Dia 7 – Roma

Olá meninas!

Acordamos mais tarde hoje, porque só precisaríamos sair do hotel às 11, para pegar o trem ao meio-dia. Segundo o pessoal do hotel, a estação de trem ficava a 15 minutos de caminhada, e 5 minutos de taxi. Definitivamente, o custo x benefício do hotel Giglio é tudo de bom. Não me arrependi nadinha de ter ficado lá! O preço é bem em conta, o café maravilhoso, os donos muito simpáticos e atenciosos, e não é à toa que tem uma excelente classificação no Trip Advisor e Booking.com. Se algum dia retornar à Florença, é lá que ficarei, outra vez!

Para não dizer que não tem um ponto negativo, a única coisa que achei um pouco ruim, mas suportável, foi o colchão. Hoje, após a última noite, acordei com uma baita dor nas costas. Achei o colchão um pouco deformado e muitas vezes fiquei mal posicionada. Quase invadi o espaço da Gabi na cama!

No início, achei que as coisas ficavam meio longe do hotel, mas agora mudei de ideia. Não achei mais tão longe assim, porque já rodei praticamente tudo por lá, e vi que tem muitas coisas boas bem pertinho.

Quando forem à Florença, não se esqueçam: HOTEL GIGLIO!!!!! A menos que a sua exigência de patricinha não lhe permita ficar em um hotel 3 estrelas, e seu bolso possa pagar diárias em 4-5 estrelas carésimas sem chiar.

Pedimos um taxi às 11:15. Nosso trem seria às 12:04. Em menos de 2 minutos o taxi estava lá nos esperando. Descemos com as malas e entramos no taxi. Em 5 minutos chegamos à estação de trem, e pagamos 12 euros.

Esperamos menos, desta vez. E quando apareceu o número da plataforma no painel, fomos logo para o trem. Quando as portas abriram, na hora em que eu me preparei para subir os degraus do trem com a minha malona pesada, prontamente apareceu uma mulher, não sei de onde, e me ajudou a subir com a mala. Lá dentro, ela tratou de arrumar um espaço para minha mala na área de bagagens, e comecei a achar aquilo estranho. Por um momento até pensei que a guria era funcionária da ferrovia, mas não estava de uniforme. Além do mais, ela não estava ajudando a mais ninguém, só a mim. Agradeci o tempo todo, e lá vinha ela atrás da gente e colocando as malinhas em cima dos assentos. Quando a esmola é muita, o santo desconfia, e eu comecei a desconfiar muito. Quando enfim ela acomodou todas as malas, me pediu 10 euros pela ajuda. Como eu estava com um porta-moedas com somente 5 euros em nota e umas moedinhas, eu disse a ela que só tinha 2 euros em moedas, e ela me pediu a nota de 5. Eu disse que não podia dar a nota de 5 porque era o único dinheiro que eu tinha, senão ficaria sem dinheiro. Já faço isso justo para essas situações. Assim, mostro só a nota disponível e a pessoa se convence de que só tenho aquilo. O dinheiro todo guardo em outra carteira, que se ela visse, certamente me encheria o saco para dar 10 euros a ela.

Então já sabem. Se não quiserem pagar pela ajuda de ninguém, não aceitem ajuda. Só quem trabalha de graça é relógio. Paguei os 2 euros a ela porque ela de fato deu uma boa ajuda, mas não dou gorjeta de 35 reais (10 euros) nem no meu país, por que daria em outro? Não pedi a ajuda dela, portanto, não sou obrigada a pagar nada. Ela arriscou, e ajudou porque quis. Se deu mal.

Entramos no trem e apreciamos a paisagem, cheia de pequenas plantações, casinhas pitorescas e neve no topo das montanhas. Para estragar esse clima ótimo, havia nos assentos do outro lado do corredor um casal de coreanos, que tinham nas mãos um sanduíche imenso e só não enfiavam o sanduíche inteiro na boca, porque não cabia. Colocavam na boca mais do que cabia, e mastigavam de boca aberta, como porcos, e pareciam que não viam comida há alguns dias, porque praticamente engoliam. Fiquei imaginando a rotina desse casal na casa deles… E depois do sanduíche, a mulher pegou uma maçã, e depois de cada dentada, cuspia fora a casca. Cena deprimente! Graças a Deus, esse dissabor durou pouco, porque 1 hora e meia depois estávamos chegando em Roma Termini, uma das duas estações de Roma.

O dinheiro que economizamos com a espertinha da mala, foi embora com um motorista espertinho na estação. Apareceu um safado de um homem que nos conduziu até um carro que não tinha taxímetro, e nos cobrou absurdos 20 euros para nos levar com as malas por uns (no máximo) 1,5 km. Vivendo e aprendendo. Não aceitem espertinhos. Peguem TAXI mesmo, em Roma, com taxímetro, e evitem que lhe explorem. Já tinha ouvido que o povo aqui é safado, que nem brasileiros.

Chegamos ao hotel e foi outro susto. O prédio é tão ou mais velho que o Giglio, e o elevador tão Neanderthal quanto o do Giglio.

elevador

O quarto, mais ou menos no mesmo nível, sendo que neste hotel, CARAVAGGIO, tem aquecedor no quarto e não tem secador de toalhas no banheiro. Internet, segundo o recepcionista, somente na recepção, mas aqui estou, num quarto no primeiro andar, acessando a internet do hotel, alegre e faceira, sem ter tido que descer. Penso que tivemos sorte, porque o nosso quarto fica bem em cima da recepção.

Deixamos as nossas coisas no quarto e saímos. Chovia e parava, chovia e parava. Nas nossas andanças pela Via Nazionale, uma das principais aqui na área, que é paralela à rua do Caravaggio, resolvemos comprar uns guarda-chuvas, porque já estava de saco cheio do tira-e-põe de capa de chuva, e o GLS da Gabi já estava todo troncho, pois por várias vezes o vento virava ele pra cima (imaginem a cena…), e aquele produtinho made in china fundo-de-quintal, não podia mesmo suportar. Compramos os guarda-chuvas e andamos. Paramos para comprar algumas bobeirinhas, e continuamos andando, naquele abre e fecha de guarda-chuva por causa da chuva, que não sabia se ficava ou se ia embora.

E andando distraída, tentando me posicionar de uma forma que não chovesse em mim debaixo daquele guarda-chuva minúsculo, eu atravessei rápido, logo atrás da Luciana, e Gabi, pra variar ficou pra trás. Quando olhei para a Luciana, ela estava com os olhos arregalados olhando para Gabi, e quando me virei, a vi andando em minha direção, branca como uma vela, e chorosa. Tinha se estabacado no chão e por sorte não foi atropelada pelos carros que passavam a mil. As ruas são de paralelepípedo muito lisos, e na chuva, é um convite para um tombo, se atravessar correndo. Gabi ficou toda suja do chão, e estava bem traumatizada com a queda, com lágrimas nos olhos, e assustada. Eu peguei um lenço de papel e saí limpando todo o casaco, que ficou imundo.

Ainda bem que eu só vi a coisa no final, quando ela já estava “bem” e caminhando em nossa direção. Se tivesse visto Gabi caindo no meio da rua, com os carros passando a mil por hora, eu teria tido um treco. E passado o susto, retomamos nossa caminhada… 

Chegamos ao Monumento a Vittorio Emanuele II, um dos pontos turísticos de Roma.  

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Subimos e entramos. Não tinha nada interessante.

Lá tinha um elevador que subia uns 30-40 metros de altura, de onde se tem uma boa vista das redondezas de Roma. Eu não fazia questão de subir, e tampouco de pagar 7 euros para tanto. E como as fotos somente me interessavam, dei os 7 euros para a fotógrafa oficial ir lá e tirar fotos, enquanto eu e Luciana a esperávamos no Café do monumento, tomando umas bebidinhas.

Roma

Tomei uma taça de vinho e já roncava o estômago vendo tantas guloseimas na vitrine. Mas ainda iríamos almoçar, então não pedi nada. Ademais, Gabi não estava conosco.

Depois de alguns minutos, Gabi chegou, e finalmente saímos para caminhar mais. Abaixo, as fotos que ela tirou lá do alto do monumento; pena que o dia estava chuvoso…

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Saindo pelo outro lado do monumento, demos de cara com o antigo senado, dos tempos do império romano. Tirei uma foto com o celular, mas a bendita chuva sempre estragava tudo o tempo todo. Teve até arco-íris! Quando vi o antigo senado, lembrei que o Coliseu era bem pertinho, e esticando o pescoço na direção certa, lá estava o topo do Coliseu, por cima das copas das árvores, mas não seria hoje que iríamos.

E voltando pelo caminho que viemos, passamos em frente ao Burger King, na Via Nazionale, e três meninas, com os seus 19 anos, saíram feito loucas gritando, desembestadas, por causa do unicórnio da Gabi (o capuz que ela comprou em Veneza). Tiraram fotos, e faziam um escândalo tão grande, que Gabi se sentiu a própria celebridade. Foi hilário. Quanto mais longe vamos com o unicórnio, mais sucesso ele faz! Se soubesse que seria tão assim, teria trazido uns pra vender em Roma, hauahuahuhau. Até na Galeria de l’Academia ontem, duas mulheres que tomavam conta da estátua de Davi perguntaram onde ela tinha comprado o gorro.

E voltando em direção ao hotel, procurávamos um lugar para comer, porque Gabi só fazia reclamar de fome. Já era umas 5 da tarde. Não vimos nada significante, então, a pizzaria que avistamos numa das ruazinhas transversais à Nazionale foi a escolhida mesmo. Entramos, e até vi um prato bem bonito de macarrão parafuso com pesto e mussarela, que foi o que pedi. Mas quando vi a garçonete tirando o prato da vitrine e levando para esquentar, eu desisti. Onde já se viu, comer macarrão requentado, e na Itália!!!  Fui de pizza mesmo, e mais uma vez, bem gostosa. Detalhe, aqui na Itália, a pizza não é “forrada” com queijo, como é no braseeel. É molho de tomate sobre a massa e o recheio escolhido. Muitos deles têm queijo, mas só como um ingrediente, como é a azeitona, por exemplo.

Já estava escurecendo, e fomos caminhar por outra rua, paralela à Nazionale. Chovia, pra variar. E morta de cansada, disse que voltaria para o hotel. Andamos mais um pouco e entramos numa rua para voltarmos para o hotel, e ali vimos um bistrô muito bonitinho, chamado Oratorio. O garçom, um indiano muito simpático, ficava nos falando OBRIGADA o tempo todo, hahahaha. Era a única coisa que sabia em Português. Bem atencioso, e puxava sempre conversa. Pedi uma taça de vinho tinto, e Gabi traçou um creme brulee que ela viu, delicioso, por sinal. Acabei pedindo um pra mim, também. Luciana tomou o drink dela com mais um monte de petiscos de massa. Chega de massa pra mim! Tô de farinha até o pescoço!

E enquanto bebíamos, conversávamos sobre o clima. Essa chuva iria atrapalhar nosso passeio à Capri. Olhei a previsão de tempo para Capri, e o único dia que fará sol é na segunda-feira. Nos outros dias é chuvas e tempestades. Desanimada, resolvi conferir a data do passeio à Capri no bilhete de trem que compramos. Seria sorte demais a data ser justo na segunda-feira. Mas Deus é Pai, não é padrasto! Nossa viagem foi programanda justo para a segunda-feira, em que nem nuvens terá! YAY!!!!!!!!!!!!!!

Depois da taça de vinho, já era um bocejo a cada 10 segundos. Viemos, finalmente, embora. Chegamos no hotel, o aquecedor estava ligado no máximo, e por um momento me senti no braseeel. Que calor! Desliguei a titica, abri a janela e tirei as benditas botas para livrar meus pés. Foi quando descobri minha meia molhada; mas como????? Aparentemente a bota de borracha é toda fechada, e em teoria própria para chuva! Fiquei muito pau da vida!!! Mas não há nada que se possa fazer agora, longe de Florença. Fui tomar um banho.

Tudo estava ótimo, até os primeiros 3minutos de banho… o ralo do box está entupido, então a água demora horrores para descer.  Mas quer saber, que se dane. Tô cansada demais pra isso.

Sentei na cama e vim escrever o post de hoje. Amanhã acordaremos e faremos um passeio HOP ON-HOP OFF, que são ônibus que param e pontos turísticos, você desce e depois pega o próximo para ir para o próximo ponto, tudo incluído no preço.

Então é isso, meninas. Preciso dormir porque tô mortinha! Beijos em todas.

Adri =D

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
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4 respostas a Dia 7 – Roma

  1. Muitos prédios no centro histórico de cidades como Florença ou Roma tem elevadores minúsculos e antigos. O importante é que funcionem e em geral funcionam, mas não entram mais do que 3 pessoas! rs

    Chato o episódio da mala. Em Florença também existem pessoas prestativas, já me ajudaram muito a subir no trem com carrinho de bebê sem nunca pedir nada em troca. Mas no máximo ajudam uns degrauzinhos. De qualquer modo, é sempre bom não dar bobeira, mais para evitar que alguém suma com uma bolsa no meio da confusão, do que propriamente por um risco de violência física contra você…

    Estou gostando de acompanhar suas aventuras aqui na Itália. Espero que você volte com gostinho de quero mais.

    Um abraço,

    Barbara

  2. daisygaray diz:

    Turista precisam ser muito cuidadosos, e acho que não existe lugar onde exista total segurança. Olho aberto sempre e mesmo assim…
    Com ou sem chuva, Roma deve ser incrível! Vamos continuar nosso passeio! hehehe
    Beijos

  3. jubaoli23 diz:

    descobri de onde vem essa malandragem brasileira! ¬¬
    povo folgado U.u e não gosto disso :S

    a água pode ter entrado por cima da bota, não? ou esse troço tá furado!! U.u

    gostei dessa ideia dos ônibus dos pontos turísticos 🙂

    bjs

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