Antes tarde do que nunca.
Ontem pintei com o Pamela Grante a mão esquerda. Desanimada com a mão direita, por causa do buraquinho, resolvi não deixar a peteca cair e resolvi pintar a pobre mão também, inclusive a unha “decapitada” (sem “cabeça”).
Escolhi um nacionalzinho, e descobri que ele é super parecido com o Expressionist Red da Finger Paints, que já postei aqui. Usei hoje o 209 (não tem nome), da Hits.
Nada de excepcional a dizer a respeito. Duas camadas e top coat. É um tom de vermelho “duvidoso” que me agrada, e muito, mesmo, parecido com com o Finger Paints.
E ela, que não poderia ficar de fora, foi pintada também, sem a “cabeça”.
Vou ter mesmo que me acostumar com isso… Só não tive coragem de desvirginar a pobre da unha baby ainda. Na verdade, dá nervosinho pensar em esfregar a dita cuja com o palito ou algodão. Não tenho coragem. Então, vou pintando assim, até ela se dignar a engrossar e virar “gente grande”.
E hoje Gabi me espantou com um evento. Ontem fomos dormir e ela disse que colocaria o iphone para despertar às 7 da manhã, porque iríamos caminhar. Quando deu umas 6:30h acordei suada, e liguei o ar. Fechei a janela e voltei a deitar. Já estava meio lusco-fusco, quase pegando no sono de novo, quando o iphone dela despertou. Abri os olhos e pensei: “Shit, agora ferrou, vou ter que caminhar!”. Só que Gabi virou para o lado, calou o despertador e virou de novo para continuar dormindo. Não preciso dizer que eu, Garfielda, amei o fato de ela ter “desistido de caminhar”, provavelmente porque estávamos agora no ar geladinho, e eu sei que ela adora dormir com ar.
Na hora do almoço eu perguntei ironicamente se ela se cansou muito na caminhada que ela fez de manhã. E ela, com a cara mais séria do mundo respondeu que o despertador não tocou. Por alguns segundos fiquei olhando para a cara dela e ela para a minha. Ela, provavelmente achando que eu estava duvidando que ela colocou o telefone para despertar, e eu achando que ela estava brincando comigo. Como o silêncio continuava e os olhares continuavam congelados um no outro, eu resolvi quebrar o gelo dizendo que “o despertador tocou sim!”. Ela falou: “Não, mãe, não tocou!”. E eu perguntei se ela estava brincando, porque eu a vi calar o despertador do telefone. Ela então começou a rir, dizendo que não tinha calado despertador nenhum porque ele não tocou. Daí eu tive que explicar tudo o que ela fez. Ela disse que se lembrava de eu ter levantado para fechar a janela e só. Tsc tsc tsc, o caso dela é grave… Ela jura de pé junto que não fez nada. E eu não estou maluca, definitivamente. Estava com sono, mas não fantasiei nada disso.
Daí fico pensando em pessoas que são sonâmbulas. Gente, deve ser bizarro ter alguém na família que sai andando pela casa ainda dormindo. Quando Gabi era pequena, ela até sentava na cama e falava aguma coisa meio nonsense, mas isso nunca mais aconteceu depois que cresceu. Menos mal que seja assim. Deve ser bem melhor do que gente que conversa com gente morta.
Há uns 20 anos atrás, conheci uma garota que disse que quando tinha lá seus 5 anos ela vivia vendo pessoas diferentes no quarto dela à noite, quando ia dormir. No começo ela disse que não entendia como a pessoa entrava no quarto dela, mas com o passar do tempo se tornou tão normal que ela já não questionava mais nada. Até que um dia a mãe dela perguntou o que tanto ela falava de noite. E ela respondeu que conversava com pessoas que entravam no quarto dela à noite. A mãe achou que ela estava maluca, coitada, e a levou a vários médicos, fez vários exames da cachola e nunca descobriram nada anormal. Não me recordo bem, como foi, mas sei que ela por fim descobriu que as pessoas com quem conversavam eram espíritos que a visitavam à noite. Certamente deve ter ido a algum centro espírita. Ela disse que depois disso passou a ter medo das “pessoas” que a visitavam, simplesmente pelo fato de estarem “mortas”. E chegou até a ficar noites sem dormir, aflita. Por fim, ela se conformou com a mediunidade dela, provavelmente tendo ido pedir socorro no centro espírita.
É difícil para mim entender que critério “é usado para sortear” alguém para ser médium. Ela dizia que a família era católica. Apesar de ter sido batizada católica, ter me convertido a evangélica, e por fim não seguir igreja nenhuma, confesso que sempre tive uma certa simpatia pelo espiritismo. Mas fica só na simpatia mesmo, porque não quero mesmo me envolver com nada.
Esta semana mesmo, na aula de francês, a professora disse que tinha uma aluna que era brasileira e que estava aprendendo francês porque ela estava noiva de um muçulmano que iria morar na França depois que se casassem. Ela, por amor (ou cegueira), se converteu à religião muçulmana, abraçou o alcorão e a burca e passou a falar com brilho nos olhos dos princípios e rigoroso “sistema” muçulmano, que certamente a iria aprisionar pelo resto da vida. Daí eu fico pensando como a mente humana é tão suscetível e conversível. Será que só mostraram para ela o lado “bom” de ser muçulmano (se é que existe algum)? Será que as histórias de maridos que jogam ácido nos rostos das mulheres, em uma espécie de “penitência normal”, nunca chegaram aos ouvidos dela? Isso para não falar que mulher não tem voz no mundo muçulmano.
Aliás, por falar nisso, esta semana mesmo uma mulher se suicidou depois de ter passado por várias cirurgias para tentar reconstruir o rosto destruído por ácido, em um ataque do marido. Para ler a notícia, clique aqui.
É complicada a mente humana e o que pode se passar nela. Eu tinha uma prima que se dizia assediada pelo demônio todas as noites. Eu não tinha contato com ela. Convivemos juntas quando pequenas, mas depois ela se mudou para Brasília e nunca mais a vi. Nos reencontramos em 2000, quando fui passar o Ano Novo com meu irmão. Ela estava diferente, e meio esquisitinha mesmo. Depois disso nunca mais nos vimos novamente. A notícia mais fresca que tive dela foi há uns 4 anos, quando soube que ela se atirou do 14º andar do prédio onde trabalhava, porque estava sendo perseguida por demônios. Juram de pé junto que ela não se drogava. Vai entender!
Humanos são complicados, e eu acredito que a convivência humana é uma ARTE. Tiro o chapéu para as pessoas que são diplomáticas e sabem lidar com todo tipo de gente, conseguindo mostrar satisfação e tranquilidade quando se quer mandar todo mundo pra “caçapava”. Acho que esse negócio de não mostrar seu verdadeiro humor soa como falsidade para mim. A forma como a pessoa age, acho que tem muito a ver com família e educação que os pais dão. O que os pais ensinam e principalmente mostram para os filhos realmente tem tudo a ver com que tipo de adulto a criança será. Devido ao meu complexo de rejeição que sempre tive, eu fiz uma tentativa de terapia há uns 10 anos atrás, mas a conclusão que eu cheguei é que eu pagava alguém para me ouvir, e dos quase doze meses que passei no meu monólogo empobrecedor, eu só fiz foi perder tempo e dinheiro. Enfim… eu acho que para mim só tem um jeito: um confortável caixãozinho! uhauhahuahuauhahu
Bem, kidas, vou ficando por aqui, porque Mary disse que vamos acordar cedo para caminhar amanhã! uhahuahuauhhuahua
Bjs
Adri =)))




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