Ciclos. A vida é feita de ciclos. Coisas boas e ruins vêm e vão como as ondas do mar. E por mais que o sol se esconda nas tempestades, ele sempre vai voltar a brilhar. Pessoas nascem e morrem, e o sol continua brilhando, na sua rotina de sempre, como se não houvessem momentos de alegrias e tristezas no mundo. O sol é indiferente a tudo o que acontece conosco. Ele sempre vai surgir, não importa o que aconteça conosco.
Sei que esse assunto está mais do que batido aqui, mas a vida segue. Eu já consegui minha tábua de salvação, para que eu não afunde no oceano da angústia; o que sei que vai me ajudar nessa longa jornada por recomeçar: não querer “o pacote” de volta. Isso é no que me prendo agora. O importante mesmo será esquecer o sentimento que ainda tenho dentro de mim, por uma pessoa que não me quer mais.
Conforme envelhecemos (ou amadurecemos, como queiram chamar), a gente passa a valorizar coisas que antes não valorizávamos, e passamos a ter exigências que antes não tínhamos. Nada como ter vivido bastante, para filtrar o que consideramos serem as coisas boas que queremos pra nós depois de algumas tempestades emocionais; o que sabemos que vai nos deixar bem e felizes. E é essa filtragem que hoje atrapalha minha esperança.
Não gosto de homem que fume, e beber, só socialmente, comportadamente. Praticamente não há homens da minha idade e bem sucedidos que estejam disponíveis a iniciar um novo relacionamento. E se houver algum livre e desimpedido, se a culpa da separação não tiver sido da ex-mulher, provavelmente será dele, ou seja, ele pode ser um problema. Encontrar um homem assim é como achar uma agulha em um palheiro, e mais ainda no meu vilarejo. Só sei que não quero pra mim nenhum parasita, que veja “uma coroa” com uma casa e um carro bonitos, que possa ser uma “boa fonte de sustento”.
Esses pensamentos tomam conta de mim, apesar do meu Racional me dizer o tempo todo que a ansiedade não pode existir nesse momento de cura e redescobrimento. Aliás, em momento nenhum, diria eu. Preciso viver um dia após o outro sem deixar que a ansiedade atrapalhe minha reabilitação.
Tenho uma conhecida que é uma médica fisioterapeuta muito, muito, inteligente; CDF, como dizíamos no passado, e que tem uma vida relativamente bem sucedida, para a pouca idade que tem. Ela encontrou o amor da vida dela em um rodeio num buraco qualquer no interior de São Paulo. O cara era bem bronco. Até onde me lembro, não havia concluído o segundo grau, ou ensino médio, ainda. É pai de uma criança, mora numa casa humilde e é um operariozinho em uma firmeca qualquer, mas se tornou a grande paixão dela. No começo foi um baixa choque ver tanta divergência de nível social entre os dois. A mãe, dona de fazenda e cabeças de gado, de família tradicional na cidade onde morava, quase enfartou quando soube. Os amigos a criticaram muito, inclusive eu.
A última notícia que soube foi que a coisa estava bem séria e que casamento estava no horizonte dela, tamanha sua paixão por ele. Ele agora retomou os estudos, incentivado por ela. Ele acertou na loteria, eu diria.
Ele pode ter visto nela um porto seguro, mas também pode ter visto nela uma tábua de salvação. O incentivo de que precisava para se tornar uma pessoa melhor. Talvez tenha encontrado a única pessoa que lhe deu uma chance de ser uma pessoa diferente. Muitas pessoas só conseguem mudar de vida quando lhes dão oportunidade, e eu sou prova viva disso, como já contei aqui pra vocês.
A vida dessa minha conhecida é a prova de que eu tenho esse preconceito; não querer dar uma chance ao amor caso ele surja de um nível mais humilde que o meu. Vou ficar sempre pensando que querem tirar proveito de mim, e o ex ajuda nesse coro, é claro. Mas infelizmente ele não pode interferir nisso, caso aconteça, porque ele fez a sua escolha de seguir outro caminho, e não deve interferir no caminho que eu escolher pra mim.
Sei que todos esses pensamentos estão vindo em hora super errada. Tenho que estar focada na cicatrização das minhas feridas, e não ansiosa e afobada, querendo me enrabichar com alguém para esquecer logo o outro. Tenho que me conscientizar de que Deus está no comando, e quando for a hora, acontecerá. Mesmo que leve 20 anos, mas o que tiver que ser, será.
E para tentar dar um up, ontem eu fui ao salão tentar mudar minha cara. Cheguei lá sem saber o que queria, e acabei saindo de lá assim:

Ficou bem legal. Gostei do resultado. Mudei um pouco por fora, mas preciso mudar muita coisa por dentro; “arrumar a casa”, “mudar meus móveis interiores de lugar”, pra dar uma repaginada total na nova Adriana que quero ser. Sei que não vai ser fácil, mas a ferramenta que eu preciso, eu acho que já tenho: LEMBRAR DO “PACOTE”! SEMPRE!
Por enquanto não consigo olhar animadinha pras minhas cotoquettes. Elas estão de férias, sem esmalte. Mas acredito que em breve elas sairão do esquecimento e recomeçarão a brilhar nos holofotes novamente. Vamos esperar mais um pouco.
Não tenho mais nada a dizer. Espero que meu fim de semana seja bom. E espero mais ainda que meu irmão venha com a família o mais rapidamente possível. Não vejo a hora de ver a bagunça de crianças, porcos, gatos e papagaio agitando a calmaria fúnebre da casa.
Tenham todas um bom fim de semana, e desculpem se mais uma vez venho com esse assunto chato aqui no blog. Escrever me conforta, assim como dividir com minhas amigas os meus sentimentos. Vocês fazem parte da minha vida, eu só não as posso tocar.
Bjs
Adri =///
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