Não falei???? É só eu dar uma elogiada e ficar orgulhosa que rapidinho as unhas quebram. Fui tirar as chaminhas agora à noite para ver se colocava outra coisa, e estava faltando um pedaço da minha unha do anelar. Não sei onde e nem como; só sei que a ponta esquerda da unha se foi. O resultado só podia ser um: lixei e emburrei. Não vou por nada hoje. Pelo menos não precisei cotocar. Ainda sobrou unha para fotar com meu super iPhone! Aff! É sempre assim: quando vem coisa ruim, vem aos turbilhões.
O dia já foi extremamente chato. A única coisa que deu um pouquinho de alegria, vou falar baixinho, pra ninguém ouvir, foi uma bola de pelo amarela. Não tem como a gente não achar graça de uma coisinha que se diverte com a própria sombra.
Ainda fui a um churrasco chatinho, onde tinha lá uma conhecida jovem senhora de lá seus cinquenta e poucos anos com mania de garotona, que falava toda hora “Aí brother, bla bla bla!”. Argh! Eu nunca gostei desse negócio de “brother”, nem na época em que isso era moda, há uns 35 anos atrás. E ver uma “véia” falar isso como se ainda fosse uma adolescente namoradinha de surfista fica extremamente ridículo. É a mesma agonia que sinto ao ouvir gente falar “aí véi, na boa”. Me perdoe quem fala isso, mas acho um HORROR; já disse isso aqui.
O fato de ver aquela mulher com linguagem de adolescente surfista, me faz lembrar uma festa que fui uma vez, à noite, numa antiga fazenda no interior, que foi loteada, e só restou o casarão. E o que era a fazenda virou uma vila, um lugarejo (se chama Bom Jesus, ou algo assim). E lá na festa, vi de costas uma menina de cabelão louro comprido, que usava uma minissaia e botas, e tinha algo com estampa de oncinha, mas não me lembro o quê. Aparentemente estava até apresentável, para uma adolescente, mas a figura se destacou pela vestimenta pitoresca no meio de roupas “normais” em que predominavam os casacos (leia-se, estava frio), e pelo cabelão louro, que sempre chama a atenção onde aparece. Num lugar pequeno como aquele, roça, a cena chamou o triplo de atenção.
Tomada pela curiosidade imensa em saber se “a frente correspondia a tudo o que eu avistara de costas”, quase enfartei ao ver que a “adolescente” era, na verdade, uma senhora de mais de 60 anos, onde a maquiagem pesada e igualmente chamativa se escondia entre as rugas do rosto. Gente, eu quase tive um treco. Eu morro quando vejo uma coisa assim; quase passo mal. Tudo bem que a gente envelheça e se sinta com a alma jovem, mas se portar ou se vestir como uma menininha, tendo já uns 60 anos, acho que só fica “bem” na própria casa da pessoa. Sair à rua se vestindo como algo que não se é, realmente é triste.
Não digo, com isso, que uma senhora de 60 anos tenha que se vestir de cachecol de tricô, blusa de manga comprida, de bolinhas, saia até os pés e coque nos cabelos, mas pelo menos usar roupas menos chamativas, menos adolescentes. Minissaia, bota e oncinha, já é uma combinação de gosto meio duvidoso, e para uma senhora que quase já dobrava o Cabo da Boa Esperança, como aquela, foi uma cena lamentável.
Hoje em dia há tantas roupas legais, “jovens” que se pode usar para não ficar com estereótipo de VELHA. Acho que a pessoa tem, sim que ter um bom senso e tomar um SEMANCOL para não passar ridículo. No final das contas, só se vê as pessoas com a mão na boca, cochichando com a pessoa do lado, tentando esconder o riso.
E foi mais ou menos essa agonia de ver gente quase “idosa” se portando como garotona que eu senti ouvindo os “aí brother” da tal mulher no churrasco de hoje. Cada “aí brother” que ela falava eu olhava para a cara da Gabi, querendo sair correndo. Abaixava a cabeça, e contava até 10, para retomar o fôlego e continuar tentando ouvir o que a dita contava. Eu devo ter contado até 1500, de tantos “aí brother” que eu ouvi.
Teve uma hora que Gabi me cutucou pra ir embora, e eu alegremente usei Harry como desculpa para pular fora; disse que ele tinha que tomar remédio. Se eu continuasse ali ouvindo aqueles “aí brother”, eu acho que iria parar no hospital.
E como a preguiça está imperando hoje, não farei nenhum reloginho. Vou fazer uma saladinha com camarões e assistir TV. Preciso voltar a ter finais de semana. Minha semana de trabalho sempre tem 7 dias, e tem hora que cansa. Já tenho uma boa grana para receber este mês, e por isso estou tranquila.
Bem, amorecas, vou nessa. Tenham todas um bom final de sábado, e curtam o domingo amanhã.
Beijos!
Adri =)))
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