4 dias, e ele disse que para começar, 20 libras seria razoável. E começou nossa peregrinação de retirantes do nordeste…

Tudo estava perfeito, até a hora de sair do metrô. Quem nunca viajou a Londres, não tem a mínima noção de como é o metrô daqui. Para vocês terem uma ideia, o metrô de Londres é o metrô mais antigo do mundo, tendo iniciado as operações em 1863. Tem 268 estações, e cobre uma área de aproximadamente 400 quilômetros (igualzeeeenho no braseeel, neah???).  Já cheguei a contar 4 andares no subsolo, e não sei dizer se tem mais para baixo.

As estações mais modernas foram construídas com melhor acessibilidade, com escadas rolantes e até elevadores, mas as estações mais antigas, é só na escada mesmo, e não são poucos degraus em algumas delas.

Agora vem a parte interessante da nossa peregrinação: imagine nós duas arrastando atrás de nós duas malas grandes e uma pequena, e levando ainda bolsa de mão (eu) e mochila (Gabi). Imagine agora a gente tendo que subir e descer várias escadas (de alvenaria!!!) arrastando isso tudo atrás de nós. Gente, foi uma experiência no mínimo desgastante, além de dolorosa, porque por várias vezes durante a minha peregrinação chutei com meu dedinho a rodinha de uma das minhas malas; daquele chute “gostoso”, que você acha que vai quebrar o dedinho, e fica meia hora gemendo de dor, parada no meio do caminho, manja?. E quanto à Gabi, vinha reclamando o tempo todo de dor nas costas por causa da mochila pesada.  Quando saímos da estação de Bayswater, me senti aliviada ao saber que o hotel ficava somente a 5 minutos da estação, e, após o último chute na rodinha, Gabi resolveu tentar me ajudar a não ficar sem dedo, e trocou de mala comigo; tadinha… Agora, além de dor nas costas, ela ganhou uma dor no dedinho, também, porque a maldição da rodinha pegou nela, também. Não sabia se ria ou se chorava, porque estava tragicômica a situação.

Chegando ao hotel KENSINGTON GARDENS, finalmente, fizemos o check-in e fomos para o nosso quarto… quer dizer, cubículo! Gente, esse é o menor quarto de hotel que já fiquei na vida! O Ibis ganha de 10 a 0 dele! Sem brincadeira, o quarto tem 3 x 2,20 no máximo! Ao abrir a porta e entrar no cubículo, do lado direito fica o box, com porta de vidro “Blindex” dobrável, e do esquerdo a “casinha” da privada com uma minipia. Isso mesmo que vocês leram: o box fica dentro do próprio quarto. O prédio é muito antigo e o chão tem um carpete bastante surrado e com poeira encruada, mas tudo é ajeitadinho e limpo, apesar de velho. Tirando a microscopia do recinto, a lâmpada da casinha da privada que estava queimada, e o vapor do box que toma conta do quarto, que não tem ar condicionado, mas um singelo ventiladorzinho, achei o custo x benefício bom, já que a região aqui do hotel é bem legal.

Londres, para quem não sabe, é um dos destinos mais caros do mundo para se visitar. A libra esterlina, a moeda daqui, custa o equivalente a 4,20 reais, então, qualquer coisa aqui é ozoiodacara. Uma Coca Cola de latinha custa 1,50 libra, que equivale a 6,30 reais. Todo o resto é nesse padrão, tá?

Fizemos mágica para abrir as malas, porque não tinha espaço físico para elas. Para usarmos uma das mesinhas de cabeceira como apoio, tivemos que empurrar a cama para abrir espaço para uma mala grande. A outra grande, colocamos em cima da escrivaninha e a pequena em cima da cadeira da escrivaninha.

Saímos logo porque eu estava azul de fome (até então tínhamos comido só com o café da manhã) e comprar o chip de internet para podermos usar nos próximos dias, como fiz na Italia e Portugal. Andamos pela rua transversal, que tem bastantes lojas e restaurantes, em busca de uma Vodafone, passamos pela estação pela qual chegamos (Bayswater) e seguimos até o fim da rua, onde encontramos outra estação: Queensway. Como não tinha nenhuma loja da Vodafone nessa rua, e como já passava das 19 horas (o comércio aqui fecha às 22h), resolvemos ir logo para o shopping Westfield (que estava no roteiro), porque eu tinha certeza que lá conseguiríamos os chips.

A estação Queensway é uma das mais antigas de Londres, e portanto, não tem escada rolante. Para chegar à plataforma de embarque, é necessário descer uma imensa escada caracol ou então esperar na fila do único elevador disponível. Resolvemos descer logo pela escada para ir mais rápido e não perdermos tempo. E fomos descendo, descendo, descendo, descendo, fazendo curvas e mais curvas, e o raio do fim da escada não chegava nunca. Achei que no final da escada seríamos recepcionadas pelo capeta em pessoa, porque descemos tanto que achei que encontraríamos a porta de entrada do inferno. E quando finalmente chegamos lá em baixo, vimos que descemos 123 degraus! Fiquei logo imaginando a gente com as malas, vixe!!!

Chegamos no shopping por volta das 20 horas, e lá no guia do shopping vimos como chegar à loja da Vodafone. Ficamos mais de 1:30 hora na loja, e compramos os chips a 20 libras, para uso, por 30 dias, de internet ilimitada e 150 minutos de ligação entre linhas da Inglaterra. De lambuja, esse pacote dava grátis um celularzinho básico da Samsung (desses que custam pouco mais de 100 reais no braseeel), mas por causa de algum problema lá no sistema deles (que eu acho que foi mutreta deles), só pudemos levar um celular, porque alegaram que o outro estava “com problemas”. Por conta disso, o chip que ficou sem celular grátis saiu a 10 libras (que bom!).

Infelizmente já se passaram mais do que as 3 horas que pediram para a internet começar a funcionar, e nada da bichinha dar o ar da graça. Estou vendo que teremos que ir lá amanhã de manhã para reclamar.

Saímos da loja e fomos catar algo para comer no shopping mesmo. Londres tem restaurante com comidas de tudo que é nacionalidade, e a grande maioria é indiana, chinesa, tailandesa e japonesa. Infelizmente nada me agradou muito por aqui, e o que agradava passava de 15 libras. Acho que vou ficar esses dias todos comendo sanduíches e wraps, porque se sustentar aqui sem ser à base de sanduíche, é pra milionário.

Gabi queria comer no Pret a Manger (uma sanduicheria natureba), que as amigas indicaram, mas como já estava quase na hora de fechar o shopping, só tinha resto, e nada me agradou. Saí para procurar algo que me agradasse mais, e dei de cara com um quiosque da Models Own. Entrei rapidim, só pra tirar umas fotos e saí à caça de rango, porque as paredes do meu estômago já colavam uma na outra.

Gabi vinha com seu sanduíche, enquanto eu terminava de pagar o wrap de frango que comprei num quiosque de comida libanesa. Sentamos, comemos, e, faltando 15 minutos para as lojas fecharem, fui à The Body Shop (loja de cosméticos rival da Lush) fuçar, enquanto Gabi ia na Accessorize (loja de bijuterias). Eu sou a loka dos cremes, vocês sabem. Não aguentei e comprei dois potes de creme.

Quando saí da loja, as portas já estavam fechadas. Pegamos o metro de volta e seguindo a pé para o hotel, paramos na Tesco, que é um mercadinho. Eu queria comprar chá para trazer para o hotel, que não tem frigobar. A solução é aproveitar as noites frias e deixar o trem gelando do lado de fora da janela.

Eu voltei em seguida para o hotel, e Gabi ficou na rua porque quis gastar a cota diária de libras dela na loja de souvenirs, que ainda estava aberta, apesar de passar das 10:30 da noite.

Quando ela chegou, eu estava arrumando as coisas pra amanhã, e enquanto ela fazia o post do seu novo blog (www.batatasdepijama.wordpress.com) (resolveu virar blogayra, também), eu tomava meu banho para me preparar para fazer o meu post. E durante o banho, vi como a situação é periclitante no box. Se o sabonete cair na chón, só agachando que dá pra pegar. Deve ter uns 70 x 70 (sendo bem otimista).

E cá estou, às 2 da manhã, morrendo de dor de cabeça, e pensando em como vamos dormir sem lençol, porque acabamos de descobrir que só tem edredom, aff.

Gente, preciso dormir, porque o dia amanhã será longo. Eu não colocarei agora as poucas fotos que tirei com meu telefone. A fotógrafa hoje estava de ovo virado (Gabi), e praticamente não tirou fotos.

E antes de finalizar, informo que o azul das minha unhas já está sambadíssimo. Em quase todas as unhas o esmalte lascou, e quero só ver se eu vou conseguir um tempo pra arrancar o dito das unhas, porque tenho verdadeiro horror de esmalte lascado. Vim hoje no voo de Madri observando o esmalte todo lascado da guria no assento da frente; deprimente.

Beijos em todas e até amanhã, se eu conseguir ficar inteira.

PS: Se encontrarem algum erro ortográfico ou gramatical relevem, porque quero minha caminha. Depois eu corrijo o que tiver que corrigir.

Adri 😀

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
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3 respostas a Dia 2 – So Long, Madrid; Welcome, London!

  1. jubaoli23 diz:

    só rindo da tragicomédia que foi vocês subindo e descendo as escadas.
    parece ter sido um dia muito bom, apesar de cansativo, Adri

    bjos

  2. danakscully diz:

    Olá Adri!
    Acho que por conta do cansaço e da fome, você não fez uma propaganda muito boa de Londres… Fora que fiquei com medo de não ter dinheiro para comer coisas que não me façam mal caso um dia pinte uma viagem para aí! rs
    Bora continuar o passeio que descansada e sem fome com certeza será melhor aproveitado!!!
    Um ótimo terceiro dia de viagem para vocês! !!!!!!!!
    Beijo,
    Van

  3. daisygaray diz:

    Ri muito, imaginando o quartículo minúsculo! A gente precisa fazer o que pode enquanto ainda não é rica, né? Pelo menos o hotel é bem localizado e a diversão vai ser garantida!
    Beijos, girls!

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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