Renascendo das cinzas. É como me sinto…
Depois de uma tempestade interior medonha, onde um maremoto se formou e as ondas de humores alternados iam e vinham, eu acho que estou conseguindo me recuperar. Nunca orei tanto na minha vida! Deus já deve estar de saco cheio de mim. Está lá Ele quieto, trabalhando, concentrado como extrato de tomate, e de repente Ele diz: “Putsgrila, lá vem essa chata pedir a mesma coisa de novo!!! Aff!!!!”. É assim que imagino que Deus está em relação a mim, hehehe.
Nem preciso dizer que minhas cotoquettes estavam em petição de miséria. Um nojo só. Cutículas assombrosas, totalmente largadas e abandonadas.
Depois de ter perdido peso, finalmente entrei nuns vestidos indianos justinhos, que eu sempre amei, mas ficava entalada toda vez que tentava vestir. Mesmo sendo tamanho P, de PAQUIDERME, eu não entrava neles. Sorte que não passei adiante, senão não estaria entrando hoje. E hoje estou usando um, e está até meio frouxinho. Pelo menos pra isso serviu a devastação emocional por que passei. Estou no rastro de um tufão, olhando pra trás e vendo muita coisa destruída.
E finalmente estou num pique bom na academia. Comecei quinta-feira passada. Tem muita gente bonita por lá (para os padrões Macaenses), e os instrutores são muito atenciosos e simpáticos. Olhar para aqueles tórax malhados e sarados me faz suspirar e sonhar, não há dúvidas.
A academia fica de frente para o mar, e antes de começar os exercícios tenho que fazer esteira. Há 10 esteiras de frente para um paredão de vidro que tem vista para o mar. Ou seja, a gente se exercita vendo o mar e as pessoas passando na rua. É muito legal. O ar condicionado proporciona um clima bom, pois apesar da gente suar, não ficamos incomodados com calor. Equipamentos super modernos e variados estão à disposição. Isso é muito diferente de tudo que eu já tinha conhecido antes em termos de academia. Eu, que sempre odiei academia, estou achando super legal. Vamos ver até quando vai esse pique!
E para mudar um pouco de ares, vou passar a ir mais para o Rio de Janeiro. Tem um casal amigo meu que me chamou para ir para lá. Vou neste fim de semana, e se eu gostar vou passar a ir mais vezes, abusando da hospitalidade deles, até a hora que disserem que não aguentam mais olhar pra minha cara, hehehe.
Tenho verdadeiro pânico de dirigir no Rio, mas não há o que fazer. Se quero mudar de vida e de ares, e fazer novas amizades, eu preciso vencer o medo e o pânico e começar a ir pra lá na marra. Penso até com carinho na possibilidade de me mudar, para a Barra/Recreio, talvez, ou Niteroi, quem sabe. Tudo vai depender de como eu começar a ficar nessas idas e vindas, e de como me sentirei estando por lá. Nada mais me prende a Macaé. Espero que Deus esteja trabalhando, e que esteja junto comigo a cada passo que eu der nessa nova jornada.
Durante o tempo da tempestade, eu tive uma pessoa que esteve “juntinho” de mim o tempo todo. Essa pessoa entrou na minha vida em um momento bem oportuno. Ela é super atenciosa, carinhosa e se preocupou comigo a cada instante em que eu me sentia um nada. Quase todos os dias me mandava um email perguntando como eu estava, e suas palavras de conforto me ajudaram tanto que quase as decorei, de tanto que li. Me senti um pintinho protegido pela galinha (com todo respeito). Izaura, minha amiga, te devo muito agradecimento por ter estado comigo o tempo todo, mesmo que por email. Você se tornou uma pessoa super importante na minha vida, e faço questão de ir a BH conhecer você pessoalmente, te abraçar bem apertado e te beijar. Espero que você possa me dizer quando posso ir, pois quero fazer isso o mais rapidamente possível. Pena que acho que este ano não dará, pois meu irmão ficará aqui praticamente o mês todo de dezembro, mas a partir de janeiro, me diga quando, que estarei aí pra te dar um abraço pessoalmente.
E durante a fase negra por que passei, tive a sorte de não ter praticamente trabalho para fazer. Tudo tinha parado, e eu achei de certa forma bom, porque não estava com cabeça nenhuma para raciocinar. Fiquei muitos dias deitada, e muitas vezes só chorando, sem comer. Foi um horror. Agora não choro mais. Há dias que não faço isso. Ainda sinto tristeza, é claro, mas vai passar. Foi como quando meu pai morreu. A dor imensa passa, mas a tristeza não necessariamente. Mas o que é meu a mim virá, e esperarei pacientemente.
O trabalho voltou, e voltou de uma forma fantástica, que me fará recuperar todo o tempo perdido enquanto não tinha trabalho pra fazer. Como quando eu não trabalho não ganho dinheiro, eu estava meio angustiada porque não iria ganhar o suficiente para pagar as contas. Mas Deus é tão tremendo, que Ele me mandou um cliente que me pediu vários trabalhos que eu já tenho prontos, então, é só vender o trabalho pronto e voilá! Ganharei dinheiro sem trabalhar! Agora me digam, DEUS É OU NÃO É TREMENDO?????????? Tenho mesmo que me ajoelhar e agradecer por tudo, pois Ele sabe exatamente o que está fazendo comigo. Como diz a bíblia, fazendo uma alusão a um vaso de barro, Deus me quebrou, me moeu e vai fazer uma massa nova com o barro moído, para construir um vaso novo de mim. Ficarei novinha em folha, pronta para uma nova vida que recomeça.
Não sabemos entender o que Deus quer pra nós, mas o importante é não perder a fé nEle, mesmo que pareça que o mundo está acabando para nós e que não nos salvaremos.
E para tentar retomar minha vida, aproveitando que estou num momento (hoje) de relativo bom humor, com uma aceitação bem melhor dos fatos, resolvi usar esse esmalte uvinha, o MODERN PURPLE, da Peripera.

As cotoquettes estão miúdas, mas acho que dá pra fazer um post decente…

Essa marca todas já conhecem. O pincel é ótimo e a cobertura fantástica. Seca relativamente rápido e o perfume do esmalte fica um bom tempo.

É uma cor super, super linda! A cor está bem fiel nas fotos.

Nesta mani eu passei duas camadas, mas uma generosa é mais do que suficiente. Finalizei com uma camada de Brilho Cristal.

E lembrando do post da Day, esta manhã, eu não sei o que fazer no Ano Novo. Ano passado eu passei roncando. Sim, dormi, porque não tinha para onde ir, e nem vontade de comemorar nada. Este ano não sei também o que fazer. Meu irmão irá embora dia 29 de dezembro, e ficaremos talvez somente eu, Gabi, minha mãe, as crianças, os meninos e a ave.
Por falar em meninos, Jack e Harry estão com conjuntivite. Não me perguntem como pegaram. Não faço a mínima ideia. Troy machucou a pata não sei onde. Hoje levei a galera no vet para uma consulta coletiva. Pelo visto está todo mundo precisando baixar no hospital aqui em casa.
E Gabi resolveu comprar daquelas lanterninas que tem uma luz vermelhinha de laser. Essa foi uma das terapias que usei para me distrair. Brincar com os gatos e esse pontinho vermelho ambulante me fez rir em muitos momentos, e pude me aproximar mais dos gatos, de quem fiquei afastada por muito tempo durante a “tempestade”. Os gatos simplesmente ficam elétricos com o pontinho vermelho de luz. Quem tem gato e nunca experimentou, experimente, e depois me contem!
Segue um vídeo de um dos momentos em que brincamos com eles. Foi a primeira vez que brincamos, por sinal. Infelizmente a qualidade do vídeo não está das melhores, e ver o pontinho vermelho é praticamente impossível. Mas dá para vocês terem uma ideia de onde ele está, já que o Jack está correndo atrás dele o tempo todo.
Bem, vou ficando por aqui.
Grande beijo em todas vocês.
Adri
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