Um Momento Delicado

Por do sol

Boa tarde meninas.

Hoje não teremos esmaltes. Aliás, vai demorar para termos esmaltes por aqui de novo, pelo menos da minha parte. Sábado passado três unhas quebraram no sabugo, quando voltamos do shopping com compras. Fui abrir a porta da mala do carro e ela escapuliu da pegada, daquele jeitinho que toda amante de unhas longas teme. Quando ouvi o barulho da porta batendo nas unhas, já imaginei que o estrago tinha sido grande, e foi.

Por um lado foi péssimo, pois eu estava parecendo um pavão, toda orgulhosa das manis lindas que eu vinha fazendo, mas por outro foi ótimo, porque assim eu dou mais atenção ao meu trabalho, que está MUITO carente de dedicação. Eu vinha gastando muito tempo com esmaltes, e isso estava me prejudicando, porque agora estou sozinha no trabalho, já que a pessoa que trabalhava comigo arrumou outro serviço.

Todo início de ano são contas e mais contas, impostos e mais impostos, taxas e mais taxas, e além disso, ainda tenho as despesas da famigerada separação, que finalmente acho que está andando pra frente, mas numa época em que eu estou tendo que apertar o cinto. Com tantas contas/impostos para pagar, e ainda a faculdade da Gabi, que me tomará MUITOS reais, a hora é de economizar e não gastar com coisas supérfluas.

Muitas vezes me pego lamentando a próxima viagem que farei, apesar de querer muito ir e principalmente dar a oportunidade da Gabi conhecer lugares lindos, que eu conheci quando tinha a idade dela. Se eu tivesse a opção de não ir, eu não iria. Só vou porque eu me comprometi com minha amiga. Da mesma forma que eu não gostaria nadinha de levar um bolo desses – programando férias muito desejadas e descobrir que teria que ir sozinha pela desistência da outra pessoa – não posso simplesmente dizer a ela que não vou mais viajar e achar que tudo ficará bem.

Até Gabriela está preocupada com as duas semanas de aula que perderá, entre aspas. Mas como vamos na época do Carnaval, então poderíamos dizer que vai faltar uma semana, já que teremos tantos dias de “feriado”.

E falando em Gabriela, ela hoje me mostrou a dura realidade da minha vida, e eu confesso que fiquei MUITO triste. Numa conversa com ela, em um dado momento eu falei: “quando você voltar pra cá…”. E ela imediatamente olhou pra mim e disse: “Eu não vou mais voltar”…

Gente, isso foi uma facada no coração… Perceber que o que eu mais temia finalmente vai acontecer, me partiu o coração. É claro que eu não pude conter as lágrimas que desceram lentamente dos meus olhos.

É difícil ter que tomar uma decisão. Gosto tanto da minha casa, mas gosto mais da minha filha. Ficar entre a cruz e a caldeirinha é uma situação que me tira da minha zona de conforto. Ficar perto da minha filha, que daqui pra frente só terá cada vez menos tempo para mim, significa abrir mão de tudo o que eu construí, abrir mão da minha linda vista para a lagoa, da brisa marinha fresca que entra pela janela do meu escritório, da amplitude da minha casa, do meu jardim e temperinhos frescos, dos meus animais… São muitas coisas das quais teria que abrir mão. E como eu disse, daqui pra frente terei menos Gabriela na minha vida, pois ela começará a faculdade, e talvez em breve tenha que arrumar um emprego, daí virão as festas, e quem sabe encontre um amor, e obviamente o pouco tempo que ainda conseguisse ter para mim, acabaria de vez.

Então fico me perguntando: será que vale a pena sair da minha zona de conforto, abandonar tantas coisas de que gosto, e enfrentar uma selva de pedra em nome de alguns pouquíssimos minutinhos por dia com minha filha? Ou será que é melhor continuar com um lugar que me dá paz e esperar que ela volte como “visita”, para passarmos bons momentos juntas? Se eu pudesse levar minha casa embora daqui, seria perfeito!

Não sei o que fazer, não sei o que pensar, mas sei que essa decisão, somente eu posso tomar (rimou!). Acho que o melhor a fazer é deixar o vento levar meu barco. Acredito que as coisas acontecem quando têm que acontecer, e que o melhor é não ficar com síndrome de peru de Natal. Morrer de véspera sempre foi uma característica minha, cujo comportamento tenho buscado não ter mais, e acho que até tenho me saído bem.

Outra coisa que não contei a vocês, é que a Thais disse que está procurando outro emprego, para poder voltar para o Rio. A empresa que está de olho nela só poderia contratá-la no próximo semestre, e só então saberei se ela irá mesmo ou não. Terei que voltar à estaca zero e procurar outra pessoa. Por isso, concluo que o melhor na vida, é não se apegar a nada, pois assim a gente sofre menos.

Então é isso, meninas. Acredito que passarei por um momento de reclusão. E espero que vocês não esqueçam de mim, porque eu sou um ser humano e tenho problemas como todo mundo. Às vezes preciso ficar sozinha. Quem sabe, quando minhas unhas crescerem de novo, eu volte mais animada, ou fique menos deprimida.

Beijos em todas, e tenham uma ótima semana.

Adri

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Sobre Adri Portas

Tradutora, Blogueira e Filósofa (da vida)
Esta entrada foi publicada em Abobrinhas. ligação permanente.

17 respostas a Um Momento Delicado

  1. Viviane Sgarzi diz:

    Adri, retornei das férias na semana passada e como estava em um lugar onde a internet é “banda lerda”, não pude acompanhar seu blog no último mês. Hoje tirei um tempinho para me atualizar das coisas que gosto e que estavam relegadas ao último plano… Deparei-me com esse seu texto tão sincero e permeado de tantas emoções e verdades. Você me emocionou pela delicadeza do momento e por me remeter à minha própria experiência de “ninho vazio”.
    Sei o que está sentindo e desejo profundamente que você encontre paz na escolha que fizer.
    Beijo no coração e felicidades para Gabi,
    Viviane

    • Olá Vivs!
      Obrigada pelas palavras. Na verdade estou levando isso melhor do que imaginei. Acho que é justo porque sempre fui uma pessoa acostumada a ficar longe de quem amo. Não estou sofrendo 1/3 do que pensei que sofreria, graças a Deus.
      Obrigada mais uma vez.
      Bjs
      Adri

  2. jubaoli23 diz:

    essas coisas são realmente delicadas e algumas, não depende de você escolher, Adri!
    mudanças sempre geram desconforto, mas são muitas decisões, pense com carinho em cada uma delas! 😉
    tudo será resolvido, falo isso, porque também sou de “morrer de véspera” e quando me preocupo menos, as coisas se resolvem. Aliás, querendo ou não, elas vão se resolver!

    Unhas quebram e crescem novamente, ok? ^^

    bjo grande e respira fundo! 😉

  3. Adri, eu sempre venho passear por aqui e leio as coisas quando dá…. pense com calma, mas na minha humilde opinião, ficar no seu porto seguro (na sua casa, seu lar) é uma forma de ser feliz e de deixar ela feliz!!!
    Mas é claro que a decisão é sua!!!
    beijocas

    • Sabrina, querida, eu realmente estou pensando assim, sabe?
      Eu quero que ela seja feliz, pois está muito empolgada com o fato de morar sozinha com a amiga, e com a bagunça que finalmente conseguirá fazer na casa, sem mãe chata pegando no pé. Só me preocupo com a segurança dela, mas tenho que entregar a Deus.
      Obrigada pelo seu comentário, amore.
      Bjs
      Adri

  4. daisygaray diz:

    Estou enfrentando isso pela segunda vez, e não ficou mais fácil! Na primeira, a distância era maior, a Mari foi sozinha para outro estado, e nunca tinha ficado nem uma semana sozinha em casa! Ficou quase dois anos em São Paulo e voltou. Agora resolveu montar seu cantinho, e ter sua vida própria, o que entendo e apoio. Desta vez, vai morar perto, posso ir andando até lá. É o crescimento das nossas crianças, Adri, mas nós também crescemos com elas! Mesmo assim, dói…só agora penso o que minha mãe sentiu quando casei e fui morar em outra cidade, em um tempo que telefone era raridade, e ela odiava escrever cartas. Eu escrevia, mas nunca tinha respostas. Hoje as distâncias são menores e tudo é mais fácil, embora as pessoas compliquem um pouco. Mas concordo contigo: vai deixando o barco andar um pouco, não precisa se precipitar! Acho que logo tudo vai ficar bem!
    Beijos

  5. Liliane diz:

    Oi, Adri, querida, não fique triste. Eu não tenho filhos (e não pretendo tê-los), mas sei que minha mãe também sofreu muito quando eu e meu irmão fomos embora de casa. Mas, em compensação, depois que eu saí de casa, a minha relação com ela mudou, mas não para pior. Ficou diferente. A gente conversa muito mais pelo telefone sobre milhões de coisas e, quando vou visitá-la, é só alegria! Como é bom matar a saudade da mamãe! Acho que vai ser assim também com sua filha. Ela não vai deixar de te amar. Só vão diminuir os momentos que vcs vão passar juntas, mas, por isso mesmo, vão ser mais especiais. Por isso, nada de pensar em não viajar. Aproveite esse oportunidade para cutir a vida e curtir a filhota. Além disso, vc nunca estará sozinha! Tem seus bichinhos, suas amigas físicas e todas nós virtuais do seu blog, que sempre mandaremos energias boas! Sei que vc precisa trabalhar, mas não deixe de esmaltar as cotoquetes! Faça isso por você, é o que gosta, é o que te dá prazer! Além disso, vc é super criativa e suas manis cotocas ou compridetes são sempre um arraso! Bjs

    • Lil, não quero de forma alguma desmerecer nenhum dos preciosos e importantes comentários que já foram feitos aqui, mas o seu em especial foi um que me fez chorar. Penso que seja porque foi o ponto de vista de alguém que já abandonou o colinho da mamãe e alçou voo solo. Sua opinião e mensagem foram realmente consoladoras.
      Nem tenho muito o que dizer, amiga, a não ser agradecer por saber que você e tantas outras queridas estão comigo na alegria e na tristeza.
      Obrigada pela força!
      Grande beijo!
      Adri

  6. Oi Adri!
    Não poderia deixar de comentar esse post, mesmo que pelo celular. Meu coração está apertado aqui e eu não consegui me conter e estou chorando pelo momento que você está vivendo. Meu nariz que já estava entupido agora foi pro brejo. Juro que a coisa que mais quero nesse momento é aliviar toda a tristeza, toda a angústia e indecisão que tomaram conta de ti. Mas não dá, né? Adri, não vou te dar conselho algum, pois sou péssima nisso, mas me arriscarei a revelar minha opinião. Bem sei que Gabi é sua vida e te doerá muito estar a mais do que 20 minutos dela. Por mais que você ame sua casa, pense com carinho numa mudança sim. Você não precisa morar com a Gabi, mas tenho certeza de que a consciência de que você está próxima a ela te fará bem. E uma mudança não significa abandonar seus bichinhos. Eu precisei mudar por 1 ano para um ap de 74 m2 e levei três dos meus cachorros e um papagaio dentro de um viveiro!!!!!!!!!! Você não precisa ir para um lugar tão pequeno. Sabe aquela história do tudo vale à pena quando a alma não é pequena? Então… Vale à pena continuar em sua casa no vilarejo, assim como vale à pena mudar para o agito do RJ. Tudo depende da sua vontade no momento da decisão. Ao invés de pensar que qualquer uma das duas coisas te deixará incompleta, pense que qualquer uma das duas decisões te trará coisas boas. Ó, fale com um montão de gente e tente entender os motivos que levam as pessoas a terem opiniões diferentes sobre esse mesmo assunto. Acho legal você decidir de acordo com o seu coração mas sempre ajuda ouvir pessoas que te querem bem, né?
    Beijinhos e muita tranquilidade aí,
    Van

    • Van, obrigada por tudo, e por estar comigo, assim como tantas outras grandes amigas como você. Eu não vou tomar nenhuma decisão agora. Vou só cogitar a possibilidade, mas não vou trabalhar com afinco para que a mudança aconteça. Vou visitar Gabi e a amiga alguns dias, ficarei com ela por lá, no apartamentinho apertado, mas no “mundo civilizado”. Sei que ela está bastante empolgada com o fato de morar sozinha com a amiga, e essa experiência é uma coisa que eu não quero atrapalhar. Acho que ficar uns dias com ela algumas vezes servirá para eu decidir se será bom ou não para mim ir para lá de vez. Fato é que eu acho que o espaço que eu tenho aqui, onde passo todo o meu dia, é uma coisa que me faz muito bem, pois amo minhas coisas e minha casa, como já falei. Não sei se ficar infeliz porque fui para um lugar apertado ou movimentado demais valerá os poucos minutos que ficarei com Gabi. É descobrir um santo para cobrir outro.
      Vou deixar as coisas acontecerem. Na hora certa a decisão certa será tomada, tenho certeza.
      Grande beijo e obrigada pelo apoio.
      Adri

  7. CandyAngel diz:

    É uma tendência isso de nos “PréOcuparmos” e uma luta para não o fazer 😉
    Seja qual for o caminho que escolhas desejo que sejas feliz nele. Eu sou da opinião que não se pode fazer a vida focada nos filhos mas ainda não tenho nenhum por isso sinto-me sem legitimidade para falar ;D
    Ah e unhas curtas estão na moda por isso que tal cortar todas e mostrar coisas lindas na mesma? Sem stress nem usando muito tempo… só para ir dizendo olá ;D

    BJS **

    ps- recebi dias depois numa troca os tons perfeitos para reproduzir a tua mani que disse que fiquei com vontade de copiar ;D agora vai para a fila lol ** *

    • Catita, amore, obrigada pelas palavras.
      Todas as unhas já estão curtinhas, mas as que quebraram no sabugo estão arredondadas, e deixei as que estavam perfeitas quadradinhas, então a coisa está meio chulé! Não quero arredondar todas, pq tenho horrorzinho de unhas arredondadas, como se um dia eu não as tivesse achado tão lindas… =/
      Com sorte, eu consigo a outra mão mais rapidamente, hehehe, pois o estrago foi menor.
      Bjus amore
      Adri ❤

  8. Juraci Prieto diz:

    Adri,
    Entendo perfeitamente o momento que está vivendo,a tão temida Síndrome do Ninho Vazio.
    Me encontro na mesma situação,tentando me livrar desse desconforto emocional,me convencer de que os os filhos crescem e vão cuidar da vida, constituir família ou simplesmente são levados pelo desejo de sair de casa, de manter uma independência financeira, de construir a própria trajetória profissional.Que é natural e eu deveria enxergar assim,mas está difícil.
    Para nós que temos somente um filho é ainda mais complicado.
    Mas tenha fé que vamos voltar ao casulo ,fazermos nossa metamorfose e voltarmos ainda mais fortalecidas.
    Afinal,cuidamos muito bem do jardim e,com certeza as borboletas voltarão.
    Fique com Deus.
    Beijos.

    • Ju, querida, obrigada pelas palavras. Sei que me esforçarei para me sair bem. Farei o meu possível e impossível, afinal de contas, essa era uma coisa que eu sempre soube que aconteceria.
      Vamos ficar bem, se Deus quiser.
      Grande beijo, amiga
      Adri

  9. Izaura Moreira diz:

    Oi, Adri! Fiquei meio triste lendo o teu comentário, talvez porque também passei por uma decepção recente com uma pessoa. Se bem, que sabia que não ia dar em nada. Mas sei que quem saiu perdendo foi ele, não eu!! O problema, como voce comentou, é que eu morri na véspera..rsrss ao invés de curtir e deixar rolar os meus dias com tranquilidade sem alimentar esperança! Mas voltando a voce: sinceramente não sei o que dizer….confesso que minha opinião seria ficar no teu conforto (pois isso vale muito hoje em dia) e ver tua filha quando puder, pois mais cedo, mais tarde ela terá vida “própria”..entendeu?!? So te digo uma coisa: não te feche pro mundo como eu faço muito…A vida passa e a gente deixa de curtir muita coisa…conhecer pessoas legais…lugares legais (isso tu faz bastante..:o))) Contigo eu aprendi a me jogar mais nas vida, sabe…Ontem, domingo, fui pra Tres Coroas fazer Rafting com um pessoal! Guria, gostei tanto que repeti a dose no mesmo dia…tô toda dolorida mas feliz da vida…nas minhas ferias, em março, quero ir pra Cancun, Aruba ou San Martin. Pena que as coisa estão meio complicadinhas pra ti senão eu te convida pra ir junto, pois vou sozinha (me inspirei em ti, lembra). Tem um colega que ja foi pra la e ta me dando dicas..Vou me jogar com tudo e começar a curtir a vida fazendo o que mais gosto: conhecer lugares e pessoas!!!
    Te desejo MUITA LUZ neste momento de decisão e que ela saia do coração pra te deixar tranquila, feliz, sem culpa, medo ou remorso, minha amiga!!

    PS: Como eu disse para uma amiga dias desses: o que vale é a intensidade do encontro, a verdade do sentimento naquele momento do encontro, não o tempo que ele dura. O que vale mais: 10 anos infelizes ou um relacionamento maravilhoso de 2anos que te compensaram por toda a vida!!!

    Tenha uma excelente semana!

    …adorei a foto do cachorrinho…quase chorei..

    • Minha amiga querida, fico feliz que possamos aqui neste cantinho aprender umas com as outras. Todas nós certamente passamos ou passaremos por situações semelhantes, umas mais intensas, outras menos, mas tudo faz parte da vida normal de um ser humano. Não me fecharei para o mundo de forma alguma. Estarei sempre aberta, e ciente de que trancada em casa só poderei ficar eternamente sozinha. Mas o problema é que eu também não quero ser estorvo na vida de ninguém, e muito menos ficar “segurando vela” para KK e Maike, que são os amigos mais próximos que tenho. A tendência, invariavelmente, é ficar eternamente sozinha. Mas certamente eu farei como você; quando puder, viajarei, mesmo que sozinha.
      Grande beijo, e pena que vais para esses lugares legais tão no início do ano. Se fosse mais pra frente eu até arriscaria ir contigo e fazermos uma BOA FARRA, e enchermos a cara de tequila!
      Beijos ❤
      Adri

Obrigada pela visita e pelo seu comentário!!! <3

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