Sem reloginhos, nada mais me resta senão contar para vocês a situação dramática por que passei hoje.
Meu ex me chamou para ir com ele ao banco resolver uns pepinos da empresa particular dele (ele não faz nada sem mim, ainda – com exceção “daquilo”). Como nosso caso sempre foi mal resolvido, e como não nos víamos havia um tempinho, eu resolvi não ir vestida de Jeca, né!? Acordei de manhã, lavei o belinho, sequei e fiz uma produçãozinha básica, com maquiagemzinha para disfarçar as olheiras, e na hora do sapato, escolhi aquelezinho que comprei na Aldo em São Francisco; lembram dessa foto meninas? (As meninas das “antigas” devem lembrar)
Passei meu refrescante Infusion D’Iris pra ficar cheirosinha e lá fui eu ao encontro dele. Como cheguei antes ao centro da cidade, resolvi dar uma fuçadinha numa farmácia (heheheheh) para não perder o hábito, e para fazer uma horinha. Depois de ver que nessa cidade nunca tem novidade, com exceção da coleção Trem da Vida da Impala, que finalmente chegou, com bastante retardo, eu fui caminhando até o banco. Já comecei a sentir os primeiros sinais de que algo não iria ficar bem. Comecei a sentir a planta do meu pé, próximo ao calcanhar, arder. Mas fiquei lá, na pose, esperando ele chegar.
Chegou, e tals, eu com saudadinha dele, adorei vê-lo, e acho que ele idem. Subimos, descemos, falamos com a gerente (aproveitei para vender uma placa pra ela, heheheheh, porque a mulher ficou louca com minhas borboletinhas de ontem, e que acabaram de sair, aff), e nesse vai pra lá e pra cá, gentem, meu calcanhar já estava em pandarecos.
Desse banco, fomos ao um outro, onde ele cancelaria a conta salário de uma antiga empresa em que trabalhou, e cujas tarifas mensais de manutenção da conta, altíssimas, iam para o ralo, todo mês, sem qualquer movimentação da dita. E mais caminhada.
Gentem, quando saí do banco, ele percebeu que algo não ia bem. Perguntou se eu estava com algum problema no pé, e eu, achando que até então estava andando “normalmente”, pra disfarçar a dor imensa que estava sentindo, disse: “nada não, é que eu acho que fiquei tanto tempo sem usar salto alto que desaprendi a usar, hahahahaha”. Eu já imaginava a bolha imensa que já havia se formado na planta do pé, mas não podia ver, né?
E fomos caminhando para o restaurante onde almoçaríamos. Olha…. eu só queria ser outra pessoa para me ver andando. Quem me visse na rua deveria pensar que eu estava com as calças borradas. Ele percebeu que eu estava caminhando devagar e perguntou se estava tudo bem, hehehehe. Novamente, para disfarçar, eu disse: “tudo ótimo, é que tem tanto tempo que não nos encontramos que estou andando devagar para aproveitar mais o tempo com você” kkkkkkkk. Me senti uma perfeita idiota.
Jesus. Eu urrava de dor, mas mantendo um sorriso (amarelo) na cara. Aff, que vergonha! Dei graças a Deus quando finalmente consegui sentar para comer. Comi tão devagar que ele até estranhou (pois eu geralmente engulo a comida), e falou: “nossa, você deve estar mesmo gostando da companhia, pois até devagar está comendo, coisa que nunca vi acontecer nos 13 anos em que ficamos juntos”. Affff! Mal sabia ele que eu estava era querendo descansar minha bolha pra ver se aguentava o novo “tranco” até o estacionamento.
Eu já estava alegre porque em poucos minutos estaria dentro do carro, onde eu arrancaria a sandália e jogaria o ar condicionado em cima dos pés pra congelar logo, pra ver se a dor passava. Estava eu suspirando de contentamento por esse pensamento, quando ele cortou o meu barato e falou: “a gente devia aproveitar que eu estou fora do escritório (isso é raro acontecer) e podíamos ir na concessionária ver um carro que o fulano comprou pra mulher dele; acho que você vai gostar. Não sei quando conseguirei sair de novo assim”. Se eu não soubesse que arrancar esse homem do escritório fosse tão difícil, eu teria dado uma desculpa qualquer e não iria. O negócio é que eu preciso trocar de carro, porque o meu carro é ele quem paga tudo hoje, prestação, seguro, IPVA e revisões, menos o combustível, que eu pago. A despesa anual desse carro gira em torno de 12 mil reais, entre IPVA, seguro e revisões, sem contar, é claro, com o diesel. É o preço de uma viagem! Quando ele terminar de pagar o carro, em dezembro deste ano, ele vai entregá-lo para eu sustentar by myself, e eu tenho o pé na chón. Eu não tenho a mínima condição de sustentar esse carro sozinha sem sacrificar minhas viagens e compritchas. Prefiro comprar um carro mais humilde e conseguir viajar quando eu quiser. E é por esse motivo que ele fez essa sugestão, porque ele sabe que eu quero trocar de carro, e quero que ele me ajude a escolher. Então, com um sorriso cinza na cara, querendo voar no pescoço dele, eu falei: “vamos sim!”.
Na hora de levantar da mesa, Jesus… Parecia que eu pisava em 1000 pregos. Fui andando e pensando em passeios, compras, esmaltes, qualquer coisa que tirasse meu pensamento da maldita dor que eu sentia. Quando cheguei no carro, me joguei no banco. Lamentei profundamente não poder tirar a sandália, já que eu fiquei com medo de o pé não entrar nela quando fosse calçar novamente, como acontece quando tiramos sapato em aviões durante as viagens; quando chegamos ao destino, tentamos calçar sapatos fechados e o pé não entra, uhahuahuhuahua (agora só viajo de sandália rasteirinha).
Chegamos à tal concessionária, eu confesso que nem prestei muita atenção no carro. O que eu queria mesmo era vir correndo pra casa, arrancar essa *&¨#%$*#%$*@$%#@*$ de sandália. E quando consegui entrar no carro, desta vez com destino ao lar, eu arranquei a sandália e acho que vou ficar muito tempo sem usar, até encontrar uma almofadinha pra colar nela. Descobri que há umas saliências sob o acabamento da base, e certamente são as bandidas que estão fazendo todo esse estrago. O pior não é isso…
Vocês lembram daquele amigo que falei esses dias, que mora na mansão de mármore de Carrara que tem elevador? É aniversário da mulher dele, que é minha amiga também, e vai rolar uma festa lá na sexta feira, dia 1º. Gente, festa nessa casa é superprodução, imperdível. Só falta venderem ingresso, de tão disputadas que são as festas. Rola tudo do melhor que vocês possam imaginar. E agora vem a pergunta-chave: Como diabos eu vou conseguir colocar uma sandália de salto alto com o pé entupido de bolhas assim????? Quase entrei em depressão! Acho que vou fazer uns escalda-pés com sal grosso daqui até sexta, pra ver se melhora.
Pra vocês terem uma ideia do estrago, nem Havaianas estão sendo confortáveis pra mim. Estou andando parecendo uma velha descadeirada e sem bengala. Eu, definitivamente, estou numa maré de azar. Para alegrar meus dias, só o Harry mesmo, heheheh.
Gabi trouxe ele aqui e deixou comigo. Olhem como ele está no meu colo, enquanto escrevo este post:
Bjs
Adri =(((


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