Eva – Impala

Bom dia pessoal!

Não acho que essa cor de esmalte combine com cotoquettes, mas aí vai: EVA, da nova coleção de inverno da Isis Valverde, da Impala.

Eva - Impala

Ele é um marronzinho, cor de caramelo, com microbrilhinhos prateados, que ficam bem visíveis.

Nesta mani eu passei uma camada normal, e a segunda caprichei um pouquinho mais, e assim cobriu à satisfação. Porque fiz caca, duas das unhas estão com top coat, e duas não. Não vi nenhuma diferença no brilho, que é excelente.

*** ESTE ESMALTE É 3 FREE ***

Eva - Impala2

Já mencionei aqui em posts dos outros esmaltes da coleção o quanto estou  surpresa com a melhora da qualidade dos Impala, principalmente pelo fato de agora serem hipoalergênicos.

As cores desta coleção, embora não sejam nenhuma novidade, são cores que se encaixam bem na proposta de coleção de inverno, sendo cores “tradicionais” – algumas com um toque especial de microglitter – e que eu considero como sendo cores elegantes.

Eva - Impala3

Ainda tenho 3 cores da coleção para mostrar, o que farei em breve.

Por ora, ficarei curtindo minha dor de cotovelo, porque a menina que ia trazer o relógio de Londres para mim amarelou, e eu vou ter que começar o processo todo de novo, pedindo que me enviem pelo correio, rezando para que não me tributem o relógio, que já tinha 3 anos de uso. De qualquer maneira, já vou dar o relógio como perdido, porque se ele realmente se perder, já terei me conformado; simples assim!

Aliás, isso puxa um assunto bastante polêmico, que discuti ontem com minha mãe. Meu irmão vai vender a casa onde ela mora (que é dele), de forma que ela virá morar comigo. Só que ela está desesperada por causa dos móveis que tem, dos quais não quer se desfazer, já que na minha casa não tem lugar para eles. Eu briguei com ela, porque ela não pode se apegar tanto assim a coisas materiais. Pra vocês verem o nível de apego, minha mãe está numa fase em que quer guardar até caixinha de isopor de sanduíche usada!

Trazer os móveis, além de custar caro, já que a casa dela fica a mais de 300 km de distância da minha, não combinaria com nada na minha casa. Alguns móveis são móveis bastante antigos, de madeira-de-lei (jacarandá, preto) e mármore raro, cor-de-rosa, e que ela poderia ganhar um troquinho bom vendendo em algum brechó especializado em móveis antigos BONS. Ela, assim como eu e todas vocês, não vai precisar dos móveis quando morrer, então temos mesmo que ter desapego de coisas materiais. Ela deveria aproveitar o dinheiro dos móveis para passear, talvez, e curtir o tanto de vida que ainda tem.

Desta vida nada levamos, exceto as coisas boas que deixamos para trás, como a boa educação de um filho, para que ele possa ser uma pessoa melhor no futuro, e as boas ações, tornando melhor a vida de algumas pessoas pelas caridades que fazemos enquanto em vida. Mas debaixo de sete palmos, nosso corpo é só uma carcaça de carne e osso, como são os animais que comemos todos os dias.

Eu já fui uma pessoa apegada demais às minhas coisas materiais, mas a convivência com pessoas demasiadamente materialistas nos últimos anos se encarregou de me mostrar que coisas materiais não são essenciais para vivermos, como é o amor, a paz interior e a felicidade. Não amor de homem-mulher, mas AMOR DE SER HUMANO. O amor traz coisas boas, bons gestos, bons pensamentos, boas relações, bons sentimentos. 

Eu gosto de coisas materiais, claro, como todo mundo, mas não morro, não fico doente e nem fico dias sem comer se eu as perder, ou se estragarem, ou se me roubarem. Essas coisas fazem parte da vida, e assim como precisamos nos conformar com nossos entes queridos que se vão, temos que nos conformar com as coisas materiais e substituíveis que adquirimos na nossa vida, e que perdemos por alguma razão.

Para ilustrar melhor o que quero dizer, vou citar como exemplo a minha bolsa Louis Vuitton nova, que como todas sabem custa uma pequena fortuna. Ela é clarinha, forrada de tecido igualmente claro, cor de marfim. Na viagem de volta para o braseeeel, o copo de suco de laranja todinho entornou dentro da bolsa no avião. Eu peguei uma toalhinha que sempre carrego, sequei, mas ficou manchada de amarelo. Foi um acidente, PONTO. 

Já aqui no braseeel, eu deixei cair gordura de queijo derretido no tecido interno da bolsa, e não morri, não esperneei e nem fiquei arrasada. Limpei e segui adiante com minha vida, levando comigo minha bolsinha phyna, funcional e manchada para todo lugar. Tudo isso faz parte de USAR a bolsa.

O falecido quase morria quando aparecia um arranhão ou algum amassadinho no carro. Eu dizia pra ele: SE NÃO QUER QUE NADA ACONTEÇA AO CARRO, DEIXE NA GARAGEM OU VENDA E FIQUE SEM CARRO! Determinadas coisas não podem ser evitadas, assim como a morte. Eu me aporrinhei TANTO com o materialismo do falecido, que no fundo tenho que agradecer a ele, porque foi seu materialismo que me fez deixar de ser materialista. Perdemos MUITO tempo valioso da nossa vida ficando tristes porque algo ruim aconteceu a algo material nosso. Nos últimos poucos anos tenho valorizado demais a paz interior, e ignorar coisas superficiais que não afetam minha vida (efetivamente) foi uma das melhores coisas que eu fiz para ser premiada com minha paz interior.

Então, a moral da dissertação de hoje é: VIVA COM COISAS MATERIAIS, MAS NÃO MORRA POR ELAS!

Beijos em todas!

Adri 😀

 

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Esmalte nacional, Momento debate, Swatch com as etiquetas . ligação permanente.

20 respostas a Eva – Impala

  1. jubaoli23 diz:

    e eu aqui fazendo uma lista de metas, de muitas coisas materiais… #ShameOnMe hahaha
    mas é bem verdade: estamos em um mundo materialista e precisamos de algumas coisas, mas saber desapegar também é muito importante 🙂

    adorei o texto 🙂

    bjs

  2. daisygaray diz:

    Eu achei esse esmalte horroroso no vidro, mas nas unhas achei bonito e elegante. Só que não vou comprar, não sou fã de marrom, mesmo que tenha brilhinhos! Eu tenho medo de me tornar acumuladora, mas acho que só tenho preguiça de jogar as coisas fora. Não me apego a quase nada, mas tenho carinho por minhas obras de tricô e costuras, mesmo que não sirvam mais. Guardo pensando que a Mari pode usar um dia… minha vizinha era acumuladora e eu não conseguia entrar na sala dela, sem dar uma bundada nas dezenas de caixas empilhadas! Morria de medo de derrubar tudo e quebrar uma caixa cheia de vidros vazios! Meu problema ainda são os esmaltes…sou bem apegada a eles! Agora eu não tenho carro, mas quando eu tinha, não era como o falecido que só faltava não sair na chuva com o dele para não molhar. Então eu pegava o meu e fazia o serviço sujo, sem problema! Imagino que a tua mamis tenha uma história com cada móvel da casa, e seja difícil desapegar do passado. Minha vizinha começou a acumular, quando os filhos saíram de casa, e ela encheu tudo de lixo para não pensar no “ninho vazio”! Não deve ser o caso da tua mãe, mas se ela sempre teve sua própria casa, é uma grande mudança, que está mexendo fundo no emocional dela. Brigar não adianta, tem que ser paciente. Espero que vocês cheguem logo a um acordo e convivam muito bem!
    Lamento que a história do relógio esteja complicada.
    Beijos

    • Day, por experiência própria, acho que a Mari não vai usar seus tricôs… Palpite!
      E não sei mesmo qual o problema da minha mãe de querer guardar tudo que é caixa. Ainda mais ela vindo mesmo pra cá, não vou permitir que guarde lixo.
      E a história do relógio tem um promissor final feliz. Vamos aguardar
      Bjus
      Adri

    • daisygaray diz:

      Ela já pegou algumas blusinhas e vestidos, Adri. Os outros estão guardados pelo trabalho que tive fazendo…hauhuhauhau

    • Que bom então. As gerações mais novas parecem achar roupas de tricô cafonas. Ainda bem que ela ainda é da “safra” das que gostam! uhahuahuauhauh
      Bjins
      Adri

  3. Gentcheee, amayy ele mais ainda nazunha! Mto mais lindo q no vidro; preciso usar o meu.
    Concordo plenamente com o q vc disse sobre desapegar das coisas. Qdo morrermos ñ vamos levar nada! Mas dá peninha da sua mãe…
    Essa história do relógio tá rendendo, mas boa sorte!
    Bjs.

    • Ele é bonito, sim, mas não morri de amores por ele. Acho que é porque gosto mais de marrons avermelhados do que amarelados.
      E morri de rir de vc com peninha da “acumuladora” Sra. minha mãe!
      E quanto ao relógio, estou tentando outras fontes, mas como eu já disse, já dei por perdido.
      Bjus
      Adri

  4. danakscully diz:

    Olhei olhei as fotos e ainda não consegui decidir se gostei da cor desse esmalte. Como não quero mais inchar minha coleção com esmaltes dos quais gostei mais ou menos, acabei não o trazendo para casa.
    Sou da mesma opinião que você em relação a coisas materiais, embora eu ainda tenha umas recaídas de vez em quando (exemplo: não fiquei nada feliz por nosso vizinho ter batido no nosso carro e o orçamento do conserto ter dado 4.200 reais… tenho dó de gastar dinheiro com uma coisa que poderia ter sido evitada, entende? – não sei se ele vai topar pagar, apesar de ele ter batido no carro estacionado, ou seja, por burrada única e exclusivamente dele) mas veja minha evolução com meus esmaltinhos! 😛 E ainda tem outra coisa: dificilmente você me verá morrendo de vontade de comprar alguma coisa, pois simplesmente não ligo muito para nada. Só me rendo a Melissas (bem de vez em quando), esmaltes e cosméticos que me dêem uma sensação gostosa, como as coisas da Lush. Para você ter uma ideia, já perdi 8kg esse ano e continuo usando as mesmas calças, que por sinal viraram sacos de batata em mim. Sei que quando eu melhorar eu vou engordar. Se fosse outra pessoa iria correndo renovar o guarda-roupas. rs
    Beijo,
    Van

    • Não esperava, exatamente, que você gostasse desse esmalte, porque ele não é um esmalte “fofo”, rsrsrsrsr.
      Quanto ao carro, Gabi resolveu passar entre um ônibus e um carro. Calculou mal e amassou a lateral do meu carro, antes mesmo de ele completar um ano de idade. O que eu vou fazer? Deixei amassado, e quando for trocar de carro, o amassado vai junto. Não vou consertar. Vou perder um pouco de dinheiro, mas paciência. É como eu disse pro falecido: se não quero que amasse, deixo na garagem.
      Espero que você fique bem, amiga.
      Beijos
      Adri

  5. Liliane Franco diz:

    Adri, querida, também penso como vc. A gente não pode se apegar às coisas materiais, que são passageiras. Já o espírito é eterno e estamos na Terra para nos melhorar, crescer, evoluir. É isso que vamos levar quando partimos dessa pra melhor. Por isso temos que dar valor aos amigos, à família, àqueles que amamos e aprender a conviver com nossos desafetos, sem nutrir raiva ou outro sentimento ruim, porque isso só nos faz mal. Ajudar a quem precisa também é uma das maiores demonstrações de amor humano. Claro que precisamos das coisas materiais, mas o desapego evita muito sofrimento desnecessário. Quem dera um dia a Humanidade se dê conta disso!! Com certeza o mundo seria bem melhor…. Bjs

    • Pois é, amiga. Eu precisei de 48 anos (que serão completados no dia 12/10) para aprender um pouco que os valores materiais nada valem. O espírito tem que ser verdadeiramente alimentado pelo amor; amor pela vida, amor pelo próximo. Ainda estou numa fase de aprendizagem sobre a questão de dar a outra face. Mas já dou a outra face com mais facilidade do que fazia quando era mais jovem. Mas certamente, a felicidade não está num “pedaço de pau”, mas no abstratismo do sentimento amor (amor por si próprio, amor pela fé em Deus, amor por ajudar a quem precisa mais que nós). Mesmo quebrando a cara, eu estou sempre disposta a ajudar o próximo. Quero, sem dúvida, construir meu castelinho lá no céu, e reencontrar meu paizinho e bichinhos, e “viver” feliz.
      Beijocas e obrigada pelo seu comentário
      Adri

  6. Heuziwanne diz:

    Bravo pela aula de desprendimento!!!!

  7. Adri…tô contigo! Desapega que a vida fica mais leve. Não podemos virar escravos de “coisas”. Tenha um ótimo desapegado final de semana. bjs

  8. Míriam Viégas diz:

    Eu ainda sou um pouco apegada, mas principalmente às coisas antigas… Como meu pai sempre foi andarilho, nunca ficamos raiz em lugar nenhum, não tenho amigos que posso chamá-los de meus, não tenho amizades de infância, nem da escola. Então tenho apego às coisas que um dia me marcaram. Depois de várias mudanças perdi, extraviei, me desfiz de várias coisas, mas algumas ainda sou apegada. Principalmente às coisas da infância do meu filho. Sofro quando uma coisa some, ou quebra… Mas é a vida, quem sabe um dia consigo me desapegar total… Beijos!!!! E sorte com o relógio!

    • Eu já fui muito apegada também. Hoje as coisas estão bem diferentes. Posso dizer que meu desapego me tornou uma pessoa muito melhor. Aliás, eu decidi que para eu viver bem teria que me aborrecer e chatear o menos possível. Perder ou estragar coisas materiais são duas coisas que conseguem chatear MUITO uma pessoa materialista. É claro que não me importar com coisas materiais não me torna uma pessoa relaxada com coisas materiais. Tomo conta e cuido como se materialista fosse. A diferença é que não deixo meu dia se acabar se algum acidente ocorrer. Minha qualidade de vida mudou muito, pra melhor!
      Obrigada pelo comentário e votos de boa sorte com o relógio!
      Bjins
      Adri

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