Espartilho – Vult

floral-rosa-antigo

Boa noite, garotas!

Hoje trago para vocês um “parece mas não é”: ESPARTILHO, da Vult.

Espartilho - Vult3

O espartilho é um rosa com uma tonalidade mais azulada, meio pálido. Não chamo isso de rosa antigo, porque na minha opinião rosa antigo puxa para o laranja, e não para o azul. Para quem gosta de rosas super discretos, caia dentro, pois ele é discretíssimo em peles claras. Nem parece esse rosa saidinho das fotos.

Espartilho - Vult

Quando passei a primeira camada normal, olhei atravessado… Pensei logo que era uma aguinha de batada, de tão transparente que pareceu. Na segunda camada eu dei uma caprichadinha, sem exageros, e cobriu otimamente bem. Jurava que só cobriria com 3 camadas.

*** ESTE ESMALTE  NÃO É  TOXI-FREE ***

A esmaltação com o pincel flat largo e arredondado na ponta é bem fácil. Secagem em tempo razoável e brilho lindo, que dispensa top coat

Espartilho - Vult2

Gosto muito de rosas, mas esse tom não é o meu preferido, pois fica muito apagadinho pra mim (não se deixem iludir pelas fotos).

E na sessão filosofia de hoje, disserto sobre a cultura da “descultura”.

Faço parte de um grupo de um curso de gastronomia no Face que tem pouco mais de 193 MIL membros. É óbvio que no meio de tanta gente, há muitas pessoas que se tiverem o ensino fundamental é muito. Até aí não há problema; o problema começa quando as pessoas começam a postar no grupo, cheias de orgulho, as fotos das suas “trufas de cocô”, “bolo de cocô”, “bala de cocô”, “pudim de cocô”, e tudo mais o que você possa imaginar de “cocô” que seja comestível.

No meio da multidão há diversas categorias de pessoas que comentam esses posts. Há os debochados, os sarcásticos, os que querem ajudar, os professores, os que acham só graça, os que dão “lição de moral”, os que poem lenha na fogueira, os defensores dos fracos e oprimidos, os sábios e os tolos.

Em um dos comentários, um homem disse à mulher que fez o post estas exatas palavras: “Esse acento não está num lugar adequado. Se for divulgar (o produto), retire o circunflexo. Não se acentuam as paroxítonas terminadas em O”. Pronto, foi o suficiente para começar uma chuva de repreensão ao pobre coitado que só quis ajudar a mulher a não passar vergonha perante seus potenciais clientes.

Eu nem gosto muito de comentar nesses casos, porque eu perco a paciência com esse pessoal que acha que ali é “lugar de divulgar receitas, e não de aprender português”; oi? Gente, o homem só quis ajudar a mulher, avisando a ela que se fosse divulgar seu produto, que usasse a palavra correta.

O doce pode ser um manjar dos deuses, mas se você vê na propaganda TRUFA DE COCÔ, fala sério, você se sente atraída a comprar essa trufa? (deixe de lado sua compaixão aos humildes analfabetos, por favor). Vááááárias pessoas comentaram que não comprariam a tal trufa se lessem cocô ao invés de coco (ou côco, como algumas pessoas ainda escrevem). Uma coisa pode não ter absolutamente nada a ver com a outra; ela pode ser uma exímia quituteira, e não saber soletrar o nome, mas penso que se ela souber apresentar bem o seu produto, caprichando nas palavras da mesma forma que deve caprichar na embalagem, ela só terá vantagem.

Até entendo o ponto de vista do pessoal, mas o homem não foi grosso nem indelicado em momento algum quando tentou corrigi-la. Para mim ficou claro como a luz do dia que ele só fez isso para ajudar. E no meio de meia dúzia de gatos pingados que entendeu a mensagem dele como deve ser, houve uma avalanche de falsos moralistas dizendo que “é falta de educação corrigir as pessoas”.

Eu, então, sou a falta de educação em pessoa, porque faço um esforço descomunal para não corrigir as pessoas (podem chamar isso do que quiserem). Não faço isso porque quero ser a tradutora phodona, mas porque eu teimo em acreditar que as pessoas são como eu, que querem aprender com seus próprios erros para serem melhores do que são, e que não se importam (e nem se envergonham) de serem corrigidas. Ledo engano o meu…

Eu sei bastante coisa, mas estou MUITO longe de conhecer o Português 100%. Sei que nos meus posts desde 2011 para cá há incontáveis erros que dariam um livro, mas muitas vezes eles passam despercebidos, mesmo eu lendo e relendo. Acontece!

Não consigo entender, sinceramente, como as pessoas veem outras cometendo erros como esses, a ponto até de passarem vergonha, e acham que o politicamente correto é engolir a correção e não ser indelicado (e deixar o ignorante continuar a ser ignorante). Se omitir ao ver pessoas desavisadas passarem vergonha por erros assim é de fato ter amor ao próximo? Ter a intenção de ajudar alguém a se tornar melhor é crime?

Questionaram por que o homem não foi “menos arrogante” e não a corrigiu por inbox. E ele, como professor que é (de fato), disse que alunos não devem ser corrigidos “no privado”, mas sim no coletivo, para que todos aprendam. Embora ali não seja efetivamente um grupo de alunos de escola, há milhares de alunos da vida. O que não falta é gente para aprender como se escreve coco corretamente. Eu já perdi as contas de quantas vezes vi lá pessoas diferentes escreverem COCÔ. É tanta gente, que lotaria o Rock in Rio.

Em um dos comentários alguém mencionou um dito popular que agarrei como meu lema pessoal: Corrija um sábio, e o fará mais sábio. Corrija um tolo, e o fará seu inimigo. Ou seja, os que são realmente inteligentes agradecem ao serem corrigidos (é claro, dependendo da forma como se ensina), pois sabem que essa correção contribui para seu próprio aperfeiçoamento. Os ignorantes, continuarão a ser ignorantes, e ainda vão ficar com raiva de você porque quis corrigi-los, achando, na mente limitada deles, que sua intenção foi faze-los passar vergonha.

Eu acredito que é por isso que este país não vai pra frente. É absurdamente grande o número de pessoas que se contentam (e são felizes) em ser ignorantes (leia-se burras) como são. E uma pessoa burra, na minha concepção, não é a que não sabe escrever, mas sim a que não quer aprender e evoluir.

Eu gosto de ter conhecimento e de aprender sempre. Posso ser fisicamente preguiçosa, mas intelectualmente, jamais serei, pois acho que pessoas com a mente aberta ao “novo” vão mais longe.

Acho que este é um assunto que deve ser repensado. Quem gosta de estagnação é mosquito!

Beijos

Adri :/

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
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8 respostas a Espartilho – Vult

  1. daisygaray diz:

    Não gostei muito do rosinha para nós, branquelas, mas já vi em mãos mais morenas, e achei bonito.
    A grande maioria das pessoas odeia ser corrigida, mas o pior é a falta de humildade com a pessoa que corrigiu. Daí criticam a “arrogância”, como se saber escrever e falar certo fossem coisas de gente metida a besta! Eu corrigia os colegas com o “mim fazer”, com “menas”, etc, e a resposta era: TU ENTENDEU, NÉ? Sim, eu entendi que tu é burro demais para aceitar que errou!…que canseira…
    Beijos

  2. Viviane Nobre diz:

    Adoro esses tonzinhos mais apagados, gosto sempre de ter rs, e os esmaltes da Vult tem me agradado muito pela qualidade. Adorei !!!
    Quanto ao texto, concordo com você, sou a chata que corrige e acho absurdo ser considerada chata sendo que estou (na minha cabeça) fazendo o correto. Quem é que gosta de falar errado? Quem gosta de ser taxado de burro por um erro as vezes bobo e que passa despercebido, porque lógico que todos estamos sujeitos a errar, mas existem infelizmente o povo que sente dó e não corrige ou ajuda a aprender. Brasil está cheio … beijos !!!

    • Obrigada pelo seu comentário Vivs!
      Certa vez um conhecido meu que ocupava cargo de diretoria em uma empresa na minha cidade estava em uma festa conversando comigo, quando de repente ele me sai com um “PRA MIM IR”. Eu o corrigi, e ele riu de mim e disse que “PARA EU IR” era muito feio e soava mal, e que ele não estava prestando concurso nenhum pra falar esquisito daquele jeito. Eu só olhei pra ele e disse que ele, ocupando um cargo de diretoria em uma empresa, ele devia ser o primeiro a querer falar corretamente, pois iria pagar mico no meio de pessoas mais cultas que participassem de reuniões com ele, e que tudo bem ele ignorar minha correção, afinal de contas, quem ia passar vergonha não era eu. Arrumei uma desculpinha e saí da mesa disfarçadamente indignada com a ignorância que imperava naquele cérebro de cupim. Burro…
      Beijos
      Adri

  3. Merlin diz:

    Gostei desse rosinha, usaria numa boa… mas aí já tenho 50 dessa cor… e chega de comprar cores repetidas 😛 Ontem dei uma ordem nos meus vidrinhos, mandei vários pro desapego e vi que tem coisas muito parecidas em quantidades assustadoras na minha coleção 😦

  4. Danielle Piratininga De Azevedo Leite diz:

    Dri… cada vez me identifico mais com você!!!! Ás vezes tenho preguiça desse povo…

    • Eu acho revoltante esse comportamento. Por isso que eu digo que o povo brasileiro é egoísta demais. Só cuidam do seu, e não querem o bem do próximo, como pregam tanto. “Querer bem” não é só dar amparo; é também ajudar a pessoa a ser melhor do que é. Pior é que as pessoas geralmente não querem melhorar; só querem se encostar nos outros. É comum deste povo, infelizmente.
      Bjs Dani
      Adri

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