Dia 13 – Na Terra do Fado

Olá!

Narro agora o nosso décimo terceiro e último dia de viagem, em Lisboa.

Acordamos mais de 8 da manhã, nos arrumamos e fomos tomar o café no hotel, em que certamente ficarei novamente na próxima vez que for à Lisboa. Um magnífico café, digno de um hotel 4 estrelas. Até pastéis de Belém (os legítimos!!!) tinha à vontade para a gente se servir – comi 3! (Pastel de Belém é a designação para os pastéis de natas feitos na confeitaria de Belém, que fica do ladinho do hotel em que ficamos. Se não é feito pela confeitaria de Belém, o nome do doce é simplesmente pastel de natas. Segundo a Cristina, o pastel de Belém tem um sabor diferente dos demais pastéis de natas em Portugal, cujo segredo é guardado a sete chaves, assim como é a fórmula da Coca-Cola). Como eu não comi outros, não posso dizer se realmente tem alguma diferença. A única coisa que sei é que esse trem é bom pra cachorro!!! Quentinho e crocante, então, é de comer rezando!

pastel de belem

Na noite anterior, quando chegamos do Hard Rock, pedimos informações ao recepcionista e compramos, a 15 euros por pessoa, passes para um dos circuitos do ônibus hop-on x hop-off. Fomos informadas de que às 9:30 o ônibus estaria em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Então, quando eram umas 9:15 saímos para irmos em direção ao ponto para esperarmos o ônibus, que só apareceu lá às 10:10, pois o cara da recepção não disse que o ônibus saía do ponto de origem às 9:30 (Praça da Figueira – em frente à  Confeitaria Nacional), mas sim que estaria nos Jerónimos às 9:30, aff! Enquanto esperávamos, tirávamos algumas fotos.

Mosteiro6

Gabi em frente ao Mosteiro dos Jerónimos. Reparem na cor do céu.

Mosteiro7

Pegamos o ônibus e fizemos o passeio, que durou pouco mais de uma hora. O dia estava limpíssimo, e bem mais quente do que na Itália e por isso usei só uma camisetinha com jeans e uma rasteirinha que tinha levado na mala, e que achei que não iria usar nunca – o chinelinho véio de guerra é forrado de um tecido que esquenta muito no calor, e faz meu pé suar horrores. Mas levei meu casaquinho de moletom, porque à noite esfriava bem.

Retornamos ao Mosteiro, descemos e entramos no mosteiro, porque queria muito que Gabi conhecesse. O mosteiro é lindíssimo por dentro. E podem ter certeza de uma coisa: nas fotos não se consegue sentir o arrepio que a gente sente com a suntuosidade e majestade desse lugar. Estar pessoalmente num lugar desses é uma bênção! Sentir a emoção de estar num lugar que acolhe os restos mortais de reis, rainhas e figuras ilustres da história, e que é considerado pela UNESCO como patrimônio mundial, não tem preço!

Mosteiro

Detalhes das colunas do mosteiro, todas trabalhadas.

Mosteiro2

Mosteiro3

Mosteiro4

Lá no mosteiro há os túmulos de Vasco da Gama, Fernando Pessoa e Luiz Vaz de Camões. Abaixo, o túmulo de Camões.

Mosteiro5

Depois de visitar o Mosteiro, que tem entrada gratuita, fomos para o ponto do ônibus hop-on x hop-off e voltamos para a área da Praça da Figueira, para podermos ir almoçar no João do Grão, que não conseguimos ir na noite anterior.

Chegando lá perto, descemos e caminhamos um pouco pelas ruas à procura da rua do João do Grão. Pedimos um bacalhau na brasa, já que não tinha no cardápio bacalhau à lagareiro. E no couvert, vieram azeitonas, pães, patês (de atum e sardinha) e pastéis de bacalhau (que nada mais são do que bolinhos de bacalhau) maravilhosos! E tudo isso, regado ao vinho recomendado pelo garçom, que adoramos!

João do Grão

foto 2 (1)

O bacalhau estava bom, mas confesso que o do Leão D’Ouro estava muuuuuuito melhor! E ao terminarmos o almoço, caminhamos um pouco pelas ruas, e resolvi ir à loja em frente à praça da Figueira (loja Bruxelas) em que comprei meu casacão de frio magnífico, em 2006, pois estava tudo com 50% de desconto. E enquanto procurávamos novos casacos para comprar, trocava mensagens com a Cris, que já estava chegando. Quando eu estava pagando os casacos (cada um pela bagatela de 70 euros (pechinchésima!!!), Gabi chegou com a Cris (Gabi foi buscá-la porque ela não conseguia encontrar a loja). Foi uma festa só. Cris é uma moça linda, alegre e muito prestativa. Um docinho! Amei muito conhecê-la! Dali, fomos até o Museu da Cerveja, que ficava numa praça ali por perto.

Depois, saímos lá e paramos em frente ao museu de design, porque Gabi queria ir lá. Enquanto isso, Luciana foi em outras lojas e eu fiquei conversando com a Cris, sentadas no calçadão em frente ao museu. Foi uma tarde magnífica!

Dali, caminhamos para irmos até o Bairro Alto, e procuraríamos o restaurante indicado pelo recepcionista do hotel, onde se tem jantar com show de fado, que a Luciana queria muito ir. No meio do caminho parávamos em várias lojinhas, e numa delas, vi uma coisa que me deixou louca. Vejam esses guarda-chuvas!

guarda-chuvas

Comprei um bege para mim e outro para a Gabi, e dei o roxinho de presente para a Cris. Não tinha como agradecer a companhia agradável dela durante toda a tarde e noite.

Finalmente retomamos nosso caminho para o Bairro Alto, e como já caía a tarde, as ruas da boemia já começavam a encher. Passamos por muitas lojas conhecidas, e depois de subir bem, encontramos a Rua da Barroca, onde fica o Faio, o restaurante de fado que nos foi indicado. Mas não pudemos ficar lá porque já estava tudo lotado para o horário do show; tem que reservar com antecedência. Então, fomos procurar o Severa, que é outro restaurante de fado, que foi indicado pelo senhor do Faio. E encontrando o Severa, a informação que tivemos é que só abriria às 20 horas e o show começaria às 21 horas. E como eram 19 horas, resolvemos reservar uma mesa para o jantar e fomos para um boteco de tapas (petiscos espanhóis) que vimos no meio do caminho. Lá sentamos, tomamos uma bebida, conversamos e vimos nossas comprinhas e presentes. Gabi abriu seus lápis de cor e materiais de desenho, e eu vi os esmaltinhos que comprei e que tinha mandado entregar na casa da Cris, e tinha também os presentinhos leeeeendos que a Cris me deu (mais esmaltes!).

Cris e Adri

Quando deu 20 horas, fomos para o Severa. Entramos e pedimos mais vinho e mais bacalhau! Desta vez não pude tirar foto do prato porque ele chegou na hora da cantoria. Até tentei, mas era muita indelicadeza usar o flash no ambiente lotado, à meia-luz, onde o foco era a senhora fofa em seu vestido preto brilhante que cantava com sua voz forte, acompanhada por um violeiro e um bandolinista, os fados que encantavam a todos.

O show foi revezado entre dois cantores e duas cantoras, e durou umas duas horas. Saímos de lá perto da meia-noite, depois de ter comido duas mousses de chocolate, que foram divididas entre mim, Gabi e Cris. O jantar com show, vinho e sobremesa saiu por 55 euros por pessoa. Paguei o da Cris, obviamente, em agradecimento pelas muitas gentilezas que tem feito para mim.

Dali, pegamos um taxi e fomos até o nosso hotel, onde eu entreguei para a Cris os esmaltes e as Havaianas que levei para ela (dentre os esmaltes, alguns que a Vivi me pediu para levar). A Cris aproveitou para tirar também foto com a celebridade, o unicórnio, hhuauhauhauhahuauhauha.

Cris

Pouco depois, eu e Luciana fomos então até o ponto de ônibus deixar a Cris, e assim se encerrava nossa fantástica noite, de um dia que foi muito bem aproveitado. Só lamento termos ficado somente um dia e meio, pois não fomos nem ao museu do Coche (carruagens), que eu queria mostrar pra Gabi (eu já tinha ido), nem museu arqueológico e nem no museu do azulejo, que eu não fui da outra vez. Além disso, tinha ainda muitos outros lugares para ir. Depois preciso voltar com mais calma para Lisboa!

O ideal é alugar um carro e descer do norte ao sul, como fiz em 2006, percorrendo várias cidadezinhas. Quem fizer isso, vale a visita a Batalha, onde tem um mosteiro tão lindo quanto o dos Jerónimos, e fiquem no Hotel Mestre Afonso Domingues, bem ao lado do Mosteiro. Hotel fantástico (4 estrelas), com excelentes comida e café da manhã. Neste hotel nos foi oferecida uma visita a um lagar de azeite (onde se extrai azeite das azeitonas), cujo passeio vale suuuper a pena!

E voltando a Lisboa, hehehehe, nossa noite terminou, tomamos um banho e fomos dormir, porque teríamos que estar cedo no aeroporto, pois nosso voo seria às 9:35.

Bem, meninas, e assim terminou minha viagem de 14 dias à Itália e Lisboa. A próxima viagem ainda não decidi qual será, mas provavelmente será Orlando de novo, pois quero muito ir à extensão do parque do Harry Potter, que está programada para inaugurar em julho deste ano. Depois penso em ir com Gabi para Londres, Edimburgo e Paris. Vamos ver no que vai dar!

Deixo vocês aqui, e até o próximo post!

Beijos

Adri

Dia 12 – Adeus Roma

Olá meninas!

De volta ao braseeel, após ter ficado dois dias sem postar, porque esqueci o adaptador de tomada do meu note aqui, eu não consegui postar nada os dois últimos dias, porque já estava em Portugal, e o adaptador que eu tinha só servia na Itália.

Narro, então o dia 12, que foi o dia em que partimos de Roma para a Itália.

Acordamos em Roma às 6:30, porque, segundo a informação de uma das lojas em que compramos produtos que são passíveis de reembolso do IVA (imposto sobre os produtos), deveríamos solicitar o reembolso do IVA no aeroporto em Roma. Nosso voo seria às 11:35, e eu não sabia se enfrentaria fila ou não para o reembolso do IVA, então, saímos mesmo sem tomar café, às 7:30. Chegamos no aeroporto pouco mais de 8:30, e lá já fui logo pegar a informação sobre o reembolso do IVA. Chegando no guichê da alfândega, o senhor que me atendeu disse que o IVA é solicitado somente no último aeroporto de embarque com destino ao nosso país, então, seria em Lisboa. Resultado: acordamos cedo à toa.

Tomamos um café e comemos um sanduichinho, e depois sentei no saguão, fiz meu post do dia 11 e rodei pela lojas no aeroporto. Comprei uns esmaltinhos, umas massinhas (macarrão) e depois de muito fazer hora, finalmente embarcamos. O voo durou quase 3 horas. E chegando ao aeroporto de Lisboa, sentimos a diferença no clima; estava 18 graus, beeeem mais quente do que em Roma. Atrasei meu relógio em uma hora (até então eram 4 horas a mais que o braseeel), e fui procurar a loja da Vodafone, para comprar mais um chip de internet para meu telefone, porque o que eu tinha de Portugal, acabou em Veneza mesmo. Mais 15 euros, e já tinha minha internet de volta, com 1 GB de capacidade.

Pegamos um taxi até o hotel Jerónimos 8, na Rua Jerónimos 8, ao lado do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém (bairro de Lisboa, onde fica a Torre de Belém). Chegando ao hotel, até tomei um susto. Estávamos acostumadas com hotel meia-boca, 3 estrelinhas apagadas, e este era o O do bobó! Hotel muuuuuito mais phyno; 4 estrelas! O quarto era uma maravilha. Tudo de primeira, em comparação com todos os outros. Decoração moderna, com bastante mármore e granito. E a curiosidade do hotel ficou por conta da maluquice da distribuição dos apartamentos pelos andares do prédio. O nosso apartamento, 214, ficava no terceiro andar, e assim, sucessivamente. Os apartamentos 300 ficavam no quarto andar, os 100 ficavam no segundo. Coisa de Portugueses? uhahuahuauhahuauhauh Diz Cristina, que não!

elevador2

Deixamos nossas coisas no apê e descemos para irmos para a Confeitaria Nacional, que é uma confeitaria de 1829, cujo alvará foi expedido pelo Rei na época (a república de Portugal foi proclamada em 1910). Pegamos um taxi e ficamos de prosa com o motorista até a confeitaria. E no meio da prosa, o assunto era bacalhau, porque a gente estava morrendo de fome, já que não tínhamos tomado café decentemente. E o motorista nos recomendou comer no JOÃO DO GRÃO, um dos muitos restaurantes na Rua dos Correeiros, transversal à rua da Confeitaria Nacional.

Chegando ao nosso destino, entramos na confeitaria e olhamos as vitrines, cheias de doces de ovos. E lá dentro, um balcão cheio de outros doces, que tinham a cara apetitosa. Mas como a gente não tinha almoçado ainda, não tinha muito cabimento começar pela sobremesa, então, saímos dali em busca do João do Grão. Dobramos a rua e em menos de dois minutos chegamos à porta do João do Grão, que já estava fechado (fecha às 15 horas). Segundo informação do graçom do restaurante concorrente ao lado, o João do Grão só reabriria às 18:30. Resolvemos então procurar o restaurante onde almocei em 2006, e que gostei muitíssimo, principalmente pelas lindas paredes de azulejos antiquíssimos, pintados a mão: LEÃO D’OURO, um restaurante fundado em 1842.

Leão

Lá, seguimos a dica do motorista de taxi, e comemos um Bacalhau à Lagareiro, de-li-ci-o-so! Matei meu desejo de comer bacalhau. E ainda teria mais duas refeições de bacalhau, até virmos embora. Nota 10 para o prato e restaurante!

Bacalhau à Lagareiro

Dali, fomos até a Confeitaria Nacional para comermos a sobremesa. Comi um bolinho de baunilha coberto com glacê duro de chocolate, que estava dulcíssimo, eca! Detesto doce doce demais. Tomei um café e fomos em direção ao Hard Rock, para Gabi comprar uma camiseta, mas antes, paramos numas lojinhas para comprarmos souvenirs. E no Hard Rock, sentamos, tomei mais uma frozen marguerita e conversamos um pouco. Já bem escuro e frio, pegamos um taxi do outro lado da Avenida Liberdade, na direção do Hard Rock, e voltamos para o hotel, onde tomamos um banho e caímos na cama, para um merecido descanso.

E assim terminou nosso 13° dia de viagem.

Beijos

Adri =D

Dia 11 – Morcegando em Roma

Olá meninas!

Descrevo hoje o dia 11 da viagem, pois ontem chegamos ao hotel e fui logo dormir, porque hoje precisava acordar muito cedo para irmos para o aeroporto. Na verdade, nem tenho muito o que contar.

Ontem foi um lindo dia de sol, mas eu e Gabi não fizemos absolutamente nada de produtivo. Devíamos ter deixado para fazer no dia 11 o que fizemos no dia 12, já que choveu no dia 11 e fez sol no dia 12.

Acordamos por volta das 8 e nem café tomamos. Fomos logo organizar as bagagens, porque de Roma para Lisboa, o próximo destino, teríamos que ter somente 23 quilos em cada bagagem, e 8 em cada carry-on, diferente dos pesos que teremos direito de Lisboa ao braseeel, que será 32 e 12 quilos.

Sei que esse arruma-arruma terminamos por volta do meio-dia, e então resolvemos sair para almoçar. Fui comprar umas coisinhas que queria e fomos para o Hard Rock Café outra vez, porque eu queria comer uma salada caesar, que eu não comi desde que cheguei (sempre como saladas caesar em minhas viagens – não é simpatia, hehehe, simplesmente gosto).

Caesar

E assim fizemos. Almoçamos e voltamos para o hotel.

Tínhamos combinado com a Luciana de nos encontrarmos no restaurante em que jantamos no dia 10, o Sa Tanca Crostaceria, às 19 horas.

Chegamos de volta ao hotel por volta das 16 horas, e tiramos um cochilinho. Estava um friozinho gostoso, e depois de comermos muito, deu uma lombeira danada. Ademais, não tinha nada mais interessante para fazer, e meus dedinhos dos pés continuam cheios de bolhas, então, andar não era uma excelente ideia. Queria mesmo era descansar, pois nessas viagens sempre andamos muito, e carregando o peso da mochila é fogo.

Quando deu 18:40 desci para ir ao mercadinho comprar uma garrafinha de chá e ir para o restaurante. Gabi foi tomar banho e nos encontraria depois, no restaurante.

Jantamos, mas o prato que comi não estava tão gostoso quanto a entradinha que tivemos na noite anterior. Comi um risoto de camarão, mas acho (e Gabi também) que o que eu faço é mais saboroso.

O retorno para o hotel é que foi trágico. Voltamos, tomei meu banho e caí na cama, onde Gabi já estava. Separei as roupas que usaria hoje e deitei para dormir. O quarto tinha 3 luzes: duas arandelas, uma sobre a minha cama e outra sobre a cama da Luciana, e a luz principal, no teto do quarto. Quando eu deitei, desliguei a minha luz e a principal, e Luciana disse para deixar acesa porque ela ainda iria arrumar a mala dela. Só que ela estava deitadinha, mexendo no inseparável telefone dela, e já tinha uns 15 minutos fazendo isso. Achei um absurdo ela ficar deitada mexendo no telefone e querer que deixássemos todas as luzes do quarto acesas, já que ela não estava efetivamente arrumando as malas. Me fingi de desentendida e apaguei a luz principal, e só a dela ficou acesa. Alguns minutos depois, ela acendeu novamente a principal, e continuou deitada mexendo no telefone. Eu estiquei o braço até a parede e apaguei. Gente, eu jamais faria isso. Se alguém estivesse dormindo, eu procuraria ao máximo não incomodar quem queria dormir. Se escolhemos ficar todas juntas, uma tem que colaborar com o bem-estar da outra. Querer todas as luzes acesas só para mexer no telefone e deitada, achei um absurdo. E na hora de ela arrumar as malas foi um tal de abre e fecha de zíper, que parecia até proposital. Isso só me faz pensar que VIAJAR COM A GABRIELA É ÓTIMO!

Isto, para não falar nos ataques de piti que ela dava de vez em quando, que me lembrou muitíssimo o “falecido”.  Ela foi perguntar na recepção quanto tempo era até o aeroporto, e o cara disse que tinha dois aeroportos; para um era meia hora de carro, para o outro, uma hora. Ela então me perguntou qual seria nosso aeroporto, e eu disse que não sabia, porque não estava com as passagens nas mãos. E ela então agiu como se fosse um absurdo total eu não saber qual seria o aeroporto, como se fosse somente minha a obrigação de saber. Ela também não está viajando? Por que ela não olhou qual seria o aeroporto? Será que ela também achou um absurdo ela mesma não saber? É mais fácil culpar os outros, né? O “falecido” era muito assim, e eu odiava isso. Então, esta viagem serviu de lição. Agora sei que com Luciana não viajo mais. Ela é uma ótima pessoa, mas não para conviver comigo. Algumas horas no dia na companhia dela é mais do que suficiente, agora sei. As únicas pessoas com quem viajei e não achei nada ruim, até hoje, foi com a KK e Maike, quando fomos para a California em julho do ano passado.

Então foi assim o meu 11º dia. Agora, estamos no aeroporto esperando nosso voo para Lisboa, onde chegaremos por volta das 16 horas. Lá está dia claro, lindo sol, e maravilhosos 8 graus. Amanhã encontrarei a Cristina do The Clockwise Nail Polish, e trocaremos nossos muitos esmaltes, heheheh.

Beijinhos em todas.

Adri =D

Dia 10 – Fui a Roma e não vi o Papa!

Tarde, meninas!

Ontem cheguei mais de 10 da noite da rua, e estava em frangalhos, impossibilitada de sequer abrir o computador. Foi banho e cama! Então, hoje, descrevo nosso dia 10.

Acordamos mais tarde um pouco. O dia estava bem chuvoso. Nos arrumamos e fomos tomar o café xoxo do hotel. Depois descemos e fomos caminhando até a Piazza San Pietro, porque Luciana queria comprar o ingresso para enfrentar a muvuca do Papa hoje de manhã. Foi um tal de abre-fecha de guarda-chuva, que encheu o saco. Além disso, estava bastante frio ontem: 8 graus, com sensação térmica de 6.

No meio do caminho, passamos pela Piazza Navona, onde fica o consulado braseeeleiro, tiramos umas fotos e sentamos num Café para tomar um cappuccino e desfrutar um pouco do Wi-Fi grátis do Café.

Navona

Depois do cappuccino, rumamos para a Piazza San Pietro, e quando chegamos lá, havia uma fila de uns 400 metros de pessoas querendo entrar na Basílica. Quando eu vim, há 30 anos atrás, não tinha esse negócio de raio-x nos pertences, por isso a fila. Enquanto isso, nossos unicórnios faziam a alegria da juventude, e até dos policiais, hahahhaah

Vaticano

Esperamos na fila mais de uma hora, e só “apreciando a paisagem”. Vimos um grupo de militares italianos saindo da basílica, que quase enfartei. Lindos, e fardados, era de matar do coração!

Vaticano2

Depois de longa espera, finalmente conseguimos entrar. Não se paga nada, a não ser que se queira visitar a cúpula. Mas, além do elevador, para ir à cúpula é preciso subir mais de 300 degraus. Tô fora!

Vaticano3

Eu, sinceramente, já não me lembrava mais de nada ali, a não ser da Pietá (estátua de Michelângelo), e que eu me perdi da minha mãe dentro da basílica. Fiquei traumatizada, sem dúvida. Foi agonizante! Achei que nunca mais veria minha mãe.

Pietá

Acho que o enorme trauma que carregava até ontem me fez esquecer de praticamente tudo ali. Esqueci, inclusive, como era linda a basílica, tão rica, tão imponente, tão cheia de detalhes. São taaaaaaaantos detalhes!!! A gente nem sabe o que olha primeiro!

Vaticano4

Ficamos pouco mais de uma hora lá dentro, e não fotografei mais, porque senão repetiria demais as fotos. Tirei umas 400 fotos lá de dentro, que, obviamente, não poderei postar todas aqui, heheheh, senão estoura minha cota de imagens do blog.

Vaticano6

Vaticano5

Vaticano7

Depois que saímos de lá, Gabi, como sempre, já estava reclamando que queria almoçar. Então, começamos a caminhar, apreciando as ruas, arquitetura e lojinhas, em busca de um restaurante. E do outro lado da ponte,  encontramos um restaurantezinho simpatiquinho, no qual resolvemos entrar. Lá, finalmente, Luciana encontrou a tão sonhada Berinjela à Parmigiana que ela queria tanto, e que foi o que eu acabei pedindo, também.

Almoço

E, acreditem, lá dentro do restaurante estava uma garota DE MACAÉ!!!!, que estudou no colégio da Gabi quando ela tinha uns 5 anos de idade. Que memória! Só que Gabi não foi falar com a menina porque a guria não foi da turma dela, e ela não sabia o nome e nunca conversou com a menina. Que mundo pequeno. E olha que Roma nem é pequena!

Saindo de lá, fomos procurar o Pantheon, que ficava por ali perto. Passamos por umas ruelinhas, seguindo o mapa que tínhamos na mão, e no meio do caminho, Luciana procurou os óculos de sol Michael Kors que ela havia comprado em Florença, e, cadê??? Esqueceu no restaurante. De-ses-pe-ra-da, ela queria voltar literalmente correndo para pegar os óculos, só que não sabia o caminho de volta, então, teríamos que ir com ela. Mas como eu estava com meus Crocs, que estão com a sola lisa como bunda de neném, o chão de pequenos paralelepípedos lisos, pra mim, escorregava mais que sabão, na chuva, e eu não arrisquei sair desembestada atrás das duas, por medo de cair. Só me faltava ir parar no hospital com um braço quebrado. Então, eu disse a elas que fossem que eu as esperaria na Navona.

Uns 20 minutos depois chegam as duas, e Luciana com um sorriso satisfeito nos lábios. Nem precisei perguntar nada, né? Alguém achou os óculos e entregou ao garçom, que ficou esperando pelo nosso retorno. Se fosse no braseeel, um segundo depois de ter saído da mesa, e os óculos já estariam em bolsas alheias.

Continuamos à caça do Pantheon, e quando finalmente o encontramos, estava uma muvuca danada, além de estar chuviscando. Estava cheio de equipamentos e pessoas por toda parte, e a fonte em frente ao Pantheon havia literalmente se transformado em um set de filmagem.  

Pantheon

Pantheon

As duas atrizes subiram e desceram os degraus da fonte, na mesma cena, umas 7 vezes, e eu, avessa a tumultos, estava já agoniada para ir embora, enquanto Luciana e Gabi entravam no Pantheon, que também estava cheio de estudantes. Queria sair de lá correndo!

Quando finalmente saímos, lembrei que Gabi queria ir à loja do The North Face (roupas de esqui) para comprar as benditas luvas iguais às que ela perdeu em Nova York no mesmo dia em que comprou lá. Lá em NY, ela deixou as luvas em cima de uns livros na livraria, e saiu sem lembrar das luvas. Quando lembrou, voltou e nunca mais viu as luvas, que ainda cheiravam a novas. Quase matei, né?

Enfim, de volta a Roma, começamos a caminhar em direção à loja do North Face, que era relativamente perto do Pantheon. No meio do caminho, avistamos uma sorveteria da Lindt, e não tivemos como não entrar, neah? Tava um frio danado, mas não podia deixar de experimentar. “Dilícia”!!!

lindt

Tornando a caminhar, mais alguns minutos e chegamos à loja. Gabi encontrou a mesma luva, só que não rosinha, como era a dela. Então, foi preta mesmo. E já comprei com a recomendação de que não perdesse desta vez, né? Aproveitei e comprei mais um par pra mim.

Retomamos a caminhada em direção ao hotel. No meio do caminho tinha um senhor tocando músicas italianas em acordeon, acompanhado por um cara que tocava violão. Não resisti, e comprei o CD dele, por 10 euros.

Passamos pelas ruas das lojas de grife. Avistei uma Sephora, e entrei para comprar outro batom líquido igual ao que comprei em Florença, que eu AMEI (de outra cor, claro). O batom é perfeito! Ele vem num tubinho com aplicador, tipo de gloss, e fica matte depois que seca (seca rapidinho), e o mais perfeito nele é que ele não escorre pelas ruguinhas da boca de jovens “senhouras” como eu. Ou seja, o batom fica perfeito por muito tempo, como se tivesse acabado de ser passado. 14 euros aqui, mas nos States deve ser mais barato, penso eu.

Depois, fomos à GAP, porque Gabi queria comprar umas blusinhas iguais às que comprou nos States. E saindo da loja, pedi para Gabi consultar o mapa do iPhone para sabermos por onde seguir para voltar ao hotel. Ela parou, tirou a luva e dedilhou a tela e pronto. Andamos uns 20 metros, quando o frio nos obrigou a colocar as luvas. E quando Gabi foi pegar as luvas dela, cadê a outra luva do par???? Perdeu, né? Ficou doida e desconsertada para me dizer que tinha perdido a luva que não tinha nem uma hora que tinha comprado. Eu, já começando a dar esporro nela, fui parada por um senhor que perguntou se estávamos procurando uma luva, porque ele a tinha visto lá pra trás. Agradeci e fomos correndo voltando a rua e olhando pro chão. Por sorte, a luva estava caída numa poça d’agua, junto ao meio-fio. Ainda bem que consegui ver, porque estava escuro, e sobre o asfalto, foi um pouco difícil achar a luva preta. Depois de comer Gabi no esporro, continuamos a andar.

Avistei uma loja da Lush e encantada com tantas novidades, comprei um creme chamado Karma Kreme, que posso dizer que é o melhor de todos que já experimentei até hoje, não só pela textura conhecida dos outros cremes da Lush que tenho, mas pelo magnífico perfume que tem.

Karmaa

O creme tem um fixador perfeito de perfume. Passei só um tico nas costas da mão e até o fim da noite ainda tinha o perfume do creme. Inclusive, o mesmo perfume do creme é vendido na forma de perfume em bastão, também. Delícia!

Andamos bastante, e meus dedinhos dos pés já tinham lindas bolhinhas. Já andava quase como uma deficiente física. Vinha me arrastando pelas ruas, num frio danado, e debaixo de chuva chatinha. Quando dobramos uma rua transversal à nossa, avistei aquela pizzaria onde comemos anteontem. Paramos, pedimos umas pizzas e fomos embora. Não via a hora de cair na cama.

Quando dobramos nossa rua, uma quadra antes da do hotel, vi uma portinha com um letreiro que parecia ser de um restaurante, onde se lia SA TANCA CROSTACERIA, e lá dentro vi um lindo sofá de época, com lindo tecido na cor pérola, bem rococó, e em frente, uma mesinha com velinhas acesas e um vasinho cheio de tulipas amarelas. Como vi cardápios da frente da portinha, deduzi que fosse um restaurante, e fui lá bisbilhotar os preços. Não eram nada diferentes dos preços que vínhamos pagando até então, mas eu me negava a acreditar que um restaurante com tanto luxo custasse só aquilo. Sugeri à Luciana que entrássemos para conhecer para irmos hoje à noite, e Gabi, que estava só o pó, partiu pro hotel. Entramos para ver a atmosfera do restaurantezinho, luxuoso, com móveis de época, muito phyno.

Sa Tanca

Sa Tanca2

Lá, acabamos resolvendo sentar para tomar um vinho, e apesar de termos comido pizza antes (infelizmente), pedimos um petisquinho, para não ficar só na bebida, já que era um restaurante, e não um bar. Pedimos um tempurá de legumes e camarão, e tudo foi perfeito. Até o vinho branco, ligeiramente espumante (e delicioso!), custou mais barato que em muitos outros lugares em que tomamos vinho. Inacreditável!

Conversamos bastante, e tomamos todo o vinho. No final da noite já estava doida pra cair na cama. Pagamos a conta, certas de que voltaremos hoje, e saímos. E para completar o ciclo que esquecimentos, esqueci o telefone na mesa do restaurante; o garçom veio correndo atrás de nós para me entregar. Saímos às gargalhadas, porque o dia ontem foi intitulado o dia em que todas perderam algo, mas não perdera nada no final.

Cheguei no hotel, tomei meu banho e capotei. Estava impossibilitada de escrever este texto, que levaria, como sempre, mais de uma hora para ser feito.

E assim foi o nosso décimo dia de viagem.

Beijinhos em todas, e até mais tarde!

Adri

Dia 9 – Capri

Buonasera, donnas!

Madrugamos hoje. Nos arrumamos vapt-vupt, porque o trem para Nápoles sairia às 7:35 da manhã. Quando saímos, estava terminando de clarear o dia.

Como chegamos mais cedo na estação de trem, resolvemos tomar um café numa lanchonete lá, porque não tínhamos tomado café no hotel. E de café tomado, embarcamos no nosso trem rumo à Capri.

A viagem desta vez foi curtinha. Uma horita, somente. As paisagens bem bonitinhas e pitorescas. Aproveitei e comprei 24 horas de acesso à internet da Trenitalia (companhia ferroviária da Itália) a irrisórios 1 centavo de euro, pagos com meu cartão de crédito. Maravilha!!!

Ao chegar à estação de Nápoles, pegamos logo um taxi até o porto, onde pegaríamos o barco para Capri. Foi  15 euros. Chegando ao porto, compramos nossos passes por 19 euros e uns quebradinhos, por pessoa. Foi uma viagem de 45 minutos até Capri. A maravilha é que o tempo estava claro, com poucas nuvens branquinhas no céu. Foi realmente ótimo!

Capri2

Chegando à ilha, descemos e já fomos tirando umas fotos. Ahhhhh, aquela ilha que eu trazia na minha lembrança de adolescente… E antes de qualquer coisa, resolvemos comprar logo nosso passe de volta, no barco das 16:30, pois nossa passagem de trem de volta para Roma era às 19 horas.

Capri1

Capri3

Demos uma voltinha pelo porto e encontramos uma subida para o centro. Caí na besteira de querer subir aquele montaréu de escadas e rampas com uma mochila pesada (não bastasse eu, que tenho peso “pluma”), e no fim do dia estava com meu joelho direito estourado. Coisa de velha!

Capri4

Bem, logo na subida, fiquei embasbacada com um lindo limoeiro de limão siciliano que estava no quintal de uma casa.

Limões

Tirei fotos do limoeiro como se fosse de uma celebridade. E o dono da casa, que estava chegando na hora das fotos, com compras, só me olhou com cara de quem diz: “Turistas!”. Pensei até que ele fosse me cobrar pelas fotos, uauhahuahuahuhua. Mas esse foi só o primeiro de centenas de limoeiros sicilianos que vi na ilha.

Isto parece mato, mas são diversos limoeiros, e carregados!

limoeiros

Tem limoeiros de todos os tamanhos, e todos carregadíssimos. Até os dos vasos estavam carregados de limões!

vaso

Imaginem um limoeirozinho de 70 cm de altura cheinho de limões! Que coisa rrrrica!!! Até no meio da rua tem limoeiro! E eu, que AMO limão siciliano, quase enfartei. Queria carregar todos os limoeiros pra casa! Não é à toa que o limão siciliano é símbolo da ilha! Tudo gira em torno de limão por aqui!

licores

louças

A ruelinha estreitinha (1 metro) não terminava nunca; tinha muros de pedras (das casas) cheias de avencas e trevos pendurados.

avencas

E no meio do caminho que nos levava até o alto da ilha, tinha um rato parado.

Rato

Estava frio pacas e achei até que ele estava morto, mas parei e vi que ele estava respirando. Pela primeira vez na vida senti pena de um rato. Ele era tão simpatiquinho… tirei foto dele. Gabi chegou e ficou (como eu imaginei) morta de pena do rato, que estava encolhidinho e infladinho por causa do frio, e respirando devagar. Gabi reparou que ele estava machucado no pescoço, e provavelmente deve ter sido algum golpe de alguém, ou gato. Tadinho… E continuamos a subir.

Sei que quando chegamos lá no topo eu estava praticamente com os bofes todos pra fora. Antes tivesse batido o pé e subido de funiculare (ônibus)!

Funiculare

Luciana queria ir ao banheiro, e já queria entrar no primeiro restaurante que viu. Eu me fiz de desentendida e continuei andando, pois eu sabia que mais pra cima um pouco (no meio do buxixo) tinha vários restaurantes. Não demorou e ela veio atrás de mim.

Lá em cima tem uma praça com uns restaurantezinhos e umas lojinhas, além de um mirante.

capri8

Ahhhh aquele mar azul! A costa da Itália é a coisa mais gostosa que o homem inventou! Preciso ir à Cinque Terre e Amalfi, urgentemente! Vi cada foto desses lugares, de arrepiar!

Capri7

Tinha muitas lojas fechadas, hoje, em plena segunda-feira. Ou as lojas só abrem no verão ou só nos fins de semana. Eram poucas as que estavam abertas. E a ilha tinha bastantes turistas, e muiiiiitos brasileiros.

Começamos a rodar como peruas tontas atrás de um restaurante, pois, como sempre, Gabi já estava resmungando.  Mas antes, paramos para tirar umas fotos lá de cima.

Roda daqui, roda dali, e depois de uma meia hora andando, finalmente encontramos um restaurantezinho escodido, mas bem bonitinho: Michel’Angelo.

Michelangelo

Depois de tanto tempo sem tomar refrigerante, finalmente voltei a pedir uma Coca light. Sucos de frutas aqui custam ozoiodacara: 6 euros!!! Já pensou, pagar 20 reais por um suco?

Depois, pedimos nossa comida, e eu, como sempre, provei o linguini com frutos do mar. Estava bonzinho, mas não igual àquele do primeiro dia em Veneza.

linguini

Não pudemos demorar muito, porque tínhamos somente 2 horas até o barco de volta.

Antes de sairmos do restaurante, o garçom nos entregou um mapa e nos indicou os lugares onde poderíamos ir para tirar umas fotos. Um desses lugares era aquele mirante (Giardino di Augusto) de onde se tinha a vista de duas magníficas pedras imensas dentro do mar azul, que eu nunca me esqueci, desde que estive ali, há 30 anos atrás. E não demorou muito para encontrarmos o lugar.

capri9

Quando estive aqui na primeira vez, não cobravam para subir até o mirante; agora, é 1 euro por pessoa. Daqui a pouco vão cobrar pelo oxigênio que se respira, aff!

Assim que bati os olhos nas pedras, voltei ao passado instantaneamente. Aquela imagem nunca saiu da minha cabeça. Lindo, lindo, lindo, lindo, e mais lindo. Se puderem ir à Itália algum dia, não deixem de ir à Capri. Até Luciana se arrependeu de não ter me ouvido e aceitado que ficássemos uma noite em Capri. Agora, a Inez é morta (de novo)!

Pedras

Pedras2

Capri10

Ficamos pelo menos 30 minutos no mirante tirando fotos. E depois voltamos à praça e entrei numa lojinha que tinha visto quando chegamos, porque eu queria comprar amêndoas confeitadas com chocolate ao limão siciliano!

amendoas

O céu! Ma-ra-vi-lho-so! Comprei logo dois saquinhos! Depois, pegamos o funiculare e descemos até o porto.

Chegando lá, sentamos em um restaurantezinho que tinha garçons que arranhavam português. Comentaram como a ilha estava cheia de brasileiros. Inclusive, ao nosso lado sentava um casal de gays bem simpatico que já estava viajando havia um mês e meio, e que já estavam no fim da viagem.

No restaurante tinha internet grátis, então foi lá mesmo que ficamos. Pedi uma taça de sorvete, e outra coca cola. E o frio aumentava. Resolvi, depois de algum tempo, ir para o sol para me esquentar um tiquinho, e aproveitei para tirar mais fotos da paisagem com o sol que já se preparava para se por.

capri11

Capri12

Foi quando encontrei uma vendinha que tinha uma banca de limões sicilianos na frente, e que limões! Eram gigantes!

Limão

Tirei algumas fotos, entrei numa relojoaria para ver os famosos relógios de Capri,  e voltei para o restaurante, pois o barco já havia chegado.

relogios

Entramos no barco, e pouco mais de uma hora depois, desembarcávamos em Nápoles, onde pegamos outro taxi, ao mesmo preço (15 euros), cujo motorista nos perguntou do que tínhamos gostado mais na cidade (Nápoles). Ao dizermos que não tínhamos conhecido Nápoles, ele ficou indignado. Teve a ousadia de dizer que Nápoles era mais bonita que Capri. Doido varrido, só pode. No meio do caminho até a estação de trem, tudo o que víamos eram prédios da idade da pedra, depredados, que mais pareciam favelas verticais, com roupas penduradas nas janelas e muita, mas muita sujeira nas ruas.

Descemos na estação, pegamos nosso trem, que veio para Roma a mais de 300 km por hora, e finalmente chegamos.

300km

Meu joelho, estourado de subir aquelas escadas e rampas com muito peso. Nem sei como será amanhã. Por via das dúvidas, tomei um Voltaren, que trouxe de casa, para emergências. Tomara que amanhã esteja melhor, senão, acabou a viagem.

Então é isso, meninas, vou nessa, porque acordei muito cedo, e vinha no barco batendo cabeça, de sono.

Beijinhos e até amanhã!

Adri =D

Dia 8 – Um Tour por Roma

Buonasera, amici!

Pra variar, hoje acordei às 5 e pouca, aff! Rolei, rolei, mas por volta das 6 consegui pegar no sono de novo. Acordamos por volta das 7:30 e nos aprontamos. Tomamos café no hotel, e esse foi o pior café de toda a viagem. Não tem variedades de pães, não tinha qualquer tipo de presunto, e o queijo era tipo Polengui, daqueles envolvidos num plástico, e mole que nem cola de pipa! Um leecho! Mas a localização do hotel continua sendo 10. Dá pra fazer muita coisa a pé!

Tomamos o café e umas 8:30 saímos para comprar os passes do city tour; 20 euros por pessoa. Compramos na recepção do hotel mesmo. Depois, tivemos que andar um pouco para irmos até o ponto de partida do ônibus, e foi assim que descobrimos que a estação de trem é a um pulo do hotel (mais do que imaginávamos), e que fomos mesmo roubadas pelo safado daquele motorista. Agora, a Inez é morta! Pegamos o ônibus e fomos para o segundo andar. A manhã passou quase toda nublada, e algumas vezes chuviscava bem fraquinho.

Fizemos um tour completo, sem descermos do ônibus, só mesmo para ver onde as coisas eram. Ouvíamos a narrativa dos lugarem em inglês, mas eu mesma não consegui entender muita coisa. Passamos pelos principais pontos turísticos da cidade, e mais ou menos uma hora depois, voltávamos ao ponto inicial. Esperamos 20 minutos e saímos novamente. Desta vez, desceríamos no Coliseu, porque Gabi queria ir lá. Quando passamos em frente ao Coliseu, faltando pouco para a parada, avistei um restaurantezinho super legal, que tinha um segundo andar todo aberto, mas que estava protegido com toldos de plástico transparente. Parecia super aconchegante. E mais adiante, paramos e descemos. Foi só descer, que começou a chuviscar. Pegamos nossos guarda-chuvas e tiramos algumas fotos, e a fila para entrar no Coliseu estava monstruosa.

coliseu2

Eu tinha lido no Blog Tô Indo pra Itália, que quem compra o Roma Pass, que é um passe que dá direito a utilização de ônibus e metrôs, tem direito também à entrada em dois monumentos da cidade. Então, quem tem o Roma Pass, passa direto da fila. Nós não compramos, então teríamos que enfrentar a fila, mesmo.

Como estava chuviscando e a fila estava monstruosa, resolvemos ir naquele restaurantezinho que eu tinha avistado (Royal Café), porque já era meio-dia, e a galera queria fazer um xixizinho básico. Fomos lá e foi super gostoso! Pedimos um vinho, com bruschetas de entrada, e ficamos olhando o movimento. Lugar suuuuper aconchegante!

Royal Coliseu

Fomos as primeiras a ocupar o segundo andar. O povo todo se aglomerava no andar de baixo. Será que não viram que legal era em cima?? 

Pedimos nossos pratos e comemos. Estava delicioso o meu penne com salmão. E como a sobremesa não vinha nunca, pedimos a conta, pagamos e saímos. Já não chovia mais, e o sol ensaiava sair. Estava bastante frio, e coloquei meu gorro de unicórnio, como a Gabi, e fomos lá pra fila do Coliseu, que já tinha diminuído bem. Enquanto eu estava procurando pela Gabi, que tinha sumido para tirar fotos, três moças pediram para tirar minha foto (por causa do unicórnio), huahuauhauhhauuha. Eu tirei o gorro e entreguei para elas, que fizeram a festa com fotografias.

Depois, enfrentamos uns bons 30 minutos de fila, até chegarmos na bilheteria e finalmente comprar nossos ingressos, acompanhados das risadas das “bilheteiras”, por causa dos nossos gorros.

Entramos e demos muitos rolés pelo Coliseu. Tinha gente a balde, nossa mãe!

coliseu

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Gabi, pra variar, sumiu novamente. Eu ainda conseguia localizá-la às vezes, por causa do gorro, mas tinha hora que mesmo com gorro eu não achava a danada. Continuei andando com a Luciana, e no segundo andar, tinha um minúsculo museu do Coliseu, com algumas peças arqueológicas e maquetes de como era o Coliseu na época dos gladiadores. Por falar em gladiadores, na frente do Coliseu tem uns caras vestidos de gladiadores, que obviamente cobram para que as pessoas tirem fotos com eles. Não sei quanto custa, mas foi uma ideia bem legal a deles. Deve dar pra tirar uns trocados…

Enfim, fomos embora. Íamos passar no Vaticano, mas desistimos, porque, segundo a Luciana, o Papa aparece para o público às quartas-feiras, então, como ela quer ir lá na quarta, deixamos pra ver tudo na quarta mesmo. O próximo ponto, então, seria a Fontana de Trevi.

Pegamos, coincidentemente, o mesmo ônibus com que fomos para o Coliseu (são vários que circulam pela cidade). Subimos e tornamos a ver tudo o que já tínhamos visto antes. Mas o que eu mais gostava de ver durante o passeio eram os Smarts, os carrinhos lindinhos que povoam meus sonhos. São os carrinhos “abusados”. UM DIA AINDA VOU TER UM!!!!

smart2

Chegamos ao ponto 8, que era o da Fontana di Trevi, e descemos. Com o mapa em mãos, fomos andando até a fonte. Estava tão cheio, mas tão cheio, que foi difícil até tirar fotos decentes. Sem brincadeira, devia ter umas 600 pessoas lá!

Fontana

Dentro da fonte, milhares de moedas. Todo mundo fica de costas para a fonte, joga uma moeda e faz um pedido. Eu fiz isso há 30 anos atrás, e lembro que eu pedi para ser uma pessoa feliz. E consegui! Mas desta vez, não fiz nenhum pedido, mas Luciana, sim. Ficou meia hora fazendo selfies, como sempre, e tendo perdido a paciência de esperar pelos selfies que não acabam nunca, eu e Gabi fomos na disputada sorveteria que tem numa ruazinha ao lado. Nos perdemos dela, e por um momento até fiquei meio feliz, huauhhauhuhua, mas ela mandou umas mensagens pelo WhatsApp, e acabamos nos encontramos no hard Rock, onde eu iria para comprar mais camisetas (o mesmo modelo de novo – comprei 3 iguais, de cidades diferentes, porque não tinha do meu tamanho P, de Paquiderme, nos outros modelos).

Meus pés doíam por causa da bendita bota. Acabei trocando de sapato com Gabi, que estava usando os Crocs dela. E voltando para o hotel, resolvemos passar no mesmo Bistrô que passamos ontem, o Oratorio. Comi umas bruschetas, com Coca Light e viemos para o hotel.

Oratorio

Trio de bruschettas

Trio de bruschettas

Temos que dormir cedo porque amanhã temos que pegar o trem às 7:35 da manhã, para Nápoles, de onde pegaremos um barco até Capri, uma ilha linda na costa Amalfitana. Infelizmente, vou chegar morta amanhã, e acredito que não conseguirei postar nada amanhã mesmo. Então, se eu sumir, é porque cheguei morta com farofa dormida!

Então é isso, meninas, vou essa que tenho que dormir.

Beijinhos e todas.

Adri =D

Dia 7 – Roma

Olá meninas!

Acordamos mais tarde hoje, porque só precisaríamos sair do hotel às 11, para pegar o trem ao meio-dia. Segundo o pessoal do hotel, a estação de trem ficava a 15 minutos de caminhada, e 5 minutos de taxi. Definitivamente, o custo x benefício do hotel Giglio é tudo de bom. Não me arrependi nadinha de ter ficado lá! O preço é bem em conta, o café maravilhoso, os donos muito simpáticos e atenciosos, e não é à toa que tem uma excelente classificação no Trip Advisor e Booking.com. Se algum dia retornar à Florença, é lá que ficarei, outra vez!

Para não dizer que não tem um ponto negativo, a única coisa que achei um pouco ruim, mas suportável, foi o colchão. Hoje, após a última noite, acordei com uma baita dor nas costas. Achei o colchão um pouco deformado e muitas vezes fiquei mal posicionada. Quase invadi o espaço da Gabi na cama!

No início, achei que as coisas ficavam meio longe do hotel, mas agora mudei de ideia. Não achei mais tão longe assim, porque já rodei praticamente tudo por lá, e vi que tem muitas coisas boas bem pertinho.

Quando forem à Florença, não se esqueçam: HOTEL GIGLIO!!!!! A menos que a sua exigência de patricinha não lhe permita ficar em um hotel 3 estrelas, e seu bolso possa pagar diárias em 4-5 estrelas carésimas sem chiar.

Pedimos um taxi às 11:15. Nosso trem seria às 12:04. Em menos de 2 minutos o taxi estava lá nos esperando. Descemos com as malas e entramos no taxi. Em 5 minutos chegamos à estação de trem, e pagamos 12 euros.

Esperamos menos, desta vez. E quando apareceu o número da plataforma no painel, fomos logo para o trem. Quando as portas abriram, na hora em que eu me preparei para subir os degraus do trem com a minha malona pesada, prontamente apareceu uma mulher, não sei de onde, e me ajudou a subir com a mala. Lá dentro, ela tratou de arrumar um espaço para minha mala na área de bagagens, e comecei a achar aquilo estranho. Por um momento até pensei que a guria era funcionária da ferrovia, mas não estava de uniforme. Além do mais, ela não estava ajudando a mais ninguém, só a mim. Agradeci o tempo todo, e lá vinha ela atrás da gente e colocando as malinhas em cima dos assentos. Quando a esmola é muita, o santo desconfia, e eu comecei a desconfiar muito. Quando enfim ela acomodou todas as malas, me pediu 10 euros pela ajuda. Como eu estava com um porta-moedas com somente 5 euros em nota e umas moedinhas, eu disse a ela que só tinha 2 euros em moedas, e ela me pediu a nota de 5. Eu disse que não podia dar a nota de 5 porque era o único dinheiro que eu tinha, senão ficaria sem dinheiro. Já faço isso justo para essas situações. Assim, mostro só a nota disponível e a pessoa se convence de que só tenho aquilo. O dinheiro todo guardo em outra carteira, que se ela visse, certamente me encheria o saco para dar 10 euros a ela.

Então já sabem. Se não quiserem pagar pela ajuda de ninguém, não aceitem ajuda. Só quem trabalha de graça é relógio. Paguei os 2 euros a ela porque ela de fato deu uma boa ajuda, mas não dou gorjeta de 35 reais (10 euros) nem no meu país, por que daria em outro? Não pedi a ajuda dela, portanto, não sou obrigada a pagar nada. Ela arriscou, e ajudou porque quis. Se deu mal.

Entramos no trem e apreciamos a paisagem, cheia de pequenas plantações, casinhas pitorescas e neve no topo das montanhas. Para estragar esse clima ótimo, havia nos assentos do outro lado do corredor um casal de coreanos, que tinham nas mãos um sanduíche imenso e só não enfiavam o sanduíche inteiro na boca, porque não cabia. Colocavam na boca mais do que cabia, e mastigavam de boca aberta, como porcos, e pareciam que não viam comida há alguns dias, porque praticamente engoliam. Fiquei imaginando a rotina desse casal na casa deles… E depois do sanduíche, a mulher pegou uma maçã, e depois de cada dentada, cuspia fora a casca. Cena deprimente! Graças a Deus, esse dissabor durou pouco, porque 1 hora e meia depois estávamos chegando em Roma Termini, uma das duas estações de Roma.

O dinheiro que economizamos com a espertinha da mala, foi embora com um motorista espertinho na estação. Apareceu um safado de um homem que nos conduziu até um carro que não tinha taxímetro, e nos cobrou absurdos 20 euros para nos levar com as malas por uns (no máximo) 1,5 km. Vivendo e aprendendo. Não aceitem espertinhos. Peguem TAXI mesmo, em Roma, com taxímetro, e evitem que lhe explorem. Já tinha ouvido que o povo aqui é safado, que nem brasileiros.

Chegamos ao hotel e foi outro susto. O prédio é tão ou mais velho que o Giglio, e o elevador tão Neanderthal quanto o do Giglio.

elevador

O quarto, mais ou menos no mesmo nível, sendo que neste hotel, CARAVAGGIO, tem aquecedor no quarto e não tem secador de toalhas no banheiro. Internet, segundo o recepcionista, somente na recepção, mas aqui estou, num quarto no primeiro andar, acessando a internet do hotel, alegre e faceira, sem ter tido que descer. Penso que tivemos sorte, porque o nosso quarto fica bem em cima da recepção.

Deixamos as nossas coisas no quarto e saímos. Chovia e parava, chovia e parava. Nas nossas andanças pela Via Nazionale, uma das principais aqui na área, que é paralela à rua do Caravaggio, resolvemos comprar uns guarda-chuvas, porque já estava de saco cheio do tira-e-põe de capa de chuva, e o GLS da Gabi já estava todo troncho, pois por várias vezes o vento virava ele pra cima (imaginem a cena…), e aquele produtinho made in china fundo-de-quintal, não podia mesmo suportar. Compramos os guarda-chuvas e andamos. Paramos para comprar algumas bobeirinhas, e continuamos andando, naquele abre e fecha de guarda-chuva por causa da chuva, que não sabia se ficava ou se ia embora.

E andando distraída, tentando me posicionar de uma forma que não chovesse em mim debaixo daquele guarda-chuva minúsculo, eu atravessei rápido, logo atrás da Luciana, e Gabi, pra variar ficou pra trás. Quando olhei para a Luciana, ela estava com os olhos arregalados olhando para Gabi, e quando me virei, a vi andando em minha direção, branca como uma vela, e chorosa. Tinha se estabacado no chão e por sorte não foi atropelada pelos carros que passavam a mil. As ruas são de paralelepípedo muito lisos, e na chuva, é um convite para um tombo, se atravessar correndo. Gabi ficou toda suja do chão, e estava bem traumatizada com a queda, com lágrimas nos olhos, e assustada. Eu peguei um lenço de papel e saí limpando todo o casaco, que ficou imundo.

Ainda bem que eu só vi a coisa no final, quando ela já estava “bem” e caminhando em nossa direção. Se tivesse visto Gabi caindo no meio da rua, com os carros passando a mil por hora, eu teria tido um treco. E passado o susto, retomamos nossa caminhada… 

Chegamos ao Monumento a Vittorio Emanuele II, um dos pontos turísticos de Roma.  

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Subimos e entramos. Não tinha nada interessante.

Lá tinha um elevador que subia uns 30-40 metros de altura, de onde se tem uma boa vista das redondezas de Roma. Eu não fazia questão de subir, e tampouco de pagar 7 euros para tanto. E como as fotos somente me interessavam, dei os 7 euros para a fotógrafa oficial ir lá e tirar fotos, enquanto eu e Luciana a esperávamos no Café do monumento, tomando umas bebidinhas.

Roma

Tomei uma taça de vinho e já roncava o estômago vendo tantas guloseimas na vitrine. Mas ainda iríamos almoçar, então não pedi nada. Ademais, Gabi não estava conosco.

Depois de alguns minutos, Gabi chegou, e finalmente saímos para caminhar mais. Abaixo, as fotos que ela tirou lá do alto do monumento; pena que o dia estava chuvoso…

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Saindo pelo outro lado do monumento, demos de cara com o antigo senado, dos tempos do império romano. Tirei uma foto com o celular, mas a bendita chuva sempre estragava tudo o tempo todo. Teve até arco-íris! Quando vi o antigo senado, lembrei que o Coliseu era bem pertinho, e esticando o pescoço na direção certa, lá estava o topo do Coliseu, por cima das copas das árvores, mas não seria hoje que iríamos.

E voltando pelo caminho que viemos, passamos em frente ao Burger King, na Via Nazionale, e três meninas, com os seus 19 anos, saíram feito loucas gritando, desembestadas, por causa do unicórnio da Gabi (o capuz que ela comprou em Veneza). Tiraram fotos, e faziam um escândalo tão grande, que Gabi se sentiu a própria celebridade. Foi hilário. Quanto mais longe vamos com o unicórnio, mais sucesso ele faz! Se soubesse que seria tão assim, teria trazido uns pra vender em Roma, hauahuahuhau. Até na Galeria de l’Academia ontem, duas mulheres que tomavam conta da estátua de Davi perguntaram onde ela tinha comprado o gorro.

E voltando em direção ao hotel, procurávamos um lugar para comer, porque Gabi só fazia reclamar de fome. Já era umas 5 da tarde. Não vimos nada significante, então, a pizzaria que avistamos numa das ruazinhas transversais à Nazionale foi a escolhida mesmo. Entramos, e até vi um prato bem bonito de macarrão parafuso com pesto e mussarela, que foi o que pedi. Mas quando vi a garçonete tirando o prato da vitrine e levando para esquentar, eu desisti. Onde já se viu, comer macarrão requentado, e na Itália!!!  Fui de pizza mesmo, e mais uma vez, bem gostosa. Detalhe, aqui na Itália, a pizza não é “forrada” com queijo, como é no braseeel. É molho de tomate sobre a massa e o recheio escolhido. Muitos deles têm queijo, mas só como um ingrediente, como é a azeitona, por exemplo.

Já estava escurecendo, e fomos caminhar por outra rua, paralela à Nazionale. Chovia, pra variar. E morta de cansada, disse que voltaria para o hotel. Andamos mais um pouco e entramos numa rua para voltarmos para o hotel, e ali vimos um bistrô muito bonitinho, chamado Oratorio. O garçom, um indiano muito simpático, ficava nos falando OBRIGADA o tempo todo, hahahaha. Era a única coisa que sabia em Português. Bem atencioso, e puxava sempre conversa. Pedi uma taça de vinho tinto, e Gabi traçou um creme brulee que ela viu, delicioso, por sinal. Acabei pedindo um pra mim, também. Luciana tomou o drink dela com mais um monte de petiscos de massa. Chega de massa pra mim! Tô de farinha até o pescoço!

E enquanto bebíamos, conversávamos sobre o clima. Essa chuva iria atrapalhar nosso passeio à Capri. Olhei a previsão de tempo para Capri, e o único dia que fará sol é na segunda-feira. Nos outros dias é chuvas e tempestades. Desanimada, resolvi conferir a data do passeio à Capri no bilhete de trem que compramos. Seria sorte demais a data ser justo na segunda-feira. Mas Deus é Pai, não é padrasto! Nossa viagem foi programanda justo para a segunda-feira, em que nem nuvens terá! YAY!!!!!!!!!!!!!!

Depois da taça de vinho, já era um bocejo a cada 10 segundos. Viemos, finalmente, embora. Chegamos no hotel, o aquecedor estava ligado no máximo, e por um momento me senti no braseeel. Que calor! Desliguei a titica, abri a janela e tirei as benditas botas para livrar meus pés. Foi quando descobri minha meia molhada; mas como????? Aparentemente a bota de borracha é toda fechada, e em teoria própria para chuva! Fiquei muito pau da vida!!! Mas não há nada que se possa fazer agora, longe de Florença. Fui tomar um banho.

Tudo estava ótimo, até os primeiros 3minutos de banho… o ralo do box está entupido, então a água demora horrores para descer.  Mas quer saber, que se dane. Tô cansada demais pra isso.

Sentei na cama e vim escrever o post de hoje. Amanhã acordaremos e faremos um passeio HOP ON-HOP OFF, que são ônibus que param e pontos turísticos, você desce e depois pega o próximo para ir para o próximo ponto, tudo incluído no preço.

Então é isso, meninas. Preciso dormir porque tô mortinha! Beijos em todas.

Adri =D

Dia 6 – Adeus, Florença

Boa noite, garotas!

Hoje o dia foi ótimo, muito produtivo e cansativo também.

Acordei às 5 da manhã, e cadê que eu consegui dormir de novo? Rolei, rolei, e só lá pelas 6:30 começou a dar soninho de novo, mas como tínhamos que acordar às 7 por causa da Galeria de la Academia, eu acordei de vez. Acordei Gabi e tentamos nos arrumar sem fazer barulho, porque a Luciana não queria ir conosco cedo. Nossos ingressos foram comprados no braseeel, e tinha hora marcada para entrar: 9 da manhã.

Nos arrumamos, tomamos nosso café e fomos para a galeria, que fica pertinho do hotel. Tinha somente pinturas e algumas estátuas em mármore, sendo que essa galeria aloja a estátua mais linda que eu já ví: a estátua de Davi!

davi

Vimos as pinturas que ficam na entrada, e até um museu de música que fica também nessa galeria, mas não via a hora de rever meu Davizinho. E quando chegou a hora de revê-lo, fiquei como da primeira vez, encantada com a perfeição do corpo masculino na forma de uma estátua. Até as veias das mãos e pés Michelangelo teve o trabalho de fazer. A rótula, costelas, músculos e tendões. Até a derrière dá vontade de morder, uhauhauhahuauhahu!!! Tudo é perfeito nessa estátua, embora Gabi diga que quando estudou História da Arte na faculdade a professora disse que as mãos e pés são desproporcionais porque a estátua foi construída em perspectiva para ser vista de cima. Complicado demais, para que não entende… deixa pra lá!

Sentei num banco que tinha um pouco à frente da estátua e fiquei lá admirando pelo menos uns 10 minutos. Só não fiquei mais porque Gabi começou a reclamar, mas se pudesse ficaria admirando mais. Há 30 anos atrás, a estátua não era cercada por vidro como é hoje. Foi meio impactante ter visto a mesmíssima peça quando tinha 18 anos e agora. Ela continua no mesmo lugar e aparentemente do mesmo jeito; “continua a mesma, mas o meus cabelos”, rsrsrsrrs. (alguém das antigas lembra dessa propaganda do Denorex? Rsrsrsrsrs

Depois que vi o Davi eu não me interessei mais por ver muita coisa na galeria; aliás, não tinha muito o que se ver mesmo.

Saímos da galeria e rumamos para uma loja autorizada da Apple, porque o cabo do iPhone da Gabi não estava mais funcionando, e ficar sem telefone não dá, né? Mas antes de seguirmos para a tal loja, paramos primeiro numa loja de material de arte ao lado da Galeria de la Academia, pois Gabi tinha que comprar uns itens de arte da faculdade.

Chovia, e eu deixei meu chinelinho no hotel e fui de Crocs hoje. Coloquei uma meia, mas não deu muito certo, porque começou a molhar a meia pelos furinhos das Crocs. Levei as capas da Disney, mas só eu usei. Gabi preferiu o guarda-chuvinha GLS dela.

Caminhamos pra caramba, e a loja parecia não chegar nunca. Fiquei é com medo de não ter o cabo lá e dar viagem perdida, mas por sorte tinha o cabo. Compramos (20 absurdos euros) e voltamos beirando o Rio Arno, pois queríamos voltar no mercadinho onde fomos ontem para compramos mais uns waffles Milka maravilhosos (um BIS melhorado).

Avistamos no meio do caminho a biblioteca nacional de Florença, mas como não podia fazer visita, seguimos para o mercado. E numa pizzaria ao lado do mercado, ouvimos o canto da sereia. Umas pizzas maravilhosas de rúcula, tomate seco e mozzarela de búfala piscavam os olhinhos para nós. Dividimos um pedaço dessa e da de cogumelos, a 2,5 euros cada fatia. Incrivelmente, estavam bem gostosas. Não chegam nem perto das pizzas que como no Lucca lá no vilarejo, mas pelo menos estavam bem melhores do que as que comi aqui há 30 anos atrás, quando comi e achei as pizzas italianas as piores que já tinha comido na vida.

E almoçadas, por volta de meio-dia, entramos no tal mercadinho e compramos nossos Milka. E mais caminhada…

Queríamos ir na loja da Kiko, para dar uma espiada, mas no meio do caminho avistamos o Hard Rock. Não podia ser diferente: entramos para comprar camisetas e tomar uma frozen margarita, que eu adoro! Aproveitamos a internet grátis e fizemos algumas pesquisas pelo Google. Gabi tomou um drink sem álcool que dava direito a levar para casa o mesmo tipo de copo em que o drink foi servido. Legal! Mais um peso na mala!

E enquanto bebericávamos nossos drinks, comentamos como era maravilhoso estar ali. Eu e Gabi adoramos os lugares onde fomos e principalmente o Hard Rock. Se a Luciana estivesse conosco, certamente estaria resmungando porque Hard Rock não é a praia dela, definitivamente. Então, dei graças a Deus que hoje tivemos um dia de liberdade, e só fizemos o que quisemos. Se a viagem inteira fosse assim, eu nem acharia ruim…

Depois fomos na loja da Kiko, que estava bem cheia. Lá vi a nova coleção Cupcake, que é composta de esmaltes sand em cores pastel, só que as “areias” têm uma tonalidade mais forte que o esmalte.

Kikos

Fica um sand pintadinho, salpicadinho, muito lindinho. Acabei trazendo 5 cores, não resisti. E ainda vi na loja alguns Mirror, que nem na loja online da Kiko vende mais. Estou é assustada com a quantidade de esmaltes que vou levar pro braseeel. E olha que nem peguei ainda os meus esmaltes que estão com a Cristina (Cris, do the Clockwise Nail Polish), em Lisboa.

Da Kiko, caminhamos mais um tanto, e avistamos uma sorveteria que tinha na vitrine um apetitoso sorvete de Nutella, aff!

nutella

Tivemos que sentar e experimentar, né? E dá-lhe chuva. Era um tira e põe de capa que já estava ficando de saco cheio; e as meias só molhando. Mas o problema acabou quando vi uma sapataria e compramos umas botas de borracha tipo silicone, fashion, (pra Gabi e eu). Acho que agora não molho mais os pés, ainda mais que a previsão de tempo para Roma é só chuva.

Até lente de contato Gabi comprou, porque no coça-coça de olho, a dela estragou.

Estava mortinha com farofa já. E voltando pra o hotel, avistamos um lugar que eu tinha programado para ir em Roma, mas que lá, fica longe do hotel: EATALY. Este de Florença, fica bem na rua do hotel, então, não pestanejei e entrei pra conhecer, pois tinha visto recomendações para visitar o lugar. Bem legalzinho, embora achasse que fosse um lugar maior do que é. Acho que o de Roma é várias vezes maior que o de Florença.

No Eataly, Gabi comprou umas faquinhas de descascar legumes Victorinox para sua nova casa, e outras “boberitas más”. Não via a hora de pôr os pés pra cima!

E saindo do Eataly, mais sabonetes. Desta vez de outra marca, mas no mesmo estilo que os Nesti Danti, só que menores. Os de limão me tiraram do sério!

sabonetes

Agora a coisa ficou feia, com o peso… Ainda bem que trouxe uma mala dentro da outra, porque, já me conhecendo como conheço, eu teria que comprar outra mala para levar as tralhas embora, se não tivesse trazido duas. E por pouco não trouxe!

E, hotel, cadê você??? Meus pés doíam. E voltando, fizemos um pequeno desvio pela a região da igreja San Lorenzo. Tinha vááááários camelôs lá, e não resisti a comprar mais umas medalhinhas-pingente de vidro trabalhado, de Murano. Coisas mais lindas! Por incrível que pareça, aqui em Florença estavam mais baratas que em Veneza!

Agora vai! Hotel! Não… Gabi avistou um camelô que vendia caderninhos com páginas em branco, e com capas encapadas por papéis lindos. E ela viu um com notas musicais, que ficou louca, mas como não tinha o modelo que ela queria, o rapaz disse que ligaria para a loja e mandaria fazer, e que dentro de 2 horas estaria pronto. Finalmente, hotel!

Mas antes do hotel, precisava loucamente de umas palmilhas! A bota nova que compramos tem a sola muito fina, e parece que estamos pisando no chão. Meus pés estavam moidinhos, então precisava das palmilhas para amenizar a dureza da pisada. Por sorte comprei as duas últimas da farmácia.

ENFIM, HOTEL!!!!!!!!!!!!

Aproveitei que chegamos cedo, em torno de 17:30, e arrumei as malas todas pra amanhã estar tudo pronto. Pegamos nosso trem para Roma ao meio-dia. Tou só o pó, acordada desde as 5 da manhã. Então, vou terminar esse post e apagar. Agora são 21 horas aqui.

Enquanto eu arrumava as malas, Gabi foi lá buscar o caderninho dela. Me assustei com o peso das malas, hahahahahahah.

Beijos para vocês, meninas. Vejo vocês em Roma!

Arrivederci!

Adri

Dia 5 – A Florença Cultural

Boa noite, meninas! E vamos ao nosso segundo dia de Florença.

Acordamos às 7 da manhã, e estava começando a clarear o dia. O céu aparentemente estava limpando, e por este motivo peguei meu famoso chinelinho salvador novamente, nos arrumamos e fomos tomar o “famoso” café do hotel.

Concordo em gênero, número e grau com as pessoas que falaram maravilhas do café. Posso dizer, com toda certeza e convicção do mundo, que o café daqui é muito melhor que o de Veneza. A salada de frutas é de frutas naturais mesmo, e não enlatada, como era no hotel em Veneza. Aqui tem uma máquina de café/cappuccino que é show de bola. Café delicioso! Aqui tem bem mais variedades de croissants lindos e apetitosos, mas eu comi o meu sanduichinho tradicional de todos os dias, porque se eu comer tudo o que tenho vontade, não passo nem na porta do avião – sabe Deus com quantos quilos a mais voltarei pra casa. Tem bastantes itens variados para o café da manhã. Nota 10 para ele!

Depois do café, pegamos nossas bolsas e saímos. Tínhamos que estar na Galeria Uffizi antes das 9 da manhã, pois era o horário que eu comprei quando ainda estava no braseeel. Andamos 1,6 km até a galeria, e lá procurei a portaria 3, que é a que as pessoas que compram ingresso antecipado têm que ir para pegarem os ingressos para entrar na galeria.

Florença9

Com ingressos em mãos, entramos, e começamos a admirar as obras: desenhos, pinturas e esculturas. Incrível os detalhes das pinturas. Quando olhamos para as pinturas de rendas e veludos, parecem até ter textura, tamanha a perfeição dos detalhes! Os pintores pintavam a luz nos rostos e objetos como se ela realmente saísse de algum ponto na tela. Incrível! E as esculturas eram igualmente perfeitas. Os tecidos esculpidos pareciam que iriam voar se um vento lhes soprasse em cima. Fiquei admirando por horas, e imaginando como há pessoas com esse dom magnífico de dar vida a um pedaço de pedra ou madeira (onde praticamente todas as pinturas a óleo foram feitas). E a grande maioria das obras foi restaurada, e os restauradores avivaram todas as cores, já que tantos e tantos anos passados fizeram a cor das pinturas desbotar. Agora, parecem até pinturas novas. É claro que tinha muitas que não foram restauradas, e uma delas foi justo o Nascimento de Vênus, que eu queria ver, e que é a obra mais procurada na Uffizi, assim como a Gioconda (Monalisa) é procurada no Louvre, em Paris. Não podia tirar foto, mas eu simplesmente não resisti…

Uffizi

Rodamos, rodamos, e finalmente saímos. Fomos para a Ponte Vecchio, que é onde se concentram  vááááárias joalherias.

Florença

E foi lá que eu me lembrei que eu tinha comprado um anel de filigrana quando vim a Florença pela primeira vez, há 30 anos atrás Eu amava aquele anel, e não sei que fim ele levou. Provavelmente foi roubado por alguma das empregadas ladronas que tive quando adolescente…

O anel na foto abaixo não tem filigrana, mas eu fiquei hipnotizada com ele…

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Igualmente, essas pulseiras formadas por uma “redinha recheada de cristais” também me deixaram louca!

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Algumas joalherias na Ponte Vecchio tinham anéis de filigrana, e achei um parecido com o que eu tinha, mas de ouro amarelo. O que eu tinha era de prata, mas prata era o que menos tinha aqui. Achei até bom não ter o de ouro branco, porque era uma baba o anel, mas a mulher ligou para uma filial da joalheria e ela disse que eles tinham em ouro branco, não sei se pra minha alegria ou tristeza. Ela pediu que eu voltasse depois das 14:30 porque o anel já estaria lá para eu ver. Enquanto pensava no que fazer, fomos caminhar para fazer hora, e passamos num mercadinho do outro lado da Ponte.  

Florença6

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Como estávamos com fome, comprei um pacotinho de queijo parmesão cortado em tirinhas para beliscar, e a vontade foi de levar muitas coisas do mercado, mas haja mala! Compramos umas bobeirinhas e saímos. Gabi, resmungando porque queria almoçar, e a Luciana dizendo que a gente deveria almoçar só mais tarde para não precisar jantar. E as vitrines, só nos matando mais de fome!

Florença4

Pau da vida, Gabi questionou por que a gente não ia almoçar, só eu e ela, já que estávamos as duas com fome, e eu acatei seu questionamento, porque eu queria mesmo comer. Foi então que Luciana resolveu ir atrás de nós.

Chegamos no restaurante na hora  certa, pois foi só a gente sentar que começou a chover. Pedimos um vinho e nosso prato, e comemos admirando a linda vista do Rio Arno e Ponte Vecchio.

Depois de almoçar, passamos na joalheria de novo, e lá estava o anel em ouro branco, que me lembrou muito o meu falecido anel… Amarelei… Fiquei na dúvida entre 1) o grande desejo de ter “meu anel de volta” e 2) saber que eu gastaria o equivalente a uma passagem aérea de ida e volta para a Europa numa única e minúscula peça, e sem parcelamento! Mas como diz Gabi, melhor comprar do que depois lembrar que podia ter comprado e me arrepender de não ter feito isso. Sabe Deus quando voltarei à Italia novamente. Então, comprei! Pelo menos 125 euros eu terei de volta, com a devolução da taxa, no aeroporto – para quem não sabe, produtos acima de 154 euros têm a devolução do imposto pago, mas isso requer que a loja prepare a documentação que deve  ser entregue no aeroporto.

E saindo da loja, fomos andar. Entramos e saímos de várias lojas, e o povo na rua não parava de falar do gorro de unicórnio que Gabi comprou em Veneza. A gente passava e ouvia “um unicórnio” nas bocas alheias. Uma moça numa loja de sapatos até pediu pra Gabi emprestar o gorro pra ela tirar foto, huauhauhahuhuauah.

Encontrei uma confeitaria no mesmo estilo que a Colombo, do Rio de Janeiro, mas não tão suntuosa. Resolvemos entrar para tomar um cappuccino. Ficamos lá algum tempo, conversando e usufruindo da internet Wi-Fi grátis da cidade. E foi usando, que descobri que há uma cota para usar a dita, pois a minha acabou com pelo menos 1 hora de uso e não pude mais usar. Não sei se a cota é diária; vou saber amanhã.

De lá, fomos numa loja de departamentos dar uma fuçada, e depois dei um pulinho na Prada para ver se conseguia trocar as plaquetas (plaquinhas de suporte do nariz) dos meus óculos, que quebraram, e no braseeel não consigo trocar. Troquei por umas safadas, mas as plaquetas originais são maiores, e fazem os óculos ficarem um pouco mais acima do nariz. Deixei meu contato para o gerente da loja me contatar depois, se conseguir que enviem as plaquetas para mim pelo correio, pois se fosse deixar os óculos, como ele queria, eu pagaria uma pequena fortuna para ter meus óculos enviados de volta para mim no braseeel. Seria mais fácil comprar outros óculos. Sem falar que ficaria sem óculos de sol até la. Espero que ele consiga!

E de lá, fomos caminhando de volta para o hotel, mas fomos por outro caminho. No meio do caminho, paramos numa farmácia que vendia os famosos e ma-ra-vi-lho-sos sabonetes Nesti Danti, que já postei aqui pra vocês. São sabonetes fabricados aqui em Florença, e custam somente 3,30 euros. No braseeel, paga-se 35 reais pelo mesmo sabonete, de 250 gramas. Comprei alguns, e agora ficarei um bom tempo sem precisar comprar sabonete, pois cada um desses sabonetes leva 2 meses para acabar, sendo usado somente por uma pessoa, ainda mais que ainda tenho vários lá em casa, que comprei no braseeel, como eu disse acima.

E ao lado da farmácia, tinha uma loja da Lindt (chocolate suíço, para quem não conhece), para nos levar à loucura. Tinha uma bandejona de uns 2,5 x 1,0 m cheeeeeeeeeeia de bombons de diversos sabores, e as prateleiras da loja tinham chocolates de todo tipo e forma, inclusive ovos e coelhos de Páscoa. Mais um preju, né?

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Gabi ficou louca, e eu também não resisti. Saí enfiando bombons de vários sabores no saquinho e acabei levando pouco mais de 300 gramas. Cada 100 gramas, 3 euros! O de cappuccino é magnífico!!! E vamos pro hotel!!!

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No meio do caminho, entramos num mercadinho para comprar iced tea e uns sanduíches para comermos mais tarde, já que não jantaríamos. Aproveitei e comprei um saquinho de quadradinhos de queijo Grana Padano, ma-ra-vi-lho-so!

Depois, encontramos uma loja de 0,99 euro, e entramos. Lá, achei esmaltes de uma marquinha aparentemente safadeeenha, mas que quando abri, vi que parecia não ser tão safadeeenha assim, pois nem parecia ralo (não pude testar porque ainda tenho nas unhas a película que coloquei quando saí do braseel). Comprei 4 cores “mais do mesmo” só pra dizer que tenho um exemplar da marca!

E já doida pra tomar um banho, peguei o mapa e tracei nossa rota de volta para o hotel. Chegamos aqui, e guardei as coisas e fui pro banho, delicioso banho.

E Gabi descobriu que o cabo de carregar o iPhone/iPad está com defeito, e não está carregando nada. Amanhã teremos que ir numa loja autorizada da Apple para comprar outro cabo, senão ela ficará sem telefone, aff. Como o iPhone e iPad dela são de última geração, o cabo do meu não serve pra ela. A loja da Apple, mesmo, fica looooonge pra dedéu! Vou ver se vamos amanhã, depois da Galeria Academia, onde veremos a estátua de David, de Michelangelo!

Aproveito para dizer à Mariza que eu tirei as fotos da fachada do hotel, elevador e entrada do hotel, para atender o seu pedido.

Então é isso, meninas, vou dormir, porque amanhã às 7 tenho que estar de pé de novo, por causa da Galeria.

Beijos em todas e até amanhã!

Adri =D

Dia 4 – Adeus Veneza!

Adeus Veneza!

Acordamos bem cedo, porque hoje seria nossa despedida de Veneza. Na verdade, eu fui dormir ontem às 23 horas e acordei à 1, e só consegui dormir de novo às 3. Foi uma droga.

O dia hoje amanheceu feioso, com previsão de chuva para Florença. 8 graus pela manhã.

Na noite anterior já havíamos deixado nossas malas prontas para não perdermos tempo na hora de sair. Descemos, tomamos café, pagamos as taxas do hotel, e saímos arrastando nossas malas pelas vielas da cidade, até a estação San Zaccaria, onde pegaríamos nosso vaporetto até a estação de Santa Lucia, a caminho de Florença.

A nossa mala maior é imensa, e estava muito pesada. Foi barra carregar essa bicha pra cima e para baixo, nas ruas de pedra.

Chegamos à estação, compramos nossos bilhetes por 7 euros por pessoa, e esperamos nosso vaporetto. Em uns 50 minutos, já estávamos chegando à estação de trem. Chegamos com quase duas horas de antecedência, mas prefiro esperar do que ficar como louca correndo, e ainda correndo o risco de perder os compromissos.

Já havíamos comprado nossas passagens pela internet, então foi bem tranquilo. Só tivemos mesmo que esperar  a hora do trem.

Procurando um lugar para sentar, avistei mais uma loja Kiko, e como eu teria que esperar bastante, entrei com calma para comprar os esmaltes que eu queria. Tinha vários esmaltes a 1 euro, e eu aproveitei e fiz a festa.  É claro que muitos esmaltes não foram tão baratinhos, e a conta final ficou em 52 euros. Razoável, até. Pensei que gastaria uns 100.

Depois de sair alegre e saltitante da Kiko, eu sentei para esperar o trem, enquanto Gabi saiu da estação com a câmera na mão atrás de cenas para fotografar, e Luciana, saiu pela estação vendo as lojas. E quando Luciana voltou, resolvi dar uma bisbilhotada na loja da L’Occitane,  porque eu queria comprar um sabonete, pois o nosso já está no final.

Enfim chegou a hora do trem, e embarcamos. O trem é confortável, e não balança nadinha. Além disso de bom, teve o fato de o trem tem muitas beldades masculinas italianas de babar. Ahhh, a Itália…

A viagem durou 2 horas. Chegamos em Florença debaixo de chuva. Pegamos um taxi logo na saída da estação, e dentro de uns 15 minutos chegávamos ao nosso hotel.

Bem… pelo lado de fora do hotel, eu fiquei meio assustada, embora já tivesse lido nos comentários que era assustador mesmo a entrada. Por isso, não entrei em pânico. O prédio é mais velho que “defecar de cócoras”, e no elevador só cabe uma pessoa.

Eu li que era feia a entrada, mas não imaginei que fosse tanto. Mas a sorte é que o hotel mesmo, que fica no primeiro andar do prédio, não é como a portaria.

Havíamos escolhido outro hotel antes desse, mas depois que li com calma os comentários sobre o tal hotel é que eu resolvi mudar para o que estamos: GIGLIO.

O hotel tem 8,6 de pontuação na bookings.com, e os comentários definitivamente me fizeram escolher ele. É um hotel 3 estrelas, com preço bem acessível. Fica num prédio horrendo, com uma localização um tiquinho afastada (vale pelo preço!!!), mas foi o próprio dono que carregou nossas malas e nos deu dois litros de água e uma Fanta de cortesia. Não é mais atencioso por falta de espaço! A internet é um grande diferencial; é livre e grátis! Quase nenhum hotel na Europa dá internet grátis.

O quarto, com quase 4 metros de pé direito, tem móveis velhos, mas apesar disso é bem limpinho. Tem um lindo forro de gesso no teto, e o banheiro compensou, pois foi reformado, e é bem equipado, com secador, secador de toalha e água bem quente.

Pelo que li nos comentários, outro ponto forte do hotel é o café da manhã, mas isso só vou poder dizer amanhã.

Chegamos no hotel, fizemos nossa ficha e saímos para andar. Chovia, e já sabendo que choveria, desde que vim do braseeel, eu trouxe umas capas de chuva que compramos na Disney em 2008. São ótimas! Luciana comprou um guarda chuva “GLS” (com as cores do arco-íris), por 3 euros, negociados com um africano, provavelmente imigrante ilegal na cidade, que queria empurrar o guarda-chuva por 5 euros.

Logo chegamos à Piazza San Marco (como tem San Marco aqui!!!), e mais à frente começava o buchicho. E antes do buchicho, pagamos 4,50 por pessoa para visitar a Basílica e o museu de San Lorenzo, porque Gabi insistiu muito.

Depois de uns 40 minutos, continuamos nossa caminhada, debaixo de chuva. Avistamos a Basílica de San Lorenzo, linda, enquanto caía a noite. Muita gente na cidade, e mesmo com chuva.

Avistamos uma Sephora, e foi lá mesmo que fomos. Impossível comprar qualquer coisa aqui. Tudo em euro é super caro, e até um mero OPI custa uma baba, se formos converter em reais. Não dá mesmo pra comprar muita coisa, mas eu, saí com um batom líquido que seca na boca e fica fosco. Achei lindo!

Depois, fomos catar um lugar para comermos. Estávamos morrendo de fome, porque só tomamos café e comemos uma bobeirinha no trem. Já era umas 18:30, e resolvemos jantar logo.

Tive que trocar meu lindo chinelinho por um sapato fechado que estava esmilinguindo meus pezinhos. Queria sentar logo, e praticamente sentamos no primeiro restaurante que achamos. A comida não era lá essas coisas; pedi mais uma massa com frutos do mar. A da primeira noite em Veneza dá de dez a zero.

E saindo do restaurante, debaixo de chuva, ainda, voltamos para o hotel, onde fiz upload de algumas fotos no Face, com um pouco de sacrifício, porque o sinal de internet no nosso quarto pega no último risquinho de sinal. Meio crítica a situação.

Agora, preciso dormir logo, porque dormi mal na noite passada, e temos que acordar amanhã às 7, porque tenho ingresso para a galeria UFIZZI para 9 da manhã.

Então, fico por aqui. O dia hoje não teve muita graça, penso que foi mais por causa da viagem mesmo, de uma cidade para a outra.

Amanhã vi que fará um pouco de sol. Quem sabe a gente aproveite melhor o dia!

Grande beijo e até amanhã!

Adri