Noite, meninas!
Meu dia hoje começou com uma tarefa inusitada: ir a outro velório. Se for um por mês eu estou frita! Uma menina que estudou com a Gabi sofreu um acidente de carro com a família ontem quando voltavam da casa da avó. Vinham 5 pessoas no carro. O pai tentou desviar de um ônibus que fazia uma ultrapassagem, mas não foi bem sucedido. O ônibus levou o pai e a filha, que dormia atrás do pai, que estava ao volante.
Para mim, e imagino que para qualquer pessoa que tenha um coração bom, é sempre uma tortura ir a velórios, mesmo que não conheçamos as pessoas falecidas. Foi super deprimente ver a mãe, com o rosto todo cheio de pontos (ela estava no carro, sentada no meio do banco de trás, ao lado da filha), chorando compulsivamente pela única filha, de 19 anos, e pelo marido que acabara de perder. Ambos deitados, um ao lado do outro, naquela sala onde o clima era tão sofrido. Fiquei de pé em frente aos dois, aguardando que o grupo que rodeava a mãe saísse para que eu pudesse dar meus pêsames. Enquanto isso, resolvi fazer uma oração. Entrelacei os dedos das mãos, abaixei minha cabeça, fechei meus olhos e comecei a orar… e chorar. É inevitável que as lágrimas rolem, porque não tem como a gente não se colocar no lugar da pessoa em luto, e pensar como seria se fosse conosco. Já li tantos casos em que os espíritos deixam a matéria e ficam em agonia vendo o parente que ficou sofrer tanto pelos seus corpos inanimados jazindo no caixão. E fiquei pensando em como aqueles dois deviam estar se sentindo ao ver a mãe e esposa que sofria tanto, e que agora iria viver só, já que a menina era filha única. Jesus, peço que console o coração dessa mulher… Fico imaginando como ela deve ter desejado ter ido junto com eles, ou como desejará isso ainda, já que nada mais lhe restou. Perder um marido, certamente não deve ser tão doloroso do que perder um filho único…
O problema é que eu fico sempre com medo de falar besteira quando dou os pêsames pra alguém. Já viram alguém pateta dar pêsames pra alguém? Essa sou eu. Eu não lembro bem o que disse, mas tenho o sentimento que deveria ter ficado calada e ter só dito “meus sentimentos”. Imagino que ela deve ter se perguntado o que aquela doida (eu) fazia no velório da filha. Deve ter pensado que eu era papa-defunto ou Maria-Cemitério, que está em todos os velórios.
Foi muito triste ficar ouvindo ela contar sobre os planos que a filha estava fazendo para o seu aniversário de 20 anos ano que vem. Essas lembranças é que nos matam. E o namorado da menina, que estava no carro também, e que agora andava temporariamente de muletas, abraçava a ex-futura sogra, e chorava também.
Eu já estava meio agoniada de ficar naquele lugar, que tinha 5 salas de velório. Era um chororô danado e gritos histéricos que me arrepiavam a espinha. A primeira coisa que lembro quando entro em uma capela de velório, é a morte do meu pai, em 2006. Eu fui uma histérica, também…
Voltei para casa e engrenei no trabalho. Enquanto isso, Gabi foi lá na frente da lagoa ver se encontrava o coelho de ontem. Vou explicar.
Ontem à noite a vizinha tocou a campainha aqui em casa e me perguntou se o coelho que estava lá fora era meu. Eu perguntei: “Coelho, coelho, de orelhas compridas?”. Ela ficou muda por dois segundos olhando pra minha cara, sem entender minha pergunta, como quem diz “Não imbecil, um coelho-foca, que mergulha no mar!”. E percebendo que ela devia estar me chamando de doida, pela minha pergunta, eu expliquei: “É que eu tenho 4 porquinhos-da-Índia, por isso quero saber se é coelho mesmo a que você se refere. E ela disse que era, sim, um coelho grande e branco, que estava escondido em baixo de um carro que estava estacionado na direção da minha casa, na beira da lagoa. Curiosa, eu chamei Gabi para ir ver/pegar o tal coelho. Eu, Gabi e o marido da moça cercamos o coelho, que não saía de baixo do carro. Tentamos por alguns minutos espantá-lo para que saísse, mas ele só fazia ir de um lado para o outro em baixo do carro. Uma hora ele correu para o gramado na beira da lagoa, e fomos atrás dele. Eu acho que coelhos não enxergam bem à noite, porque ele parecia meio desnorteado, sem saber pra onde correr. Parecia estar com medo de se enfiar no mato. Ele fugia para longe, e daqui a pouco o doido vinha correndo na minha direção como se fosse me atropelar. Ele veio na carreira e brecou a uns 60 cm de mim, e acho que percebeu que eu não era uma árvore, e rapou fora quando eu me mexi para tentar pegá-lo. Olha, o coelho deu muito olé em mim. Eu fiquei com meio metro de língua pra fora, esbaforida, tentando me recompor. Eu então gritei pra Gabriela cercar ele pelo outro lado, mas depois de tantos olés, ele finalmente foi para o asfalto, engatou a quarta e se mandou, se enfiando no meio do matagal mais adiante. Procuramos, em vão, por vários minutos depois disso, mas ele sumiu mesmo. Ou virou jantar de jiboia, ou fugiu para outro lugar, ou ainda está escondido no mato. E Gabi ainda não perdeu a esperança de ter seu tão sonhado coelho.
Daí, ficamos conversando sobre o “causo” na porta da outra vizinha e a conversa se desviou para outros animais fujões, como “a ave” e Kiwi. No meio da conversa, Gabi pegou o Quindim para mostrar pra ela. O novo gato dela (a vizinha) saiu para a rua e ficou parado no portão da casa. Então ela começou a elogiar o gato, dizendo que não dá trabalho nenhum, que ele é medroso, não foge, bla, bla, bla. Fui lá tentar pegar o gato, mas ele se mandou pra dentro de casa, pulando pelo buraco que tem no portão, que estava fechado. Então, para atraí-lo, peguei o Quindim e enfiei a cara dele no buraco do portão. O gato ficou parado olhando, a uma certa distância, e quando percebeu que aquilo não era uma pelúcia, já que se mexeu, ele veio em direção ao portão, sorrateira e curiosamente, parou a uns 20 cm do buraco, enquanto olhava fixamente para o Quindim, e numa rapidez como quem rouba, deu uma patada na cara do pobre porco, que quase se estrebuchou de pânico. Tadinho do porco!
O resultado disso, é que agora Mary está me encheeeeeeeeeendo o saco para ter um gato. Agora me digam, vocês, como é que eu vou ter um felino na minha casa, tendo uma ave e 4 porcos? Heim? Heim? Me digam!!!! Vão virar jantar na primeira oportunidade! Alguém aí pode dissuadí-la a ideia? Candidatas?
Enfim, chega de causos por hoje. Vou mostrar logo o meu Shower Together, que é algo que eu não faço há anos! Ah, sim, Shower Together, da China Glaze.
Esse esmalte é um teal muito charmoso. Duas camadas são suficientes para uma excelente cobertura. Tem um brilho ótimo.
Não usei top coat na foto. Não é lindão? Ele lembra o Galahad, a AEngland, que eu ainda não usei aqui. Tá na fila!
Não preciso dizer que sequestrei o bonitão no Brechó, né? Depois que eu passei minha mais nova invenção, a cobertura “emborrachante” de secagem rápida, cujo post publicarei amanhã, ele ficou de tirar o fôlego! Mas as fotos, só amanhã!




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