Olá, meninas!
Meu dia hoje começou de uma forma nada agradável. Eu ia pintar as madeixas, e já ia me preparar para isso, quando Mary veio choramingando dizendo que nada ouvia. Ontem à noite ela foi dormir sentindo o ouvido doer.
Desanimada, pois sabia o parto que seria arranjar médico, liguei para o dono de uma clínica aqui em Macaé, que é conhecido meu, e pedi que me ajudasse na faina. Minha cidade, definitivamente é o pior lugar do mundo em termos de médicos. O Zimbabwe deve ter mais médicos que aqui! Combinei com esse conhecido de dar um pulo na clínica dele, que é especializada em medicina do trabalho. Lá, o secretário me auxiliou tentando arrumar uma marcação de consulta em qualquer um dos parcos médicos otorrinos da cidade. Ligou para um, não trabalhava hoje, ligou para outro, também não. Sexta-feira, já viu, né? Ninguém tem direito de passar mal na Sexta-feira. Fim de semana, então! Melhor rezar pra só passar mal de Segunda a Quinta, e assim mesmo, das 9 as 16h. Isso me faz, lamentavelmente, lembrar de algo desagradabilíssimo…
Eu nunca gostei de futebol. Argh! Se tem algo que me arrepia e me faz sentir como um gato tomando banho, é futebol. Ouvir jogo (por tabela) em rádio, então! Gesuis! Dá aflição! Em 2006, no primeiro dia em que o Brasil jogou na Copa do Mundo, 13 de junho, meu pai estava numa maca, morto, no hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro, esperando para ser liberado para ir para o IML para os procedimentos corriqueiros. Eu tinha acabado de chegar de Macaé. Por causa da porrrrrrrrrrcaria do jogo, não preciso dizer que meu pai só foi liberado depois do jogo, né? Eu, que já detestava futebol, passei a odiar, com todas as minhas forças. Copa do Mundo? Nunca me chamem para assistir. Fico com o headfone o dia inteiro nos ouvidos ouvindo música no volume 1000 só para não perceber qualquer vestígio de jogo do Brasil. Copa do Mundo era a única forma de eu assistir futebol, porque queria torcer para o Brasil. Mas hoje, só de falar a palavra Copa, já sinto calafrios e raiva mortal. Foi um momento horrendo, pois juntei a enorme dor da perda e tristeza por não ter me despedido dele, com o ódio que eu estava sentindo, pelas pessoas que deviam estar comendo biscoitos na frente da TV torcendo pela droga desse Brasil. Nunca vi um hospital tão imundo, tão horrível e tão vazio, onde todos fingiam que estavam esperando providências de outra pessoa para justificarem o fato de só quererem fazer alguma coisa depois que a meleca do jogo acabasse.
Bem, diante da notícia de que não havia nenhum otorrino disponível na cidade para atender minha filha, fomos para o Hospital Municipal. Por sorte não estava cheio, mas o médico não tinha chegado ainda. Para encurtar a história: ficamos nessa agonia, sem saber se iríamos ou não ser atendidas, mas depois de meia hora, finalmente conseguimos. Por causa de uma inflamação nos ouvidos, porque dona Mary exagerou na cutucação com cotonete, e depois de tanto arrancar acidentalmente as casquinhas do machucado que já perdia o fôlego, tentando cicatrizar, finalmente as batérias tomaram conta e a infecção fechou o canal auditivo dela, de forma que parou de ouvir direito. Resultado do evento: 100 pratas de remédio! Mas pelo menos não tive que pagar consulta. Na hora do almoço ela falou: “Nossa, estou ouvindo minha mastigação como se estivesse em uma caixa de som, de tão alto!”. Agora ela sabe porque eu paro de mastigar quando alguém fala comigo na hora do almoço! A vida de surda não é nada fácil…
Nós, que vamos amanhã para o Rio, já havíamos até pensado em ir hoje, para ver se conseguiríamos um atendimento por lá, já que aqui a coisa é triste. Realmente por um milagre, o Hospital Municipal tinha um médico e estava vazio!
Acabei não trabalhando nada hoje. Como resolvemos ir de carro para o Rio, tivemos que voltar ao centro para cancelar as passagens de ônibus que compramos, afinal, não poderia perder os quase 100 reais que pagamos. Como Mary reclamou que a geladeira está cheia de espaço vazio, demos uma passadinha no Hortifruti para comprar umas coisinhas básicas também, e acabei comprando um BROWNIE, VIU DONA NINA?????????????????? Fifi já estava quase tendo filhotes de desejo, porque a SENHORA ficou esfregando aquele brownie na minha cara, lá no FACE!!!!
Trouxe para vocês hoje um dos esmaltes que a 5Cinco enviou: o Cancun, da Coleção Beach.
É do mesmo jeito que o Salmão. Aguadinho, infelizmente. Na mani abaixo, foram 3 camadas gordas. E não passei top coat. São as unhas falecidas de Mary…
Depois, Mary resolveu dar uma carimbada.
Bem, meninas, é só por hoje. Como vocês já sabem, estou indo para o Rio amanhã, e só retorno na Segunda-feira. Fiquem bem!
Bjs
Adri =)))






Deixe uma resposta para Deise Garay Cancelar resposta