Olá garotas!
Sei que vocês devem estar com abstinência de mim, heheheh, mas estou aqui, finalmente, de volta, e novamente com a corda no pescoço, atolada, com tanto trabalho, e com clientes enlouquecidos à minha caça.
O fim de semana foi divertido (quer dizer, quase), e consegui chegar inteira. Vamos aos fatos.
Na sexta (30/3) acordei às 6 da manhã e acordei Gabi, que foi dormir super tarde e ficou grunhindo quando a cutuquei para levantar. O motorista estaria às 6:30 nos aguardando para irmos para Niteroi, para o “paraíso”. Não fosse o mega engarrafamento que pegamos na estrada, quase chegando a Niteroi, teríamos chegado mais cedo. Chegamos às 10:30, uma hora depois do previsto.
Quando chegamos à casa da KK, parecendo duas retirantes do nordeste, com mala na mão travesseiros debaixo dos braços (não viajamos sem nossos travesseiros, exceto quando vamos para o exterior), nos deparamos com um campo de batalha. A casa estava de pernas para o ar, cheia de pacotes e caixas por todo lado, não restando quase nada no belíssimo armário que a KK mandou fazer no marceneiro.
Logo às 11 da manhã, a KK saiu para pegar seu carrito novo, um Palio zerinho, que eu iria dirigindo para São Paulo em caravana com a KK, que dirigiria o seu carro antigo, que ela deixaria em São Paulo com a mãe. Infelizmente, o carro, que seria entregue às 11, só saiu às 13:30h e isso atrasou um pouco nossa viagem. E tão logo a KK chegou, partimos rumo a São Paulo.
Na garagem do prédio entrei no carrinho cheirando a novo (delícia!). É um carrinho 1000 com ar condicionado. Aí começou a BF…
Há alguns anos eu não sei o que é dirigir um carro que não tenha câmbio automático. Quando não estou com o meu carro, estou com o do meu ex, que também é automático. Ou seja, há milênios não sei o que é passar uma marcha. Enquanto KK embicava o carro para sair da garagem no outro carro, eu, retardada, entrei em pânico porque não estava conseguindo passar a marcha. E vendo a KK ir embora paniquei! Buzinei e a KK parou. O Maike (marido da KK) desceu do carro e veio me acudir. Abaixei o vidro e disse para ele que o carro “estava com problema”, porque eu não estava conseguindo passar a marcha! Ele olhou para minha cara e falou que andar com o carro era simples, era só pisar na embreagem, engatar a marcha e acelerar! Aff! Como no meu carro eu só engreno a marcha uma única vez, e pisando no freio, já que ele não tem embreagem, eu simplesmente estava pisando no freio ao invés de pisar na embreagem! Minha cara ficou na chón de vergonha e ele deve ter olhado para mim visualizando umas enormes orelhas de burro na minha cabeça, e com toda razão. Esse foi o mico da viagem. Saímos e seguimos em frente.
Quando pegamos estrada mesmo, a coisa começou a complicar. O carro antigo da KK é também um Palio 1000 só que sem ar. Carros 1000 com ar são normalmente mais lentos do que os sem ar. Eu tenho verdadeiro pânico de dirigir à noite e em lugares muito movimentados. Só as palavras “São Paulo” já me apavoram, porque o trânsito de lá é notório.
Eu estou acostumada com meu carro, que é 3.0, que faz de 0 a 100 km em poucos segundos, tomei uma verdadeira surra com o Palio da KK. Isso quando eu quase não deixava o carro morrer. Só vergonha. A KK esticava na estrada e eu quase furava a chapa do carro pisando fundo no acelerador, e o carro parecia botar a língua para fora. E o desespero de a KK sumir do mapa? Aff! Carro novo, com motor novo, não tem o mesmo desempenho que um motor já amaciado. O pobre do carrinho apanhou; e eu também.
Para piorar a situação, eu fui ouvindo Gabi cantarolar do Rio a São Paulo. Já não aguentava mais ouvir ela cantando. Teve uma hora que passamos por Caçapava, e eu falei para ela: “Caçapava” tem a sonoridade de um PQP (desculpem por isso), então, para não falar o palavrão de hoje em diante falarei CAÇAPAVA no lugar do outro, então, CAPAÇAVA, GABRIELA, PARA DE CANTAR QUE EU NÃO AGUENTO MAIS OUVIR VOCÊ CANTANDO!!!!!!!!!!!!!!!!! Quando não era as cantaroladas dela, era o “POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL”. Ela não podia ver uma placa da PRF que ela falava sempre a mesma coisa, e no mesmo tom: POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL. Depois de falar isso em pelo menos umas 8 PRF, quando chegou nas próximas eu tentei desviar a atenção dela falando outra coisa, e fazendo ela olhar para o outro lado da pista, e ela comentava ou respondia ao que eu falava, e concluía com “POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL”. Olha, ela conseguiu me irritar profundamente nessa viagem. Tinha hora que dava vontade de dar um pé no traseiro dela e largar ela no meio da estrada.
O desespero começou mesmo quando a noite começou a cair, já em São Paulo. Vocês conhecem casa geminada, não é? Já viram carro geminado? Era o meu com o da KK. Eu grudei tanto na traseira do carro dela que por várias vezes eu quase bati nela. E eu reparei que o povo de São Paulo é mais educado; dão passagem quando os outros dão seta. Aqui onde eu moro, dar seta tem o mesmo significado de “NÃO DEIXE EU PASSAR”. Ô povinho mal educado daqui, viu!? As pessoas fazem questão de acelerar só para a gente não passar. Só que como meu carro é grande, eu jogo mesmo o carro em cima para forçar a passagem e nem quero saber. Todo mundo acaba deixando eu passar na marra, com medinho de eu bater neles, afinal, “meu prejuízo é maior”. Não sei por que as pessoas são tão egoístas.
Bem, voltando a São Paulo, eu percebi que as pessoas lá são mais corteses; dão passagem para quem pede. Em um dado momento vi um carro entrando entre mim e a KK, e a mulher no banco do carona do carro abanando a mãozinha para fora pedindo passagem e eu, com medo de perder a KK de vista, acelerei para não deixar eles entrarem entre nós. Fico imaginando como devem ter me xingado e dito que sou mal educada!
Meu nervosinho era tão grande que eu comecei a suar como uma porca, então eu ligava o ar condicionado. Mas como o carro tinha o pequeno problema de queda de desempenho com o ar ligado, eu acabava desligando, para não perder a KK de vista. E assim, fui seguindo ligando e desligando o ar. E o medo de perder a KK de vista? Olha, foram maus momentos que só acabaram quando finalmente chegamos ao hotel em que passaríamos a noite.
Fizemos o check-in, tomei um banho e capotei. Infelizmente o colchão era mole demais, e eu acordei meio descadeirada. Tomei um banho, sequei o cabelo, fiz uma pequena produção na face e desci para esperar a KK. Pegamos os carros e partimos para uma nova aventura. Parecíamos perdidos em um labirinto. KK não sabia para onde tinha que ir, e entrava e saía das ruas, voltava ao ponto inicial e eu então cheguei à conclusão de que ela estava perdida. Ofereci o meu telefone para ela, para que pudesse usar o GPS dele. Ainda assim a coisa foi meio complicada. Só começou a melhorar um cadim quando trocamos de co-pilotos. Gabi foi para o carro da KK e o Maike veio para o meu. Finalmente chegamos ao nosso destino: a casa da irmã da KK.
A KK já tinha me falado que a irmã tinha muitos gatos. Passou de 4 gatos, pra mim, já é uma enorme população felina. Quando entramos na casa, já na sala vimos dois gatos em uma cadeira, outros dois em cada sofá. Subi para a sala de jantar, e mais um gato numa cadeira. Fui para fora, por outro lado, em direção ao quintal, e vi mais dois gatos. De repente, começou a pipocar gato para todo lado, e eu já não estava entendendo mais nada. Perguntei, então, inocentemente, à irmã da KK quantos gatos ela tinha. Esperando ela dizer uns 10, ela respondeu: 62! Quase pari. Gente, como alguém consegue ter tantos gatos? Eu normalmente não sou muito bem vista pelos felinos. Geralmente eles são bem arredios comigo, mas até que encontrei uns 4 que foram com a minha cara. O probleminha é que quase fiquei parecendo um gato também, de tanto pelo que ficou na minha roupa.
Fui ver o pacote de placas que tinha chegado da fábrica. Estávamos ansiosas para ver a nova prova da B. Quando abrimos o pacote, o que encontramos???? A antiga amostra da B. Quase enfartamos! Tanta ansiedade para nada. Tivemos então que imprimir a nova prova em papel para levar para as meninas no encontrinho, pois elas estavam todas ansiosas para ver a placa.
KK passou todas as coisas dos dois carros para a Dobló da irmã, porque cabia tudo, e partimos rumo ao local do encontrinho. A essa altura, a Nina já estava a caminho de São Paulo. Quando pegamos o caminho para o local onde seria o encontrinho, ela telefonou avisando que tinha chegado. Foi ótimo conhecer minha fiel escudeira em pessoa. Do jeito que ela falava que era gorduchinha, juro que tinha uma outra imagem dela. Seu “volume” não é nada parecido com o que eu imaginei; é bem mais magra! Mas é super simpática e adorável, como eu imaginei. Foi uma verdadeira mão na roda, pois ajudou demais no evento.
Chegamos lá, descarregamos o carro e arrumamos tudo. Algumas meninas que chegaram ajudaram também, e antes mesmo de terminarmos já tinha gente chegando. Foi uma avalanche de gente logo em seguida.
Arrumando as mesas
Uma das primeiras a chegar foi a nossa Vivik (Viviane Kermeci), que é super fofa! Olhem o que ela me deu!
A coleção Master HD da Lorena e 3 Ellen Gold, marcas que não tenho na minha coleção. Não foi um presentão? Obrigada, Vivi, AMAY!!!!
Nina também me deu um presente super cacante, que ela vai mostrar para vocês em breve. Nem vou contar o que é. Me deu também a base niveladora da Risqué, que tenho procurado aqui pelas terras tupiniquins e nunca encontrei. Amei o vidrinho!
Mais fotos do encontrinho:
Tinha muita gente. O calor estava brabo, com tanta gente. A fila imensa, para pagar. Mulheres enlouquecidas, pintando uma unha de cada cor. Me senti a própria celebridade, tadinha de mim, posando para fotos. Já perto do final do evento eu não aguentava mais ficar em pé. Minhas costas e pés me matavam. Mas se eu sentasse não conseguiria levantar. Quando todas foram embora, comecei a empacotar tudo, porque estava doida para cair na cama. Teria que acordar às 5 da manhã para pegar meu avião de volta para casa.
O tal empacotamento parecia não ter fim. Quanto mais cansados estamos, parece que as coisas demoram mais. Enfim conseguimos sair de lá, e fomos para um restaurante alemão comer um prato do qual a KK falou muito bem. Só que eu estava TÃÃÃÃO cansada, que se fosse formir sem comer para mim estaria ótimo.
Nina, Gabi, eu, Maike e KK na porta do Juca Alemão
Depois de comer maravilhosamente bem (o prato realmente era um esplendor), fomos para nosso hotel. Quase enfartamos, ehehhehehe. O quarto era imenso, mas o tamanho do banheiro era inversamente proporcional. O “box” era tão pequeno que não caberia nem uma cortina, então não tinha cortina. Tinha até um rodo para secar a chón para diminuir um pouco a patinhação do sapato na molhadeira do banho. Para a sorte de todas, a privada não entupiu!
Os travesseiros eram tão IRC que a Nina preferiu dormir sem um. Por sorte eu e Mary levamos os nossos, então pude dormir bem. O colchão desta vez era mais durinho, e eu amei, cansada como estava.
Dureza foi ter que acordar às 5 da manhã. Dormimos somente 5 horas, e levantei parecendo que nem tinha dormido. Estava o caco dos cacos, e super “animada”, pois ao chegar ao Rio ainda iria a um velório! Estão com inveja?
Nina, que iria pegar o voo só às 16 horas, resolveu sair conosco para tentar adiantar o voo dela. Tomamos café no aeroporto, nos despedimos e partimos, eu e Mary, rumo ao nosso “tão sonhado” velório. E Nina conseguiu mudar o voo dela para as 10 da manhã, e ainda teve a enorme sorte de não pagar um centavo por isso.
Gente, cheguei em casa um caco. Acordei hoje parecendo que precisava dormir mais. Mas tenho tanto trabalho que nem sei como farei. Acho que vou precisar abandonar vocês mais vezes, porque a coisa aqui anda feia. Um cliente que eu tinha despachado (recusei o serviço) hoje voltou implorando para eu fazer o trabalho imenso que eles pediram porque confiam somente no meu trabalho, aff!. Seria recompensador se não fosse tão desanimador. Sabe Deus agora quando conseguirei fazer minhas unhas novamente.
E para piorar, a unha do dedo que levou a tal pancada (a que comentei aqui, quando deu vontadinha de desmaiar) começou a crescer e está “saindo” debaixo da pele um buracão, cujo fundo é uma unha da finura de um plástico. Está meio apavorante. Vou ver como a coisa vai ficar, e dependendo, vou preencher o buraco com o Nail Rescue.
Bem, meninas, vou nessa porque estou realmente muito atarefada, com fome e cansada, ainda.
A Dory me ligou esta manhã soltando os cachorros porque deixei vocês órfãs esses dias todos. Como será daqui pra frente? Aff!
Bjs
Adri =)))







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