Dia 11 – O Retorno

Olá garotas!

Faço o post do dia 11 no dia 12 (hoje), porque fiquei sem condições de postar ontem.

Ontem, no décimo primeiro dia da viagem, e dia de retorno às terras tupiniquins, acordamos às 6:20 com o iPhone da Gabi berrando. Levantamos, nos arrumamos, demos uma geral nas malas, colocamos as capas nas malas e descemos para deixa-las na recepção enquanto tomávamos café.

Tomamos nosso café, catei um croissant para comer na viagem e descemos, onde o motorista do taxi que reservamos no dia anterior já estava à nossa espera.

Colocamos as coisas no carro e rumamos para o aeroporto, onde pagamos absurdos 80 euros, sendo que o cara da recepção do hotel tinha dito que não passaria de 65. Então fica a dica aqui: quando reservarem taxi no dia anterior, peçam que informem o preço antes, porque nunca sabemos se o espertinho do motorista está querendo levar algum por fora, dos desavisados, já que não tinha taxímetro, e foi “preço fechado”.

Descemos no aeroporto, fui ao guichê do Global Blue, para ver a questão do reembolso do VAT (imposto) sobre a compra da minha bolsinha linda, e depois fomos para o check-in da British Airways, onde tivemos que despachar não só as malonas, mas também as malinhas, porque as ditas já couberam em tudo que é buraquinho de medição de bagagem de mão, mas no bendito buraquinho de Paris não entrou nem por um casal de macacos, só por causa da rodinha. Ah, se as rodinhas fossem removíveis…

Carimbamos o passaporte, passamos na segurança e sentei para esperar o horário do voo, enquanto Gabi gastava todas as moedas, que pesavam na minha bolsa. Ela quis levar macarrons, e desta vez soubemos que o grande lance é comprar “no lugar certo”, porque comemos uns horríveis em outros lugares, que tinham gosto de suspiro vencido. Estes que ela comprou estavam muito gostosos, e me fizeram mudar de opinião a respeito desses alfajores metidos a besta. E enquanto esperava a hora do embarque, fazia o post do dia 10.

Deu 10:20, e finalmente entramos no avião. Gabi na janela, eu no meio e ao meu lado, no corredor,  uma jovem braseeeleira que tomou todas as cachaças que podia na noite anterior, porque a bicha estava exalando um bafo de álcool tão forte, enquanto dava cabeçadas no seu sono de pinguça, que acho que se acendesse um fósforo, explodiria o avião. Difícil mesmo estava sendo aguentar o cheiro de álcool com bafo de cabo de guarda-chuva, afffff! Me fez lembrar o falecido, quando chegava das suas muitas noitadas de cachaça. Pelo menos ele, eu podia mandar dormir em outro lugar pra não ter o dissabor de ficar perto da catinga de cachaça, mas ali no avião não tinha como. E só de raiva, pedi pra Gabi filmar as cabeçadas que ela dava, enquanto dormia, que nos fizeram rir muitas vezes. Essa vai pro Youtube!!!

Descemos no aeroporto de Heathrow, em Londres, e lá na saída do avião estava uma funcionária da British Airways que nos entregou um cartão cor de laranja neon que dizia EXPRESS BOARDING, pois tínhamos somente 1 hora até o nosso próximo voo sair, e o aeroporto estava cheio. Seguimos as instruções que nos foram dadas, pra que não perdêssemos o voo, e fizemos tudo na mais absoluta pressa. Ao passarmos na segurança (raio-x), na pressa, acabei deixando meu relógio de pulso na bandeja. Só dei falta dele quando fui olhar a hora, depois que já havíamos pegado uma espécie de trem até outra ala do terminal. Não estava no meu pulso e nem na minha bolsa.

Arrasada, pois eu adorava aquele relógio, passamos no balcão de informações da British Airways, antes da área de embarque. Lá a moça telefonou para a área de segurança e perguntou sobre o relógio, que disseram não estar lá. Então, ela me passou um link de achados e perdidos do aeroporto, para que eu pudesse já do braseeel tentar rastrear o relógio nos dias que se seguissem.

Embarcamos, então, num voo que parecia nunca ter fim. Gabi sentou na fileira do meio do avião e eu na da janela. Estávamos separadas por 2 assentos e um corredor, e ela se sentia mal, com dor de cabeça e febril. Pra piorar, a velha senhora que se sentou ao lado dela era uma antipática.

Depois de ter assistido pelo menos dois filmes e ter almoçado, quando eu pensava que nada podia ficar pior, tomei um banho de suco de laranja, por causa do aperto do assento da classe econômica. Um dia voarei de novo de primeira classe! (uma vez voei de primeira classe por causa de overbooking, quando a companhia aérea vende mais assentos de econômica do que teria disponível). Só sei que não preguei o olho nessa viagem. Foram 13 horas de voo. Teve até jantar.

Chegamos ao aeroporto e fomos esperar as malas. Acha que a onda de azar terminou? Hehehehe Gabi estava com fortes sintomas de resfriado, com dores no corpo e tudo mais, andando se arrastando. Além disso, as malinhas de mão que foram despachadas não estavam no nosso voo, e só chegariam hoje à noite, e a companhia aérea ficou de entregar as ditas aqui no apê da Gabi.

Passei rapidamente no Free Shopping para comprar um chocolatinho pra dar pra minha amiga que fica sempre com meu carro quando viajo, e saímos batido. Estava clamando por uma cama.

Acordei esta manhã e fui olhar o link dos achados e perdidos. Meu reloginho não estava lá. Olhei no site da Michael Kors para ver se compraria outro, e para minha imensa tristeza, não vende mais o modelo do meu, que tinha madre-pérola no visor dos números.

Passei o dia inteiro hoje dormindo e colocando o sono em dia, pois por causa dos posts que eu vinha fazendo, eu só dormia 6 horas por noite. E agora à noite apareceu, finalmente, um Michael Kors na lista de achados e perdidos, que eu tenho esperança que seja o meu (tomara!!!!). Já preenchi o formulário de reclamação, onde tenho que colocar todos os detalhes sobre o relógio, certamente para provar que é meu, e vou ter que esperar as investigações.

Estou agora esperando as malinhas chegarem, na torcida para que entreguem hoje ainda, pois meu pen drive com todos os arquivos importantes do meu trabalho está numa delas. Sem esse pen drive estarei frita. Minhas unhas, um lixo, vixe maria!

E agora, farei alguns comentários gerais sobre essa viagem, que poderão ser aproveitados por quem queira ir a Paris:

Adorei o hotel (Tim Hotel Tour Montparnasse). É simples, tem um preço acessível, fica numa área excelente, com vasto comércio e restaurantes, e “do ladinho” das galerias Lafayette em Montparnasse, além de ter uma estação de metrô em cada ponta da rua. O café da manhã era bom, com ovos mexidos, 3 tipos de queijo, presunto, iogurtes, bolos, geleias, Nutella, salada de frutas, umas 3 variedades de pães e croissant salgado e doce, além de chás, café e leite e chocolate em pó. Tem ainda o tal dispositivo que dá acesso à internet por toda a cidade, que eu não consegui pegar porque é concorrido demais, mas que é gratuito.

O lance é ficar no hotel em dias que incluam um domingo, por causa da feirinha que eu perdi, mas que deve ser mega maneira, pois havia muuuuuuitas barraquinhas no calçadão, que é bem longo.

Sugiro que comprem o ingresso do Louvre pela internet, para que não precisem entrar na fila anacondesca que tivemos que entrar (a dos sem ingresso).

Paguei 24 euros por um bilhete múltiplo de metrô para 3 dias (uso quantas vezes quiser). Havia a opção de 10 bilhetes únicos a 15 euros, se não me engano, e cada bilhete único custa 1,70. Para trocar de linha, geralmente não é necessário pagar, mas peguei uma exceção, como puderam ler no desenrolar da minha viagem.

Há muitas máquinas de venda de bilhetes, mas elas só aceitam dinheiro certo ou cartão de crédito. Para adiantar o seu lado, já que na volta para o hotel estamos sempre podres de cansados, compre sempre o bilhete de volta quando comprar o da ida (caso não compre o lote de 10 ou o múltiplo). Assim você não perde tempo entrando em fila de novo.

Comer na Europa é muito caro (se convertemos o valor em reais). Custa no mínimo 13 euros, para um prato de massa. Com carne, passa fácil dos 18 euros. A dica então é apelar para os crepes, que custam em torno de 6 euros, ou então comprar saladas prontas ou sanduíches naturais nos mercados, que custam em torno de 5 euros.

Se puderem, comprem em mercados garrafas grandes de água ou chás, para encherem garrafas menores para levarem na bolsa (deixe o que sobrar no hotel, para encher as garrafinhas depois, de novo). As caminhadas realmente cansam, e ficamos com sede facilmente. Neste verão sem-vergonha, saíamos com 14 graus de temperatura, então a bebida ficava fresca o tempo todo, na bolsa. A garrafona de 1,5 litro custou 2 euros no mercado, que é o mesmo preço de 600 ml nas máquinas de venda nas plataformas do metrô.

Negociem sem dó o preço dos souvenires. Eu falei pra moça de uma loja que tinha visto o preço da canequinha a 3 euros em outra loja (a dela era 4), e ela baixou na mesma hora para poder vender.

Não esqueçam nunca de começar qualquer conversa com um BONJOUR (de dia e à tarde) e BON SOIR (à noite), e SEMPRE com um sorriso no rosto. Os franceses AINDA são meio arredios com turistas, e um sinal de simpatia e educação da nossa parte sempre surte um bom efeito. E não perca a oportunidade de dizer que é brasileiro, porque eles gostam de brasileiros, mesmo que falem inglês (não gostam muito de americanos).

Então é só, garotas. Como eu já disse antes, minhas unhas estão um lixo (sempre ficam, quando viajo), mas vou tentar começar a postar algo mesmo com elas sabuguettes.

Grande beijos em todas, e pensamento positivo, para que o relógio que está na lista seja mesmo o meu, e que eu consiga recuperá-lo de forma fácil.

Adri :D

Dia 10 – Farofa à Braseeeeleira em Paris

Bom dia amigas!

E chegamos ao último dia da nossa viagem. Escrevo somente hoje, no dia 11, porque ontem o dia foi puxadíssimo, e tínhamos que dormir cedo para acordar hoje cedo para viajarmos de volta às terras tupiniquins.

Acordamos ontem e tomamos nosso café, com aquele delicioso e inesquecível croissant. Antes de sairmos, passamos na recepção e pedimos para o carinha lá agendar um taxi para nós hoje às 7:30. Saímos com 14 graus lá fora e sem chuva (ainda bem). Tínhamos nos planos irmos ao Palácio de Versailles, e para tanto, tivemos que seguir até o metrô Invalides e de lá pegar a linha de trem RER-C (amarela). Nosso bilhete múltiplo de metrô não era mais válido, então compramos ida e volta logo, na estação Edgar Quinet, e na Invalides, compramos o bilhete de ida até Chateau Versailles – Rive Gauche, usando a máquina de venda. Seguimos até a plataforma e esperamos o trem, que logo chegou, com decoração interna imitando a decoração do Chateau, bem rococó e bacana.

A viagem deve ter durado meia hora, talvez, mas tivemos que descer na estação Chaville Vélizy para trocar de trem. Nós duas, e tantos outros turistas que não manjam de francês, ficamos sentadas no trem até que uma senhora (moradora local) alertou o povo dentro do trem de que teríamos que descer ali, mas ainda não sabíamos o motivo. Uns 15 minutos depois, o povaréu que ainda se amontoava na plataforma começou a descer as escadas, e sem sabermos exatamente o que ocorria, seguimos o fluxo. Logo descobrimos que teríamos ir para outra plataforma para pegar outro trem até a Chateau Versailles – Rive Gauche. Uns 15 minutos depois, chegamos à estação e descemos. Seguimos as plaquinhas em formato de seta marrom com o desenho do Chateau, e depois de uns 10 minutos de caminhada chegamos à suntuosa construção com portões dourados “chegay”.

versailles

A fila estava gigante, e como não tínhamos bilhete, pedi para Gabi ficar na filona enquanto eu ia comprar os ingressos, que era em outro lugar. Quando finalizei a compra, saindo do prédio, li “Entrèe au Chateau”, e voltei pra trás para chamar Gabi e dizer que havia uma “entrada para o Palácio que estava vazia”. Doce ilusão… Tirei Gabi da fila (ela já tinha andado uns 10 metros), e quando seguimos para a tal “Entrèe au Chauteau”, sabe onde nós saímos? rsrsrsrs. No fim da fila onde Gabi estava. Quase me suicidei de ódio. Se eu tivesse seguido a tal “entrada vazia” para averiguar se era mesmo uma entrada, e não uma saída para a entrada, não teríamos que entrar no fim da fila novamente. Mas fazer o quê…

versailles2

espelhos

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Uns 50 minutos depois, conseguimos finalmente entrar. Rodamos tudo, tiramos muitas fotos, e fiquei maravilhada, mais uma vez, com a decoração. Estive em Versailles há 27 anos atrás, e a única lembrança que tenho de lá é uma foto, já desbotada, de mim, franguinha, e minha mãe sentadas na sala dos espelhos (quando ainda se podia sentar lá). Rodamos tudo e tiramos muitas fotos. 

Depois de rodarmos tudo, resolvemos sentar para comer algo. Estávamos com fome e sede da “aventura” até então. No final do circuito, fomos aos jardins, mas só conseguimos ir a um centésimo dele. Os jardins cobrem uma área pelo menos umas 4 vezes maior que a do próprio palácio, que é gigantesco. Deve ter um jardim para cada dia do ano, com um pouco de exagero, claro.

mapa

Vejam na foto acima o Palácio, um pouco abaixo do meio, minúsculo, em relação aos jardins.

Como já estávamos no bagaço da laranja (entramos às 12 e saímos às 16), fomos só num jardinzinho para tirar umas fotos e fomos embora.

Caminhamos todo o trecho de volta, e na estação entramos na fila para comprar os bilhetes de volta na máquina, que se recusava a aceitar os últimos 50 centavos em moeda, sendo que faltavam 30 centavos para completar o valor. Nós colocávamos a moeda e a máquina cuspia fora. O povo atrás da gente, já impaciente, nos fez pagar com cartão de crédito, porque nem a pau entraria na fila novamente em outra máquina.

Meio sem sabermos pra onde ir, seguimos o fluxo. Na minha cabeça, teríamos que descer na estação em que paramos na ida, para trocarmos de trem também. E quando chegamos na dita, eu falei pra Gabi pra gente descer, e ela manuseando o mapa no telefone não se decidia a descer, e achava que teríamos que continuar. Não discuti, mas fiquei resmungando, dizendo que iríamos parar lá no raio que o parta e que teríamos que voltar tudo de novo. O trem saiu da tal estação e seguiu em frente, e eu ainda resmungando. De repente, Gabi me mostrou uma visão mais ampla do mapa, no telefone, cujo GPS estava funcionando sem internet (não me perguntem como, de novo), e vi que estávamos mesmo indo para o lugar certo e que não precisaríamos descer em estação nenhuma para trocar de trem. Como ainda estava claro (anoitece em torno das 22 horas), resolvemos aproveitar o resto do dia descendo na estação Champ de Mars, onde fica a Torre Eiffel, e assim fizemos. Para nossa sorte, o sol ensaiou sair e conseguimos tirar bastantes fotos. Uma pena que estava rolando uma obra em baixo e ao redor da torre, o que poluiu um pouco as fotos, mas tá valendo.

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Sentamos num banco de praça no meio do jardim mais à frente da torre, e começamos a confabular sobre o quê faríamos, se voltaríamos para o hotel ou faríamos outra coisa. Resolvemos então sentar para tomar um café ou “almoçar” (passava das 6). Olhando os cardápios e achando tudo caro demais, avistamos um supermercado, e é aí que começa a farofada, rsrsrsrs.

Entramos, olhamos a gôndola refrigerada com as saladas, e resolvemos comprar uma salada para cada, a 4,50 euros, e pegamos uma garrafa de 2 litros de Ice Tea Lipton a 2 euros (até então vinha pagando 2 euros por uma de 500 ml nas máquinas self-service nas estações dos metrôs), para que pudéssemos ir enchendo a garrafinha ao invés de pagar sempre 2 euros por uma. Gabi pegou uns biscoitos (por causa das caixinhas Vintage bonitinhas (ela anda numa vibe vintage ultimamente), e eu um queijo gorgonzola. Pagamos no caixa self-service e saímos. Sem saber onde comeríamos, dobramos a esquina e sentamos num banco tipo banco de praça à beira da calçada. Ali começou a farofada em si. Cheias de bolsas, abrimos as saladas e o queijo e comemos ali mesmo (as saladas vinham com um garfinho dentro da caixa). Morriiiiii de vergonha, mas estava cansada e faminta demais para caminhar outro tanto para irmos até um banco nos jardins da torre. Pagamos esse King Kong, pra não deixar a fama dos braseeeleiros morrer.

E depois de encerrada a farofada, jogamos as embalagens no lixo e caminhamos até a estação École Militaire, e seguimos até a estação Invalides, trocamos de plataforma, descemos em Montparnasse Bienevue e trocamos de linha, seguindo até Edgar Quinet. Tomamos realmente um chá de metrô nessa viagem!

Ao sairmos da estação Edgar Quinet, que fica numa rotunda com 5 ruas ao redor, e tem um longo calçadão, vimos que no tal calçadão tinham sido montadas várias barraquinhas, e ficamos curiosas. Vimos numa plaquinha que rola uma feirinha ali. Lamentei profundamente não ficarmos até domingo, quando será a tal feirinha.

Gabi avistou uma sorveteria artesanal, Amorino, e pediu um sorvete de caramelo salgado. Em Paris, por sorte, tem desse sabor em praticamente todas as sorveterias. AMO esse sabor loucamente, e lamento não achar nunca em lugar nenhum fora daqui.

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Dali, fomos pro hotel, onde tomei um banho, quase dormi, mas uns 40 minutos depois, já passando das 21 horas, resolvemos dar uma última saída para aproveitar o fim da noite. Fomos parar num restaurante-sanduicheria chamado Hipopotamus, onde comemos um cheeseburger e a mousse de chocolate mais leve que comi na vida (parece que comemos nuvens de chocolate). 

Quando terminamos de comer, Gabi pediu para irmos até Trocadéro, para tirarmos fotos da torre iluminada, já que quando estivemos lá outro dia o tempo estava horroroso e não deu pra tirar fotos legais. Como tinha feito um solzinho acanhado à tarde, aceitei ir, e fui resmungando. O que não faço pela minha filha! 

Pegamos o metrô ali mesmo na estação Montparnasse, e num troca-troca de linhas (pegamos 3 diferentes), chegamos finalmente a Trocadéro. Passava das 11 da noite e havia uma multidão lá aproveitando a linda lua cheia para tirar fotos. E aquelas seriam as nossas últimas fotos dessa viagem.

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Gabi tirou zilhões de fotos, e quando se deu por satisfeita, tomamos nosso caminho de volta, no mesmo troca-troca de linhas. Se a linha 6 não estivesse com todo o trecho entre Trocadero e Edgar Quinet interditado para obras, não precisaríamos trocar de linhas, e teríamos chegado em no máximo 10 minutos. Mas há váááárias estações sendo reformadas, então eles fecharam.

Quando chegamos em Edgar Quinet, Gabi resolveu tomar um último sorvete, naquela mesma sorveteria, que só fecharia à 1 da manhã. Tomamos o sorvete e fomos para o hotel, onde lavei meus pés, escovei os dentes, dei uma última ajeitada nas malas e caí na cama, para acordarmos às 6:20.
E assim terminou nosso último dia em Paris.

Beijos

Adri =D

Dia 9 – Falta Pouco pro Fim

Bon soir mes amies!

Hoje acordamos era 10:15. Eu estava tão dolorida às 2 da manhã, quando acordei e fiz o post do dia 8, que eu achei que não conseguiria pôr os pés no chão nem andar hoje. Mas por sorte às 10:15 eu já conseguia andar normalmente. Nos arrumamos e fomos tomar nosso café com aquele suspirante croissant. Como só tinha um salgado, Gabi pegou um quadrado, que era de chocolate. Delicioso, também. 

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Saindo do café, voltamos ao quarto para pegar nossas coisas e saímos. Estava 13 maravilhosos graus, e não choveu hoje, só ficou nublado. E Gabi voltou a fazer sucesso com seu unicórnio, hahahahha.

Eu queria hoje ir à Kiko que tem relativamente perto daqui, mas preferimos ir a pé para podermos ver as lojas. Paramos em uma que vendia várias coisas de resina, e tinha uma coleção de gatos de resina mega fofos, mas caros demais. Mas mesmo assim, comprei unzinho a 39 euros. Mostro pra vocês quando chegar em casa.

Continuando a caminhada, fomos parar na estação de Montparnasse, que fica bem do ladinho do imenso edifício que tem a melhor vista panorâmica da cidade, inclusive é a melhor foto do Torre Eiffel. Mas como o dia hoje estava uma porcaria, não fomos lá em cima. Estávamos catando a rua da Kiko (Rue des Rennes 134), quando me virei e dei de cara com uma Galeries Lafayette, que fica bem em baixo do edifício. Resolvemos dar uma olhada.

Ao entrarmos, avistamos uma C&A. Entramos por ela e começamos a ver as roupas. A loje está com liquidação de 50 e 70% em muitas roupas, e eu e Gabi saímos feito loucas desembestadas passando a mão em tudo o que gostávamos. Gabi comprou algumas blusinhas mega fofas por 4,50 euros cada, que dá 14,50 reais. Eu saí com a sacola cheia, também (umas 8 blusas), e gastei 214,00 reais (27,00 cada). E ó, amei minhas aquisições. Estava mesmo enjoada das minhas roupas batidas.

Saímos da C&A e rodamos um pouco pelas outras lojas. Numa delas, achei uma imensa seção de beleza, que tinha muitas coisas, inclusive esmaltes. Mas tudo caríssimo! Os Bourjois estavam custando 10 euros. O Mavala Scientifique custava quase 15, que era também o preço dos OPI. Pra não dizer que saí de mãos abanando, comprei um Bourjois rosa-chiclete, que é a cor que está bombando aqui em Paris. Tudo que é roupa tem essa cor. Comprei também outro Bourjois vermelho-telha, meio alaranjado.

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E falando em moda, reparei nesses dias todos em que estivemos aqui, que a mulherada anda toda combinandinho. Como aqui elas pintam a unha a Bangu, de qualquer jeito (não é certinho como a gente – elas pintam até mesmo borrando a pele toda), elas tiram e põem o esmalte conforme a cor da roupa que forem usar no dia.

Saímos da galeria e resolvemos ir catar a Kiko. Já passava de 13 horas, e resolvemos almoçar. Entramos no restaurante La Consigne, que não foi nenhuma indicação de ninguém. Entramos porque achamos o preço da salada Caesar bom, 12,20 euros, e Gabi ficou tentada porque queria comer creme brulée.

Sentamos, e a garçonete magrela, com cara de poucos amigos nos atendeu. Pedimos uma salada Caesar pra cada, e estava di-vi-na. Valeu cada centavo! B-B-B (bom, bonito e barato)!!! Ali descobrimos que chá gelado é thé glacé, em francês, e pedimos ele para beber, como sempre. E o creme brulée??? Affffff! Gente, ô sobremesa maravilhosa!!! E nem tem nada de mais, porque é somente um creme de baunilha tipo flan mole. O must da sobremesa é só o açúcar caramelizado, queimado com maçarico, que cria uma casquinha maravilhosa e crocante por cima do creme mole. Comemos de nos lambuzar!

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Pagamos a conta, e saindo dali, andamos até a loja da Kiko, que ficava a uns 400 metros de distância do restaurante. Escolhi uns esmaltinhos, mas não muitos, porque as malas já estão pesadas, né? Mas eu queria umas cores, então peguei e paguei, sob o olhar fuzilador da Gabi. Sei que é difícil conter o vício, mas…

Saindo dali, fomos caminhando até o hotel para deixar as sacolas, que estavam pesadas, pois depois eu queria ir à Rue Ethienne Marcel, que segundo indicação do Conexão Paris, seria a área onde há várias lojas de equipamentos de cozinha.

Do hotel. pegamos o metrô, e trocando em algumas estações, fomos parar na estação Ethienne Marcel. Descemos e começamos a caminhar (lembramos que estivemos lá perto ontem, quando estávamos catando a loja da Kiko que não existe). Gabi queria ir a uma loja de brinquedos que tinha na região, e eu catar as lojas de cozinha.

Eu entrei na loja La Bovida, que foi a primeira loja de artigos de cozinha que avistei. Entrei e vi muitas coisas legais, inclusive temperos. Mas estava mesmo de olho nos apetrechos.De muitas coisas maneiras que vi, não resisti a um maçarico de creme brulèe. Comprei um a 23 euros. Agora poderei fazer essa maravilha em casa!

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Cozinha

Enquanto eu estava rodando o La Bovida, Gabi foi até a tal loja de brinquedos. Quando eu terminei a minha compra, fui encontrar com ela na loja de brinquedos, mas acabou que nos cruzamos no meio do caminho, e eu quis entrar nas outras lojas de cozinha que fui encontrando enquanto caminhava em direção a ela. Dá vontade de levar tudo nessas lojas, aff!

Andando mais um pouco, chegamos a uma rua muito maneira, cheia de restaurantes, confeitarias, lojas de queijos e de especiarias. A rua é Montorgueil.

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Entrei numa loja de temperos e comprei um vidro de mostarda com manjericão. Já fiquei imaginando um filé ao molho dessa mostarda, com um arroz jasmine, hmmmmmmmmmmm. Depois, entramos em um mercadinho, e lá encontrei uma massa italiana parecida com a que comprei na Itália, em fevereiro. Comprei, claro!

E com sacolas cheias, resolvemos voltar ao hotel. Já estávamos nos cansando de novo, e Gabi reclamava de dor nos pés, e os meus estão doloridos, também. Mas antes de virmos para o hotel, resolvemos parar no Le Tournesol de novo, e pedimos uma massa desta vez, com creme brulèe de sobremesa!
e travesseiro nos deixam com muita saudade.

Beijos e todas e até amanhã! Depois de amanhã embarcamos de manhã para as terras tupiniquins, onde chegaremos no fim do dia.

Adri :D

Dia 8 – Patetas em Paris


Olá, garotas!

Desculpem o sumiço, mas ontem, dia 8, eu estava realmente uma morta-viva. O dia foi puxadíssimo, e a chuva não ajudou muito.

Como ontem o Louvre não funcionou, deixamos para irmos hoje. Acordei às 8:30 e pus Gabi pra fora da cama. Tem feito um frio considerável à noite/de madrugada, em torno de 13 graus, e é meio difícil levantar mesmo.

Nos arrumamos e descemos para tomar o nosso primeiro café no hotel. Para nossa agradável surpresa, o café é bom, e os holofotes realmente ficam sobre os croissants. Imensos, super folhados, super amanteigados, deliciosos e macios/crocantes. Nossas papilas gustativas aplaudem a cada mastigada. Os franceses realmente têm por que se gabarem de fazerem o melhor croissant do mundo. Assino em baixo!

croissant

Antes de sairmos passamos na recepção, porque tínhamos visto que o hotel tem um aparelhinho que provê internet portátil onde quer que a gente vá na cidade, e de graça, para os hóspedes, tendo, somente, que fazer um depósito de garantia de 100 euros. Mas não tinha nenhum disponível. Tentaremos hoje.

Fomos direto para o Louvre. O tempo estava altamente nublado e friozinho. Assim como outras tantas estações de metrô na cidade, a estação Palais du Louvre estava fechada para obras, de forma que tivemos que descer em Pyramides, que é uma estação depois, na linha em que estávamos.

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Chegando ao Louvre fomos acompanhando a fila, cujo final não chegava nunca. Seguia longe, e passava por caminhos que não sabíamos onde terminaria. Com certeza era umas 4 vezes maior que a fila da imigração no aeroporto de Heathrow. Entramos na fila as 10:28 e quando era 11:20 finalmente chegamos ao começo dela, onde ficava a máquina de raio-x para revista de bolsas. Isso não existia na última vez em que estive aqui, em 2006, assim como também não existiam os inúmeros cartazes de alerta para batedores de carteira, espalhados por todo o museu. Foi-se o tempo em que era tranquilo até tirar uma foto da Gioconda (vulga Mona Lisa).

Quando passamos pela imensa fila, descemos as escadas rolantes, já dentro da grande pirêmide de vidro, e chegamos a um imenso saguão, onde há vários guichês de venda de bilhetes, assim como máquinas de venda, o que dissipa o pessoal da fila, agilizando a entrada do povo. O ingresso custa 12 euros.

Desta vez vi áreas que nunca tinha conseguido ver antes, porque as pessoas com quem fui ao Louvre anteriormente não se interessavam muito por museu, e não tem coisa pior para uma pessoa que gosta de museu, ir a um com pessoas que não gostam. Ao todo, foram 4 horas no museu, e consegui, finalmente, ver os 4 andares, obviamente na correria, porque é impossível ver todas as obras com calma em um único dia (dizem que se precisa de 4 dias). Meus pés estavam imensamente doloridos já, e sempre parávamos para descansar um pouquinho.

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Tirei muitas fotos, mas as fotos estão no cartão da máquina fotográfica. As fotos que coloco aqui agora foram tiradas com o celular. Depois atualizo com as outras fotos. Muitas coisas legais!

Ao sairmos do museu, chovia. Queríamos ir de volta à estação Pyramides para podermos ir ao Hard Rock, mas os pés doíam tanto que uma creperia me convidou a ficar por ali mesmo. Não estava lá essas coisas a comida, mas pelo menos deu pra descansar um tico. Como tínhamos comido, desisti de ir ao Hard Rock, e resolvemos tomar um sorvete e ir a uma loja da Kiko, que achei no Google ali nas redondezas. A tal sorveteria, foi uma indicação do site Conexão Paris, que eu já mencionei aqui para vocês.

E o título do post fica por conta do que narrarei em seguida: para irmos à tal loja da Kiko, pegamos o metrô em Pyramides e descemos em Chatelêt para podermos pegar outra linha para Les Halles, que era a mais próxima da “Kiko”. Quando descemos do trem, fomos seguindo as indicações para a linha 4, que nos levaria à Les Halles. Lá em baixo, pela primeira vez, tivemos que passar o bilhete mais uma vez. Em estação nenhuma, até então, precisamos passar o bilhete novamente para trocar de linha. Andamos, andamos, andamos, e mais uma passada de bilhete. Andamos, andamos, andamos, e mais uma! AFFFFFFF!!!!!!! Parecia um labirinto lá em baixo, e passamos o bilhete 4 vezes na catraca, para enfim chegarmos à plataforma para pegar o trem. E sabe o que houve? Andamos tanto que chegamos à estação que queríamos, ANDANDO no subsolo. Fiquei muito braba. A nossa sorte é que tínhamos um bilhete múltiplo, que nos dá direito a usar indefinidamente o metrô, pelo período que pagamos.

Saímos da tal estação e começamos a procurar o endereço da Kiko. Gabi se enrolou ao acompanhar o GPS (incrivelmente o aplicativo estava funcionando com o GPS sem internet. Não me perguntem como, mas também nem quero saber, hehehehe) Sei que demos a volta ao mundo para voltarmos ao ponto de partida. Quase matei Gabi. Parecia até que não estávamos nos arrastando pelas ruas de tanto cansaço. Sei que não tinha Kiko no endereço indicado, para minha frustração. Mas como ali ficava perto da Notre Dame, resolvemos ir até lá, e chovia.

Em viagem nenhuma nunca senti tanta dor no pé como foi nesse dia. A dor parecia até que tinha uma faca sendo enfiada no meu calcanhar. Eu pisava, sabe Deus como. Andava, que parecia até que tinha sido atropelada. E as bolhas sob os dedos vão bem, obrigada!

Atravessamos a ponte que levava à ilha onde fica a Notre Dame, e no caminho encontramos umas tendas que são lojas de plantas e coisinhas para casa. Olhamos tudo, mesmo mega cansadas.

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lojinha

E saindo dali, seguimos até a Notre Dame, que já estava perto. Chegamos na frente da catedral e Gabi não teve nenhum interesse em tirar foto ou entrar. Estava chovendo e frio, e resolvemos então seguir mais adiante até a sorveteria.

No meio do caminho encontramos uma loja mega maneira, PYLONES, que é tipo a Imaginarium no braseeel, que tem várias coisinhas maneiras para casa. Ficamos bastante tempo lá, e por algum tempo até esquecemos que estávamos mais mortas do que vivas, com tanta coisa legal. Comprei um peixinho que é usado para separar a gema da clara. Ele tem uma bocona aberta e tem o corpo gordinho, de forma que você aperta o corpo dele e solta pra sugar a gema pela boca. Gabi ficou me atormentando com o raio do peixe a noite inteira, grudando o peixe em tudo que é parte do meu corpo. Tô quase jogando o dito na privada!

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Gastei 50 euros com umas bobeirinhas bem legais, cujas fotos postarei pra vocês aqui, depois. Inclusive, descobri que tem Pylones no braseeel também, em São Paulo.

Saindo da Pylones, andamos mais um tanto, e finalmente encontramos a Berthillon, que era a sorveteria indicada pelo Conexão Paris.

berthillon

Pedimos uma bola de sorvete de chocolate, a 2,50 euros. Gabi não achou lá essas coisas, mas pra mim, foi um dos melhores sorvetes de chocolate que já tomei na vida. A textura é firme e aveludada, já viram isso??? Não dá pra descrever. É incrível! O sabor era perfeito; meio-amargo e encantador. Tomaria litros desse sorvete sem reclamar do preço. E chovia.

Saímos dali e nos arrastamos até a estação Pont Marie, atravessando a ponte de volta. Pegamos o metrô até nossa estação, Edgar Quinet, e seguimos direto para o restaurante onde temos jantado nosso magnífico cachorro-quente dos deuses, Le Tournesol. Amei o restaurante, e vamos jantar lá todas as noites, sem dúvida. 

Chegando ao restaurante, pedi um omelete de queijo e presunto, e Gabi foi de cachorro mesmo. Compartilhamos nossos pratos e nos deleitamos mais uma vez. O restaurante realmente me conquistou. Tudo é perfeito, do atendimento ao ice tea da casa. Como fica do ladinho do hotel, saímos dali e “fui correndo” (a 10 passos por hora) para o nosso quarto. Tomei um banho, escovei os dentes e morri na cama. Isso era pouco mais de 22 horas. Acordei às 2:30, quando resolvi fazer o post, e ainda não conseguia pôr os pés no chão direito.

Meus pés ainda doem muito, mas agora, 11 da manhã, já consigo caminhar sem sofrer tanto. Hoje quero ir às Galerias Lafayette e catar outra loja da Kiko. Gabi não quer ir à Torre Eiffel, porque eo tempo está muito ruim. Mas amanhã ela quer ir ao Palácio de Versailles. Será nosso último dia em Paris, e lamentavelmente voltaremos à nossa realidade.

Beijinhos em todas, e até mais tarde, se eu não chegar numa ambulância.

Adri :/

Dia 7 – Curtindo uma Chuvinha Francesa

Bonjour mes amies!

Hibernamos! Gabi me acordou 15 minutos antes de terminar o café da manhã (10:30). E obviamente não tomamos café no hotel, porque eu não queria sair feito uma louca desembestada para pegar sobras. Levantei com calma, “meditei”, olhei o tempo lá fora (tinha chovido e estava friozinho), me arrumei e finalmente saímos, uns 30 minutos depois.

Não tínhamos nenhum roteiro traçado para Paris, porque não deu tempo de fazer. Mas colocamos numa lista os lugares que queremos ir, o que não é suficiente, porque os lugares estão espalhados pela cidade, e o ideal é concentrar o maior número de lugares a visitar numa mesma região.

Não tendo um roteiro traçado, e como o Louvre não abria hoje (terça-feira), nossa meta então eram duas: comprar um bilhete múltiplo de metrô para os dias de estada em Paris e um chip de internet.

Saímos e caminhamos na rua para o lado oposto à estação de metrô Edgar Quinet, pois eu estava querendo saber se tinha alguma loja de telefone nas redondezas. Foi então que eu descobri o por quê de ter tantos restaurantes e bistrôs nesta rua: é uma rua de teatros.

Não tendo encontrado nada além de lugar pra se comer, alcançamos a outra ponta da rua, onde tinha a estação de metrô Gaité, onde compramos bilhetes para 3 dias, ao valor de 24 euros cada. Não tivemos muito tempo para pesquisar melhor sobre a melhor opção, então foi essa mesmo, na pressa. De qualquer forma, acho melhor ter um bilhete único, válido para todas as viagens, do que ficar entrando em fila pra comprar bilhetes a cada estação que fosse ou então comprar uma penca de bilhetes, correndo o risco de perder. O rapaz do guichê nos entregou os bilhetes, que paguei com cartão de crédito, e os mapas da cidade x estações. 

Pegamos, então, o metrô para irmos para a Sacre Coeur, descendo na estação Blanche, para podermos tirar foto na frente do mais famoso cabaré de Paris: Le Moulin Rouge. Onde está Wally?

Moulin Rouge

Depois, começamos a catar uma loja que vendesse chip de internet para nossos telefones, mas custava 20 euros por míseros 500 MB, então deixamos pra lá. Vamos filar a net dos restaurantes e lojas, mesmo. 500 MB não dá nem pro cheiro pra nós.

Andamos tanto procurando uma loja, que tivemos que pegar o metrô de novo, mas desta vez descemos em Pigale, que era mais próximo da Sacre Coeur. E saindo da estação, encontramos a pequena ladeirinha cheia de lojas de souvenir que nos leva até o “funicular” (bondinho), que sobe até a Sacre Coeur. Para quem não quiser pagar 1,70, há uma longa escadaria a subir, mas como nosso bilhete múltiplo nos permitia usar o funicular, não precisamos pagar para usar.

Na subida da ruazinha de souvenirs, Gabi ficou louca com as latas vintage que encontrou. Tinha muitas camisetas maneiríssimas, mas não sei o que ocorre aqui, que as camisetas XXL não cabem nem na Gabi, de tão pequenas. Será que eles pensam que as turistas em Paris são só asiáticas, que são pequenas e magrinhas????

Estávamos com fome, então deixamos para comprar as coisas depois. Subimos logo o funicular para irmos à pracinha dos artistas, porque sei que lá tem bastantes restaurantes e bistrôs.

Ao chegarmos lá, totalmente novatas, querendo gastar o nosso pobre francês, porque nem todo mundo aqui fala inglês, pedimos um thé au citron (chá com limão), enquanto escolhíamos o que comer. Na verdade não tinha nada muito interessante, e os preços eram estratosféricos – pelo menos 18 euros. Quando o garçon chegou com duas xícaras com limão dentro, um saquinho de chá e um bule de água quente, arregalamos nossos olhos e perguntamos pra ele se só tinha chá quente, e ele disse, com a cara zangada, que só tinha quente, largou tudo na mesa e foi servir outras pessoas. Como nós não queríamos chá quente e como a comida era xoxa e cara, levantamos e saímos, já que não seria nenhum prejuízo pra o restaurante não consumirmos o que tínhamos pedido, considerando-se que não abrimos o chá e o que tinha no bule era só agua quente.

Caminhamos por uma ruazinha lateral e encontramos uma pequena creperia, que por fora era meio caquética, mas ao enfiar a cara pela porta, vimos que era maneirinha. Resolvemos ficar ali mesmo, já que crepe é mais barato e que já estávamos carecendo de descansar os pés. Hoje coloquei as Crocs de novo, e foram elas que me fizeram as bolhas nos dedos dos pés (não é um problema do sapato em si, pois tenho o mesmo problema usando tênis para caminhadas muito longas).

Sentamos e pedimos dois crepes de queijo, presunto e ovo, e um chá gelado (Lipton). Jogamos um pouco de conversa fora, e de repente vem um cara que sai de um quartinho ao lado da cozinha limpando as mãos nos seus jeans. A cozinha é minúscula e aberta, e fica dentro da área das mesas. De repente, o cara começou a fazer os crepes, e enfiou a mão dentro de um pote para pegar o queijo ralado para espalhar sobre o crepe na chapa – a mão que limpou nos jeans. Olhei com cara de nojinho pra Gabi, e ela só fez me lembrar que comemos coisas piores sem saber. Eca!!!! Foi difícil, viu? Me sinto uma heroína por ter conseguido fazer vista grossa para a falta de higiene, mas paciência!

Creperia

Creperia

Se eu fosse me importar com isso, não poderia comer em lugar nenhum, porque os franceses, vocês sabem, neah? Os franceses têm fama de serem pouco higiênicos. Aliás, no metrô pudemos comprovar isso, pois tinha muita gente fedendo, em quase todos os trens que pegamos, inclusive gente bem arrumada, tá? E antes que alguma descendente de franceses se sinta insultada por eu dizer isso, meu avô materno era francês, e eu sou bem limpinha!

Voltando ao crepe, comemos o dito e pedimos um de Nutella com geleia de morango de sobremesa. Pagamos 35 euros por tudo (incluindo a gorjeta – estamos dando 15%), mas como desabou o mundo de repente (chuva), ficamos mais um pouco esperando a dita passar.

Depois que passou, descemos em direção à Sacre Coeur, mas antes, paramos para tomar um sorvete, que estava com a cara muito boa!

Sorvetes 3

Sorvetes2

Sorvetes

Depois fomos até a basílica, tiramos umas fotinhos e descemos o funicular, em direção às lojas de souvenir, onde compramos algumas coisinhas legais. Amei as xícaras!

xicaras

Saindo dali, pegamos o metrô em direção à Champs Elisées. Descemos na estação Concorde e fomos caminhando pelo parque até chegarmos ao início das lojas.

Vi uma galeria de lojas que tinha uma figura de banheiro (os bonequinhos masculino e feminino). Entrei, porque queria ir ao banheiro esvaziar minha bexiguinha. Ao entrar no lugar, percebi que era, na verdade, uma loja que vende vários produtos de banheiro (utilitários e decoração), e também vende o uso dos banheiros a 2 euros. Gabi achou um absurdo eu gastar 2 euros pra usar o banheiro, mas não tinha como não gastar. Enquanto esperava na fila, observava os produtos que estavam à venda na loja. Eram coisas super maneiras! Me amarrei no kit de 6 rolos de papel higiênico, cada um de uma cor. Tinha papel higiênico com várias estampas, inclusive com estampa da torre Eiffel, hehehhe. Me amarrei no suporte de escova de vaso sanitário de gato, mas seria pesado demais pra levar pra casa, já que é de louça.

papel higienico

Achei super maneira a casinha do vaso sanitário. O papel de parede é uma foto de vários rolos de papel higiênico empilhados na horizontal. Vejam.

banheiro

E saindo dali, a primeira loja em que entramos foi na loja da Disney, porque Gabi queria procurar uma tal bonequinha lá, que não achou, por sinal. Depois continuamos andando e achamos uma loja da Hagën Dazs, onde Gabi me disse que tinha sorvete de caramelo salgado. Surtei né? Comi um sorvete de caramelo salgado em Santa monica em 2011 que me deixou louca. É deliciosa demais a mistura de doce com salgado desse sorvete. Entrei e pedi um, que comi gemendo…

sorvete

Ao terminar o sorvete, eis que me encontro na esquina da Louis Vuitton. Incrivelmente esta foi a primeira vez que eu entro na loja sem ter fila (esta é a quarta vez que venho a Paris, e em todas as outras 3 vezes foram longas filas para entrar). Não tinha fila, mas foi um parto para ser atendida, tá? O movimento dentro estava bem grande, e conseguir alguém para me atender foi difícil. Finalmente encontrei uma alma boa, que me disse que iria arrumar alguém para me atender. Ela voltou alguns minutos depois e me encaminhou para o segundo andar da loja, onde teria uma moça para me atender. Comprei a minha bolsa linda de morrer (quando a gente quer muito uma coisa, acha essa coisa linda demais) e peguei meu papel para pedir reembolso do VAT (imposto adicionado ao produto), que terei que pedir no aeroporto. Não é nada, não é nada, serão 108 euros de reembolso!

LV

Saímos dali e fomos caminhando para perto do Arco do Triunfo, porque Gabi queria tirar foto. Depois, pegamos o metrô na estação Charles de Gaule Etoile até a estação de Trocadero, para irmos tirar foto da Torre Eiffel. Trocadero é o local perfeito para fotos da torre, para quem não sabe. Como começou a chover, deixamos para voltar outra hora. O tempo estava mesmo uma titica hoje. O pior é que ora sentíamos calor, ora frio. Uma coisa muito louca isso aqui!

Tentamos voltar pela estação de Trocadero mesmo, pois segundo o mapa, a linha que atendia Trocadero era a mesma linha que atendia a estação de Gaité, que é a que pegamos de manhã. Só que todas as outras estações entre Trocadero e Gaité estão em obras, então tivemos que voltar para Charles de Gaule e trocar de linha duas vezes para voltarmos para o hotel.

Quando chegamos, fomos direto ao restaurante onde Gabi comprou o cachorro-quente de ontem. Sentamos lá.. pedimos nosso tradicional chá gelado, eu pedi outro cachorro pra mim e Gabi uma massa. Enquanto esperávamos, filávamos a internet. O restaurante é bem transadinho, e estava bem cheio, pois já passava das 19 horas, e o povo devia estar ha happy hour. Comemos e viemos para o hotel, onde tomei meu banho e cá estou fazendo a postagem de hoje e assistindo a surra (rsrsrsrsr) que o braseeeel está tomando da Alemanha. Acho que o braseeel está perdendo porque, pela primeira vez nessa Copa, eu resolvi acompanhar o jogo pela TV, porque Gabi queria assistir. Gostei muito de ter assistido, rsrsrsrsrs.

Como não fizemos o roteiro, e como não pudemos ir ao Louvre hoje, vamos amanhã. Não sei o que faremos depois, mas ainda temos dia 9, 10 e 11 livres, e Gabi pediu para irmos a Versailles. Acho que vamos deixar para ir dia 11, véspera do nosso retorno. Ainda temos muitos lugares para ir amanhã e depois.

Então é só por hoje, garotas. Vou terminar de assistir a surra do braseeel aqui e dormir, porque agora passa das 23 horas. Vou ver se conseguimos tomar café no hotel amanhã para ver se presta.

Bjins em todas.

Adri :D

Dia 6 – La Ville-Lumière (Paris)

Boa noite meninas!

E adiantamos o relógio mais uma hora. Enquanto degusto um dos melhores cachorros-quentes da minha vida, vou fazendo o post de hoje, que não tem muitas fotos, mas tem bastantes coisas pra dizer.

Hoje acordei na hora em que Gabi estava saindo. Ela ia lá na Hamley’s Toys para comprar uns esquilos de brinquedo (família Sullivan) que ela queria muito. Enquanto ela ia lá comprar, eu levantei e fui arrumar as malas. Estava mega preocupada com a passagem pela segurança do trem que nos traria a Paris. Escondi cada esmaltinho de forma que ficassem espalhados nas malas e não me trouxessem (muitos) problemas. Outra coisa que me preocupava era o “Gelol” que Gabi comprou pra passar nas costas. Aquele que a atacou de alergia. O remédio é em spray, e no rótulo se lê ALTAMENTE INFLAMÁVEL. Mas eu não podia jogar fora. Seria desperdício demais. Então, resolvi arriscar e colocar na mala. Se me parassem por causa dele, paciência.

Tomei um banho e enquanto esperava a bateria extra do meu telefone carregar, terminei de arrumar as coisas. Quando Gabi chegou com os tão sonhados esquilos (encheu o saco desde o braseeel pra comprar) passava das 11, e teríamos que sair do hotel às 12.

Quando era quase meio-dia, saímos do quarto, levamos as malas para a recepção e esperamos nosso taxi para nos levar para a estação Saint Pancras, que é a que tem a linha da Eurostar, o trem que faz o trecho Londres x Paris.

Logo o taxi chegou, e dentro de uns 15 minutos, chegávamos à estação. O preço foi 18 libras, mas achei melhor pagar do que correr o risco de pegar uma estação “cabeluda”, com trocentos degraus, carregando as malas, que estavam mais pesadas do que quando chegamos.

Descemos, e como tínhamos 3 horas até iniciar o check-in, Gabi resolveu ir a Camden Town de novo para comprar umas latas vintage (com estampa antiga) que tinha visto e não comprou, quando fomos outro dia. Como Camden Town fica a duas estações de Saint Pancras, e sem trocar de linha, seria mole. Até eu, se pudesse, teria ido também, mas não tinha onde deixar as malas, então fiquei por ali mesmo, esperando por ela. Quer dizer, ter até tinha (onde deixar as malas). Na estação tem um lugar lá que vc paga para guardar as malas por um determinado tempo. Mas eu achei melhor não ir, de qualquer forma, até porque a fila para esse serviço de guardar mala dava volta no quarteirão (nem sei quanto custa, também). 

Mas antes da Gabi sair, ela ficou com as malas e eu fui pegar informação sobre o que eu deveria fazer, pois eu tinha levado os bilhetes impressos na impressora de casa, e não sabia se teria que trocar por algum bilhete “oficial”. Eu também não via no meu bilhete indicação de plataformas, já que eu tinha visto tantas indicações de direção de plataformas (será de trens comuns, e não o internacional?). No meu bilhete só dizia Coach 2 (trem 2) e o número do assento. A informação que tive é que eu usaria meu próprio bilhete impresso para passar, meia hora antes do horário de saída do trem, e que teria que passar pela catraca do trem 2, para então passar pela segurança e depois carimbar a saída da Inglaterra no passaporte. Então, voltei para onde Gabi estava com as malas, para ela poder ir embora.

Fiquei lá com as três malas, em pé, porque a estação estava parecendo até a Imigração do Heathrow, de tanta gente. Fiquei em pé uns 35 minutos, até finalmente saírem do banco, onde sentei para esperar. Liguei, então, para Gabi, para saber onde ela estava, e me disse que estava indo a Kings Cross para tirar uma foto da estação 9 3/4 (estação de trem secreta, do Harry Potter).

plataforma

Uns 30 minutos depois ela chegava, e ficou sentada no meu lugar no banco enquanto eu ia ao banheiro e pegar um café na Starbucks. Voltando com dois sanduíches, dois Caramel Machiatos e dois muffins de blueberry, dividimos o lugar no banco (meia bunda pra cada uma) e comemos ali mesmo, rodeadas pelas 3 malas. Estava uma verdadeira briga de foice pra conseguir banco ali, putsgrila.

Quando deu 15:15 eu resolvi ir lá para onde a mulher me disse que eu teria que passar. Nosso trem sairia às 16:22, e a fila para entrar pra segurança estava gigantesca, e a catraca não tinha sido aberta ainda pro pessoal passar. Passou de 16:22 e nada de abrirem a catraca. Todos os trens estavam atrasados, e o nosso atrasou muito também. Quando deu umas 17 horas finalmente abriram a catraca e a manada passou. Eu, com medinho dos esmaltes, agi como se não fosse comigo. Coloquei minhas malas nas esteiras e para minha surpresa, passou tudo lindamente pelo raio-x sem ninguém implicar com o “Gelol” ou os esmaltes. A partir daquele momento, fiquei super aliviada.

Entramos em um saguão, onde muitas dezenas de pessoas se amontoavam. Chegava até estar calor, com tanta gente. Meus pés suavam horrores, e meu são chinelinho (o que sempre levo nas viagens, que tem forro de tecido tipo camurça) fazia o pé ficar tão quente que a vontade era ficar descalça no chão. E eis que Gabi descrobre que a saída do ar condicionado no saguão era no chão. Não pestanejei; tirei o chinelo e fiquei em cima da boca do ar, hahahha. Cheguei até a ficar com frio. Os pés de baixo são da Gabi.

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O trem, que deveria ter saído às 16:20, saiu uma hora depois. A nossa sorte é que nós estávamos bem na frente da esteira que levaria à plataforama do trem (havia 6 esteiras em locais diferentes no saguão), de forma que fomos as primeiras a entrarmos no trem.

Deixamos as malas no lugar reservado para elas e sentamos. Dentro de 10 minutos partimos. Aproveitei minha internet até o último minutinho, hehehe.

O Eurostar, que é o trem que vai  de Londres a Paris, passa por baixo do Canal da Mancha (Oceano Atlântico), que fica entre a Inglaterra e a França. A viagem dura 3 horas, e se você se distrair com alguma coisa, nem vai lembrar que existe uma imensa massa de água acima de você, pois parece que estamos passando por um túnel comum.

Coloquei meus fones nos ouvidos e coloquei BJ Thomas para ouvir. E quando finalmente saímos do túnel, por volta das 19 horas, avistamos aquela linda região rural, com gigantescos retângulos cor de palha e verde, que penso ser plantação de feno para gado, pois em alguns locais vi rolos da “palha” amontoados no terreno perto de tratores. As casinhas eram bem estilo cottage, e dava até vontade de ficar em numa. E mais adiante, começaram os cataventos eólicos, e o sol já começava a se pôr, deixando o céu alaranjado por sobre as nuvens acinzentadas. E quando olhei adiante, fiquei encantada com um balão que vi ao longe. Não é balão de festa junina, mas daqueles balões que levam pessoas.

De repente vi meus olhos se encherem de lágrimas e comecei a sorrir como uma boba. Fiquei emocionada por ter o privilégio de estar ali contemplando aquela visão deslumbrante da natureza que jamais cego algum teria. De todas as três deficiências (cego, surdo e mudo), a cegueira é a mais avassaladora e penalizante, pois os olhos têm o poder de nos trazer emoções inexplicáveis, e todos os cegos são tolhidos dessas inebriantes emoções.

Comecei a rir também porque lembrei daquela louca que recentemente andou me perseguindo por e-mail, lembram? Ri porque uma das coisas que ela escreveu, com o vão intuito de me atingir, foi que “o meu dinheiro não me trazia felicidade, e que eu sou uma pessoa frustrada“, huauhahuauhahuauhuah. Ela divagou legal! Ela não tem a mínima ideia dos prazeres que o meu dinheiro me traz. Penso que ele me traz prazeres que homem nenhum conseguiria me dar, hoje. Ele me faz uma pessoa mega feliz, juntamente com a minha filha. Não sou uma pessoa rica, mas eu trabalho muito duro, somente para comprar e fazer as coisas que gosto (basicamente, viajar), e isso é mais que perfeito, já que eu não pago aluguel. Quero, por exemplo, ter o prazer de entrar na Louis Vuitton aqui e comprar a bolsa que tanto quero, já que gosto tanto da que tenho, que comprei em Santa Mônica em 2011, e quero uma cor diferente, do mesmo modelo. Como já disse várias vezes aqui, pra mim não tem coisa pior do que viajar contando tostões. A única coisa que faço é economizar numas coisas pra gastar mais em outras. E foi exatamente isso que aconteceu hoje. (vou continuar narrando a viagem).

Toda aquela visão linda, associada à linda música que tocava nos meus ouvidos, realmente me emocionaram bastante, e assim que escureceu, chegamos à Gare du Nord em Paris. Pegamos nossas malas e seguimos para a saída, sendo que no meio do caminho a rodinha assassina quase arrancou meu dedinho de novo (to ferrada!). Fomos tentar pegar um taxi, mas o raio do indiano queria 40 euros pra nos levar da estação ao hotel. Como já era quase 11 da noite (aqui é uma hora a mais em relação a Londres), fiquei com medinho de pegar metrô, mas meti os peitos. Vi que a fila de turistas estava imensa para comprar os bilhetes do metrô, e pensei que não poderia ser tão arriscado assim, afinal de contas, tinha muita gente na mesma situação que nós.

Gabi tinha saído pra procurar informação sobre o passe semanal do metrô, enquanto eu ficava esperando a minha vez de comprar o bilhete. Quando ela voltou do outro lado, disse que as máquinas de tickets de lá estavam todas vazias, e que só podia comprar nas máquinas com dinheiro certo ou cartão de crédito. Dei meu cartão pra ela, e 10 minutos depois ela voltou com os bilhetes, e eu só tinha andado 5 metros na fila gigante. E começou a nossa aventura com as malas dentro do metrô.

A nossa sorte é que os lances de escada no metrô de Paris são mais modestos que nos de Londres, e também que tinha gente educada que se ofereceu para ajudar a subir com as malas. Demoramos um pouco pra nos locomover, porque não foi em toda escada que apareceram cavalheiros, mas fato é que gastamos somente 3,40 (1,70 cada bilhete) para chegarmos ao hotel, contra os 40 euros que o taxista queria nos cobrar, ou seja, já posso usar os outros 36,60 na compra da minha LV, hhahahahahaha.

Pegamos a linha 4 (roxa) em direção à estação Raspail, e lá trocamos para a linha 6 (verde-claro), em direção a Edgar Quinet, que fica a 50 metros do hotel.

O metrô de Paris é muito semelhante ao de Londres, com a vantagem de que para trocar de linha não temos que dar a volta ao mundo como fazemos em Londres. Gabi até se espantou, e achou fácil demais. Fiquei com medo de sair na estação e dar de cara com ruas desertas e escuras, mas o que encontramos foi justo o oposto.

A estação Edgar Quinet fica em Montparnasse numa área bastante movimentada e cheia de restaurantes e cafés. Saímos e vimos bastantes luzes neon e movimento, e não tivemos medo de seguir a pé até o hotel, que encontramos rapidinho.

Fizemos o check-in e subimos. O quarto é pelo menos metade a mais que o outro, e o banheiro é um banheiro decente. Assim como o outro não tem luxo nenhum, mas da sacada do nosso quarto pude ver que tem bastantes coisas legais nos arredores, e uma brasserie (padaria)/café bem do ladinho. É melhor que o de Londres em termos de tomadas elétricas, mas ainda assim carece de uns pontos a mais. Está sendo um parto para carregar tudo o que temos (telefone, baterias extras, notebook, câmera).

Estava doida pra usar o banheiro e tomar um banho, e Gabi, roxa de fome, desceu pra comer algo. Eis que de repente ela me surge com dois cachorros-quentes MAGNÍFICOS!

cachorro

Esse cachorro quente é um dos melhores que já comi, se não for o melhor. A baguete tem casquinha mega crocante, como a de um pão italiano, e estava super quente, com o queijo gratinado e derretido por cima, surtante. Tinha uns 30 cm de pão com duas salsichas brancas dentro. Alucinante, gentem! Gabi pagou 15 euros pelos dois. Comi de “jiboiar”. Agora vou terminar o post e mimir, porque amanhã começa a nossa aventura en France!

Bonne nuit pour tout mes amies. Au revoir!

Bisus!

Adri :D

Dia 5 – Harry Pottaaaaaa

Boa noite, ladies.

Hoje recebi uma notícia tristinha, de que o penúltimo dos nossos porquinhos morreu: o Pudim. Achei esse fato estranho, porque ele era o mais novo do bando, e em teoria seria o último a morrer. Penso que tenha sido porque eles andavam comendo uns antúrios que plantei no jardim, mas não sei dizer se isso procede. Comeram da primeira vez e não aconteceu nada. Não sei se antúrio é venenoso. Agora só resta o Kiwi, o irmão do Zip, que foi o primeiro a morrer. E pelo que a Thais disse, ele também está meio borocoxô. Paciência… Fato é que não vou mais querer ter bichinhos tão frágeis e de vida tão curta. Aliás, só os tive porque Gabi encheu muito o saco, senão nunca teria pegado nenhum.

Mas vamos lá! Vamos ao post..

Hoje acordamos às 8:30, e quase que não levanto. Estava um prego, e ainda por cima fomos dormir tarde pra caramba. Mas precisava levantar logo, porque tínhamos ingressos comprados para uma exposição de vestidos de noiva no Victoria & Albert Museum, que fica ao lado do Museu de História Natural.

Pegamos o metrô e seguimos até South Kensington, que é a estação dos museus. Descemos e fomos direto para o V&A, porque estávamos em cima da hora já. No museu estava rolando uma exposição de roupas, que era grátis, e esse de vestidos de noiva era pago. Lá estavam em exibição vestidos datados desde 1775, e eu olhei tudo encantada. Parece que voltamos no tempo olhando aqueles brocados e tecidos tão pesados, com armações e espartilhos. E os sapatos??? Os antigões mesmo eram de tecido e não faziam curvinhas pra direita e esquerda, que é o que hoje identifica um pé do outro. Desta forma, penso que calçar qualquer um dos pés daqueles sapatos serviria. Não consigo imaginar como aqueles sapatos de pano conseguiam ficar nos pés. Se fosse nos meus duvido que ficassem 5 minutos.

Tinha, no chute, uns 40 vestidos, de diversos estilos. Uma pena imensa que não podia tirar fotos. Tinha cada um de babar muito. Os antigões eram super trabalhados com bordados, rendas, pérolas, fios de prata e até cristais Swarovski. Tinha até um cinza claro acetinado com pequenas flores amarelas que foi feito com tecido de forrar sofá, sendo que era menos grosso que os atuais. Ele foi feito com esse tecido porque a noiva não tinha dinheiro para comprar as sedas caras da época, mas ó, ficou muito maneiro o vestido, e super diferente. Tinha vestido de tudo que é cor: branco, champanhe, azul, vermelho, roxo e até preto! Cada vestido tinha uma plaquetinha que dava os detalhes sobre a história do vestido. Eu me amarrei muito na exposição.

Vestidos Os vestidos acima fazem parte do acervo para cuja entrada era gratuita.

Quando saímos do V&A eu me lembrei que tinha esquecido os ingressos do Harry Potter no hotel. Fiquei com tanta raiva de mim!!!

Fomos para o borboletário do Museu de História Natural, que fica ao lado do V&A. O borboletário fica do lado de fora do museu. Compramos os ingressos por 5 libras cada. Na porta tinha um aviso de que o ambiente interno da estufa era quente e úmido, e assim que entramos, as lentes dos meus óculos embaçaram imediatamente, num contraste bem violento com o frio de 18 graus que fez hoje. Até a lente da câmera embaçou, mas deu para tirar fotos assim mesmo.

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A primeira vez que fui a um borboletário na minha vida foi há 27 anos atrás, quando fui ao Palácio de Hampton Court, aqui nos arredores de Londres. Até então, nem sabia que existiam borboletários. Como eu não fui em Hampton Court, eu achei esse borboletário, pela internet, e resolvi ir para um revival do meu passado londrino, quando minha mãe morava aqui (morou uns 4 anos). Ela queria que eu ficasse morando com ela, quando vim passar férias, mas eu rapei fora, de volta para o braseeel, por causa do rapaz que eu namorava lá havia 6 anos. Detalhe: quando voltei, dois meses depois ele terminou comigo, e era mais ou menos a época em que minha mãe voltou pro braseeel, já que eu não quis ficar com ela. Então, a Inez era morta e não dava pra voltar atrás.

Voltando ao borboletário, foi bem legal estar ali e ver tantas borboletas lindas, mas eu estava suando como uma porca, e não estava mais aguentando ficar naquele calor úmido. Saí batido, pro friozinho, e fiquei esperando Gabi sair. Mas antes de sair, filmei uma borboleta recém-saída do casulo, e ainda estava com as asas todas amassadas. Vejam:

Ela quis entrar no Museu de História Natural, e como eu estava preocupada com o horário apertado, sabendo que eu teria que ir buscar os ingressos do HP no hotel, eu resolvi ir buscar logo, enquanto Gabi ficava no museu. Era meio-dia, e às 13 eu estava finalmente de volta.

Entrei no museu para encontrar Gabi, rodamos um tico por lá e saímos. Eu estava faminta, pois não tinha tomado café, e fomos procurar rango. Como não tinha nada apetitoso, resolvemos ir ao Pret a Manger mesmo, e traçamos uns wraps, bem apimentados, por sinal.

Quando terminamos de comer passava das 14 horas, e teríamos que estar na estação de ônibus para pegar o busão pro Harry Potter no máximo até as 15:45. Gabi, questionando o que iríamos fazer em 1:45 hora, decidiu que iria ao museu de embalagens, que ela tinha colocado no roteiro e não conseguimos ir “por falta de tempo”. Disse a ela que eu iria para a estação esperar o ônibus, e que se até as 15:45 ela não chegasse, eu iria sozinha para o HP.

Nos separamos, indo uma para cada lado, ela na correria, para a estação de metrô Notting Hill Gate, e eu na calmaria, para Victoria.

Chegando lá, procurei pelo tal Golden Tours, que era a empresa que nos levaria e traria de volta da Warner Studios, que fica em Watford, a noroeste de Londres.

Eu fiz tudo a passos de cágado, porque tinha muito tempo até o ônibus sair. E acompanhando o itinerário da Gabi, vi que ela corria tanto que mal aproveitou o que fez.

Achei onde era o ônibus, mas não tinha absolutamente nada pra fazer, para fazer hora. Resolvi, então, ir à Starbucks que tinha em frente, para tomar um Caramel Cream.

Sentei no balcão, esperando meu Caramel Cream, e depois, enquanto tomava aquela delícia, fazia hora vendo a moça preparar os pedidos, e fuçando o Facebook. Uns 40 minutos depois, descobri um rombo em uma unha, e como eu não tinha lixa na bolsa, resolvi catar uma farmácia pra comprar uma lixa, antes que eu destruísse tudo de vez.

Enquanto eu comprava a lixa, Gabi ligou dizendo que já estava chegando à estação Victoria. Enquanto isso, entrei na fila para subir no ônibus, e esperei Gabi chegar.

Onibus

Logo embarcamos, e seguimos viagem até a Warner. Foi cerca de 1:30 hora de viagem, mas acho até que passou bem rápido, pois quando a gente não conhece a paisagem, acaba se distraindo, e o tempo parece voar, ainda mais que fomos no segundo andar do busão.

Chegamos à Warner era quase 17 horas. Entramos logo na fila para trocar o voucher pelo ingresso, que estava marcado para as 18:30. Como estava cedo demais, resolvemos dar uma de Joanas-sem-braço e entramos na fila antes da hora para começar o tour. Acabou que ninguém falou nada por termos antecipado.

Warner2

Entrada

A gente primeiro entra numa sala grande, com 4 televisores de cada lado exibindo coisas sobre o filme, onde um cara fica lá falando um monte de coisas que eu não entendi porque sou surda, neah? Mas do pouco que entendi, eram algumas instruções básicas de como se comportar no estúdio.

Depois, passamos para uma pequena sala de cinema, onde os atores dos personagens principais (Harry, Hermione e Rony) falam, no vídeo, sobre alguns detalhes das filmagens.

Saindo dali, finalmente entramos no grande salão de Hogwarts, onde os alunos se reúnem para as refeições, e dali, seguimos para todos os outros cenários, que ficam dentro de um gigantesco galpão. O adendo que faço aqui, é que este é o verdadeiro cenário onde foram filmados todos os filmes do Harry Potter; não é como na Disney, que são réplicas.

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Hog

roupas

Ali dentro tinha de tudo relativo ao filme; desde os desenhos dos cenários e roupas, a maquetes e seções de maquiagem e efeitos especiais, tudo bem explicadinho das tabuletas em frente aos itens.

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Eu tirei zilhões de fotos, mas obviamente não posso postar tudo aqui, senão estoura minha cota de fotos do blog, hehehhee. Mostro apenas algumas das principais.

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Sala do Dumbledore

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Beco Diagonal

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Maquete da cidade

Saindo do primeiro galpão, tem uma parte externa estúdio, onde há uma pequena lanchonete que vende, dentre outras coisas, a butter beer  (a cerveja amanteigada do filme), que tomamos lá em Orlando. Lembram que Gabi tomou tanto que enjoou? Poisé; ela passou longe, hahahahahahah Quem mandou ser olhuda!

Para quem não leu nossa viagem para Orlando em novembro de 2013, a cerveja amanteigada é, na verdade, uma raspadinha de caramelo, mas que é bem doce, e acaba sendo enjoativa demais se beber um inteiro.

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Já no final, a gente entra num salão imenso, que tem essa maquete de todo o castelo de Hogwarts. Isso é gigante, gente. Deve ter uns 6-8 metros de altura (essa foto eu tirei do alto de um mezanino). É tão perfeito que parece mesmo de verdade.

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E ao sair dali, entramos nessa parte das varinhas, e logo em seguida, saímos para a loja.

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Varinhas da Hermione, Rony, Harry, N. Longbottom e Sirius Black

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A loja

E depois de rodar toda a loja e comprar nossas besteirinhas, sentamos na lanchonete para comer, porque estávamos roxas de fome. Comemos uns sanduíches, e tb um cupcake com café, e esperamos dar 21:30 para pegarmos o busão de volta para a estação Victoria.

Chegamos ao hotel, passava de 23:30, tomamos um banho e estou aqui postando para vocês o dia 5. Já são 2:30, e teremos que acordar às 9 para arrumar as malas direito e cair fora, pois iremos às 14:40 para Paris de trem, atravessando o Canal da Mancha, debaixo da água. Pena que esses dias todos estará chovendo por lá. Mas ainda bem que trouxemos nossos guarda-chuvinhas.

Beijinhos em todas, e se torçam para que não dê problema com meus esmaltinhos indo para Paris.

Amanhã (mais tarde) a gente se encontra novamente, se eu não estiver morta de cansaço.

Beijocas em todas!!!

Adri :D